Os EUA estão de olho é no petróleo da Líbia
Muamar Kadafi implantou em seu país um sistema almejado por todos os bons governantes do planeta: A Líbia detém o maior índice de desenvolvimento humano (IDH) do Continente Africano e a maior renda per capita da região. Como se não bastasse, a saúde e educação são oferecidas gratuitamente ao povo.
Dizer que Kadafi está a 42 anos no poder sem eleições é muito pouco para quem trata dessa forma seu povo. Até porque Hugo Chaves, na Venezuela, é o governante no mundo que mais se submeteu a eleições, no entanto é chamado, pelos mesmos críticos de Kadafi, de ditador. Não por acaso, a Venezuela também é detentora de reservas gigantes de petróleo e está entre os grandes exportadores mundiais.
É bom observar que, na verdade, não seria na Líbia, a primeira vez que os Estados Unidos e seus aliados financiariam mercenários para combater governantes desafetos. Além disso, na América Latina, os EUA financiaram e apoiaram ditaduras militares, inclusive no Brasil.
Kadafi, agora, para sobreviver, tem que ir além dos combates em seu território e buscar aliados, denunciando ao mundo a trama contra seu povo e seu governo.
Como na música de Genival Lacerda, “Severina Xique-Xique”, denunciando Pedro de olho no bum bum da vizinha: “ele esta de olha é na boutique dela! Na Líbia, os EUA, ao invés de democracia, “está de olho é no petróleo dela!”
A democracia que os Estados Unidos e seus aliados querem implantar na Líbia é a mesma que implantaram em grande parte do Oriente Médio e da África, com ênfase no Iraque: a posse do petróleo. Desde que tenham controle do petróleo, os Estados Unidos e a Europa apóiam qualquer governo, seja ditador, família real, tiranos de toda extirpe. De fato, a questão da democracia é só uma cortina de fumaça: Kadafi tem que deixar o poder, porque não tem o perfil de governante projetado pelos Estados Unidos e Europa!
Agência Petroleira de Notícias
Emanuel Cancella é diretor do Sindipetro-RJ.



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