sábado, 8 de dezembro de 2012

A Inglaterra que demita seu ministro das Finanças



Publicado em 07-Dez-2012
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Guido Mantega
A revista britânica The Economist elevou o tom contra o governo brasileiro. Para ser exato, chega a ser desrespeitosa com a presidenta Dilma Rousseff na reportagem editorializada que veicula na edição desta semana em que analisa a política econômica brasileira e sugere a demissão do nosso ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Após o resultado do PIB do 3º trimestre do ano, divulgado no início da semana pelo IBGE, a revista sugere à presidenta Dilma que demita o ministro da Fazenda para "restabelecer a confiança" na economia do país.

“Ela (Dilma) insiste que é pragmática. Se é assim, deveria demitir Mantega, cujas previsões excessivamente otimistas perderam a fé dos investidores, e indicar um novo time capaz de restabelecer a confiança dos negócios”, afirma o texto.
Ora, e os os investidores que alocaram no Brasil US$ 70 bi neste ano são idiotas?

Pelo contrário, deram uma demonstração, uma prova da confiança no país, na sua segurança jurídica e nos objetivos e métodos do governo. O restante da matéria é intriga que a revista compra do tucanato nacional cujo espírito está infiltrado em seus correspondentes aqui e em seus redatores lá em Londres.

Economist relaciona medidas adotadas pelo governo

A revista aponta que há dois anos, quando a chefe do governo foi eleita presidente (outubro de 2010), a economia estava em expansão. Depois, “estacionou” e agora luta para se recuperar. Apesar dos esforços “frenéticos” de estímulo, a “criatura moribunda” cresceu no 3º trimestre apenas metade do previsto pelo ministro.

A publicação reconhece os esforços do governo para estimular o crescimento, como o corte na taxa de juros para sua mínima histórica (taxa Selic de 7,25%), as desonerações das folhas de pagamento das empresas, os planos de investimento em infraestrutura e a previsão de corte nos custos da energia elétrica.

Mas, afirma que os investidores estão cautelosos porque o governo “interfere demais”. Perceberam aonde queria chegar a conservadora revista? Em vez de interferir, afirma a publicação, o governo “deveria redobrar os esforços para cortar o ‘custo Brasil’ (...) e deixar o espírito animal do setor privado rugir”.  A Economist chamou a presidente de “intrometida-chefe”.

Conversa fiada

Desrespeito à parte, isso tudo é conversa fiada da Economist. Eles que demitam seu ministro de Finanças já que a Grã-Bretanha não cresce e o governo interveio com tudo na economia para salvar os bancos e a libra esterlina. Aqui o Governo quem exerce somos nós.

O colonialismo acabou. Faz tempo. O que eles entendem de economia se levaram o mundo à crise atual? Quando eles denunciaram a bolha imobiliária, as fraudes bilionárias, as manipulações de informações e a especulação (que provocaram a atual crise global)? Quando fiscalizaram os bancos e os mercados?

É muita pretensão e arrogância! Uma banana para a revista. Deviam é estar preocupados com a estagnação da economia da zona do euro anunciada por Mário Draghi, o presidente do Banco Central Europeu (BCE).

http://www.zedirceu.com.br

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

FHC e os tempos do engavetador-geral



Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

O que é mais vergonhoso para um presidente da República? Ter as ações de seu governo investigadas e os responsáveis, punidos, ou varrer tudo para debaixo do tapete? Eis a diferença entre Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva: durante o governo do primeiro, nenhuma denúncia – e foram muitas – foi investigada; ninguém foi punido. O segundo está tendo que cortar agora na própria carne por seus erros e de seu governo simplesmente porque deu autonomia aos órgãos de investigação, como a Polícia Federal e o Ministério Público. O que é mais republicano? Descobrir malfeitos ou encobri-los?

FHC, durante os oito anos de mandato, foi beneficiado, sim, ao contrário de Lula, pelo olhar condescendente dos órgãos públicos investigadores. Seu procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, era conhecido pela alcunha vexaminosa de “engavetador-geral da República”. O caso mais gritante de corrupção do governo FHC, em tudo similar ao “mensalão”, a compra de votos para a emenda da reeleição, nunca chegou ao Supremo Tribunal Federal nem seus responsáveis foram punidos porque o procurador-geral simplesmente arquivou o caso. Arquivou! Um escândalo.

Durante a sabatina de recondução de Brindeiro ao cargo, em 2001, vários parlamentares questionaram as atitudes do envagetador, ops, procurador. A senadora Heloísa Helena, ainda no PT, citou um levantamento do próprio MP segundo o qual havia mais de 4 mil processos parados no gabinete do procurador-geral. Brindeiro foi questionado sobre o fato de ter sido preterido pelos colegas numa eleição feita para indicar ao presidente FHC quem deveria ser o procurador-geral da República.

Lula, não. Atendeu ao pedido dos procuradores de nomear Claudio Fonteles, primeiro colocado na lista tríplice feita pela classe, em 2003, e em 2005, ao escolher Antonio Fernando de Souza, autor da denúncia do mensalão. Detalhe: em 2007, mesmo após o procurador-geral fazer a denúncia, Lula reconduziu-o ao cargo. Na época, o presidente lembrou que escolheu procuradores nomeados por seus pares, e garantiu a Antonio Fernando: “Você pode ser chamado por mim para tomar café, mas nunca será procurado pelo presidente da República para pedir que engavete um processo contra quem quer que seja neste país.”
 E assim foi.

