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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Múlti TIM “financia futuro” com mais R$ 5,7 bilhões do BNDES


“Um ótimo contrato”, declara diretor da TIM
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mais R$ 5,7 bilhões para a operadora TIM, para financiar investimentos entre 2014 e 2016, segundo reunião do conselho de administração da empresa realizada na terça-feira (29/10). “Estamos financiando o nosso futuro. Essa nova linha de crédito, com prazo de oito anos, vai permitir o financiamento do nosso Capex [investimento em bens de capital] para os próximos três anos, não é [uma questão] de financiar a companhia hoje”, afirmou o diretor financeiro da TIM no Brasil, Cláudio Zezza.
Segundo ele, as condições do financiamento são “muito boas”: uma parte com uso da TJLP mais 2,52% ao ano e outra, taxa Selic mais 2,52% a.a. “Fizemos um ótimo contrato que vai nos permitir reduzir ainda mais o nosso custo com linhas alugadas e ampliar o uso do nosso backbone e redes metropolitanas”, disse. A operadora deu como garantia as receitas com prestação de serviços da TIM Celular.
Essa não foi a primeira vez que a TIM foi contemplada com polpudos recursos do BNDES. Em julho de 2005, a TIM Celular teve aprovado financiamento de R$ 1,3 bilhão para ampliação de sua presença em municípios de suas áreas de atuação.
Em outubro de 2008, o BNDES aprovou a concessão de limite de crédito de até R$ 1,51 bilhão para o Grupo TIM. De acordo com nota divulgada pelo banco, à época, “por meio desse instrumento é aberto um crédito rotativo às empresas. Uma de suas principais vantagens está no prazo de tramitação para os desembolsos, que gira em torno de dois meses, bem inferior à média de seis meses das operações tradicionais”. Em dezembro do ano passado, o limite desse crédito foi aumentado em R$ 2,164 bilhões, através de um aditivo ao contrato de financiamento, passando para R$ 3,97 bilhões.
Em outubro de 2009, levou mais R$ 400 milhões, através de linhas de financiamento do Programa Especial de Crédito, utilizados em capital de giro.
No acumulado de janeiro a setembro deste ano, a TIM teve um lucro líquido de R$ 1,007 bilhão, ante R$ R$ 986 milhões no mesmo período do ano passado.
Ao mesmo tempo, as empresas de telefonia, entre as quais a TIM, sequer cumprem algumas metas de fancaria estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que não cobrem integralmente os contratos assinados com os consumidores. Assim, conforme relatório de setembro divulgado pela agência, a TIM descumpriu as metas de banda larga móvel em relação à taxa de transmissão instantânea (velocidade de upload e download apurada na hora da utilização da internet) e à taxa de transmissão média (média das medições de velocidade instantânea no mês).
Além da péssima qualidade de serviços ofertados, a TIM encontrou outra maneira de esfolar o consumidor: derrubando propositadamente as ligações, principalmente no plano Infinity, no qual o cliente paga por ligação e não pelo tempo da chamada. No ano passado, por exemplo, a operadora foi condenada a pagar R$ 24,8 mil a Karinne Marques de Oliveira, que moveu ação acusando a TIM de derrubar de propósito as suas ligações. Segundo o juiz Yale Mendes, do Juizado Especial Cível de Cuiabá, a cliente foi “visivelmente prejudicada pelas quedas constantes e de forma proposital” das chamadas. Apenas no dia 8 de março de 2012 derrubou cerca de 8,1 milhões de ligações em todo país, faturando R$ 4,3 milhões a mais.
A TIM detém 27,17% dos clientes de telefonia móvel no país, logo atrás da Vivo, com 28,71%. Em setembro último, a Telefónica de Espana, que controla a Vivo no Brasil, aumentou sua participação na Telecom Itália, que no Brasil detém o controle da TIM.
VALDO ALBUQUERQUE

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