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quinta-feira, 18 de junho de 2015

"FIM DO CAPITALISMO": PAPA FRANCISCO

Tom Coelho: MUNDO DESIGUAL.

TRÊS PESSOAS TEM PATRIMÔNIO  ESTIMADO DE 900 MILHÕES DE PESSOAS.

 DEZ PESSOAS TEM PATRIMÔNIO ESTIMADO DE 2 BILHÕES DE PESSOAS.


A distribuição de renda passa não por políticas assistencialistas, mas, sim, por instrumentos justos de tributação

O DIA
Rio - A ‘Forbes’ publica anualmente lista com o patrimônio dos bilionários em todo o mundo. A edição deste ano novamente apresenta nas três primeiras posições Bill Gates, fundador da Microsoft; Carlos Slim Helu, do setor de telecomunicações; e o banqueiro Warren Buffet. Juntos, detêm ativos da ordem de US$ 224 bilhões, o equivalente ao patrimônio estimado de 900 milhões de pessoas. Os dados ficam ainda mais alarmantes se tomarmos como referência os ativos dos dez mais ricos. São US$ 551 bilhões, comparáveis ao patrimônio de algo em torno de dois bilhões de pessoas no planeta!



Análise da lista a partir de 2009, ano seguinte à crise econômica mundial, mostra crescimento médio anual de 14% no patrimônio do grupo dos dez. Enquanto isso, o PIB mundial evoluiu pouco acima de 3% ao ano. Estes dados explicam o alerta da Oxfam International, entidade cujo foco primordial é o combate à pobreza, de que em 2016 a riqueza de 1% da população mundial ultrapassará a dos outros 99%.

O mais incrível é que temos a impressão da ocorrência, no decorrer dos últimos anos, de ações amplas e efetivas no sentido de amenizar desigualdades socioeconômicas em virtude de iniciativas de ONGs, de campanhas de conscientização e da inclusão do tema em debates educacionais. Ledo engano...

Combater este abismo social é tarefa de governo. A distribuição de renda passa necessariamente não por políticas assistencialistas, mas, sim, por instrumentos justos de tributação. Estudos indicam que há correlação direta entre o aumento da concentração de renda e a redução dos impostos incidentes sobre os mais ricos.


Olhando para nosso cenário interno, vemos um crescimento da violência, do desemprego e da corrupção. Enquanto isso, com a justificativa de ajustar as contas, o governo federal busca elevar sua arrecadação com aumento generalizado de impostos sobre o setor produtivo, afetando diretamente a competitividade das empresas, em especial as de pequeno e médio porte, que representam 98% dos empreendimentos formais no país, responsáveis por mais de 60% dos empregos diretos. O impacto final é sobre os menos favorecidos, ampliando este quadro de desigualdades.

Tom Coelho é educador e escritor, diretor do Ciesp

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