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domingo, 29 de março de 2015

Governo da Venezuela envia carta ao povo norte-americano


  
VENEZUELA-CHAVEZ-REMAINS

O governo bolivariano da Venezuela publicou nesta terça-feira (17/03) uma carta ao povo dos Estados Unidos no jornal “New York Times” onde desmente a afirmação feita pelo presidente Obama de que o país seria “uma ameaça à segurança nacional dos EUA” e exige a revogação das sanções recentemente impostas pela Casa Branca numa clara tentativa de se meter nos assuntos internos da Venezuela. Confira a carta assinada pelo presidente Nicolás Maduro.
Carta ao povo dos Estados Unidos: A Venezuela não é uma ameaça
Somos o povo de Simón Bolívar, que acredita na paz e no respeito a todas as nações do mundo.
Liberdade e Independência
Há mais de dois séculos, nossos pais fundaram uma República sobre a base de que todas as pessoas são livres e iguais perante a lei.
Nossa nação sofreu os maiores sacrifícios para garantir aos americanos do sul o direito de hoje eleger seus governantes e aplicar suas próprias leis.
Por isso, sempre recordamos o legado histórico de nosso mestre Simón Bolívar, homem que dedicou sua vida para que nós herdássemos uma Pátria de justiça e igualdade.
Acreditamos na Paz, na Soberania Nacional e na Lei Internacional
Somos um povo pacífico. Em dois séculos de independência nunca atacamos outra nação. Somos um povo que vive numa região de paz, livres de armas de destruição em massa e com liberdade para praticar todas as religiões. Defendemos o respeito à lei internacional e à soberania de todos os povos do mundo.
Somos uma sociedade aberta
Somos um povo trabalhador, que cuida de sua família e professa a liberdade de culto. Entre nós vivem imigrantes de todo o mundo, que são respeitados em sua diversidade. Nossa imprensa é livre e somos entusiastas usuários das redes sociais da internet.
Somos amigos do povo dos Estados Unidos da América
A história de nossos povos tem estado conectada desde o início de nossas lutas para conquistar a liberdade. Francisco de Miranda, herói venezuelano, compartilhou com George Washington e Thomas Jefferson, durante os primeiros anos da nascente nação estadunidense, os ideais de justiça e liberdade, que foram conceitos fundamentais em nossas lutas independentistas. Nós compartilhamos a ideia de que a liberdade e a independência são elementos fundamentais para o desenvolvimento de nossas nações.
 As relações entre nossos povos sempre foram de paz e respeito. Historicamente temos compartilhado relações comerciais em áreas estratégicas. A Venezuela tem sido um fornecedor responsável e confiável de energia para o povo norte-americano. Desde 2005, a Venezuela proporciona “heating oil” (petróleo usado para aquecimento. NT) subsidiado para comunidades pobres nos Estados Unidos por meio de nossa empresa CITGO. Este aporte tem ajudado dezenas de milhares de cidadãos estadunidenses a sobreviver em condições difíceis, dando-lhes um alívio muito necessário e um apoio em tempos de necessidade, mostrando como a solidariedade pode construir alianças poderosas além das fronteiras.
Entretanto, incrivelmente, o governo dos EUA nos declara uma ameaça para a segurança nacional e a política exterior do país
Em um ato desproporcional, o governo de Obama se declarou em emergência porque considera a Venezuela uma ameaça para sua segurança nacional (Ordem Executiva, 15/09/2015). Essas ações unilaterais e agressivas realizadas pelo governo dos Estados Unidos contra nosso país não apenas são infundadas e violam os princípios básicos da soberania e a livre determinação dos povos sob a lei internacional, como também têm sido rechaçadas por unanimidade pelos 33 países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e pelos 12 Estados membros da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL). Em uma declaração feita em 14 de março de 2015, a UNASUL reiterou seu firme rechaço a estas medidas coercitivas que não contribuem para a paz, a estabilidade e a democracia em nossa região, e exigiu que o presidente Obama revogue sua ordem executiva contra a Venezuela.  
Rechaçamos o unilateralismo e a extraterritorialidade
O presidente dos Estados Unidos, sem autoridades para intervir em nossos assuntos internos, de forma unilateral iniciou uma série de sanções contra funcionários venezuelanos e abriu as portas para continuar com este tipo de sanções, interferindo em nossa ordem constitucional e em nosso sistema de justiça.
Defendemos um mundo pluripolar
Acreditamos que o mundo deve reger-se pelas normas do Direito Internacional. Sem intervenções de outros países nos assuntos internos dos demais. Com a convicção de que relações de respeito entre as nações são o único caminho para consolidar a paz e a convivência, bem como consolidar um mundo mais justo.
Honramos nossas liberdades e manteremos nossos direitos    
Nunca antes na história de nossas nações um presidente estadunidense tentou governar os venezuelanos por decreto. É uma ordem tirana e imperial que nos arrasta aos dias mais obscuros das relações dos Estados Unidos com a América Latina e o Caribe.
Por nossa longa amizade, alertamos aos nossos irmãos estadunidenses, amantes da justiça e da liberdade, da agressão ilegal que está cometendo o governo em seu nome. Não permitiremos que nossa amizade com o povo dos Estados Unidos seja afetada por esta decisão absurda e sem fundamento do presidente Obama.
Por isso, demandamos:
  1. Que cessem as ações hostis do governo dos EUA contra o povo e a democracia na Venezuela.
  2. Que se revogue a ordem executiva que declara a Venezuela uma ameaça, como solicitou a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL).
  3. Que se suspendam as injuriantes sanções contra honrados funcionários venezuelanos que apenas obedeceram nossa Constituição e nossas leis.
Nossa soberania é sagrada
O lema dos fundadores dos Estados Unidos é repetido hoje com a mesma dignidade pelo povo de Simón Bolívar. Em nome de nosso amor em comum pela independência nacional, esperamos que o governo do presidente Obama reflita e retifique este passo em falso.
Estamos convencidos que a defesa de nossa liberdade é um direito ao qual não renunciaremos jamais, pois aqui também está o futuro da humanidade. Como bem dizia Simón Bolívar, “a liberdade do Novo Mundo é a esperança do universo”.
“A Venezuela não é uma ameaça, é uma esperança” – Simón Bolívar
“Independência ou nada”.
Nicolás Maduro Moros, presidente da República Bolivariana da Venezuela   

Fonte: AVERDADE

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