Privatizações, Proer, Sivam… Pesquisem na internet. Nada, nenhum escândalo do governo FHC foi investigado. Nenhum. O pior: após o seu governo, o ex-presidente passou a ser tratado pela imprensa com condescendência tal que nenhum jornalista lhe faz perguntas sobre a impunidade em seu governo. Novamente, pesquisem na internet: encontrem alguma entrevista em que FHC foi confrontado com o fato de a compra de votos à reeleição ter sido engavetada por seu procurador-geral. Depois pesquisem quantas vezes Lula teve de ouvir perguntas sobre o “mensalão”. FHC, exatamente como Lula, disse que “não sabia” da compra de votos para a reeleição. Alguém questiona o príncipe?

Esta semana, o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da presidência, colocou o dedo na ferida: “Os órgãos todos de vigilância e fiscalização estão autorizados e com toda liberdade garantida pelo governo. Eu quero insistir nisso, não é uma autonomia que nasceu do nada, porque antes não havia essa autonomia, nos governos Fernando Henrique não havia autonomia, agora há autonomia, inclusive quando cortam na nossa própria carne”, disse Carvalho. É verdade.

Imediatamente FHC foi acionado pelos jornais para rebater o ministro. “Tenho 81 anos, mas tenho memória”, disse o ex-presidente. Nenhum jornalista foi capaz de refrescar suas lembranças seletivas e falar do “engavetador-geral” e da compra de votos à reeleição. Pois eu refresco: nunca antes neste País se investigou tanto e com tanta independência. A ponto de o ministro da Justiça ser “acusado” de não ter sido informado da operação da PF que revirou a vida de uma mulher íntima do ex-presidente Lula. Imagina se isso iria acontecer na época de FHC e do seu engavetador-geral.

O erro do PT foi, fazendo diferente, agir igual.

"Lula merece respeito", diz Campos


Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Na mais veemente defesa feita até agora do ex-presidente Lula, que vem sendo atacado por setores da oposição e da mídia após a Operação Porto Seguro, na esteira das investigações sobre tráfico de influência de altos funcionários nomeados no governo anterior, Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, pediu tratamento de respeito igual ao que é dado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Vamos compreender o papel de Lula como o do ex-presidente FHC na história, de líderes que têm imperfeições, que cometeram erros, todos os dois, mas que legaram ao Brasil, cada um a seu tempo, algo que é importante para a vida brasileira até hoje, a democracia. Nós podemos ter divergências com o presidente Lula, mas ele merece o respeito do Brasil".

Campos deu estas declarações na segunda-feira, após o seminário "Novos Ventos na Política Brasileira", promovido pelo jornal "Valor Econômico, do qual também participaram o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, e Eduardo Paes, do PMDB, reeleito no Rio de Janeiro.

Apontado pela imprensa, após as eleições municipais deste ano, como um dos possíveis presidenciáveis em 2014, Campos foi o primeiro entre os principais líderes da base aliada do governo a romper o silêncio, após o julgamento do mensalão e da Operação Porto Seguro, para falar do importante papel desempenhado por Lula na história recente do país:

"Ele, como um líder popular, viveu momentos difíceis na história, na ocasião em que faltava democracia no país. Depois, chegou à Presidência da República e teve o equilíbrio de garantir um rumo seguro para a economia brasileira, ganhou prestígio, inclusive no exterior. Além disso, legou independência à Polícia Federal, como se vê até hoje, nomeou oito ministros para o Supremo Tribunal Federal, que decidiram com isenção sobre um episódio que, no passado, jamais seria objeto de julgamento no Supremo. E estamos vendo um Ministério Público que não engaveta mais e que denuncia. Este é o legado que eu vejo do governo Lula".

O governador pernambucano pediu a punição dos culpados que usaram cargos públicos para fazer tráfico de influência: "É preciso que se apure tudo e os responsáveis sejam punidos com o rigor da lei. O Brasil tem mudado, não se aceita mais que uma carga tributária de quase 36% possa ser administrada por práticas patrimonialistas".

Ao contrário do PSDB, que não participou do seminário, e no mesmo dia ameaçou pedir uma CPI enquanto lançava a candidatura de um reticente Aécio Neves para a sucessão presidencial, Eduardo Campos deixou bem claro que não aposta no quanto pior melhor para viabilizar a sua candidatura.

"O que nós queremos é exatamente o contrário, é que o Brasil vá bem. Nós queremos ganhar o ano de 2013 e ajudar a presidente Dilma".

Para alcançar este objetivo, Campos defende mudanças no rumo estratégico do país. "O que é preciso fazer? É o momento de abrirmos o diálogo nacional, sereno, objetivo, colaborativo para ganharmos o ano de 2013".

Negando que seja, mas falando em tom de candidato, o governador deu a sua receita: "Precisamos alavancar o investimento, mas não é só isso. Precisamos melhorar a educação, investir em ciência e tecnologia, melhorar a infraestrutura. Tem uma pauta que não está tão clara como nos últimos anos".

