BRASIL PRA FRENTE

BRASIL PRA FRENTE!
O RIO DE JANEIRO DE PÉ PELO BRASIL!





















sábado, 12 de agosto de 2017

FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL





FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL.

LANÇAMENTO DIA 23 DE AGOSTO DE 2017 NA ALERJ
(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RJ)
INICIO 09 HORAS.
BRASIL SOBERANO, POPULAR,DEMOCRÁTICO, UNIDO E FORTE


A Frente Popular Getulista de Libertação Nacional conclama a todos, trabalhadores do campo e da cidade, servidores públicos civis e militares, empresários nacionais do campo e da cidade, homens e mulheres, juventude brasileira, é hora de darmos basta a essa situação que querem submeter nossa pátria, à custa do sacrifício de milhões de brasileiros que morrem nos hospitais sem atendimento, sem saneamento, que recebem educação precária em todos os níveis, dos salários arrochados, do desemprego, da condição semiescrava em que milhares de trabalhadores estão submetidos.
Os anões morais estão no poder, hienas políticas, abutres disputando avidamente as sobras do banquete do grande capital internacional, seus verdadeiros patrões.
Nós da Frente Popular Getulista de Libertação Nacional temos a mais absoluta e inabalável certeza de que o legado Getulista é um caminho para a reconstrução de nosso país. Alicerçados em nosso ideal programático, que em seu primeiro ponto está centrado na anulação de todos os atos do atual desgoverno e todos aqueles anteriores que feriram diretamente a nossa constituição, nossa soberania, os direitos previdenciários, trabalhistas e sociais.
Não poderemos avançar em nossos propósitos sem a retomada urgente de nossas estatais estratégicas. Para o efetivo desenvolvimento do país defendemos uma profunda reforma agrária e urbana, a suspensão imediata das dívidas interna e externa, a estatização do sistema financeiro, a reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal, o fortalecimento das empresas privadas nacionais industriais e comerciais, o apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como às grandes propriedades rurais produtivas. Também, o controle das riquezas nacionais, pelo estado, como o nióbio, o urânio e o pré-sal, a reestruturação das forças armadas em defesa de todo o território nacional, principalmente, da Amazônia e do nosso mar, onde esta o pré-sal descoberto pela Petrobrás.
Contatos: frentepopulargetulista@gmail.com
Whastsapp :2198753-1083
FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL
Abaixo nossas ideias e propostas de um Brasil novo, soberano, democrático, popular e com justiça social, para a maioria dos brasileiros.
1. Suspensão do pagamento das dívidas externas e interna (com plebiscito popular)
2. Reforma agrária ampla,
3. Eleições diretas em todos os níveis.
4. Anulações de todos os atos dos governos anteriores que afetem a soberania e a independência da econômica do Brasil, os direitos previdenciários e trabalhistas e sociais.
5. Reestatização de portos, aeroportos, estradas, vale do rio doce, light, Embratel, Petrobras, CSN, Usiminas, metro, trens.
6. Estatização do sistema financeiro.
7. Controle e limitação em 10% das remessas de lucros de empresas estrangeiras.
8. Reestruturação e rearmamento das forças armadas, com ênfase na ampliação da defesa de nossas fronteiras, do nosso mar, ar e ocupação efetiva da região amazônica.
9. Investimentos na reestruturação da educação em todos os níveis, com ênfase no desenvolvimento tecnológico e na qualificação profissional.
10. Demarcações definitivas das terras indígenas e quilombolas
11. Reinversão de tecnologias e remessa de lucro de empresas estrangeiras
12. Construção imediata de três milhões de upas, clinicas das famílias e 50 hospitais em cada estado e concurso para os profissionais da área de saúde.
13. Aumento de 100% do salário mínimo extensivo as aposentadorias.
14. Aposentadoria aos 25 anos de tempo de serviço.
15. Salário mínimo para as mulheres “donas de casa” que não possuem renda.
16. Redefinição da política agrária, proibição do uso de sementes transgênicas e seus defensivos.
17. Reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal.
18. Construções de casas populares, atendendo a demanda habitacional, com a construção de 30 milhões de casas.
19. Aplicações de políticas propositivas para a população negra e indígena
20. Redefinição dos tribunais de justiça com eleição direta de seus membros, de todas as instancias. Controle social de suas ações com limitação de mandatos.
21. Financiamento estatal de campanha. fim da urna eletrônica, voto devera ser impresso ou manual.
22. Fim do foro privilegiado para todos os poderes e prisões especiais para todos os níveis.
23. Democratização dos meios de comunicação, fim dos monopólios.
24. Fortalecimento da cultura nacional e regional.
25. Reforma tributária com taxação de impostos as grandes fortunas.
26. Fortalecimento das empresas privadas nacionais na indústria e comercio.
27. Apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como as grandes propriedades rurais produtivas.
28. Controle das riquezas nacionais, pelo estado, como nióbio, urânio, e o pré-sal.
29. Concurso público em todas as esferas da união, estados e municípios, fim das contratações privadas.
30. Criações dos Conselhos Populares Getulistas nos locais de trabalho, nas escolas, universidades, nos órgãos públicos, nos bairros, com o objetivo de maior controle popular dos serviços e dinheiro publ
Frente Popular Getulista de Libertação Nacional.
CONTATOS: correio eletrônico: frentepopulargetulista@gmail.com
Whatsapp: 98753-1083

CRIANÇA É CRIANÇA OU É "DE MENOR"



