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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Aécio, o “arregão”, abandonou Marin?


Por Altamiro Borges

Na semana passada, o cambaleante Aécio Neves ganhou um novo e singelo apelido: “arregão”. Ele foi dado pelos golpistas mirins, cheirando a mijo e indignados com a ausência do tucano na marcha que reuniu meia dúzia de fascistas em Brasília pelo impeachment de Dilma. Até o patético “Batman do Leblon” postou vídeo detonando o presidente do PSDB. “Covarde”, “duas caras”, “arregão” e outros carinhosos adjetivos foram destinados ao senador mineiro-carioca. Agora, com a prisão dos mafiosos da Fifa, o apelido ganha consistência. Aécio Neves ainda não prestou solidariedade ao seu amigo José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que se engajou com toda a energia na sua frustrada campanha presidencial de outubro passado.

O tucano “ético” – que até hoje não explicou a grana pública torrada no aeroporto da fazenda do seu tio-avô ou os gastos em publicidade nas rádios da sua família durante seu governo de Minas Gerais – não pronunciou uma palavra sobre a corrupção que corrói o futebol mundial e brasileiro. Ele sequer conseguiu deletar as várias fotos em que aparece, cheio de carinho, ao lado do cartola-corrupto José Maria Marin – mesmo sendo ele um craque da censura na internet. Nesta operação abafa, o “arregão” conta com a cumplicidade da mídia tucana, que evita citar o seu nome no escândalo de corrupção da Fifa e da CBF. Aqui cabe registrar a postura corajosa, quase solitária, do jornalista Juca Kfouri, que não tergiversa sobre a relação do cambaleante com os mafiosos do futebol:

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Aécio Neves é amigo de José Maria Marin e o homenageou, escondido, no Mineirão. Deu-se mal porque o que escondeu em sua página na internet, Marin mandou publicar na da CBF. Aécio também é velho amigo de baladas de Ricardo Teixeira e acaba de dizer que o país não precisa de uma “Futebras”, coisa que ninguém propôs e que passa ao largo, por exemplo, das propostas do Bom Senso FC. Uma agência reguladora do Esporte seria bem-vinda e é uma das questões que devem surgir neste momento em que se impõe um amplo debate sobre o futuro de nosso humilhado, depauperado e corrompido futebol. Mas Aécio é amigo de quem o mantém do jeito que está. Não está nem aí para os que reduziram nosso futebol a pó.

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