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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Em meio à crise, bancos afrontam o país com lucro de R$ 46 bilhões

Itaú: R$ 21,6 bilhões; Bradesco: R$ 17,121 bilhões; Santander: R$ 7,339 bilhões

Beneficiados pelos altos juros do BC, o lucro dos três maiores bancos privados em 2016 é praticamente a arrecadação de R$ 46,9 bilhões do Estado do Rio prevista para 2017
Com o desemprego explodindo no país, oficialmente 23 milhões de pessoas desempregadas ou subempregadas, e os serviços de atendimento à população (saúde, educação, transporte etc.) se deteriorando a olhos vistos, o lucro dos bancos chega a ser uma afronta ao povo brasileiro. Juntos, os três maiores bancos privados (Itaú Unibanco, Bradesco e Santander) tiveram um lucro líquido de R$ 46 bilhões em 2016, praticamente o mesmo montante da arrecadação de R$ 46,9 bilhões do Estado do Rio de Janeiro prevista para 2017.
Somente o Itaú Unibanco teve um lucro líquido de R$ 21,6 bilhões em 2016, após lucrar R$ 23,3 bilhões no ano anterior. Segundo os números divulgados pelo banco, na terça-feira (7), só no quarto trimestre o lucro líquido foi de R$ 5,543 bilhões.
O Bradesco seguiu os passos do Itaú e registrou em 2016 um lucro líquido de R$ 17,121 bilhões, após o resultado de R$ 17,873 de 2015.
Por seu lado, o Santander, maior banco estrangeiro que atua no país, obteve um lucro líquido de R$ 7,339 bilhões em 2016, contra R$ 6,624 bilhões do ano anterior.
É o resultado da política de juros altos que favorece os bancos em detrimento da atividade produtiva. O Brasil fechou 2016 com uma taxa básica real de juros de 8,53% ao ano, a maior do mundo. A taxa real de juros das 40 maiores economias foi negativa (-1,9%). No ano passado, foram desviados do setor público aos bancos e demais especuladores, via juros, nada menos que R$ 407,240 bilhões, segundo o Banco Central.
Conforme relatório do Tesouro Nacional, do estoque dos títulos públicos federais 23,06% estavam nas mãos das “instituições financeiras”, em dezembro do ano passado.
Conforme o Banco Central, em dezembro os juros bancários nas operações com recursos livres (excluindo crédito imobiliário, rural e do BNDES) somaram 52% ao ano, bem acima da taxa básica de juros (Selic). Contudo, os juros do cartão de crédito chegaram a 450% ao ano, enquanto os juros do cheque especial alcançaram 314% ao ano. Juros de extorsivos que esfolam a população e turbinam os lucros dos bancos.
Enquanto os bancos – principalmente Itaú, Bradesco e Santander – nadam de braçadas, o mesmo não se pode dizer dos outros setores da economia, especialmente a indústria, assolada exatamente pela política de juros altos. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, em 2016 ocorreu o menor investimento no setor desde 2010. Entre as empresas que tinham planos de investimento para 2016, 40% realizaram o planejado, 41% fizeram parcialmente, 9% adiaram para este ano e 10% cancelaram.
Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a produção industrial apresentou queda de 6,6% em 2016. Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), “a indústria sofreu, em 2016, o terceiro ano seguido de queda. E foram quedas maiúsculas. Segundo as estatísticas divulgadas pelo IBGE, a produção caiu 6,6% no ano passado, o que representa uma moderação muito tênue frente ao declínio de 8,3% de 2015. Em 2014 o setor caíra 3%. O cenário é de devastação: nesses três anos a produção industrial encolheu nada menos do que 17%”.
“O que o Brasil está assistindo na indústria nesses últimos anos é um retrocesso sem precedentes. Para se ter uma ideia, o nível de produção de dezembro de 2016 remete àquele de maio de 2004, isto é, retrocedemos mais de 12 anos”, acrescentou o IEDI.
Levantamento do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) registrou que no ano passado 11.950 fecharam as portas, um aumento de 23,1% em relação a 2015. Conforme o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, isso foi devido ao quadro econômico do país. Obviamente, fechamento de lojas implica em aumento de desemprego.
Resumo da ópera: enquanto se espalha o caos pelos estados, o setor produtivo sendo sufocado por juros cavalares, a política de Dilma/Temer transformou o Brasil no paraíso dos bancos.
VALDO ALBUQUERQUE
http://www.horadopovo.com.br/

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