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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A histeria dos pasquins ingleses e ‘camarada Bala’ com suas zumbis


Com grande estardalhaço, pasquins e jornalões ingleses se dedicaram nos últimos dias ao estranho caso das “três escravas” descobertas em um subúrbio de Londres, depois de 30 anos sob domínio de um casal de senhores de escravos “maoístas”, o “Camarada Bala” e a “Camarada Chanda” ou “Abelha Ocupada”, respectivamente Aravindan Balakrishnan, imigrante indiano de 73 anos, e Chanda Pattni, uma tanzaniana de 67. As três mulheres são uma malaia de 69 anos, uma irlandesa de 57 anos, e uma britânica de 30 anos, identificada como “Rosie”.
Um blog inglês assinalou a “histeria” com que toda a história está sendo contada e como “está se movendo rapidamente da tragédia para o terreno da galhofa”. Escravidão por 30 anos e em que as supostas escravas podiam sair para fazer compras e inclusive uma delas, a mais nova, conversava – por horas - com o vizinho, Marius Feneck, a quem mandou mais de 500 cartas e versos de amor? Uma vereadora da região, Tessa Jowell, disse que o caso “é muito mais complicado que parece. Um dos alegados suspeitos tinha uma dominação do tipo culto sobre elas. Sua escravidão era o resultado de uma coerção psicológica ao invés de uma coerção física”.
Os tablóides sensacionalistas ingleses se deliciaram: “as cartas de amor das zumbis sorridentes presas num culto marxista”. Outro depoente – que talvez seja primo de Rose –, após ver o vídeo sobre o incidente de 1997 em que o grupo se envolveu – a morte de uma mulher que caiu da janela do local onde o grupo vivia – considerou que Balakrishnan parece “mais um velho desdentado que um líder carismático”. O vídeo também mostra uma das mulheres agora “libertada” se manifestando na época “contra o estado fascista”.
O comandante de polícia Steve Rodhouse esclareceu que as mulheres “tinham estado vivendo com tanto medo” que só deixaram a propriedade na “condição de que a polícia não prendesse seus alegados captores”. Mas ele também admitiu que as vítimas compartilhavam com Balakrishnan “uma ideologia política e viviam juntos em um endereço que você poderia efetivamente chamar de ‘coletivo’”. Há outra questão: o serviço social conhecia o grupo há décadas, que considerava uma “família disfuncional”, e inclusive lhes havia conseguido a casa em que moravam.
Um blogueiro de Londres, Tim Worstall, desencavou a expulsão do “Camarada Bala” em 1974 do Partido Comunista Britânico (M-L) e sua clique por “conspiração e fracionismo” – ele era então membro do comitê central da pequena organização. A deliberação chama a atenção sobre a ação “arrogante e individualista” de Balakrishnan. “Ele também tentou construir uma clique em volta de sua “linha” e estabelecer seu centro enquanto dizia estar no partido, continuamente dizendo uma coisa aos camaradas de partido e pregando e praticando outras com os camaradas mais jovens e camaradas sob sua ‘disciplina’”. Isto não é uma paródia – assinalou Worstal: “eles realmente eram seres humanos adultos que falavam e agiam dessa forma”.
Por surpreendente que seja, ressalta o blogueiro, essa é uma autointitulada “comuna maoísta” [que de maoísmo nada tem] mas que se “arrastou dos anos 1970 até hoje”. “Os cinco naquela casa, os dois ‘senhores de escravos’ e as três escravas, era tudo que restara daquele ‘grupo revolucionário’”. “Um triste modo de passar a vida mas foi isso que eles estiveram fazendo”.                                                    A.P.


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