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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Dilma arranca mais 20 bi do povo para entregar a bancos

EU COMO ELEITOR SEU NÃO QUERO CONSIDERAR COMO TRAIÇÃO.
MINISTRO DA FAZENDA ARRANCA 20 BILHÕES DOS TRABALHADORES PARA SALVAR OS "POBRES" BANQUEIROS.
AUMENTA OS IMPOSTOS PARA PAGAR JUROS, AFINAL O MINISTRO DA FAZENDA É FUNCIONÁRIO DO POBRETÃO BRADESCO.
PRESIDENTA ESSE NÃO FOI SEU COMPROMISSO DE CAMPANHA. NÃO ADIANTA BAJULAR ESSE PESSOAL, ESSES PARASITAS. ESTAMOS SÓ ALERTANDO. AYLTON MATTOS 



Governo aumenta impostos para pagar juros


As medidas anunciadas pelo governo, segunda-feira, são uma escorcha geral sobre a sociedade – e, antes de tudo, sobre os operários, profissionais liberais e empresários nacionais. Segundo disse o sr. Joaquim Levy, em nota oficial, o governo Dilma pretende, com esse aumento de tributos,  arrancar da população mais “R$ 20,63 bilhões ao longo de 2015, contribuindo de forma importante para o aumento da poupança pública”.
Ou seja, depois de cortar R$ 41 bilhões do Orçamento, o objetivo do aumento de impostos é aumentar em mais R$ 20,63 bilhões o “superávit primário” (que ele chama pelo ainda mais mentiroso nome de “poupança pública”), a reserva de dinheiro público destinada aos juros que auferem bancos, fundos estrangeiros e outros rentistas da pistolagem financeira.
Nos anos seguintes, o governo pretende arrecadar, com esse aumento de tributos, mais R$ 24,22 bilhões a cada ano, para transferir aos rentistas sob a forma de juros (cf. MF, Anexo, Resumo das medidas e efeitos, 19/01/2015).
Na terça-feira pela manhã, o Diário Oficial da União (DOU) publicou o veto de Dilma à correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5%, aprovada pelo Congresso - esse veto é mais um confisco sobre o salário dos trabalhadores, com uma justificativa cínica (“a medida traria renúncia fiscal”, ou seja, menos pessoas pagariam o imposto – uma lógica que ela não aplica às multinacionais, só serve para o povo, que paga Imposto de Renda a partir de um modesto salário de R$ 1.787,77).
O aumento de tributos anunciado por Levy, na segunda-feira, não é nenhum aumento da contribuição de pessoas e empresas para a coletividade. Simplesmente, é pilhagem – e uma pilhagem violentamente recessiva, em prol, exclusivamente, de alguns monopólios financeiros e outros antros de agiotagem, numa situação em que o país já está em recessão.
Uma pilhagem ao modo que faziam os assírios, espartanos ou romanos com os povos que oprimiam ou como Luís XVI e sua trupe dourada faziam com seu próprio povo, o que acabou por ocasionar a perda de suas ilustres cabeças – na guilhotina.
Métodos, como se pode ver, muito modernos. Com as medidas de segunda-feira, aumentando os tributos sobre a população, o governo - reduzido a leão de chácara do parasitismo financeiro, principalmente externo - pretende saquear:
1)        Mais R$ 12,18 bilhões em 2015 (e mais R$ 14,07 bilhões por ano a partir de 2016) com o aumento do PIS/Cofins e da CIDE-combustíveis sobre a gasolina e o óleo diesel, o que significa um aumento de 5% a 7% no preço da gasolina ou diesel para o consumidor, com repercussões não apenas no bolso de quem tem carro ou caminhão, mas também sobre o preço dos alimentos – e de todos os fretes - e sobre o preço, já catapultado para o espaço, da energia.
2)        Mais R$ 7,38 bilhões (e, a partir de 2016, mais R$ 8,31 bilhões) com o aumento de 1,5% para 3% no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o crédito de pessoas físicas – ou seja, dobrando o imposto sobre o crediário, aumentando ainda mais os juros, tornando mais inacessível o crédito ao consumidor .
3)        Mais R$ 694 milhões em 2015 (e mais R$ 1,19 bilhão nos outros anos) com a elevação da alpíquota do PIS/Cofins-importação de 9,25% para 11,75% (essa medida significa repor o que a Justiça havia eliminado com a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins-importação – com a diferença de que os Estados não recebem o que perderam).
