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terça-feira, 3 de novembro de 2015

O ÓDIO

O ódio …
Por Claudio Guedes
Há muito não via algo igual. Uma campanha tão ampla, organizada e crescente de linchamento de um partido político e de duas das suas mais expostas lideranças.
O ódio aos petistas, à presidente Dilma e ao ex-presidente Lula pela classe alta (o andar de cima da nossa sociedade tão dividida) está se disseminando para baixo. Campanha orquestrada da grande mídia e que conta com a leniência de amplos setores políticos, outrora defensores da democracia e da tolerância, mas que agora renderam-se às circunstâncias e enxergam na ação uma forma de vergarem o adversário que não conseguem vencer nas urnas.
Vale tudo. O objetivo é acuá-los. Não deixá-los sequer respirar.
O alvo do momento é o Lula. Maior político brasileiro dos últimos trinta anos, está sendo caçado e exposto à execração pública dia sim e o outro também.
Não o suportam. Detestam tudo que ele representa. Um homem de vida dura, de pais analfabetos, do mundo dos oprimidos, do mundo do trabalho e que, apesar de tudo, na luta diária pela sobrevivência e pelo conhecimento, conquistou tanto. Uma liderança de porta de fábrica, de comícios em estádios de futebol, que empolgou o país e conquistou o planalto central. No voto, respeitando as regras da democracia.
Não o perdoam. Pela sua origem e por ter tido um olhar diferenciado para o mundo dos oprimidos, dos sem-luz, dos sem-terra, dos sem-moradia, dos que nada possuem.
Amplificam seus equívocos, seus erros, como se na política errar não fosse bem mais fácil e comum do que acertar. Fazem tábua-rasa dos seus acertos, dos avanços sociais extraordinários conseguidos nos seus governos.
O acusam de ter dividido o país. Logo ele, mago da conciliação, rei da negociação. O homem que toda a sua vida trabalhou para tentar unir um país tão dividido - tão elitista, tão racista, tão dissimulado - em torno de um pacto político que permitisse, de forma pacífica, o resgate da imensa dívida social da nossa elite predadora com a maioria da nação.
Apesar disso, do seu caráter conciliador, o detestam.
O objetivo é destruí-lo como ator político, mas não só. Querem também destruir a simbologia que sua dimensão política carrega. Para que outros não o sigam. Para que outros não ousem.
Destruí-lo. Como fizeram com todos os líderes políticos que ousaram contestar o "status quo" dos setores dominantes do país. Como fizeram com Getúlio, em 1954, acusando-o de comandante do "mar de lama", levando-o ao suicídio, para depois da sua morte descobrir que ele, ao deixar a vida, tinha menos patrimônio do que ao ingressar na política. Como fizeram com Jango, em 1964, expulsando-o do país, ele, que rico proprietário de terras, foi pintado como o presidente que queria levar o país "para o comunismo", apenas porque tinha um olhar generoso para a questão social, um olhar solidário para o andar de baixo da sociedade.
Querem destruir o Lula. Os privilegiados. Os que não aceitam dividir a riqueza gerada no país. Os filhos dos mesmos, dos mesmos de sempre.
Querem destruir o Lula. Pelo que ele possui de melhor, de nobre e de valioso. Pelo que ele representa como símbolo de um país mais igual, mais justo e mais equilibrado socialmente.

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