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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Fortuna da Zara e trabalho escravo


Por Altamiro Borges

O empresário espanhol Amancio Ortega, dono das redes varejistas Zara e Pull&Bear, já é o segundo homem mais rico do planeta, com uma fortuna calculada de US$ 71,5 bilhões. Segundo o ranking da agência "Bloomberg", divulgado nesta semana, ele passou o rentista ianque Warren Buffet e só está atrás de Bill Gates, criador da Microsoft  – que manteve a liderança mundial dos ricaços com uma fortuna avaliada em US$ 85,5 bilhões. Ao divulgar o "Índice de Bilionários da Bloomberg", a mídia privada foi só elogios ao dono da Zara – uma "generosa" anunciante publicitária –, escondendo totalmente as várias denúncias sobre uso de trabalho escravo nas empresas terceirizadas da Zara.

O jornal Estadão – que foi fundado no século retrasado por alguns escravocratas – publicou uma nota recheada de bajulações nesta quarta-feira (3). Ela destaca que o fundador e presidente da Inditex, multinacional que controla várias marcas de roupa, é um "operador insano" e com visão estratégica. "De acordo com a agência, a fortuna de Ortega cresceu 17%, para US$ 71,5 bilhões este ano, enquanto o lucro da Inditex também subiu em função do crescimento das vendas da empresa. A varejista espanhola opera mais de 6 mil lojas ao redor do mundo... Mantendo parte da produção perto da sede da empresa na Espanha, e distribuindo para lojas duas vezes por semana, a Inditex se tornou apta a responder às novas tendências no mundo da moda mais rapidamente que seus concorrentes, que concentram a produção na China para cortar custos".

O jornal oligárquico não cita, sequer uma vez, as denúncias sobre o uso do trabalho escravo contra as varejistas de Amancio Ortega em várias partes do mundo – inclusive no Brasil. Este "corte de custos" não conta para o Estadão, que prefere alfinetar a China. Afinal, a terceirização e o trabalho precário fazem partem da lógica capitalista da exploração da mais-valia absoluta.

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