4)        Mais R$ 381,41 milhões em 2015 (e mais R$ 653,85 a partir de 2016) com a mudança do IPI-cosméticos (os atacadistas desse ramo passarão a pagar como se fossem industriais).
Por si só – e, pior ainda, quando somados aos cortes orçamentários – esses aumentos de tributos são um brutal achatamento do mercado, apertando o garrote sobre as empresas nacionais, sobretudo as industriais.
É uma completa aberração que, num momento em que a economia se afunda no pântano, ao invés de tomar medidas para reanimá-la e tirá-la do brejo, Dilma et caterva se apliquem em afundá-la mais ainda. O quadro, ao final de 2014, é bem descrito pelo empresário Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ):
É com uma queda, em média, de 15% no consumo aparente e retração da ordem de 29% no faturamento destinado ao mercado interno (comparação 2014/2013) que o setor de máquinas e equipamentos encerrará o ano de 2014. (…)  setores, como equipamentos pesados e máquinas-ferramenta, nunca atravessaram um momento tão complicado, em função da baixa taxa de investimentos e forte penetração de produtos importados, além dos fatores já conhecidos que tanto tiram a competitividade”.
Entre os últimos estão “juros reais exorbitantes, câmbio fora de lugar, alta carga tributária”.
Qualquer setor do empresariado nacional poderia dar testemunho semelhante. Em cima dessa situação, com o país já exausto, Dilma/Levy estão aumentando ainda mais os juros, aumentando ainda mais a carga tributária, e, sobre o câmbio, não há outra política senão impedir que ele chegue a um patamar de equilíbrio que não subsidie as importações contra a produção nacional.
Como sabem os leitores, nós, aqui no HP, jamais nos somamos àqueles que acham que o problema do Brasil está nos impostos e demais tributos – pelo contrário, a ojeriza aos impostos, em geral, reflete uma baixa consciência em relação aos deveres para com a coletividade.
No entanto, algumas questões merecem ser analisadas especificamente:
a)         A carga tributária brasileira, que estava em 33,53% do PIB em 2010, subiu para 35,95% do PIB em 2013 e, segundo as estimativas, 37% do PIB em 2014. Não seria um absurdo (países como a Alemanha, a Noruega, a França, a Suécia e a Itália têm cargas tributárias acima disso) se, ao mesmo tempo em que ocorria esse aumento da carga tributária, a política do governo não tivesse levado o crescimento do país de +7,5%, em 2010, para 0%, ou menos, em 2014;
b)        Esse aumento de carga tributária no governo Dilma foi devido a uma escorcha fiscal sobre o povo, pois os monopólios multinacionais gozaram de indecentes, cada vez mais indecentes, desonerações, assim como a especulação financeira mais do que gozou de isenções;
c)          Como foi feito isso? Pela hipertrofia das parcelas da tributação sobre bens e serviços – tributos em que os pobres pagam, proporcionalmente, muito mais que os ricos - e, um pouco menos, sobre a folha salarial (incluindo Previdência); ao mesmo tempo, se hipotrofiava a parcela da tributação sobre ganhos de capital, sobretudo os especulativos (cf. MF/Receita Federal, “Carga Tributária do Brasil 2013 - Análise por Tributos e Base de Incidência”, dezembro 2014, p. 11).
Esta é a razão porque Dilma vetou a correção da tabela do Imposto de Renda de acordo com a inflação. O problema da tributação no Brasil é que, especialmente esse governo, a tornou hediondamente injusta, com privilégios para quem aufere juros e escalpelamento de quem produz e vive do seu trabalho.
As medidas de segunda-feira são o exacerbamento dessa pilhagem inominável sobre o país e o povo.
CARLOS LOPES
http://www.horadopovo.com.br/

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