A competitividade jamais virá do corte dos direitos. É resultado do investimento em pesquisa



Por Antonio Neto*
A flexibilização dos direitos trabalhistas não interessa ao Brasil, muito menos aos trabalhadores. Lutamos para ampliar os direitos, não para diminuí-los. O Brasil quebrou paradigmas importantes e desmistificou supostas “verdades”. Uma delas era a de que aumentar o salário mínimo quebraria as prefeituras. Criamos uma política de valorização do mínimo, que resultou em aumento nominal de 211%, sem quebrar nada. Diziam que o moderno era “enxugar” o Estado, privatizar, crescer para depois distribuir a renda, acabar com a CLT para gerar competitividade. Em suma, “slogans” de uma mesma corrente de pensamento.
Mas, nos últimos dez anos, tivemos um governo que fez o contrário, colhendo índices positivos em todos os aspectos. A taxa de desemprego atingiu a mínima histórica, 6,7%; setores crescem acima de 10% ao ano. O contingente de trabalhadores com carteira já representa 74,6%, massa salarial e rendimento médio crescentes, diminuição da pobreza, crescimento econômico, juros baixos, inflação controlada, desoneração da folha. Tudo sem cortar nenhum direito. Agora ressurgem os defensores da “flexibilização” com a mesma alegação de que precisamos “gerar competitividade”
A competitividade jamais virá do corte dos direitos. Ela é resultado do investimento em pesquisa, da inovação, da qualificação dos trabalhadores e, sobretudo, da valorização destes. A legislação trabalhista é uma base mínima para proteger o trabalhador e, mesmo com ela, ainda persistem exploração de trabalho escravo, infantil e várias ações trabalhistas devido a abusos. A flexibilização e a imposição do acordado sobre a lei interessam só às multinacionais que estão com suas matrizes em crise. A agenda dos trabalhadores é a redução da jornada para 40 horas semanais, a aprovação da lei que limita a demissão imotivada, o fim do fator previdenciário, o fortalecimento dos sindicatos e a ampliação da renda.
* Antonio Neto é presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Impressões de Gaza


Noam Chomsky
chomsky.info , 04 de novembro de 2012
Mesmo uma única noite na cadeia é o suficiente para dar um gostinho do que significa estar sob o controle total de uma força externa. E dificilmente leva mais de um dia em Gaza para começar a apreciar o que ele deve ser como para tentar sobreviver no maior do mundo prisão a céu aberto, onde um milhão e meio de pessoas, na área mais densamente povoada do mundo, estão constantemente sujeitos ao terror aleatório e muitas vezes selvagem e punição arbitrária, sem outro fim que não para humilhar e degradar, e com o objetivo de garantir que os mais esperanças palestinas para um futuro decente vai ser esmagado e que o apoio esmagador global para um acordo diplomático que irá conceder estes direitos serão anulados.

A intensidade deste compromisso por parte da liderança política israelense foi ilustrado dramaticamente apenas nos últimos dias, como eles alertam que eles vão "ficar louco" se os direitos dos palestinos são dadas reconhecimento limitado na ONU. Isso não é um novo ponto de partida. A ameaça de "louco" ("nishtagea") está profundamente enraizada, de volta para os governos trabalhistas da década de 1950, juntamente com os respectivos "Sansão Complex": vamos derrubar os muros do templo se cruzaram. Era uma ameaça vazia, então, não hoje.

A humilhação proposital também não é nova, embora constantemente toma novas formas. Trinta anos atrás, líderes políticos, incluindo alguns dos mais notáveis ​​falcões, submetidos a primeiro-ministro Begin uma conta chocante e detalhada de como os colonos palestinos regularmente abusam da maneira mais depravada e com total impunidade. O proeminente político-militar analista Yoram Peri escreveu com desgosto que a tarefa do Exército não é defender o Estado, mas "para demolir os direitos de pessoas inocentes simplesmente porque são Araboushim (" nigger "," kikes ") que vivem em territórios que Deus prometido para nós. "


Os moradores de Gaza foram selecionados para a punição particularmente cruel. É quase um milagre que as pessoas podem sustentar tal existência. Como eles fazem isso foi descrito 30 anos atrás, em um livro de memórias eloqüente por Raja Shehadeh ( A Terceira Via ), com base em seu trabalho como advogado engajado na tarefa impossível de tentar proteger os direitos elementares dentro de um sistema jurídico concebido para garantir o fracasso, e sua experiência pessoal como um Samid , "um firme", que vê a sua casa transformada em uma prisão por ocupantes brutais e não pode fazer nada, mas de alguma forma "suportar".


Desde Shehadeh escreveu, a situação tornou-se muito pior. Os acordos de Oslo, comemorado com muita pompa em 1993, determinou que a Faixa de Gaza e Cisjordânia são uma única entidade territorial. Até então os EUA e Israel já havia iniciado seu programa de separá-los completamente um do outro, de modo a bloquear um acordo diplomático e punir o Araboushim em ambos os territórios.


Punição dos habitantes de Gaza tornou-se ainda mais grave em janeiro de 2006, quando cometeram um grande crime: eles votaram o "caminho errado" na primeira eleição livre no mundo árabe, elegendo o Hamas. Demonstrando a sua apaixonada "anseio pela democracia", os EUA e Israel, apoiado pela União Europeia tímida, uma vez impôs um cerco brutal, juntamente com intensivos ataques militares. Os EUA também virou-se imediatamente o procedimento de operação padrão, quando alguns rebeldes população elege o governo errado: preparar um golpe militar para restaurar a ordem.


