BRASIL PRA FRENTE

BRASIL PRA FRENTE!
O RIO DE JANEIRO DE PÉ PELO BRASIL!





















terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O que o mundo capitalista não quer ver sobre si mesmo


publicado em 16 de janeiro de 2014 às 21:34

sábado, 11 de janeiro de 2014
O que o mundo capitalista ocidental não quer ver sobre si mesmo
Por Mikel Itulain, em seu blog (agradecemos ao Jair de Souza pela generosa tradução)
A globalização é a globalização do poder das corporações, que traz a globalização da pobreza.
Se dermos atenção a um meio como Wikipedia, que apesar de sua aparente auréola de ser elaborada popularmente e de estar aberta à opinião das pessoas da rua é em realidade outro meio pelo qual o poder econômico expressa seu ideário e interesses, notaremos que define a globalização como:
A globalização é um processo econômico, tecnológico, social e cultural a escala planetária que consiste na crescente comunicação e interdependência entre os diferentes países do mundo unificando seus mercados, sociedades e culturas, através de uma série de transformações sociais, econômicas e políticas que lhes dão um caráter global.


Com frequência, a globalização é identificada como um processo dinâmico produzido principalmente pelas sociedades que vivem sob o capitalismo democrático, ou a democracia liberal, e que abriram suas portas a uma revolução informática, pregando um nível considerável de liberalização e democratização em sua cultura política, em seu ordenamento jurídico e econômico nacional e em suas relações internacionais.
Globalização
Wikipedia falsifica abundante informação histórica, e sempre o faz orientada à versão artificialmente elaborada pelas potências ocidentais.
Confiram, por exemplo, o que fala sobre o massacre de Srebrenica, ou os de Sarajevo na guerra da Iugoslávia, com o que as investigações reais, rigorosas e concretas demonstraram: Srebrenica,Massacres do mercado de Sarajevo.
Portanto, se prestarmos atenção ao que este meio diz, ficamos com a sensação de que a globalização é um novo movimento no qual a liberdade e a democracia se estenderam pelo mundo, facilitando o intercâmbio entre culturas e países.
No entanto, isto se choca frontalmente com os fatos que vêm ocorrendo nas últimas décadas: invasões contínuas de países com a extensão das guerras, um novo auge não na independência e democracia real dos países, mas na submissão a potências estrangeiras com a chegada de uma nova era de colonialismo.[1]
A consequência direta é o aumento na diferença entre países ricos e países pobres, mas não só isto, senão que, especialmente, também um aumento na diferença entre as classes ricas e as classes pobres nos próprios países ocidentais; e o que também é digno de menção, aqui, nos Estados Unidos e na Europa, a pobreza é cada vez maior, enquanto que os meios para gerar riqueza são maiores que nunca. [2] [3]
Estes são os fatos reais amargos, porém é preciso escondê-los
A última palavra que a propaganda tirou da manga para a construção de impérios é a globalização, uma palavra de significado vago com conotações agradáveis de unificação.
Entretanto, refere-se à aquisição dos recursos dos outros, a qualquer custo, e ao emprego ilimitado de mão de obra em condições de escravidão, que produz os bens supérfluos que são vendidos a esses outros escravos [refere-se à população consumista ocidental]. Escravos convencidos pela persuasão e pela influência.
Certamente, esta população consumista, que é majoritária, está completamente endividada por seguir os apelos da publicidade que invade cada esfera de sua sociedade: nas ruas, bares, meios de comunicação, parlamentos, organizações políticas, ONGs, esportes…
Vemos, portanto, que a globalização não é um fenômeno que melhorará o mundo, que o tornará mais justo, tolerante e pacífico. Tem pouco a ver com isto. Porque seu objetivo não é a melhora nas relações entre as gentes de todo o mundo, senão que a imposição e exploração do poder econômico ocidental sobre o resto do planeta, imposição que supera à de qualquer outra época.
Para tal imposição e exploração se requer violência e, por este motivo, a globalização e a guerra vão de mãos dadas, uma provoca a outra.
A guerra e a globalização são processos intimamente relacionados. A crise econômica mundial (que precedeu os acontecimentos de 11/9) tem suas raízes nas reformas de “livre mercado”.
A ideologia do “estado canalha” [comumente apelidado de “regime”, ou ditadura, e seus dirigentes de ditador] desenvolvida pelo Pentágono durante a Guerra do Golfo de 1991 constitui uma nova legitimidade, uma justificativa para levar a cabo uma “guerra humanitária” contra os países que não se ajustam à Nova Ordem Mundial e aos princípios do sistema de “livre mercado”. [4]
Neste mundo dominado pelo poder econômico ocidental, o “livre mercado” não quer dizer realmente livre mercado, uma vez que os países submetidos não podem escolher com quem e como comerciar, devido a que lhes são impostas condições.
De outro modo, serão considerados “ditaduras”, “regimes”, e pagarão as consequências, como já vimos em numerosas ocasiões: Cuba, Chile, Nicarágua, Iugoslávia, Burkina Fasso, Iraque, Líbia, Síria…
Para conseguir a demonização de um país, ou de um dirigente, as corporações lançarão mão de suas organizações “humanitárias” e de seus meios de comunicação, além de um espectro político da esquerda que, por prebendas, lhes prestará seus favores para que convençam a população do ocidente da versão que convém a seus interesses.
Admitir as condições do “livre mercado” e da Nova Ordem Mundial significa submeter-se às exigências das corporações ocidentais, que dilapidarão os recursos do país em seu benefício e no de uma elite colaboracionista, mas em grande prejuízo para a imensa maioria dos habitantes daquele lugar.
