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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

De onde vem a misteriosa frota de Toyotas do Estado Islâmico?

Observando a propaganda que os apoiantes do auto-proclamado Estado Islâmico (EI) partilham nas redes sociais, com os desfiles vitoriosos a cada nova conquista do grupo, é fácil perceber que elegeram a Hilux, uma pick-up da Toyota, como mais uma forma de exibir poder. Mas de onde vêem todos esses carros?
A versão oficial é que os 43 jipes Toyota Hilux que os Estados Unidos forneceram em 2014, a título de ajuda não letal, aos rebeldes da Frente al-Nusra (também chamado al-Qaeda da Síria) que combatiam o regime do Presidente Bashar al-Assad, integrados no Exército Livre da Síria, acabaram nas mãos do EI. Ou seja, os contribuintes americanos acabaram por patrocinar o transporte aos mesmos fundamentalistas que querem ser os seus carrascos.


Uma pergunta que se impõem é: se eram só 43, como se explicam as paradas quase intermináveis desses veículos, com que se exibem não só na Síria, mas no Iraque, na Líbia e em todos os locais onde conseguiram implantar-se.
Podia dizer-se que são sempre os mesmos, mas então como se explicam as diferentes cores,  acessórios e até modelos? Há beges, dourados, brancos, encarnados, pretos e prateados, com ou sem o logótipo do grupo, uns têm suportes para metralhadoras, outros sirenes. A variedade é impressionante, as explicações nem por isso.


E como conseguem mantê-los sempre com o aspecto imaculado de um carro que acabou de sair do stand? Afinal, são usados como veículos de guerra ou só aparecer nos desfiles?


Uma coisa é certa, o Toyota Hilux tem sido o transporte escolhido pelos grupos de insurgentes em África e na Ásia - os talibãs usavam-nos, os piratas na Somália também e até os líderes da al-Qaeda o escolhiam como meio de transporte no Paquistão.
Há várias razões para que estas pick-ups estejam em toda a parte onde há um conflito. Em primeiro lugar, a sua resistência – como provou o famoso programa da BBC, Top Gear, é quase impossível destruí-las.


Depois, a versatilidade. Embora não sejam de origem, nem a marca os fabrique, é possível instalar acessórios que os transforma em máquinas de guerra, suportes para metralhadoras e lança-granadas são os mais comuns.
A força, o espaço para carga e passageiros, e a capacidade de andar em quase todos os tipos de terreno, assim como a longevidade, são outros dos motivos para a sua popularidade entre os insurgentes.


Diz-se que não há má publicidade, mas será que a Toyota vai querer continuar a ver a sua marca associada a todas as atrocidades praticadas pelo EI, ou acabará por sacrificar o Hilux, retirando-o do mercado? Afinal, o modelo original pretendia ser recreativo, servir para que as pessoas se divertissem e não para fins militares.
http://www.sabado.pt/

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