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sexta-feira, 30 de maio de 2014

A incompetência das empresas privadas


Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:


Você já deve estar cansado de ouvir a ladainha neoliberal sobre a deficiência orgânica do Estado. Segundo essa visão, o Estado é ruim e corrupto por natureza.

O bom é a iniciativa privada. Essa sempre foi a justificativa para a privatização. Aqui no Brasil a gente sofreu de perto esse preconceito. Perdemos inúmeras empresas públicas importantes, como a Telebrás e a Vale, porque a mídia martelava essa teoria dia e noite.

Só que essa teoria é uma falácia. Empresas privadas tem os mesmos problemas que as públicas, com um agravante: não tem transparência nenhuma, sonegam impostos, não passam por tribunais de conta, não tem sistemas democráticos de controle e governança.

Nos últimos anos, Estados do mundo inteiro tiveram que torrar trilhões de dólares para tampar buracos provocados pela incompetência e corrupção de empresas privadas.

Não estou aqui falando mal de todas as empresas privadas, ou dizendo que elas não tem espaço no mundo. Ao contrário, acredito no empreendedorismo e eu mesmo, como blogueiro, sou um empresário de comunicação na internet, afora vários outros rolos que já vivenciei, sempre como micro-empresário (jornal de café, empresa de legendagem e tradução, etc).

Acredito na democracia e no poder do Estado de reduzir as desigualdades sociais. Procuro não ter uma visão apocalíptica do mundo, apesar de tentar estar sempre consciente de nossos inúmeros problemas.

Suponho que o futuro da humanidade será uma espécie de socialismo democrático e avançado, num mundo regido por instituições e leis internacionais democráticas e humanistas.

Mas acredito também que deverão existir leis para determinar regras democráticas também para o ambiente empresarial, sobretudo para grandes empresas e corporações.

Enfim, hoje me deparo com a seguinte notícia no Terra. Imagina se isso acontecesse numa empresa pública?

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Recall da GM: engenheiro esqueceu de mudar ignição de carros
A GM ligou 13 mortes a acidentes relacionados à chave de ignição

Um engenheiro suspenso da General Motors (GM), que trabalhou na defeituosa chave de ignição no centro de um recall gigantesco, disse para encarregados da investigação no Congresso norte-americano que esqueceu de ter ordenado uma mudança na chave de ignição, em depoimento no ano passado, segundo o New York Times.

O engenheiro da GM Ray DeGiorgio não disse nada aos encarregados pelo inquérito sugerindo que a presidente-executiva Mary Barra sabia sobre a ignição defeituosa antes de assumir o comando da companhia neste ano, de acordo com o Times, citando pessoas familiarizadas com a sessão.

DeGiorgio, que foi suspenso pela GM no dia 10 de abril, projetou a chave de ignição para o Saturn Ion de 2003 e outros modelos, incluindo o Chevrolet Cobalt, que foi chamado para recall. A GM ligou 13 mortes a acidentes relacionados à chave de ignição.

A chave de ignição defeituosa foi reprojetada em 2006 sem uma mudança no número da peça, o que mais tarde confundiu encarregados pelo inquérito que averiguavam os acidentes dos carros agora chamados para recall. Os encarregados apresentaram um documento interno da GM mostrando que DeGiorgio havia autorizado a mudança em abril de 2006.

Em um depoimento no ano passado em um processo relacionado a um acidente fatal em 2010 na Georgia, DeGiorgio negou que sabia sobre a mudança. O New York Times relatou que ele disse recentemente aos encarregados pelo inquérito que, no momento do depoimento, ele havia esquecido sobre a mudança, pois ela fazia parte de um pacote de mudanças.

A General Motors não estava disponível para comentários fora do horário comercial regular.

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