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sábado, 7 de junho de 2014

BBC fabricou ‘Massacre da Praça da Paz Celestial’ sem mostrar um só dos mortos que descrevia ao vivo


25 anos após os acontecimentos da Praça da Paz Celestial em Pequim – em que a contra-revolução, vitoriosa no leste europeu, foi barrada e a China pôde seguir seu rumo para se tornar a maior economia do mundo -, a mídia pró-EUA e seus lacaios insistem em manter sua ficção sobre os acontecimentos, especialmente com o suposto “massacre de 1989” e a enésima repetição do vídeo do “estudante diante do tanque”. Naturalmente, se o tanque fosse dirigido por um nazista, o estudante teria sido trucidado na hora...
O escritor e blogueiro Wei Ling Chua, que tem se dedicado à questão, denunciou o papel da BBC em fabricar a impressão de um “massacre” sem ter jamais mostrado aos seus expectadores “uma só pessoa morta”. Isso, apesar do vazamento pelo WikiLeaks em 2011 de cabograma do governo de Washington e da confissão de 2009 do jornalista da BBC James Miles – na época em Pequim - de que ele tinha “passado uma impressão falsa” e que ninguém tinha sido morto na Praça Celestial em 1989.
Assim, Miles levou 20 anos para admitir que “manifestantes que ainda estavam na Praça quando o exército chegou tiveram permissão para sair após negociações com as tropas da lei marcial”, como constatado por “meia dúzia de jornalistas que testemunharam esse momento”. Mas, acrescentou, a culpa foi dos “estudantes que tinham dito a ele e a outros jornalistas de um banho de sangue na praça o que se provou um erro”. Ele também disse que não foi o único nas mentiras, citando o magnífico trabalho do “Washington Post” e do “New York Times”.
Ling Chua, que é autor do livro ”Massacre” da Praça Tiananmen? O Poder das Palavras vs A Evidência Silenciosa, adverte que basta uma simples busca no site da BBC com o termo “Tiananmen Massacre” para constatar que esta continua a usar o termo para tentar demonizar o governo chinês. Um vídeo de 3,34 minutos sobre o “massacre” [www.youtube.com/watch?v=XJBnHMpHGRY] mostra a que ponto a emissora inglesa se esmerou na refinada “arte” de Goebbels.
Uma comparação atenta entre o que a jornalista da BBC diz nesse vídeo e o que é efetivamente retratado nas suas imagens revela que a BBC pôde fabricar a percepção de um massacre em 1989 simplesmente usando o poder da linguagem, imagens de tanques, soldados, veículos queimando, e sons de explosões sem mostrar a seus expectadores um único clip de uma pessoa morta. E a mentira que propal-aram foi de “centenas” ou “milhares” de mortos.
O escritor entra nos detalhes da manipulação. “No início desse vídeo, a BBC descreve que “ônibus estão em chamas e caminhões do exército foram incendiados também”, sem dizer que turbas estavam armadas com bombas incendiárias e que os soldados estavam sendo atacados. Depois a BBC clama que “as tropas estiveram disparando indiscriminadamente, mas ainda, há milhares de pessoas nas ruas que não recuarão”. Um minuto mais tarde, o vídeo da BBC acrescenta que “depois de horas de tiroteio e enfrentando uma coluna de soldados, a multidão ainda está lá. Eles estão gritando, ‘parem a matança’ e ‘abaixo o governo’”. “A questão a se perguntar” – registra Ling Chua – “é possível um cenário em que uma coluna de soldados esteja disparando indiscriminadamente contra uma multidão bem em frente deles por horas?”. Note-se que não há imagens de soldados disparando quando a BBC descreve tal cena.
A BBC então assevera que o exército “estava se lançando sobre uma população civil desarmada, como numa carga de batalha” e que o “som dos disparos soava como uma batalha, mas uma de um lado só”. Alguém – aponta Ling Chua – poderia notar que essa série de descrições é para retratar “uma população civil desarmada brutalizada pelos soldados” sem que seja dada “evidência em vídeo da violência dos soldados”. Em adição, a descrição de uma ‘população civil desarmada’ está em contradição com as imagens no começo do vídeo quando a BBC reportou que ‘ônibus foram incendiados e caminhões do exército também’.
