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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Todos somos Bolívia!


Por Adriana Santiago, no sítio da Adital:
Hoje o mundo está em polvorosa com o que a Bolívia qualificou como o sequestro de seu presidente Evo Morales. O incidente diplomático chamou a atenção do mundo e foi motivo de manifestações de governos latino-americanos e da sociedade civil. O mandatário boliviano ficou detido por 15 horas no aeroporto de Viena, na Áustria, após pouso de emergência depois que Portugal, Espanha, Itália e França revogaram as autorizações para cruzar o espaço aéreo ou pousar em seus territórios para reabastecimento. Evo Morales seguiu para La Paz depois da forte reação internacional ao ato que, segundo o governo boliviano, é contra a soberania da Bolívia e que ainda colocou o seu presidente em risco de morte. Com pousos previstos e autorizados nas Ilhas Canárias, na Espanha, e Fortaleza, no Brasil, para reabastecimento o presidente voou mais 15 horas sob forte expectativa da comunidade internacional.

Apesar de nenhum dos países ter admitido oficialmente, a maioria dos manifestos públicos aos atos condenam a ação como submissão à pressão do governo dos Estados Unidos, que suspeitou e que o avião levava o ex-técnico de informática da Agência Central de Inteligência (CIA), Edward Snowden, condenado por espionagem após revelar segredos da vigilância online estadunidense ao WikiLeaks. Com passaporte americano revogado após condenação, o foragido está pedindo asilo político a mais de 20 países no aeroporto de Moscou. Evo Morales, que também estava em Moscou para uma cúpula sobre as novas políticas internacionais de exploração de gás e chegou a anunciar que poderia avaliar o pedido de asilo a Snowden, foi tratado como suspeito de facilitar a fuga.

Além dos presidentes organizados em torno da União das Nações Sul-americanas (Unasur), através do informe assinado pelo secretário geral Alí Rodríguez Araque, que condenaram energicamente a sabotagem e o desrespeito de que foi vítima o presidente Evo Morales, pediram que os chefes de Estado da América e do mundo tomem as medidas necessárias. Ele qualificou de "indignantes e absurdas”. Há ainda articulações para reação com manifestação pública de Nicolás Maduro (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai), Nicolás Maduro (Venezuela), Daniel Ortega (Nicaragua) e o mais incisivo tem sido Rafael Correa (Equador). Na sua conta no Twitter (@MashiRafael), "ou nos nivelamos a colônias ou reivindicamos nossa independência, soberania e dignidade. Todos somos Bolívia!”

Entre a sociedade civil, se manifestaram o Foro Internacional Pablo Neruda, a Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade, que classificaram a ação como covarde e imperialista . O mesmo aconteceu com os países que integram a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA). Na Argentina, a Organização Social e Política Los Pibes convocaram um ato na porta da embaixada da Bolívia para repudiar a agressão imperialista covarde e manifestar o apoio ao povo boliviano. Rodrigo Cabezas, presidente do Parlamento Latino-americano, Grupo Venezuela, condenou a situação. "Este ato é uma clara violação do direito internacional e da imunidade dos chefes de Estados”. A mesma linha da Confederação Latino-americana e Caribenha de Trabalhadores do Estado(CLATE) , do Paraguai, Confederação dos Trabalhadores do Equador (CTE) e as delegação do Equador no parlamento Andino, entre tantas outras.

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