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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A "INDIGNAÇÃO AO CONTRÁRIO". QUEREM DISCUTIR ISSO A SÉRIO OU À BRINCA?

NEWTON NOVAES BARRA


Algumas pessoas não param 1 segundo para pensar. Aí, indignadas como gado que segue a manada, saem pregando a barbárie para todos, ao invés de defenderem a dignidade para todos... É a "indignação ao contrário".

Segundo essa reação, tem "mensaleiro" querendo "regalias" (sim, esta é a palavra usada, como se atendimento médico adequado e o direito de permanecer vivo fossem "regalias" e não obrigação do estado).

Diante dessas inaceitáveis "regalias", o que defendem? "Igualdade!", "igualdade de condições com os outros presos!!".

Perfeito. Então, por esse suprassumo conceito de justiça, defende-se: Falta de atendimento médico para todos, comida podre para todos, revista vexatória para todos os familiares de presos, superlotação das celas para todos, estupro em todos, degradação de todos, todos sem a menor chance de recuperação. Prisão como castigo medieval. Eeeebaaa!! Agora sim!! Justiça!!!!

Se déssemos o devido valor à LIBERDADE, saberíamos que sua perda já é uma grande punição. Ninguém, na lei brasileira, é condenado a sofrer, além da perda da liberdade. Aqui não há chicotadas em praça pública, apedrejamento público ou mutilação determinada pelo estado.

O que existe no Brasil é um crime do estado contra a população carcerária (e, lembre-se, de ampla maioria negra e mestiça). E nunca vi a classe média branquinha se revoltar com isso. No fundo, os filhinhos-de-papai-e-mamãe, no conforto de seus apartamentos, querem mais é que esses pobres e criminosos - todos muito "feios" - sejam torturados nas cadeias - e morram.

Se metade da "indignação" com "as regalias" fosse canalizada contra o sistema injusto, absurdo e medieval que reina nas cadeias, talvez conseguíssemos sim melhorar alguma coisa. E isso, ao contrário do que diria o reducionismo preconceituoso, não seria por "pena" dos detentos, mas por dignidade (nossa, em primeiro lugar) e para podermos apostar num sistema que recupere aqueles que possam ser recuperados.

Vamos perceber que a "igualdade" por baixo é na verdade aumentar o descalabro. Se houvesse sentido de justiça nesse tipo de igualdade "por baixo", então todos nós deveríamos ser reduzidos a pobres e irmos morar na favela, pois, afinal, já que não dá para melhorarmos o sistema, então que estejamos todos na merda... por uma questão de igualdade!

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