Na mídia crianças são aquelas que brincam atrás das grades da cidade e fora delas estão as sombras de menores que transitam entre realidades que aprofundam as desigualdades
O Brasil é um campeão mundial em desigualdade. E isso não se manifesta apenas nos indicadores de qualidade de vida, de IDH ou de distribuição per capita da renda. Os mais hediondos indicadores não são apresentados diretamente pelas estatísticas, mas sim pela dura realidade nas periferias urbanas brasileiras onde jovens negros e pobres são sistematicamente massacrados ou por relações sociais desestruturadas, pela determinante de vida que é o crime, ou pela brutal repressão policial. Um adolescente negro de periferia disse a uma assistente social: “tia, minha vida, meu futuro, vai ser escrito com C, Cadeia, Cadeira (de rodas) ou cemitério”.
Os jovens de anúncios de margarina ou de jeans da moda não são o modelito  que se encontra em famílias que a classe média urbana considera “desestruturadas”, com o pai preso ou morto, a mãe viúva ou com companheiro que não é o pai, e crianças que enfrentam filas e agonias, desde o nascer, para quase tudo. Do Estado tudo o que vem é tratado como se fosse uma filantropia, uma esmola da parte rica da sociedade para a maioria esmagadora de carentes.
Na mídia a infância e a juventude têm dois pesos. Crianças são aquelas que brincam nos playgrounds dos prédios de apartamento, atrás de grades que impõem limites de fora para dentro. Aquelas figuras maltrapilhas que incomodam com seus descabidos pedidos por ajuda, dinheiro ou comida, que colocam em risco a “segurança pública”, essas são menores, problemas mais policiais do que sociais.  Na mídia só há dois tipos de infância, a do comercial de margarina e a dos “menores infratores”, criminosos que, se ainda não são, serão.
Nas rodas dos privilégios os filhos são protegidos por redomas que os afastam do convívio com a diversidade, com a pluralidade, que os obrigam à convivência com seus “iguais”. Escolas pagas para garantir que não haverá contaminação, que a pobreza, tal qual praga, não se aproximará e corromperá os pequenos príncipes e princesas.
Essa desigualdade se alastra pelo país e a atitude das famílias expressa apenas o consenso socioinformativo de mídias que propagam em programas e novelas um padrão estético que deve ser o “aceitável” para pessoas de bem, enquanto nos noticiários mostram o caos que “as populações pobres” instalam em seus espaços, com criminosos que destroem escolas, se matam em confrontos entre suas quadrilhas e com a polícia, que constroem suas casas sem qualquer senso estético ou de estilo.
A pobreza é criminalizada. As manchetes estampam que “pessoas de bem” erraram o caminho e são mortas nas comunidades. Antros de bandidos onde as crianças são apenas “soldados” do tráfico e do crime. Ao Estado sobra a tarefa de reprimir, de prender e matar, sob o olhar cúmplice de uma sociedade que deseja mais armas, mais prisões, redução da maioridade penal e o fim do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Impor a “meritocracia” a crianças que nascem sem o mínimo de seus direitos à vida, à educação, à saúde e ao afeto assegurados é o mesmo que comparar o desempenho de macacos e jabutis em competições para subir em árvores. Ao Estado caberia a missão de assegurar a equiparação de direitos, com garantias mínimas de acesso a direitos universais, como água, saneamento, alimentação, habitação, saúde e educação.  Mesmo que isso seja feito sob o risco de ser acusado de “dar sustento a vagabundos”.
O combate à desigualdade não pode ser apenas uma missão de governos, deve ser uma tarefa para toda a sociedade a partir de uma visão de futuro onde o desenvolvimento depende de uma juventude capaz de buscar caminhos para a reestruturação de um futuro onde tudo está por se inventar. Mas não há um futuro possível sobre o campo minado da desigualdade, onde a falta do diploma é suprida pelo fuzil! (Envolverde)
Dal Marcondes é jornalista com especialização em economia a em sustentabilidade, é diretor do Instituto Envolverde e reconhecido como Jornalista Amigo da Infância pela Agência Nacional dos Direitos da Infância (ANDI).
http://envolverde.cartacapital.com.br/crianca-e-crianca-ou-e-de-menor/