Os moradores de Gaza cometeu um crime ainda maior, um ano depois, bloqueando a tentativa de golpe, levando a uma forte escalada do cerco e ataques militares. Estes culminou no inverno 2008-9, com Operação Chumbo Fundido, um dos exercícios mais covardes e cruéis da força militar na memória recente, como uma população civil indefesa, presa com nenhuma forma de escapar, foi submetido a um ataque implacável por um dos mais avançados sistemas mundiais militares contando com armas dos EUA e protegidos pela diplomacia dos EUA. Uma testemunha inesquecível da matança - "infanticídio", em suas palavras - é dado pelas duas corajosas médicos noruegueses que trabalham no principal hospital de Gaza durante o ataque impiedoso, Mads Gilbert e Erik Fosse, em seus livros notáveis ​​Olhos em Gaza .


O presidente eleito Obama foi incapaz de dizer uma palavra, além de reiterar a sua profunda simpatia para crianças menores de ataque - na cidade israelense de Sderot. O ataque cuidadosamente planejado foi trazido a uma extremidade direita antes de sua posse, de modo que ele poderia, então, dizer que agora é a hora de olhar para frente, não para trás, o refúgio padrão de criminosos.


Claro, havia pretextos - sempre existem. O costume, trotou para fora quando necessário, é "segurança": neste caso, foguetes de fabricação caseira de Gaza. Como é comumente o caso, o pretexto não tinham qualquer credibilidade.Em 2008, uma trégua foi estabelecida entre Israel eo Hamas. O governo israelense reconhece formalmente que o Hamas observado plenamente. Não é um foguete do Hamas single foi acionado até que Israel rompeu a trégua sob a cobertura da eleição nos EUA em 4 de novembro de 2008, invadindo Gaza por motivos ridículos e matando meia dúzia de membros do Hamas. 

O governo israelense foi aconselhado por seus funcionários mais elevados de inteligência que a trégua poderia ser renovada, aliviando o bloqueio criminoso e terminando ataques militares. Mas o governo de Ehud Olmert, supostamente uma pomba, escolheu rejeitar estas opções, preferindo recorrer a sua enorme vantagem comparativa na violência: Operação Chumbo Fundido. Os fatos básicos são revistos mais uma vez pela política externa analista Jerome Slater na edição atual da revista Harvard-MIT de Segurança Internacional .

O padrão de bombardeio sob Chumbo Fundido foi cuidadosamente analisada pelo altamente informado e os direitos humanos respeitados internacionalmente Gaza defender Raji Sourani. Ele ressalta que o bombardeio foi concentrado no norte, tendo como alvo civis indefesos nas áreas mais densamente povoadas, com nenhum pretexto militar possível. O objetivo, segundo ele, pode ter sido para conduzir a população intimidada ao sul, perto da fronteira egípcia. Mas o Samidin ficou firme, apesar da avalanche de EUA-Israel terror.

Uma outra meta poderia ter sido para levá-los adiante. Voltar para os primeiros dias da colonização sionista argumentou-se em grande parte do espectro que os árabes não têm nenhum motivo real para a Palestina, pois eles podem ser tão feliz em outro lugar, e deve sair - educadamente "transferidos", as pombas sugeriu. Este certamente não é pequena preocupação no Egito e, talvez, uma razão pela qual o Egito não abrir a fronteira livremente a civis ou mesmo materiais desesperadamente necessários

Sourani e outras fontes conhecedoras observar que a disciplina do Samidin esconde um barril de pólvora, que pode explodir a qualquer momento, de forma inesperada, como a primeira Intifada fez em Gaza em 1989, após anos de repressão miserável que suscitaram nenhum aviso ou preocupação,

Apenas para mencionar um dos inúmeros casos, pouco antes da eclosão da Intifada uma menina palestina, Intissar al-Atar, foi baleado e morto no pátio da escola por um residente de um assentamento próximo judaica. Ele foi um dos vários milhares de colonos israelenses levaram a Gaza em violação do direito internacional e protegidos por uma presença enorme exército, tendo em grande parte da água, terra e escasso da Faixa e vivo "ricamente em 22 assentamentos no meio de 1,4 milhão de palestinos destituídos ", como o crime é descrito pelo estudioso israelense Avi Raz. O assassino do estudante, Shimon Yifrah, foi preso, mas logo libertado sob fiança quando o Tribunal determinou que "o crime não é grave o suficiente" para justificam a detenção. 

O juiz comentou que Yifrah apenas a intenção de chocar a menina, disparando sua arma para ela no pátio da escola, para não matá-la, por isso "este não é um caso de uma pessoa criminoso que tem de ser punido, dissuadido, e ensinou uma lição aprisioná-lo. "Yifrah foi condenado a sete meses de suspensão, enquanto colonos no tribunal começou em música e dança. E o silêncio reinou habitual. Afinal, é rotina.

