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terça-feira, 22 de outubro de 2013

O LEILÃO DE LIBRA FOI UM JOGO DE CARTAS MARCADAS, DIZ PRESIDENTE DA AEPET



Um consórcio formado por quatro empresas estrangeiras e a Petrobrás venceu o leilão de Libra. Foi a única proposta apresentada na licitação  e arrematou o maior campo do pré-sal pelo percentual mínimo de óleo  possível de ser oferecido pelas regras do edital: 41,65% do que for produzido ficará com a União. Onze empresas se inscreveram para disputar o leilão.


As empresas CNOOC, CNPC e  a Petrobras têm 10% da sociedade cada uma, enquanto Shell e Total têm 20% cada. Os 30% restantes também cabem à Petrobras, que entra como operadora única do consórcio. Para o Presidente da AEPET,Silvio Sinedino, o lance ofertado foi combinado entre as petroleiras para prejuízo do país . “ Foi um jogo de cartas marcadas. As empresas não disputaram o leilão,  formaram um consórcio e ofereceram  o   mínimo previsto em edital. O governo , no mínimo deveria ter posto como limite mínimo 60% do óleo produzido”, avaliou
Sinedino acredita que as ações na Justiça contra o leilão, impetradas pela AEPET, vão impedir a assinatura do contrato. “As ações que estamos movendo na Justiça ainda não foram julgadas e nós ainda esperamos impedir a assinatura do contrato de partilha de Libra”,avisa
O ex-diretor da AEPET, Diomedes Cesário, avalia que o resultado do leilão foi ruim para o país. Para ele, os melhores empregos ficarão lá fora e o contrato assinado possibilita ainda que , dependendo da produção do campo e do preço do barril, a Petrobrás fique com apenas 10% do petróleo produzido.  “ O leilão de Libra foi um grande erro para o país. O fato de ter sido arrematado pelo valor mínimo torna possível que, dependendo do preço do (barril de petróleo) brent e do ritmo de produção do campo, a Petrobrás fique com cerca de 10% do petróleo produzido. Além disso, as exigências de conteúdo local não impedirão que o núcleo tecnológico básico dos equipamentos seja produzido lá fora e as maquinas apenas montadas no Brasil. Assim, a maior parte dos empregos serão gerados lá fora”, disse.(Hélio Lopes)

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