Brasil, país ainda insalubre



Quase metade dos brasileiros continua sem rede de esgotos, e 20% não têm água em casa. Não seria difícil atendê-los — mas os investimentos estancam e, pior, fala-se em privatização
Por Washington Novaes, na Envolverde
A cada vez que se divulgam números sobre os serviços de saneamento urbano no País, crescem as preocupações. Agora, as informações são (Estado de São Paulo, 10/7) de que quase metade da população nacional não é atendida pela rede de esgotos – ou seja, perto de 100 milhões de pessoas – e quase 20%, perto de 40 milhões, não tem fornecimento de água nos domicílios. Para completar, mais de um terço de toda a água distribuída se perde no meio do caminho. E a causa de todos os problemas é a falta de investimentos.
Tudo se complica ainda mais quando se é informado de que para universalizar até 2033 (daqui a 15 anos) os serviços de saneamento básico o País terá – ou teria – de investir mais de R$ 20 bilhões por ano. Mas entre 2010 e 2015 o investimento médio foi de R$ 11 milhões por ano, pouco mais de metade do necessário. Sem falar em redução ou eliminação das perdas. E para dificultar ainda mais as soluções, hoje boa parte do sistema é administrada por empresas dos Estados, em situação financeira difícil, com patrimônio líquido negativo, dívidas altas, problemas trabalhistas e serviços de má qualidade. Com isso, há dois anos o atendimento urbano de água só chegava a 83,3% do público total.
Entre 2014 e 2015 o investimento caiu até 27% – quando se sabe que cada R$ 1 investido em saneamento levará à economia de até R$ 4 no sistema de saúde. Mas o total investido em 2005, por exemplo, ficou entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões; mesmo em 2015 não passou de R$ 12,1 bilhões. Não se deve estranhar, assim, que em Rondônia só 2% da população urbana conte com coleta de esgotos; nada é tratado. Na Bahia, só 3,41% da população tem rede de coleta de esgotos; no Amapá, 3,71% . Onze Estados já contrataram estudos para a expansão, dez já assinaram contratos.
Há quem pense que pelo menos parte do problema poderá ser resolvida com a utilização de águas transpostas, por exemplo, do Rio São Francisco, que seriam utilizadas na irrigação de lavouras. João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco, adverte, porém, que a expansão do agronegócio está exigindo mais irrigação, quando um pivô central pode consumir 2,6 metros cúbicos de água por hora; a captação de água diretamente nos aquíferos em geral envolve questões difíceis: entre 2015 e 2016 as disputas por água aumentaram 27%, segundo números da Comissão Pastoral da Terra (envolvendo 164 mil pessoas em 2007 ou 222 mil em 2016). As causas principais apontadas são a utilização da água como commodity, que leva a conflitos com grupos sociais que a encaram como bem essencial à vida.
Há ainda quem aponte efeitos negativos em processos de privatização de sistemas de água. E até casos de conflitos muito graves, em que se tornou necessária a retomada das instalações pelo poder público. Outros críticos lembram, por exemplo, que em 2015 o BNDES entrou com R$ 57 bilhões em subsídios para privatizações (Folha de S.Paulo, 9/7). Há quem proponha que os processos de privatização e concessão de subsídios sejam obrigatoriamente aprovados pelo Congresso Nacional. O tema foi um dos centrais no 47.º Congresso Nacional de Saneamento, em junho. Nele a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae) reafirmou seus “compromissos históricos” de luta contra a privatização do saneamento básico (boletim de 19 a 22 de junho), lembrando que “a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de saneamento básico não foi ainda alcançada em muitos municípios brasileiros”.
Nesse congresso se registrou ainda que o saneamento básico em áreas rurais também precisa ter prioridade nas políticas públicas de todos os municípios. E que a recuperação das nascentes, “já uma área prioritária em todo o mundo”, deve incluir “estratégias como o controle da erosão do solo e a minimização da contaminação química e biológica; para garantir a renovação das nascentes também é necessário o combate ao corte intensivo das florestas nativas, queimadas, pastoreio intensivo, mau planejamento na construção de estradas e loteamentos”.
O tema vai-se tornando cada vez mais candente com a gravidade da situação, exposta em relatórios oficiais, estudos universitários e outros. O senador José Serra, por exemplo, em artigo recente (22/6), reiterou que “a coleta de esgotos no País é de apenas 50% e apenas 43% dos esgotos coletados são tratados; na Região Norte essa proporção se reduz a 16%”. E acentuou: “A coleta de esgotos, seguida do seu tratamento, beneficia menos de um quarto da população brasileira”. Entre as consequências, indica: “Estimativas do Instituto Trata Brasil apontam que 340 mil internações anuais são causadas por infecções decorrentes da falta de saneamento básico. Entre as dez cidades brasileiras onde há menor cobertura, a média de internações é quatro vezes maior do que entre as dez cidades mais bem atendidas. Milhares de mortes ocorrem como consequência dessas enfermidades”.
Mesmo com tanta gravidade, a precariedade dos serviços básicos no Brasil está demonstrada pelos investimentos médios no setor, que correspondem a menos de dois terços das necessidades apontadas em estudos reconhecidos pelo poder público. A que se deveria isso? Há muitas respostas que atribuem a culpa à indiferença do poder público. E uma elas é do ex-ministro Delfim Netto (Folha de S.Paulo, 3/7): “O poder econômico controla o poder político no Brasil.”
Mas é preciso lembrar sempre um dos últimos relatórios da Organização Mundial da Saúde (Reuters, 7/3): “Ambientes poluídos e insalubres matam 1,7 milhão de crianças por ano, uma em cada quatro”, por causa de “riscos ambientais, poluição do ar e da água, falta de saneamento básico e de infraestrutura adequada de higiene”. A taxa de mortes no Brasil é de 41,38 crianças com menos de 5 anos por 100 mil habitantes, principalmente por falta de saneamento básico.
*Jornalista. e-mail: wlrnovaes@uol.com.br
http://outras-palavras.net/outra
smidias/?p=

