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quinta-feira, 7 de novembro de 2013


ESTE ARTIGO ESTA BEM ATUAL SERVE PARA ESSE INDIVIDUO QUE VEIO POR AQUI Justin Bieber 


Para quem engana o público em gravação há tanto tempo, enganar os que pagaram os olhos da cara para assistir o seu show não é uma façanha. Madonna não sabe cantar, não sabe dançar, como atriz é medíocre, em suma, é um nada 
Em artigo intitulado “Sinais de calvície”, o escritor Regis Bonvicino ressalta que Madonna não é uma cantora: “Ela é um banco, que cobra juros sobre juros de seus clientes, no cheque especial”. A citação é longa, mas, como o retrato é preciso, reproduzimos os principais trechos do artigo de Bonvicino:

Madonna tem fãs e não ouvintes. O flanco histérico de sua voz – fino e irritante, mais adequado às torturas praticadas por Bush em Guantánamo – não permite que ela seja ouvida. (….) Quando ela apanha sua guitarra, Jimi Hendrix se revira no túmulo. As letras de suas canções (….) são dolosamente vagas. Exemplo: ‘Tive muitas vidas/ desde menina/ Percebo/ quantas vezes eu morri/ Eu não sou aquele tipo de pessoa/ Às vezes sinto-me tímida/ Penso que posso voar/ Mais próxima do céu’. Lembram-se de ‘Yer Blues’, dos Beatles? Madonna é a diluição adúltera de tudo. (….) Seus ‘versos’ constituem-se em frases de efeito: ‘If you don’t like my attitude, then you can fuck off’ (Se você não gosta do que faço, foda-se).

Seu engajamento político resume-se, por exemplo, a mandar Sarah Palin, durante a campanha de 2008, ‘se foder’. (….) Seu vocabulário tem umas cinqüenta palavras. Madonna já apresenta sinais evidentes de calvície. O diastema nos dentes incisivos superiores conferiu-lhe um ar de garota sexy e perversa, quando jovem. Hoje, isso a faz parecer uma bruxa. Sua forma física, e não sua beleza de butique, persiste. Não à toa sua primeira filha, Lourdes, é produto de seu relacionamento amoroso com seu antigo treinador. Ela é a cantora das academias. É o teatro de revista, sem humor. E sem pernas bonitas.

Madonna é a ostentação pela ostentação, sem qualquer nível artístico. É oca por dentro, com o perdão da redundância. Um batalhão de designers projetou o figurino do palco. (….) Ela e sua banda usam 69 guitarras ao longo da apresentação. Bastaria um playback. Na verdade, e digo na verdade, Madonna representa o supercapitalismo norte-americano de Richard Nixon, Ronald Reagan, de George Bush, pai e filho, que, elitista e financeiro, sucumbiu numa depressão”. 

INCAUTOS E PUXA-SACOS 

Na verdade, observamos nós, Madonna usou fartamente o playback em suas apresentações. A voz, que já era insignificante, agora está pior. Para quem engana o público em gravação há tanto tempo, enganar os que pagaram os olhos da cara (hum...) para assistir o seu show não é uma façanha. Madonna não sabe cantar, não sabe dançar, como atriz é medíocre – em suma, é um nada.

Entretanto, reproduzido o retrato, resta saber como apareceram, além dos incautos de sempre, tantos puxa-sacos durante a turnê da decadente Madonna (decadente inclusive comercialmente: há muito ela não consegue vender número de discos comparável, por exemplo, a Amy Winehouse, por sinal uma cantora muito melhor).

Pois, leitores, os puxa-sacos são os que sempre puxam o saco de qualquer lixo que vem dos EUA. Apenas isso. Não se trata, bem entendido, de que eles bajulem tudo o que vem daquele país. Não. A bajulação da mídia colonizada, apodrecida, tão ou mais decadente do que seus ídolos, é apenas ao que há de pior no norte da América.

Bonvicino diz que “o desaparecimento da crítica e da ‘indústria cultural’ permitiram a existência de Madonna. Aliás, não há crítica que consiga enfrentar o poder corruptor da indústria do entretenimento”.

Nós diríamos que esse desaparecimento e essa corrupção não são gerais. Mas nessa mídia que se compraz em incensar madonnas, realmente a crítica tornou-se uma raridade, como, aliás, qualquer pensamento crítico em qualquer área. Monopólios de imprensa não existem para pensar, muito menos para estimular as pessoas a pensar.

Numa página famosa dos “Manuscritos Econômico-Filosóficos”, escritos em 1844, quando tinha apenas 26 anos de idade, Karl Marx referiu-se à “hostilidade da burguesia em relação à arte”.

Não se trata de que qualquer “burguês”, qualquer empresário, seja individualmente um inimigo da arte. O problema é como o capitalismo transforma a arte numa mercadoria. A obra de arte é, portanto, transformada num valor, que impera acima do senso estético social que caracteriza o homem. Esse império do valor acaba se tornando algo anti-social nas várias esferas da vida – e sensivelmente, perceptivelmente, no campo da cultura. Em relação à obra de arte, o valor acaba por se chocar com o senso estético, por ser antagônico a este último – mais ou menos como a apropriação individual se choca cada vez mais com a produção social. Daí a decadência de certa arte, cada vez mais um valor mercadológico, assim como o vazio de certas bienais, etc.

Se essa tendência existe no capitalismo em geral, a questão torna-se crítica no capitalismo monopolista. Com a manietação do mercado, própria dessa época de degeneração do capitalismo, a mercadoria passa a ser imposta através da mídia. O monopólio só reconhece um mercado: o mercado cativo, em que os consumidores são obrigados a comprar o que lhes vendem os monopólios.

Assim, o conteúdo da obra torna-se completamente secundário, ou, para ser exato, a obra de arte, mesmo enquanto mercadoria, passa a ser um estorvo pelo que ela representa de reflexão e tomada de consciência humana. É então substituída por simulacros degenerados, empobrecidos, cada vez mais sem significação humana. Ao final, o que é servido pela “indústria cultural” já não é nem mesmo um simulacro, mas uma monstruosidade estética e intelectual.

Portanto, é sempre o pior, o mais alienado, o mais decadente, o mais inútil para a verdadeira existência humana que passa a ser promovido como suposta “cultura” de massas – e não somente como cultura de massas, vide as “instalações” que, após Marcel Duchamp, são servidas como “arte plástica” em alguns salões. Na literatura, é forçoso reconhecer que os subliteratos de antigamente, diante de certos literatos atuais, pelo menos sabiam escrever. Não se trata aqui de qualquer nostalgia em relação ao que se considerava, no passado, subliteratura. Trata-se apenas de constatar a degradação crescente a que os monopólios e sua ação na área cultural estão levando.

Na área da música popular, em especial, esse processo é evidente. As madonnas, créus e eguinhas pocotós (e não há diferença qualitativa, a rigor, entre esses três exemplos) são os ícones desse apodrecimento e queda no vazio.

A questão é que, como em outras áreas, é uma ilusão monopolista achar que é possível sempre e eternamente impor esse lixo à população. Apesar de toda a bajulação da mídia, a turnê de Madonna esteve longe de corresponder à expectativa de seus promotores – em especial as apresentações feitas no Rio.

É assim mesmo. Continua válida a constatação de Lincoln de que é impossível enganar todos, ao mesmo tempo, para sempre... Otários e incautos, sempre os há – mas seu número não tem aumentado.
C.L.



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