E assim é. Como Yifrah foi libertado, a imprensa israelense informou que uma patrulha do exército disparou para o pátio de uma escola para meninos de 6 a 12 em um campo de refugiados da Cisjordânia, ferindo cinco filhos, supostamente com a intenção apenas "para chocá-los." Não houve acusações , e o evento novamente atraiu nenhuma atenção. Foi apenas mais um episódio no programa de "analfabetismo como castigo", a imprensa israelense informou, incluindo o fechamento de escolas, o uso de bombas de gás, batendo de alunos com coronhadas, a restrição de ajuda médica para as vítimas, e para além das escolas uma reinar de mais brutalidade grave, tornando-se ainda mais selvagem durante a Intifada, sob as ordens do ministro da Defesa, Yitzhak Rabin, outro pombo admirado.

Minha impressão inicial, após uma visita de vários dias, foi surpresa, não só a capacidade de continuar com a vida, mas também a vibração e vitalidade entre os jovens, especialmente na universidade, onde passei grande parte do meu tempo a uma conferência internacional. Mas lá também é possível detectar sinais de que a pressão pode se tornar muito difícil de suportar. Os relatórios indicam que entre os homens jovens há frustração latente, o reconhecimento de que, sob a ocupação norte-israelense o futuro reserva nada para eles. Há tanta coisa que os animais enjaulados podem suportar, e pode haver uma erupção, talvez tomando formas feias - oferecendo uma oportunidade para apologistas israelenses e ocidentais para hipocritamente condenar as pessoas que são culturalmente para trás, como Mitt Romney explicou com sabedoria.

Gaza tem a aparência de uma sociedade mundial típico terceiro, com bolsões de riqueza cercado pela pobreza horrível. Não é, no entanto, "subdesenvolvidos". Pelo contrário, é "de-desenvolvido", e muito sistematicamente assim, para emprestar os termos de Sara Roy, o grande especialista acadêmico em Gaza. A Faixa de Gaza poderia ter se tornado uma próspera região do Mediterrâneo, com a agricultura rica e uma indústria de pesca próspera, praias maravilhosas e, como descoberto há uma década, boas perspectivas de extensas fornecimento de gás natural dentro de suas águas territoriais.   

Por coincidência ou não, que é quando Israel intensificou o bloqueio naval, levando os barcos de pesca em direção à costa, até agora a 3 milhas ou menos.

As perspectivas favoráveis ​​foram abortados, em 1948, quando a Banda teve que absorver uma avalanche de refugiados palestinos que fugiram em terror ou foram expulsos da força que se tornou Israel, em alguns casos, expulsos meses após o cessar-fogo formal.
Na verdade, eles estavam sendo expulsos até mesmo quatro anos mais tarde, como relatado no Ha'aretz (2008/12/25), em um estudo pensativo por Beni Tziper sobre a história de Ashkelon Israel de volta para os cananeus. Em 1953, relata ele, houve um "cálculo frio que era necessário para limpar a região dos árabes." 

O nome original, Majdal, já tinha sido "judaizado" para Ashkelon de hoje, a prática regular.

Isso foi em 1953, quando não havia nenhum indício da necessidade militar. Tziper próprio nasceu em 1953, e ao caminhar em áreas remanescentes do setor árabe de idade, ele reflete que "é muito difícil para mim, muito difícil, para perceber que enquanto meus pais estavam comemorando o meu nascimento, outras pessoas estavam sendo carregados em caminhões e expulsos de suas casas. "

1967 Israel conquistas e suas conseqüências administrado mais golpes. Depois vieram os terríveis crimes já mencionados, continuando até os dias atuais.

Os sinais são fáceis de ver, mesmo em uma breve visita. Sentado em um hotel perto da costa, pode-se ouvir o fogo de metralhadora de canhoneiras israelenses condução pescadores fora das águas territoriais de Gaza e para a costa, para que eles sejam obrigados a pescar em águas que se encontram fortemente poluídas por causa de EUA-Israel recusa em permitir a reconstrução dos sistemas de esgoto e do poder que eles destruíram.

Os Acordos de Oslo colocou planos para duas usinas de dessalinização, uma necessidade na região árida. Um, uma instalação avançada, foi construído: em Israel. O segundo é em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza. O engenheiro encarregado de tentar obter água potável para a população explicou que esta planta foi projetado de forma que ele não pode usar água do mar, mas deve contar com a água subterrânea, um custo do processo, que degrada ainda mais o aqüífero magro, garantindo graves problemas na futuro. Mesmo com isso, a água é muito limitada. A Organização das Nações Unidas de Socorro e Obras Públicas (UNRWA), que cuida de refugiados (mas não outros moradores de Gaza), lançou recentemente um relatório alertando que os danos ao aqüífero pode em breve se tornar "irreversível", e que, sem medidas corretivas de forma rápida, em 2020 Gaza pode não ser um "lugar habitável."

Israel permite concreto para entrar para projetos da UNRWA, mas não para os habitantes de Gaza envolvidos nas necessidades de reconstrução enormes. O equipamento pesado limitado principalmente está ociosa, já que Israel não permite que os materiais para o reparo. Tudo isso é parte do programa geral descrito por oficial israelense Dov Weisglass, conselheiro do primeiro-ministro Ehud Olmert, depois de os palestinos não seguir as ordens nas eleições de 2006: "A idéia", disse ele, "é colocar os palestinos uma dieta, mas não para fazê-los morrer de fome. "Isso não seria bom.