A água brasileira corre para as multinacionais


Uma corporação canadense já controla o abastecimento de 17 milhões de brasileiros. Outras estão à espreita numa privatização tramada sem nenhum debate com a sociedade
Por Flávio José Rocha da Silva*, no site do Fórum Mundial Alternativo das Águas, FAMA
A história do Brasil, não é novidade, foi forjada por uma sucessão de saques contra as nossas riquezas naturais. A lista é longa: pau-brasil, açúcar, ouro, diamantes, algodão, café, ferro, borracha, nióbio, sal, mogno, petróleo, etc. Como o que está ruim pode piorar, como diria um pessimista empedernido, eis que agora podemos acrescentar a água a esta lista.
Antes já comprovadamente explorada na irrigação e dando base para o que hoje é chamado de “exportação da água virtual” com a venda de frutas e de soja para fora do país (há outros itens, mas estes são os mais relevantes), o controle dos recursos hídricos avança no país por parte das multinacionais. A água nossa de cada dia já gera, há muito tempo, lucro para alguns grupos econômicos estrangeiros vindos de países sem a mesma abundância em mananciais como tem Brasil. Há razões para essas empresas se instalarem aqui no nosso país. Basta afirmar que para produzir 1 quilo de banana são gastos 790 litros de água, segundo o site da Waterfootprint [1] (organização que mede o gasto de água para produzir alguns alimentos e produtos). No caso da soja, para produzir 1 quilo desta leguminosa são necessários 1.500 litros de água. Adivinhe o nome do país que se tornou o maior produtor de soja no mundo.
Sobre a apropriação da água para a fruticultura irrigada, pergunte aos moradores do entorno do Canal da Integração construído pelo então governador do Ceará, Ciro Gomes, o que eles acham da presença das grandes empresas de fruticultura na Chapada do Apodi cearense e o acesso que eles tem sobre aquela água. É que por lá a água tem dono, e não são os moradores locais. Experimente ter que amarrar a si próprio em uma estaca para descer em um canal e conseguir uma lata de água durante a madrugada correndo o risco de ser pego por seguranças e ainda ser acusado de roubo. Nem todos são convidados para o banquete do progresso da agricultura em grande escala e mecanizada do Apodi.
Quero tratar também de outra forma de comercializar/mercantilizar/privatizar a água. É sobre o que vem acontecendo com a administração das distribuidoras de água do nosso país. Desde a Era Collor de Mello, aprofundando-se no “reinado” de Fernando Henrique Cardoso e nos governos petistas, a posse deste serviço pelos estados e municípios vem sendo lentamente desconstruída e repassada para empresas privadas. Não tenho nada contra as empresas privadas, mas água é importante demais para ficar sobre o controle de algumas empresas. Privatizar pode significar privar as pessoas do acesso a um bem natural em muitos casos. Se você não pode pagar a conta da água, você será privado do acesso a ela nas torneiras da sua casa. Empresas privadas precisam pagar funcionários, impostos e ter lucro. E quanto mais lucro melhor para garantir a sobrevivência no mundo cruel dos negócios. É a natureza delas. Goste-se ou não, é assim que funciona. Se você pensa que é diferente, pergunte aos bolivianos sobre a relação nada amigável entre eles e a empresa estadunidense Bechtel que administrou a distribuição da água por lá e causou tamanho revolta com o aumento das tarifas impagáveis pelos mais pobres e o consequente corte da água para as suas casas. Não por acaso, aconteceu a chamada Guerra da Água causando a morte de mais de setenta pessoas nas ruas de Cochabamba no ano 2000. Pode também perguntar aos franceses por que as empresas distribuidoras de água na França, que por décadas foram administras por empresas privadas, passaram a ser reestatizadas em vários municípios de lá, incluindo Paris. No entanto, o Brasil segue o caminho da privatização da água já fracassado em outros países. Por que será?
A linguagem não é neutra. Mas o que há entre a não neutralidade da linguagem e a privatização da água no Brasil? Simples: ela é utilizada a favor da justificativa do repasse das nossas águas para as mãos de multinacionais. Você lerá/verá/escutará cada vez mais que a água é um bem econômico e assim deve ser tratada. Interessante é que nunca se afirma que por isso mesmo ela deva ser administrada pelo Estado e gerar mais dividendos para melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes. Outro artifício linguístico é falar em concessão do saneamento básico. Concessão é com-ceder, ceder o que se tem para outrem. No Brasil o governo diz conceder para passar a ideia de que a estatal continuará a pertencer ao governo, mesmo que ela passe a ser administrada por uma empresa privada tirando todo o poder governamental sobre a mesma. Tenta-se fantasiar o boi de cavalo. Será difícil retomá-la para o âmbito governamental em um país onde o mundo privado já domina os governos. Com relação a palavra saneamento, o primeiro lampejo mental para a população em geral é lembrar de esgoto. Quem não quer melhorar a situação do acesso e tratamento dos esgotos brasileiros. Você acredita que as empresas privadas vão sair por aí cavando asfalto para promover o aceso aos esgotos nas nossas favelas? Sejamos sinceros, onde já tem será mantido, onde não tem, não terá por iniciativa delas.
Um outro elemento linguístico utilizado para ajudar a convencer a todos da boa natureza da privatização da água é o discurso da escassez para amedrontar a população. Esta é outra estratégia que vem dando certo. Não que a escassez não exista. Ela é real e mortífera em várias partes do globo. Mas onde não é realidade ou não tão impactante, a escassez tem sido amplificada por parte da mídia. “Ficaremos sem água”, “a água está acabando,” “é preciso economizar água,” “Não desperdice água,” “o desperdício é causado porque a água é gratuita,” etc. Não há no mesmo discurso o chamamento da atenção para o fato de que 70% da água doce no planeta são gastos com irrigação e menos de 10% em uso doméstico. O discurso é tão eficaz, que existem crianças policiando o banho dos pais. Não que não devamos economizar água, longe disso. O problema é culpar o usuário comum quando ele não é o grande vilão da história.
Outro bom exemplo da linguagem a serviço da manipulação é a forma como o atual governo e as mídias encontraram para retratar as negociações para as privatizações das estatais da água. Primeiro era por meio da Parceria Público Privada – PPP. Então surgiu agora o Programa de Parceria de Investimento – PPI. Tudo falácia. No final é o dinheiro público financiando a compra das empresas públicas por empresas privadas e ainda com garantia de lucros nos contratos. Sem essa garantia, os grupos econômicos não consideram a amizade com o governo tão sincera.
O bom e velho BNDES foi acionado pelo governo da vez para ajudar a “democratizar o saneamento” com o PPI. Bondade não tem limite para este Banco de Desenvolvimento. E seus atos bondosos incluem a pressão para que os estados concedam a administração das suas distribuidoras de água para a privatização, digo, concessão (mas é privatização, mesmo). A fila vai começar com a CEDAE – Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro. O BNDES está financiando grupos econômicos que queiram entrar no negócio da água e 18 estados estão na fila para entregar o leite a um bebê faminto.
Mas se engana quem pensa que as multinacionais da água ainda vão chegar. Hoje o Brasil já tem 17 milhões de pessoas, em 12 estados brasileiros, são atendidas na distribuição de suas águas pela Bookfield, uma multinacional canadense. Ela comprou esta “fatia do mercado” da Odebrecht Ambiental. Parece pouco, mas o valor da transação foi de quase 3 bilhões de reais. Não é um mercado para qualquer um, como se vê.
O Ouro Branco, como é chamada a água em contraposição ao título de Ouro Negro dado ao petróleo, é um bom negócio, mas não para as populações carentes. Em um pequeno livrinho chamado O Manifesto da Água (2002), de autoria Riccardo Petrella e em outro livro publicado pela canadense Maude Barlow intitulado O Convênio Azul: a crise global da água e a batalha futura pelo direito a água (2009) [2], as consequências negativas para as comunidades e positivas para as empresas estão descritas com vários exemplos ao redor do planeta. São Paulo conhece bem as negativas quando sofreu um choque com o racionamento provocado pela ideia do lucro primeiro, população depois. É que 49,7% da Sabesp pertencem a empresas privadas. Vários analistas da questão hídrica culparam a empresa por não ter investido na melhoria da infraestrutura por anos, uma das causas do problema. Teoricamente o governo paulista tem maioria de 0,3 para a tomada de decisões. Mas nós todos sabemos como falham as teorias…
O avanço das ondas das novas privatizações vem como um tsunami. O problema é que agora não há mais estatais como Vale do Rio Doce, Embraer, Telebras, Rede Ferroviária, etc. Tudo já foi vendido nos anos noventa. Se é preciso satisfazer a sede dos grupos econômicos, que venha a bebida disponível no momento e esta é a água nossa de cada

