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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Eleição-farsa enfeita a Junta de Kiev com magnata Poroshenko


Em meio a pogroms, bombardeios, espancamento de candidatos e sequestros e mortes de jornalistas. “Revolução” de Maidan não era para tirar oligarcas ladrões?, indagou o Portal americano ‘Politico’
Para dar ao golpe da CIA na Ucrânia uma fachada de “legitimidade”, a Junta nazi-neoliberal de Kiev levou a cabo no domingo (25) uma farsa eleitoral, em que o proclamado foi o bilionário Petro Poroshenko, o “rei do chocolate” e dono de uma mansão em Kiev que imita a Casa Branca. De acordo com o Portal dos EUA “Politico”, o que o teria qualificado, segundo pesquisa que fez em Kiev, foi ser considerado “o melhor dos piores” e o “que roubaria menos”.
Não se sabe se foi por ironia que o mesmo portal acrescentou a indagação: “a revolução de Maidan não era para tirar os oligarcas ladrões?” Curiosamente, as agências de notícias pastoradas pela CIA e a mídia pró-golpe não conseguiram mostrar fotos das supostas multidões indo às urnas para respaldar os golpistas, ao contrário do que foi amplamente visto no referendo antifascista de Donetsk-Lugansk, e no da Crimeia. Antes da “eleição”, a Junta remendou a lei eleitoral para retirar a exigência de quorum mínimo.
Em compensação, a ex-secretária de Estado, madame Madaleine “valeu-a-pena-matar-500 mil-crianças-iraquianas-com-o-bloqueio” Albright foi bastante fotografada, fazendo figuração como “observadora internacional” isenta. Também registraram o banqueiro e primeiro-ministro “Yats”, aquele do “governo kamikaze”, votando, o que foi repetido com outros fantoches.
Não houve como esconder que não houve votação no território das Repúblicas Populares do Donetsk e de Lugansk. Em Donestk, cidade de 1 milhão de habitantes, coração da região mais industrializada, nem uma só seção eleitoral abriu, como atestou correspondente do “Guardian”. Assim como a adesão ao referendo pela autonomia foi massiva, o repúdio à farsa eleitoral também o foi nessas regiões.
Na Ucrânia não havia nada que se assemelhasse, mesmo que ligeiramente, às mínimas condições para uma eleição livre e limpa. Durante a “campanha eleitoral”, esquadrões nazistas realizaram pogroms em Odessa (48 mortos queimados vivos ou a tiros na Casa dos Sindicatos), Mariupol (20 manifestantes desarmados assassinados) e outras cidades. Dois candidatos a presidente se retiraram, após serem espancados, sendo que um deles, Tsarev. teve colocado prêmio de 1 milhão por sua cabeça. Sedes dos partidos de oposição – Regiões e Comunistas – foram incendiadas. Manifestantes antifascistas foram atacados com tanques e helicópteros no leste e civis mortos covardemente. Kiev continuou sob controle das turbas de Maidan.
Na véspera da “eleição” o presidente-fantoche Turchynov anunciou a instauração de “inquérito” para banir o Partido Comunista. Jornalistas foram seqüestrados e mantidos incomunicáveis. Também dois jornalistas estrangeiros, um italiano e um russo, foram mortos por disparo de morteiro, perto de Slaviansk, com a cabeça de um deles despedaçada. Na quinta-feira, 13 militares ucranianos, que haviam se recusado a disparar contra civis desarmados em Volnovakha, foram bombardeados por helicóptero do governo e mortos e 30 ficaram feridos.
Nas palavras do presidente russo, Vladimir Putin, que, porém, se manifestou disposto a negociar com quem quer que fosse declarado vencedor, em entrevista à CNBC, “como você pode chamar isso de ambiente apropriado para uma eleição? Todos nós sabemos que isto não está de acordo com os padrões de democracia modernos”.
Pelos números disponíveis, Poroshenko recebeu mais de 50% dos votos, eliminando a necessidade de um segundo turno. A Thatcher de trança, Yulia Timoshenko, a preferida de Washington, não chegou a 13%. Os nazistas Oleg Tyahnybok (Svoboda) e Dmitry Yarosh (Pravy Sektor), tiveram, respectivamente, insignificantes 1,3% e 1,1%. Na “eleição”, Poroshenko foi apoiado pelo boxeador Klitscko, preferido de Frau Merkel e um dos chefes de Maidan, que desistiu da candidatura a presidente para concorrer a prefeito de Kiev. Agora, Poroshenko promete manter “Yats” no cargo de primeiro-ministro, atendendo a Washington.
“Nunca pergunte a um oligarca como ele amealhou o primeiro milhão [de dólares]”, aconselha “Politico” sobre a fortuna de Poroshenko, que, como a dos outros barões-ladrões, foi cevada nas privatizações pós-dissolução da União Soviética. Eclético, já foi chanceler, ministro de desenvolvimento econômico e comércio, presidente do Banco Central e chefe do Conselho de Defesa e Segurança, tendo sido aliado de Bushenko e até de Yanukovich.
Poroshenko prometeu viajar a Moscou e ao leste, mas ao mesmo tempo asseverou que o esmagamento da resistência não durará “dias ou semanas, mas horas”. Mais ponderado, o chanceler alemão, Frank-Walter Stein-meier, afirmou que “se Poroshenko conseguirá unificar um país dividido dependerá acima de tudo de como o processo constitucional será agora buscado, que espécie de mensagens serão enviadas à região leste ... e também às pessoas que falam o russo”.

               ANTONIO PIMENTA
http://www.horadopovo.com.br/


             

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