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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mais uma raposa dentro do galinheiro


FERNANDO SIQUEIRA (*)
Depois de resolver leiloar um campo de petróleo já descoberto, testado e comprovado como o maior do mundo atual e que, pela lei 12.351, artigo 12º, deveria permanecer com a Petrobrás que o havia adquirido pela cessão onerosa, perfurado e achado, o Governo Dilma atesta que a intenção é entregar às multinacionais todo o petróleo do pré-sal. E isto acaba de ser comprovado com a nomeação para a nova empresa, Pré-Sal Petróleo, do primeiro brasileiro a defender o fim do Monopólio Estatal do Petróleo, o engenheiro Osvaldo Pedrosa. Ele era um nacionalista até ir para os EUA fazer curso de doutorado. Sofreu lavagem cerebral como a maioria dos brasileiros que fazem curso de doutorado nos EUA. Um exemplo: os melhores alunos de economia são escolhidos e convidados para doutorado em Harvard ou similar. Voltam para o Brasil mudados. São nomeados para o Banco Central, Ministério da Fazenda e BNDES. Fazem o jogo do "Mercado" e quando saem do Governo fundam seus próprios bancos (Pérsio Arida, Arminio Fraga, Lara Rezende e muitos outros). Com esta nova "clarividência", adquirida, Pedrosa foi o braço direito do David Zilberstajn, então diretor da Agência Nacional do Petróleo que foi criada com o objetivo de entregar o nosso petróleo para as multinacionais do cartel internacional do petróleo. 
A Lei 9.478/97 que criou a ANP e os leilões, em seu artigo 26, dá 100% do petróleo a quem produz, com a suave obrigação de pagar apenas 10% de royalties. Ela foi criada no auge do neoliberalismo praticado por FHC. A entrega das nossas riquezas (Vale, Eletrobrás,) era a meta. E Osvaldo Pedrosa era "um deles".
Veio o Governo Lula, que mudou o marco regulatório gerando avanços como a partilha de produção no lugar da concessão e a Petrobrás como operadora única do Pré-sal. Mas não acabou com os leilões, seu ponto fraco. E ele criou a Pré-Sal Petróleo para fiscalizar as atividades de produção, e ela passou a ter uma função fundamental em face dos execráveis leilões: fiscalizar as atividades e evitar que as duas maiores fontes de corrupção na produção mundial do petróleo prosperassem: o super-dimensionamento do custo de produção (que é ressarcido em petróleo) e a medição a menor do petróleo produzido. Por isto o cartel combateu tanto esta empresa e a Petrobrás como operadora única. Pois estas duas condições iriam atrapalhar e até impedir estas falcatruas.
Mas eis que Dilma nomeia um homem que é defensor e admirador das multinacionais. Nomear Pedrosa é introduzir mais uma raposa no galinheiro. Qual a chance de que ele irá controlar e/ou punir as empresas estrangeiras que tanto admira e defende?
Será que esta nomeação, que agride o bom senso, inclusive daqueles que ainda tentam entender e defende este Governo, mas estão estarrecidos, é apenas mais uma capitulação vergonhosa às pressões externas ou haveria algo mais grave para justificar tamanho entreguismo? Por que será que PCdoB e PT, inclusive o Zé Dirceu, estão defendendo esta postura tão entreguista? Estarão em jogo recursos para a campanha? Será este o famoso projeto de poder, onde os fins justificam os meios?
Seja o que for, os brasileiros não podem aceitar a entrega de um patrimônio tão precioso e que irá beneficiar um pequeno grupo em detrimento de toda a Nação.

(*)Vice-presidente da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobrás) e do Clube de Engenharia.

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