Flávio José Rocha da Silva é doutor em Ciências Sociais
http://outras-palavras.net/outrasmidias/?p=494847

Mensagem de Getúlio Vargas (espírito) pela voz de Robson Pinheiro

A carta de suicídio de Getúlio Vargas

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

PAPO DE BANCA - VIVA GETÚLIO VARGAS O BRASIL ESTA DE PÉ

O BRASIL ESTÁ DE PÉ!


Viva Getúlio Vargas! 

"E chegado a hora. Levanta-te e anda povo brasileiro. Ergue- te contra os que traíram tua fé e faltaram às promessas que te fizeram. E anda, marcha para a fim de escolher para o governo homens da sua confiança ".
"O Brasil ainda não conquistou a sua independência econômica." Eles, os grupos econômicos internacionais. .. uniser-ão com os descontentes, daqui de dentro, os eternos inimigos do povo humilde, os que não desejam a valorização do homem assalariado, nem as leis trabalhistas, menos ainda a legislação sobre os lucros extraordinários." "Subvencionarão brasileiros inescrupulosos, seduzirão os ingênuos inocentes ,em nome de um falso idealismo e de uma falsa moralização."
"Os agentes da finança internacional, que pretende manter o nosso pais na situação de simples colônia, exportadora de matérias-primas e compradora de mercadorias industrializadas no exterior." Getúlio Vargas


Frente Popular Getulista de Libertação Nacional!

A CEDAE E DO BRASIL!




Os canalhas Temer, Moreira, Meireles não esperavam essa decisão da justiça federal. 
Os companheiros da APS ( Associação dos Profissionais em Saneamento) da CEDAE, liderado pelo nosso companheiro Vicente Portella, seu presidente, estão dando exemplo. Na rua com manifestações e com ações na justiça para frear esses criminosos que pretendem roubar a empresa e "vender" aos banqueiros estrangeiros.

Todo nosso apoio da Frente Popular Getulista de Libertação Nacional.

CADEIA PARA TEMER E SUA QUADRILHA JÁ!





Todo dinheiro para o sistema financeiro, as grandes corporações liderados pelos banqueiros . As custas de:
Sucatear Universidades, Hospitais, Escolas, Forças Armadas, "Venda" Estatais e terras brasileiras, desemprego de milhões de brasileiros, demissão de servidores publicos, arrocho salarial. Falência de milhares de empresas nacionais na cidade e no campo. Aumento acelerado da miséria. 
Roubo do Pré-Sal, do Niobio, entrega da Base de Lançamento de Foguetes de Alcântara, dos Aeroportos, Portos, Empresas de saneamento, energias e etc.
Fim dos direitos trabalhistas e da previdência social. 
O legislativo, judiciário, o executivo apodreceu. 
Destruição do Estado Nacional,da Pátria .
Cadeia para Temer e sua quadrilha!
Construir um Novo Estado,
Soberano, Democrático, Popular, Unido e Forte.
Frente Popular Getulista de Libertação Nacional.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL





FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL.