E o plano está sendo escrupulosamente seguidas. Sara Roy forneceu ampla evidência em seus estudos acadêmicos.Recentemente, após vários anos de esforço, a organização de direitos humanos israelense Gisha conseguiu obter uma ordem judicial para que o governo libere seus registros detalhando os planos para a dieta, e como eles são executados. Israel baseada jornalista Jonathan Cook resume-lhes: "Autoridades de saúde desde cálculos do número mínimo de calorias necessárias por 1,5 milhões de habitantes de Gaza para evitar a desnutrição. 

Esses números foram traduzidos em caminhões de alimentos Israel deveria permitir que em cada dia ... uma média de apenas 67 caminhões - muito menos do que a metade do mínimo exigido - entrou Gaza diariamente. Esta comparação com mais de 400 caminhões antes do bloqueio começou. "E mesmo esta estimativa é excessivamente generoso, funcionários humanitárias da ONU relatar.

O resultado da imposição da dieta, Oriente Médio estudioso Juan Cole observa, é que "[a] luta de dez por cento das crianças palestinas em Gaza sob cinco tiveram seu crescimento retardado pela desnutrição ... Além disso, a anemia é generalizada, afetando mais de dois terços das crianças, 58,6 por cento das crianças em idade escolar, e mais de um terço das mães grávidas. "Os EUA e Israel querem garantir que nada mais do que simples sobrevivência é possível.

"O que tem que ser mantido em mente", observa Raji Sourani, "é que a ocupação eo fechamento absoluto é um ataque em curso sobre a dignidade humana das pessoas em Gaza, em particular, e todos os palestinos em geral. É a degradação sistemática, humilhação, isolamento e fragmentação do povo palestino. "A conclusão é confirmada por muitas outras fontes. Em um dos líderes mundiais em revistas médicas, The Lancet , uma visita médico Stanford, horrorizado com o que testemunhou, descreve Gaza como "uma espécie de laboratório para a observação de uma ausência de dignidade", uma condição que tem "devastador" efeitos sobre física, bem-estar mental e social. 

"A vigilância constante do céu, a punição coletiva, através do bloqueio e isolamento, a intrusão em casas e comunicações e restrições aqueles que tentam viajar, ou casar, ou trabalhar tornam difícil viver uma vida digna em Gaza." O Araboushim deve ser ensinados a não levantar suas cabeças.

Havia esperanças de que o governo Morsi novo no Egito, menos escrava de Israel do que a ditadura de Mubarak apoiado pelo Ocidente, possam abrir a passagem de Rafah, o único acesso ao exterior para os habitantes de Gaza presos que não está sujeita a dirigir controle israelense. Houve ligeira abertura, mas não muito. Jornalista Laila El-Haddad escreve que a reabertura sob Morsi, "é simplesmente um retorno ao status quo dos últimos anos: os palestinos apenas levando um israelense-aprovado Gaza cartão de identificação pode usar Rafah," a exclusão de um grande número palestinos, incluindo el família de Haddad, onde apenas um dos cônjuges tem um cartão.

Além disso, ela continua, "a travessia não leva à Cisjordânia, nem permitir a passagem de mercadorias, que são restritas aos cruzamentos israelo-controlados e sujeitos às proibições de materiais de construção e de exportação." O restrito de Rafah não muda o fato de que "Gaza continua sob cerco marítimo apertado e aérea, e continua a ser fechada para os palestinos" capitais culturais, econômicas e acadêmicas no resto dos territórios ocupados [], em violação de EUA-Israel obrigações sob os Acordos de Oslo ".

Os efeitos são dolorosamente evidente. No hospital de Khan Yunis, o diretor, que também é chefe de cirurgia, descreve com raiva e paixão como até mesmo medicamentos estão faltando para o alívio dos pacientes que sofrem, assim como equipamento cirúrgico simples, deixando os médicos impotentes e doentes em agonia. Histórias pessoais adicionar textura vívida para o desgosto geral sente-se no obscenidade da ocupação dura. Um exemplo é o testemunho de uma jovem que temeu que seu pai, que teria ficado orgulhoso de que ela foi a primeira mulher no campo de refugiados de ganhar um grau avançado, tinha "faleceu depois de 6 meses de luta contra o câncer com 60 anos. Ocupação israelense negou-lhe uma permissão para ir para hospitais israelenses para tratamento. 

Eu tive que suspender meu trabalho, estudo e vida e ir para definir ao lado de sua cama. Sentamo-nos todos, incluindo meu irmão, o médico e minha irmã o farmacêutico, todos impotentes e sem esperança de ver seu sofrimento. 

Ele morreu durante o desumano bloqueio de Gaza no Verão de 2006 com muito pouco acesso a serviços de saúde. Eu acho que se sentindo impotentes e sem esperança é o sentimento mais humano assassinato que pode ter. Ela mata o espírito e quebra o coração. Você pode lutar contra a ocupação, mas você não pode lutar contra o seu sentimento de impotência. Você não pode mesmo dissolver esse sentimento. "

Aversão à obscenidade, agravado com a culpa: é ao nosso alcance para trazer o sofrimento ao fim e permitir que oSamidin para desfrutar a vida de paz e dignidade que eles merecem.
Noam Chomsky visitou a Faixa de Gaza em outubro 25-30, 2012.
chomsky.info

Democracia não é o primado da maioria, afirma o menino prodígio



Extasiado pelo varão de Plutarco em que transformou o insigne Barbosa, na posse deste como presidente do STF, o ministro Luiz Fux defendeu que o Poder Judiciário deve ser um “reflexo de uma nova configuração da democracia, que já não mais se baseia apenas no primado da maioria e no jogo político desenfreado”. A democracia, evidentemente, tem por base, e só pode ter por base, o “primado da maioria”. Portanto, a “nova configuração” de Fux da democracia só pode ser o fascismo – ou alguma outra ditadura. Qualquer regime que desrespeite a maioria, pode ser o diabo, mas não é uma democracia. A “nova configuração” de Fux se resume a fazer o que a mídia quiser. Logo, não se baseia no primado da maioria. Nem é democracia. 