Prossegue Ling Chua: “A BBC então de novo descreveu extensamente a matança pelos soldados de civis desarmados sem produzir uma só exibição de uma pessoa morta. Por exemplo, eis como a jornalista da BBC descreveu o número de pessoas mortas na frente dela: ‘Uma grande série de tiros assim que eu deixei a linha de frente causou pânico. Um jovem caiu morto na minha frente. Eu caí sobre ele. Dois outros foram mortos a algumas jardas. Duas pessoas mais caíram feridas no chão perto de mim. Ambulâncias com sirenes ligadas se dirigiram até a linha da tropa e não puderam chegar à praça. Dois motoristas de ambulância foram baleados e ficaram feridos’. Alguém poderia notar que essa é uma narração na primeira pessoa, e que todas essas mortes aparentemente ocorreram bem perto da jornalista da BBC; e, ainda, não podemos achar quaisquer imagens neste vídeo da BBC que correspondam a tal descrição”.
“Também vale a pena notar que quando a BBC disse ‘nós captamos uma mulher com uma bala na cabeça, e a levamos até um hospital infantil próximo numa cena perto do caos, feridos estavam chegando a cada poucos segundos’, o vídeo está mostrando uma mulher com sangue na cabeça caminhando com os próprios pés com três companheiros. Não há qualquer evidência no vídeo que dê suporte à alegação de que ‘feridos estavam chegando a cada poucos segundos’”, assinala Ling Chua.
O auge da manipulação vem a seguir. A jornalista – ainda sem na imagem aparecer qualquer morto – fala sobre um hospital que não é mostrado. “Donas de casa, aposentados – pessoas baleadas sentadas em suas casas. O centro de cirurgias estava lotado; com muitos dos médicos em lágrimas. Em 20 minutos, 40 feridos seriamente foram trazidos para cirurgias de emergência. Dois já estavam mortos”. Então, dá o bote: “Nas ruas, muitos vieram até nós, tremendo de raiva, descrença e medo. Muitos estavam aterrorizados, dizendo que haveria o troco. Não havia uma voz nas ruas que não expressasse desespero e ódio. “Contem ao mundo’, eles nos dizem”.
Para Ling Chua, “uma vez que as pessoas aprendam a conferir as imagens de vídeo com a narração dos jornalistas ocidentais, elas poderão compreender quão repugnante é a máquina de propaganda imperialista, como eles fabricam notícias para instigar o ódio contra os regimes visados no mundo inteiro para justificar uma mudança de regime – os que não se submetem aos ditames de Washington e seus satélites.
Então, o autor convoca: “por favor comece vendo esse vídeo da BBC de 1989 intitulado “Massacre”: htpp://www.youtube/watch?v=XJBnHMpHGRY antes de seguir lendo este artigo. Então, pergunte a você mesmo se está convencido pelas imagens e narração de que um “Massacre” ocorreu na Praça Tiananmen em 1989. Depois, tomando conhecimento sobre os fatos sobre os eventos da Praça da Paz Celestial em 1989, vamos revisitar como a BBC irradiou o assim-chamado “massacre”naquela noite. Fica muito mais fácil compreender como a mídia pôde usar seletivamente imagens de tanques, soldados, veículos queimando, pessoas feridas e os efeitos sonoros de explosões e tiros para demonizar o governo chinês com seus comentários opinativo sobre um massacre sem ter nem mesmo de produzir uma só imagem de uma pessoa morta”.
Como ele denuncia, a manipulação da BBC foi suficiente para “afetar adversamente a percepção dos expectadores sobre um acontecimento. Esse é um exercício interessante conforme ajuda a provar que a vasta maioria das pessoas ao invés de analisar simplesmente aceita o que está sendo dito e quão facilmente podem ter suas emoções induzidas por umas poucas declarações direcionadas e em tom apelativo da mídia”.

Nos dias atuais, interessante uma comparação com o abafamento ao massacre real, por parte de nazistas a soldo de Washington, de civis desarmados, queimados vivos ou mortos a tiros ou por espancamento, em Odessa, no sul da Ucrânia. 
A.P
http://www.horadopovo.com.br/
 

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