LANÇAMENTO DIA 23 DE AGOSTO DE 2017 NA ALERJ
(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RJ)
INICIO 09 HORAS.
BRASIL SOBERANO, POPULAR,DEMOCRÁTICO, UNIDO E FORTE
A Frente Popular Getulista de Libertação Nacional conclama a todos, trabalhadores do campo e da cidade, servidores públicos civis e militares, empresários nacionais do campo e da cidade, homens e mulheres, juventude brasileira, é hora de darmos basta a essa situação que querem submeter nossa pátria, à custa do sacrifício de milhões de brasileiros que morrem nos hospitais sem atendimento, sem saneamento, que recebem educação precária em todos os níveis, dos salários arrochados, do desemprego, da condição semiescrava em que milhares de trabalhadores estão submetidos.
Os anões morais estão no poder, hienas políticas, abutres disputando avidamente as sobras do banquete do grande capital internacional, seus verdadeiros patrões.
Nós da Frente Popular Getulista de Libertação Nacional temos a mais absoluta e inabalável certeza de que o legado Getulista é um caminho para a reconstrução de nosso país. Alicerçados em nosso ideal programático, que em seu primeiro ponto está centrado na anulação de todos os atos do atual desgoverno e todos aqueles anteriores que feriram diretamente a nossa constituição, nossa soberania, os direitos previdenciários, trabalhistas e sociais.
Não poderemos avançar em nossos propósitos sem a retomada urgente de nossas estatais estratégicas. Para o efetivo desenvolvimento do país defendemos uma profunda reforma agrária e urbana, a suspensão imediata das dívidas interna e externa, a estatização do sistema financeiro, a reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal, o fortalecimento das empresas privadas nacionais industriais e comerciais, o apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como às grandes propriedades rurais produtivas. Também, o controle das riquezas nacionais, pelo estado, como o nióbio, o urânio e o pré-sal, a reestruturação das forças armadas em defesa de todo o território nacional, principalmente, da Amazônia e do nosso mar, onde esta o pré-sal descoberto pela Petrobrás.
Contatos: frentepopulargetulista@gmail.com
Whastsapp :2198753-1083
FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL
Abaixo nossas ideias e propostas de um Brasil novo, soberano, democrático, popular e com justiça social, para a maioria dos brasileiros.
1. Suspensão do pagamento das dívidas externas e interna (com plebiscito popular)
2. Reforma agrária ampla,
3. Eleições diretas em todos os níveis.
4. Anulações de todos os atos dos governos anteriores que afetem a soberania e a independência da econômica do Brasil, os direitos previdenciários e trabalhistas e sociais.
5. Reestatização de portos, aeroportos, estradas, vale do rio doce, light, Embratel, Petrobras, CSN, Usiminas, metro, trens.
6. Estatização do sistema financeiro.
7. Controle e limitação em 10% das remessas de lucros de empresas estrangeiras.
8. Reestruturação e rearmamento das forças armadas, com ênfase na ampliação da defesa de nossas fronteiras, do nosso mar, ar e ocupação efetiva da região amazônica.
9. Investimentos na reestruturação da educação em todos os níveis, com ênfase no desenvolvimento tecnológico e na qualificação profissional.
10. Demarcações definitivas das terras indígenas e quilombolas
11. Reinversão de tecnologias e remessa de lucro de empresas estrangeiras
12. Construção imediata de três milhões de upas, clinicas das famílias e 50 hospitais em cada estado e concurso para os profissionais da área de saúde.
13. Aumento de 100% do salário mínimo extensivo as aposentadorias.
14. Aposentadoria aos 25 anos de tempo de serviço.
15. Salário mínimo para as mulheres “donas de casa” que não possuem renda.
16. Redefinição da política agrária, proibição do uso de sementes transgênicas e seus defensivos.
17. Reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal.
18. Construções de casas populares, atendendo a demanda habitacional, com a construção de 30 milhões de casas.
19. Aplicações de políticas propositivas para a população negra e indígena
20. Redefinição dos tribunais de justiça com eleição direta de seus membros, de todas as instancias. Controle social de suas ações com limitação de mandatos.
21. Financiamento estatal de campanha. fim da urna eletrônica, voto devera ser impresso ou manual.
22. Fim do foro privilegiado para todos os poderes e prisões especiais para todos os níveis.
23. Democratização dos meios de comunicação, fim dos monopólios.
24. Fortalecimento da cultura nacional e regional.
25. Reforma tributária com taxação de impostos as grandes fortunas.
26. Fortalecimento das empresas privadas nacionais na indústria e comercio.
27. Apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como as grandes propriedades rurais produtivas.
28. Controle das riquezas nacionais, pelo estado, como nióbio, urânio, e o pré-sal.
29. Concurso público em todas as esferas da união, estados e municípios, fim das contratações privadas.
30. Criações dos Conselhos Populares Getulistas nos locais de trabalho, nas escolas, universidades, nos órgãos públicos, nos bairros, com o objetivo de maior controle popular dos serviços e dinheiro publ
Frente Popular Getulista de Libertação Nacional.
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Requião esmiúça as contas nacionais e revela mentiras, manipulação e a f...





