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domingo, 26 de março de 2017

Produção de ópio no Afeganistão aumentou 25 vezes desde o início da ocupação por tropas americanas



 
Após a ocupação do Afeganistão por tropas norte-americanas o cultivo de papoula e a produção de ópio cresceram exponencialmente. O ópio produzido saltou de 185 toneladas em 2001 para 4.800 toneladas em 2016 e o ampliação da área de cultivo da papoula disparou de 8 mil hectares para 201 mil hectares no mesmo período. Portanto, sob a ocupação norte-americana a produção de ópio aumentou 25 vêzes, segundo o relatório anual da ONU sobre a produção de ópio no Afeganistão em 2016. O ópio é um extrato da papoula, a partir do qual se produz morfina e heroína.
Até 2001, o governo do Telebã tinha reduzido drasticamente o cultivo de papoula e a produção de ópio, retomados pelos colaboracionistas, em sua maioria narcotraficantes, que após a invasão puderam se dedicar intensamente a replantar tudo o que havia sido destruído pelo Talebã, e para isso contaram com os cuidados e proteção das tropas norte-americanas aquarteladas no país.
Para o governo da Rússia, “está havendo é um incremento drástico da produção de drogas no território do Afeganistão, ao passo que se cria uma rota estável para o tráfico destinado a outras nações”. Entre os países mais afetados pelo tráfico de heroína estão os Estados Unidos, países europeus e a Rússia. Nos EUA, em junho de 2016, o Órgão para o Combate das Drogas dos EUA (DEA) relatou que “em 2014, 10.574 americanos morreram por overdoses relacionadas com heroína, mais do que o triplo verificado em 2010”.
A jornalista Abby Martin avalia que tanto o crescente consumo da droga nos EUA quanto sua produção no Afeganistão contrastam com as promessas da Casa Branca de erradicar o mercado negro de drogas. Para Abby, o comércio de drogas ilegais é estimulado e não combatido pelo governo americano.

“Nos anos 50, escreve a jornalista, os EUA permitiram que o ópio fosse movido, processado e traficado por todo o Triângulo Dourado no sudeste asiático, isso enquanto treinavam tropas taiwanesas para combater o governo chinês. Já nos anos 80, a CIA deu apoio logístico e financeiro aos ‘Contras’ da Nicarágua, reconhecidos traficantes internacionais”.
Nesse sentido, embora não exista nenhuma prova de que a CIA esteja envolvida diretamente com o tráfico de ópio para fora do Afeganistão, Martin observa “que é difícil acreditar que uma região sob total ocupação militar dos EUA - com postos de vigilância e drones monitorando todo o país - seja incapaz de rastrear as rotas de exportação”.
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