A peculiar democracia do ministro Luiz Fux

Em seu longo elogio de corpo presente ao ministro Barbosa, na posse deste como presidente do STF, o ministro Luiz Fux defendeu que o Poder Judiciário deve ser um "reflexo de uma nova configuração da democracia, que já não mais se baseia apenas no primado da maioria e no jogo político desenfreado".
A democracia, evidentemente, tem por base, e só pode ter por base, o "primado da maioria". Esse "primado" nada tem a ver – ao contrário do que Fux insinuou – com desrespeito às minorias. Pelo contrário, é óbvio que até o respeito a estas últimas não pode existir se nem a vontade da maioria for respeitada. Ou seja, nem a maioria nem as "minorias" podem ser respeitadas se não há democracia.
É tão óbvio que chega a ser tautológico: qualquer regime que desrespeite a maioria, evidentemente, pode ser o diabo, mas não é uma democracia. Em outras épocas, no STF, isso já foi afirmado - por exemplo, pelo ministro Ribeiro da Costa, presidente do Supremo que se opôs à ditadura em 1964, e que teve seu mandato presidencial prorrogado estatutariamente por seus pares, até sua aposentadoria, em apoio à sua atitude.
Portanto, a "nova configuração" de Fux da democracia só pode ser o fascismo – ou alguma modalidade, afim ao fascismo, de ditadura. Que ele queira chamar paca de tatu, ou capivara de pintassilgo, apenas sublinha sua espécie de saber jurídico. Mas, realmente, não se trata da "ditadura dos juízes". Trata-se da submissão do STF à ditadura da mídia antinacional e antidemocrática.
Exatamente por isso, Fux sacou essa "nova configuração da democracia". Para justificar ou se defender daquilo que expressou do seguinte modo: "Não se pode desconhecer que corre pelos corredores das instâncias políticas a crítica de que o STF estaria se arvorando em atribuições próprias dos canais de legítima expressão da vontade popular".
Os "corredores" são problemas de Fux. O que está havendo é uma repulsa geral da sociedade aos membros do STF (ele e Barbosa, por exemplo) que usaram a instituição para uma infame perseguição política - e por reles subserviência, até as entranhas, à mídia golpista e reacionária. Não hesitaram nem mesmo, para condenar sem provas, em exumar uma teoria nazista que usaram como Direito prêt-à-porter. Alguns puxa-sacos ou iludidos que apareceram na posse de Barbosa não reduziram a repulsa, pelo contrário, essa falsificação de apoio popular apenas tornou mais grave o que fizeram com o Supremo.
Porém, apesar dessa necessidade de afetar apoio na população, tão visível na posse de Barbosa, eles sabem a verdade. Tanto sabem que Fux inventou logo uma "nova configuração" para a democracia – aquela que dispensa, precisamente, o apoio da maioria, ou seja, dispensa o apoio que quiseram afetar na posse de Barbosa, e que sabem falso.
Evidentemente, a "nova configuração" se resume a uma mera tentativa de obter licença para fazer o que a mídia quiser que eles façam contra a maioria. Logo, democracia passa a ser o que a mídia quer – portanto, a democracia não se baseia "apenas" no primado da maioria.
Fux é uma figura exótica – as apostas de seus colegas sobre a sua peruca (dizem que ele comprou uma nova só para a posse de Barbosa) são "apenas" amostra do ridículo a que se pode chegar sem que haja contrapartida em, digamos, capacidade jurídica.
Assim, além da "nova configuração", seu discurso foi permeado de citações de autores insignificantes – ou daqueles, inclusive alguns dos últimos, que ele não teve a curiosidade de ler.
C.L.
http://www.horadopovo.com.br/

Subjetividade precarizada do professor


Por Augusto Petta, no sítio da CTB:

Ao receber da própria autora a tese de doutorado “Os impactos das condições de trabalho sobre a subjetividade do professor do ensino superior privado de Campinas”, escrita por Liliana Aparecida de Lima, tomei conhecimento, com surpresa e alegria, de que esse importante trabalho intelectual foi a mim dedicado. Liliana é psicóloga, professora da PUCC, diretora do Sinpro Campinas e região e da Apropuc. É assídua participante dos cursos nacionais do CES e coordena os seminários de Planejamentos Estratégicos Situacionais em entidades sindicais.

A defesa da tese ocorreu no dia 28 de novembro de 2012, na Faculdade de Educação da Unicamp e teve como membros da Comissão Julgadora os Professores Doutores Elisabete M.A.Pereira (orientadora), Reginaldo A.Meloni, Luis H.Aguilar, Márcia H. Bernardo e J. Roberto M. Heloani.