Déficit Bom e Déficit Mau na conta de Meirelles


Roberto Requião[1]
O atual Governo diz apoiar-se firmemente no princípio da austeridade fiscal. Em sua retórica o equilíbrio fiscal é uma regra sagrada, essencial para que fique assegurada a confiança do mercado na recuperação da economia e na retomada do crescimento. Em nome da austeridade o país está comprometido a fazer a maior violência fiscal de toda a história, a saber, o congelamento dos gastos públicos em termos reais para os próximos 20 anos, na forma cristalizada na Emenda Constitucional 95.
 Austeridade, no dicionário de Meirelles, se confunde com equilíbrio orçamentário. Contudo, não obstante o compromisso com a chamada austeridade, o Governo anunciou recentemente um déficit orçamentário da ordem de R$ 139 bilhões só neste ano, com promessa de novo déficit, este de R$ 129 bilhões, para o ano que vem. O que está havendo com a chamada austeridade fiscal? Como explicar que o Governo tenha rompido o pacto de confiança que fez com o mercado, com os jornalões e com a TV Globo, com risco de que todos percam credibilidade no mercado?
A resposta é simples. O Governo faz dois tipos de déficits. O déficit que considera bom e o déficit que considera mau. O déficit mau é quando aplica os recursos oriundos do déficit em politicas de desenvolvimento da infraestrutura e da melhoria de serviços públicos, como saúde, segurança pública e educação. O déficit bom, no entendimento do Governo, é quando o dinheiro proveniente do endividamento público é destinado a pagar juros e rolar o principal da dívida pública. Em outras palavras, é o déficit resultante exclusivamente de agiotagem financeira para alegria dos especuladores amigos de Henrique Meirelles e de Ilan Goldfajn, o presidente do Banco Central que veio do Banco Itaú.
É claro que o déficit considerado bom pelo Governo é péssimo para a sociedade. A dívida pública cresce sem nenhum efeito sobre o crescimento da demanda e o desenvolvimento. Para o povo, é dinheiro literalmente jogado fora. Serve apenas para ampliar o patrimônio dos ricos aplicado em títulos da dívida pública e concentrar renda nas mãos dos milionários, titulares da dívida pública. Isso não é novidade na política econômica brasileira. Novidade é o cinismo como Henrique Meirelles defende essa política com unhas e dentes em nome da promoção da chamada confiança do mercado na retomada do crescimento.
O déficit bom para a sociedade e certamente ruim para Meirelles é o déficit que corresponde a gastos públicos efetivos, gerando demanda na economia, gerando investimento, gerando emprego e gerando mais demanda e mais emprego, num círculo virtuoso. É o que se chama política keynesiana. Foi usada pela primeira vez nos Estados Unidos e na Alemanha, revertendo a Grande Depressão dos anos 30 do século passado nesses dois países. Este déficit é repelido por Meirelles justamente porque ele não está preocupado com o emprego e o desenvolvimento, mas com mecanismos de facilitar o enriquecimento dos especuladores.
Acaso Meirelles não sabe disso? É provável que saiba, porque é do tipo que escolhe os ganhadores do jogo financeiro. Além disso, ele não passa de um contador de banco familiarizado exclusivamente com especulação. Dele não se conhece nenhum trabalho sério na área de economia. Este é o caso também do presidente Michel Temer, que em sua longa vida parlamentar jamais tratou de questões econômicas de fundo. Em consequência, o barco de nossa economia vai sendo tocado de ouvido, ao som de pura ideologia.
Agora suponhamos, apenas para efeito de discussão, se ao menos parte dos R$ 139 bilhões previstos para serem queimados na fogueira da especulação como déficit financeiro fosse direcionada para a economia real! O efeito sobre a dívida pública seria idêntico. Mas a economia, e sobretudo o emprego, sofreria um impacto direto altamente positivo: para atender à nova demanda do setor público, o investimento privado e público começaria a se recuperar e o desemprego logo cairia.
Nada disso seria novidade, insista-se. Novidade, convém enfatizar, é a hipocrisia, a canalhice e os subterfúgios com que o Ministro da Fazenda defende sua política como um caminho de restauração da confiança do mercado na política econômica, que estaria esperando só isso para deslanchar. Novidade é a infinita cara de pau do Governo em relacionar confiança, um fator subjetivo, em retomada física da economia. De tudo isso resulta que, sem nenhuma possibilidade de melhora, milhões de desempregados e subempregados, milhões de subnutridos, milhões de famílias infelizes sentem os efeitos do déficit financeiro “bom” com que Meirelles manipula a sociedade brasileira.
O mestre mundial do déficit financeiro são os Estados Unidos. Eles tiveram elevados déficits fiscal-monetários, mas ao menos reservaram parte deles para a economia real. De fato, depois da crise de 2008, nos sete primeiros anos o déficit acumulado em nome de uma política fiscal de estilo keynesiano foi de 7 trilhões de dólares, com vistas sobretudo a atacar o desemprego. Funcionou. O desemprego baixou para menos de 5%, patamar em que se encontra agora. É verdade que do lado financeiro o banco central americano tenha injetado US$ 16 trilhões no mercado, no mesmo período, para dar suporte a especuladores em crise. Isso não tira o mérito da política fiscal desenhada para atacar o desemprego e o subemprego. Entretanto, tendo feito uma política fiscal ao menos parcialmente correta, o Governo norte-americano, através do FMI, do Banco Mundial e das agências de risco, pressionou duramente para que países em desenvolvimento como o Brasil embarcassem na “austeridade”.
A marcha da hipocrisia financeira de Meirelles não para na falácia da política fiscal. Juntando déficit fiscal com política de gastos da seguridade social, os falsários da Fazenda, a mando de Meirelles, anunciam um déficit “previdenciário” de R$ 402 bilhões para este ano. Trata-se de uma manipulação grosseira dos orçamentos com vistas a justificar a reforma previdenciária. Na realidade, a Previdência não tem déficit. O que existe são gastos constitucionais do sistema de seguridade social totalmente descolados do sistema previdenciário, a cargo do Tesouro.
O déficit apresentado resulta da soma do déficit financeiro exorbitante com os gastos da seguridade que a Constituição impõe sejam cobertos pelo Tesouro. O resto é hipocrisia, má fé, manipulação das contas nacionais. E isso deverá ser enfrentado em momento oportuno com um referendo revogatório das medidas adotados pelo Governo Temer, de forma a restaurarmos as condições para a retomada do desenvolvimento do país sob a bandeira de um novo projeto nacional.
Entretanto, por mais que sejamos tentados a associar a política econômica em curso às pessoas de Meirelles e Temer, devemos buscar suas raízes reais em maior nível de profundidade. Meirelles não é um sujeito mau. Não é um homem vaidoso. Não tem orgulho. Não é dado a mentiras triviais. Apenas encontrou, no círculo de Temer, o mais bem articulado grupo de políticos que conseguiu, como num ato de mágica, ganhar o Palácio do Planalto e impor uma política econômica neoliberal que jamais seria aceita pela sociedade brasileira na hipótese de uma eleição normal.
A sombra que está por trás de Meirelles é a Ponte para o Futuro, o arremedo de programa do Governo Temer a que se deu o nome de Ponte para o Futuro e que efetivamente se constituiu na ponte para o passado em termos de política fiscal, política trabalhista e política previdenciária, entre outras. Jamais na história do país um conjunto tão retrógrado e tão diversificado de medidas governamentais está sendo feito com tamanha velocidade e tamanha ausência de debate no Congresso e na sociedade. Meirelles tem feito seu papel, como xerife da economia e seu explicador, mas o fato é que revela, em todos os campos, um notável desconhecimento das matérias tratadas, atuando apenas na área ideológica.
Sem condições de fazer escolhas pessoais de economia política, já que isso está fora de suas habilidades, Meirelles faz o que sempre soube: atuar como um fiel executivo de banco internacional, o banco de Boston, colocando o Brasil a serviço da financeirização globalizante. O mecanismo mais eficaz para isso é a manipulação da taxa básica de juros, a Selic, que segue a mais alta do mundo, a despeito da queda da inflação. A combinação de alta taxa de juros com déficit público financeiro leva a uma situação explosiva da dívida pública sem qualquer benefício para o setor público e a sociedade brasileira. Aparentemente Meirelles, na sua ingenuidade, não consegue perceber isso. Comprometido a conduzir a economia brasileira até o fim do próximo ano, e talvez além disso, ele é capaz de destruir o Brasil sem se dar conta disso.

