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segunda-feira, 9 de maio de 2016

A indiferença nazista da Globo em relação ao futuro dos programas sociais


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(Foto: Jornalistas Livres)
Análise Diária de Conjuntura - 05/05/2016
entrevista com o professor Wanderley Guilherme, publicada hoje no Cafezinho, traz um alerta importante a todos os brasileiros, em especial à comunidade política: estamos entrando num período de profundas instabilidades, porque o golpe, até o momento, foi apenas político. Para se consumar integralmente, ele precisará ser também um golpe social, ou seja, terá que usar de violência para coagir, intimidar e aniquilar todas as instâncias sociais que não o aceitam como um processo democrático e legítimo.
O professor observa ainda que a oposição, ao embarcar numa aventura golpista mal ajambrada, costurada às pressas com o monopólio midiático, começará a perder no primeiro dia de governo ilegal, porque sobre ela recairão todas as cobranças que, até o momento, vinham sendo feitas ao PT — e não há respostas milagrosas no horizonte.
O Cafezinho esteve em Brasília nesta quarta-feira, onde entrevistou, junto com outros blogueiros, a ministra Tereza Campello, titular da pasta do Desenvolvimento Social.
Antes do início da entrevista, Campello contou uma história que me aterrorizou.
Ela lembrou que a imprensa começou a divulgar, com grande estardalhaço, um documento de um eventual novo governo Temer referente aos programas sociais, chamado "Travessia Social". O nome "travessia" é o mesmo usado pela campanha de Aécio Neves, mas isso nem vem ao caso. A ministra observou que a imprensa publicou o conteúdo do documento sem consultar o ministério responsável pelos programas sociais, sem fazer um mísero contraponto.
O documento do "novo governo" foi publicado sem que se fosse exposto a nenhuma crítica. Os programas sociais do governo, explicou Campello, são elogiados no mundo inteiro. São usados como modelo internacional. Mesmo assim, o ministério, nem nenhuma organização séria, foram consultados.
Campello observou que os programas sociais em curso não expressam mais apenas a materialização de ideias em debate. Eles hoje são o fruto maduro de uma série imensa de pesquisas concretas, conduzidas inclusive por organizações não ligadas ao governo.
A ministra falou que procurou a imprensa. Não quiseram ouvi-la. O bloqueio é total, lamentou ela, que então mandou o ministério fazer um estudo sobre o impacto das medidas "anunciadas" pelo novo governo governo e alardeadas pela imprensa.
A TV Globo, ao invés de publicar o estudo do ministério, enviou três perguntas profundamente agressivas e hostis, indagando se o ministério tinha o "direito" de fazer críticas a um programa partidário.
É assustador.
Os programas sociais do governo impactam a vida de dezenas de milhões de brasileiros, e através delas em toda a economia nacional.
A imprensa brasileira é tão profundamente fascista, que divulga notícias sobre programas sociais e não consulta o ministério responsável pela execução de todos os programas atuais. Não vai atrás sequer dos estudos e pesquisas que existem sobre esses programas!
Hoje o Supremo Tribunal federal (STF) decidiu afastar Eduardo Cunha, tanto da presidência da Câmara como do mandato parlamentar.
Antes tarde do que nunca, mas é lamentável que o fato se dê após a votação do impeachment. A omissão do STF é algo explicável somente por sua adesão ao clima de golpe insuflado pelos meios de comunicação e pelo poder econômico.
O STF apenas repete o modus operandi de 1964, quando lavou as mãos e, em seguida, chancelou o golpe.
O governo entrou, também hoje, com um pedido para anular a votação do impeachment, visto que ela foi liderada por Eduardo Cunha, mas o estrago está feito.
O consórcio golpista não parece mais preocupado com nada a não ser o poder. A cegueira em relação à sujeira do processo, em relação aos riscos de levar adiante uma aventura golpista que empossará um governo ilegítimo, explica-se pela blindagem absoluta proporcionada pelo monopólio midiático, que está integralmente comprometido com o golpe.
Há tempos, aliás, que vínhamos alertando para o compromisso da mídia com o golpe. O caderno Poder da Folha, por exemplo, há mais de um ano que vinha inteiramente ocupado com publicidade em favor do impeachment. Mesmo assim, Dilma Rousseff abriu o ano de 2016, depois de tudo, com um artigo "exclusivo" na Folha...

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