Diferentemente de outras, que se referem a temas desvinculados da realidade social, esta tese ultrapassa os muros da Universidade. Contextualiza a expansão do ensino superior privado no Brasil influenciada fortemente pela desregulamentação, financeirização e desnacionalização. Nesse contexto – em que o neoliberalismo deixou marcas profundas, com o ensino transformando-se em mercadoria – que a autora pesquisa as condições de trabalho dos professores do ensino superior privado e como estas condições impactam as subjetividades dos mesmos, tornando-as precarizadas. 

Os dados revelam números alarmantes: 88% dos professores estão estressados; 76% revelam que o trabalho os retira do lazer, do convívio com a família e com os amigos; 52% estão adoecidos; 52% têm medo de perder o emprego. Mesmo assim, 68% dos professores dizem que não mudariam de profissão.


A autora ressalta o ciclo virtuoso do crescimento da economia brasileira, a partir de 2004, porém ressalta a necessidade de haver reformas estruturais, inclusive da educação, envolvendo a regulamentação da educação privada. 



Evidentemente, as condições precárias de trabalho não atingem só os professores, mas sim o conjunto dos trabalhadores. Nesse sentido, o estudo contribui para a compreensão do novo perfil da classe trabalhadora, compreensão esta que é fundamental para o desenvolvimento das lutas desenvolvidas pelas entidades sindicais. A autora não se restringe a verificar como a mente e os corações dos professores são profundamente afetados, mas também sugere saídas. Afirma que “... para o sofrimento individual, as saídas devem ser coletivas”. E que a mobilização dos professores passa pela luta em defesa da livre organização em seus locais de trabalho.



A tese ressalta que os dramas vivenciados pelos professores são construídos historicamente e vão além da relação com os alunos e, que poderão ser superados na medida em que a educação seja efetivamente transformada, no contexto da efetivação de um projeto nacional de desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho.



Nas atividades de formação que coordeno, quase sempre surge a pergunta: o que fazer para que os trabalhadores e as trabalhadoras se mobilizem em torno dos objetivos das entidades sindicais? Evidentemente, a resposta não é nada fácil, sobretudo numa conjuntura complexa como vivemos hoje. A autora, além de enfatizar a importância da luta por um projeto nacional de desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho, e a necessidade das organizações por locais de trabalho, refere-se também à criação de espaços para que as manifestações subjetivas se manifestem, que as identidades sejam reafirmadas, e que as saídas coletivas sejam efetivadas. Em outras palavras, espaços para que os trabalhadores possam compartilhar o que vivenciam no trabalho, com alegrias, tristezas, doenças, medos, assédios, conquistas, enfim que possam trocar idéias sobre suas vidas.



Agradeço a Liliana pela dedicatória a mim dirigida, desejo que ela continue sua vitoriosa trajetória intelectual e política e que siga a sugestão da banca examinadora de publicar um livro referente ao tema da tese.

EM DEFESA DO ROYALTIES

RIO DE JANEIRO EM DEFESA DO ROYALTIES

RIO DE JANEIRO EM DEFESA DO ROYALTIES

Economistas que causaram desastres no Brasil retomam discurso desmoralizado



Publicado em 03-Dez-2012
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A direita brasileira e alguns veículos da imprensa começam a ensaiar um discurso em defesa da adoção de medidas de austeridade no Brasil – como países da Europa vêm fazendo. É a mesma ladainha já repisada tantas outra vezes por aqui: corte de gastos, reforma trabalhista e previdenciária, menos intervenção do Estado (mas para salvar bancos e algumas empresas, pode) etc.


Tudo isso só para dar garantias aos credores internacionais e nacionais; só para aprovar leis que garantam o capital financeiro.


É um discurso desmoralizado no mundo – basta ver os efeitos de tal política econômica em países como a Espanha e a Grécia –, mas que aqui encontra eco na grande imprensa e ressuscita economistas responsáveis por desastres sem proporções. Entre esses desastres, está o câmbio fixo, que dobrou nossa dívida interna, ainda hoje um dos principais problemas do país.

Economistas que também aumentaram a carga tributária em sete pontos porcentuais na era FHC, apesar da venda na privataria de US$ 100 bilhões de patrimônio publico que valia pelo menos cinco vezes mais...

Esses economistas são os mesmos que adoravam os juros altos e chegaram a pagar 27,5% de juros reais durante quase três anos. E agora voltam com as mesmas propostas sob o pretexto de aumentar investimentos, desconhecendo a crise mundial, seus efeitos no Brasil e todas as medidas adotadas pelo governo para evitar o pior: uma recessão com inflação, desemprego, paralisia nos avanços na infraestrutura, na educação e na inovação.

Parecem desconhecer a redução dos custos tributários, os R$ 45 bilhões de desonerações fiscais, a queda de 5,25 pontos da taxa Selic, a primeira redução dos spreads bancários após várias décadas, as medidas para diminuir as tarifas da energia e todas as ações para estimular a economia e aumentar o investimento público.

Isso sem falar que a oposição bloqueia a reforma tributária, assim como a política, que, junto com a renegociação dos royalties e da dívida dos Estados, podem reduzir em muito os custos da economia, aumentar os investimentos e descentralizar a prestação dos serviços públicos de saúde, educação, saneamento, segurança e justiça – os que realmente interessam ao povo.

http://www.zedirceu.com.br