 
[1] Roberto Requião é Senador da República no segundo mandato. Foi governador do Paraná por três mandatos, prefeito de Curitiba, secretário de estado, deputado estadual, empresário, agricultor e advogado. É formado em direito e jornalismo com pós graduação em urbanismo e comunicação.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O BRASIL ESTA DE PE!


POR UM BRASIL SOBERANO, DEMOCRÁTICO, POPULAR, UNIDO E FORTE.
A Frente Popular Getulista de Libertação Nacional conclama a todos, trabalhadores do campo e da cidade, servidores públicos civis e militares, empresários nacionais do campo e da cidade, homens e mulheres, juventude brasileira, é hora de darmos basta a essa situação que querem submeter nossa pátria, à custa do sacrifício de milhões de brasileiros que morrem nos hospitais sem atendimento, sem saneamento, que recebem educação precária em todos os níveis, dos salários arrochados, do desemprego, da condição semiescrava em que milhares de trabalhadores estão submetidos.
Os anões morais estão no poder, hienas políticas, abutres disputando avidamente as sobras do banquete do grande capital internacional, seus verdadeiros patrões.

Nós da Frente Popular Getulista de Libertação Nacional temos a mais absoluta e inabalável certeza de que o legado Getulista é um caminho para a reconstrução de nosso país. Alicerçados em nosso ideal programático, que em seu primeiro ponto está centrado na anulação de todos os atos do atual desgoverno e todos aqueles anteriores que feriram diretamente a nossa constituição, nossa soberania, os direitos previdenciários, trabalhistas e sociais.
Não poderemos avançar em nossos propósitos sem a retomada urgente de nossas estatais estratégicas. Para o efetivo desenvolvimento do país defendemos uma profunda reforma agrária e urbana, a suspensão imediata das dívidas interna e externa, a estatização do sistema financeiro, a reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal, o fortalecimento das empresas privadas nacionais industriais e comerciais, o apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como às grandes propriedades rurais produtivas. Também, o controle das riquezas nacionais, pelo estado, como o nióbio, o urânio e o pré-sal, a reestruturação das forças armadas em defesa de todo o território nacional, principalmente, da Amazônia e do nosso mar, onde esta o pré-sal descoberto pela Petrobrás.
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FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL
Abaixo nossas ideias e propostas de um Brasil novo, soberano, democrático, popular e com justiça social, para a maioria dos brasileiros.

1. Suspensão do pagamento das dívidas externas e interna (com plebiscito popular) 
2. Reforma agrária ampla,
3. Eleições diretas em todos os níveis.
4. Anulações de todos os atos dos governos anteriores que afetem a soberania e a independência da econômica do Brasil, os direitos previdenciários e trabalhistas e sociais.
5. Reestatização de portos, aeroportos, estradas, vale do rio doce, light, Embratel, Petrobras, CSN, Usiminas, metro, trens.
6. Estatização do sistema financeiro.
7. Controle e limitação em 10% das remessas de lucros de empresas estrangeiras.
8. Reestruturação e rearmamento das forças armadas, com ênfase na ampliação da defesa de nossas fronteiras, do nosso mar, ar e ocupação efetiva da região amazônica.
9. Investimentos na reestruturação da educação em todos os níveis, com ênfase no desenvolvimento tecnológico e na qualificação profissional.
10. Demarcações definitivas das terras indígenas e quilombolas
11. Reinversão de tecnologias e remessa de lucro de empresas estrangeiras
12. Construção imediata de três milhões de upas, clinicas das famílias e 50 hospitais em cada estado e concurso para os profissionais da área de saúde.
13. Aumento de 100% do salário mínimo extensivo as aposentadorias.
14. Aposentadoria aos 25 anos de tempo de serviço.
15. Salário mínimo para as mulheres “donas de casa” que não possuem renda.
16. Redefinição da política agrária, proibição do uso de sementes transgênicas e seus defensivos.
17. Reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal. 
18. Construções de casas populares, atendendo a demanda habitacional, com a construção de 30 milhões de casas.
19. Aplicações de políticas propositivas para a população negra e indígena
20. Redefinição dos tribunais de justiça com eleição direta de seus membros, de todas as instancias. Controle social de suas ações com limitação de mandatos.
21. Financiamento estatal de campanha. fim da urna eletrônica, voto devera ser impresso ou manual.
22. Fim do foro privilegiado para todos os poderes e prisões especiais para todos os níveis.
23. Democratização dos meios de comunicação, fim dos monopólios.
24. Fortalecimento da cultura nacional e regional.
25. Reforma tributária com taxação de impostos as grandes fortunas.
26. Fortalecimento das empresas privadas nacionais na indústria e comercio.
27. Apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como as grandes propriedades rurais produtivas.
28. Controle das riquezas nacionais, pelo estado, como nióbio, urânio, e o pré-sal.
29. Concurso público em todas as esferas da união, estados e municípios, fim das contratações privadas.
30. Criações dos Conselhos Populares Getulistas nos locais de trabalho, nas escolas, universidades, nos órgãos públicos, nos bairros, com o objetivo de maior controle popular dos serviços e dinheiro publ
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