No entanto, não pensemos que isto de “livre mercado”, de “globalização”, ou da “nova ordem mundial” é algo realmente novo. Na verdade, é uma nova versão, uma adaptação, dos métodos empregados no passado pelos impérios ocidentais para impor o colonialismo ao mundo.
Vejam o que ocorria no século XIX no Reino de Sião (hoje, Tailândia), um país por então rodeado pelas colônias do Império Britânico, pelas da França e também pelas da Holanda. A Tailândia não foi colonizada da maneira como foram o Vietnã, a Indonésia, a Birmânia, o Camboja, ou a Malásia, mas lhe impuseram condições, como as do Tratado Britânico de Bowring, em 1885.
Ver como muitas destas políticas de canhão [referência à ameaça de ataques militares, principalmente pela marinha] impuseram concessões que soam como as da “liberalização econômica” de hoje.
1 — O Sião concedeu a extraterritorialidade aos súditos britânicos;
2 — Os britânicos podiam comerciar livremente em todos os portos marítimos e residir permanentemente em Bangkok.
3 — Os britânicos podiam comprar e alugar propriedades em Bangkok.
4 — Os súditos britânicos podiam viajar livremente no interior com passes concedidos pelo cônsul.
5 — Os impostos de importação e exportação foram fixados em 3%, exceto o ópio e os lingotes de ouro, que ficaram isentos de impostos.
Os comerciantes britânicos tinham permissão para comprar e vender diretamente com os siameses particulares.
Agora, comparemos isto com as imposições realizadas sobre uma nação recentemente submetida mediante a violência, o Iraque:
The Economist [a revista britânica] enumerava alegremente a “liberalização econômica” neocolonial do Iraque em um artigo intitulado: “Vamos todos à venda do pátio. Se tudo correr bem, o Iraque será um sonho capitalista.”
1 — 100% da propriedade dos ativos iraquianos.
2 — Repatriação total de lucros.
3 — Condições legais iguais às das empresas locais.
4 — Permissão aos bancos estrangeiros para operar ou comprar bancos locais.
5 — Um máximo de 15% para impostos sobre a renda e sobre sociedades.
6 — Tarifas universais reduzidas a 5%. [6]
Estão vendo que não há tanta diferença? Antes, os países submetidos eram chantageados em todo lado do mundo e hoje a mesma coisa é feita.
Não havia condições de igualdade porque a Tailândia não podia naquele tempo impor essas condições ao Reino Unido, nem o Iraque pode fazê-lo com os Estados Unidos, hoje.
Portanto, vamos deixar de falar de “livre comércio”, “globalização”, “liberalização” e de outras falsas palavras, e falemos do que realmente ocorre e acontece no mundo de imposições comerciais, de imposições militares, de exploração, de roubo e de escravidão.
Pois hoje em dia ocorre isto, como acontecia no passado, e a escravidão ou semi-escravidão está tão ou mais estendida que nos séculos passados; ao dispor em abundância daquilo que habitualmente se conhecia como escravidão e da outra escravidão de hoje em dia, na qual os seres humanos trabalham longas jornadas muito mal remuneradas apenas para pagar dívidas e, assim, nunca saindo deste círculo que os destroi, oprime e espreme. [7] [8]
Esta dívida não é só individual, senão que os próprios governos, como o estadunidense, levaram seus países a um endividamento enorme, e tudo isso com o fim de manter os privilégios e luxos de sua classe dominante.
A “guerra contra o terror”, que já comentamos na primeira parte, é um método terrível por meio do qual os recursos da maioria da população passam às mãos desses privilegiados da classe alta, e isto é feito às custas da vida e do sofrimento de muitas pessoas em todo o mundo.
Mesmo assim, os cidadãos ocidentais ainda não são muito capazes de dar-se conta disto em sua verdadeira magnitude, e são ainda menos capazes de encontrar a cura e acabar com esta famigerada e cruenta exploração.
A verdadeira guerra contra o terror começará quando os cidadãos estadunidenses se negarem a pagar impostos para financiar a ocupação ilegal da Palestina por parte de Israel.
Esses mesmos impostos poderiam ser usados para ajudar os estadunidenses desempregados, àqueles que trabalham sem dispor de seguridade social, ou aos sem-teto.
Mas, logicamente, se viéssemos a mencionar isto nos Estados Unidos, seríamos tachados de “antiamericanos”, “traidores”, ou alguns daqueles que “odeiam a liberdade”. De modo que todos mantêm silêncio, porque têm medo de expressar o que sentem.
Por aí, pode-se ver o grau de liberdade e de livre pensamento que realmente temos. Portanto, não pretendamos dar muitas lições aos outros. Já sabem o ditado: dou conselho aos outros, mas para mim não os tenho.
Notas:
 [1] Tony Cartalucci. Iraq: invasion ends-neo colonial rule begins. Land Destroyer, 29.12.2011.
[2] Se agranda la brecha entre ricos y pobres en todos los países. El Plural, 30.11.2012.
[3] Michel Chossudovsky. Economic depression and the New World Order. Journal of International Affairs (Columbia University), Vol. 52, no. 1 (Fall 1998) 26 January 2002 * Propaganda. Documental de Corea del Norte sobre occidente. Enlace.
[4] Michel Chossudovsky. Economic depression and the New World Order. Journal of International Affairs (Columbia University), Vol. 52, no. 1 (Fall 1998) 26 January 2002
[5] Tony Cartalucci. Egypt today, Thailand tomorrow. Land Destroyer. Enlace
[6] Tony Cartalucci. Egypt today, Thailand tomorrow. Land Destroyer
[7] Khaled A Beydoun.  The colour of slavery in Saudi Arabia. African Globe, 8.11.2013
[8] T. Alexander Guzman. The debt matrix: Consumption and modern-day slavery. Global Research, 1.12.2013

Nenhum comentário: