Equador defende integração
da AL contra o colonialismo
da AL contra o colonialismo
Em entrevista à agência Prensa Latina, o vice-chanceler equatoriano, Kintto Lucas alertou que os Tratados de Livre Comércio (TLC) com a Europa são prejudiciais (assim como ocorre com tratados similares que os EUA propuseram. “Se pensamos que assinar um TLC com a Europa vai nos favorecer, será demasiada ingenuidade”, declarou Lucas. Para ele essas são tentativas dos países centrais de sair da crise exportando-a para os países com economias ainda em desenvolvimento.
São, na verdade formas de neocolonialismo agora fomentadas mediante instrumentos que vão desde tratados comerciais até intervenções a exemplo do que está ocorrendo na Líbia atacada neste momento.
UNASUL
É a UNASUL, enfatizou Lucas, que tem que negociar comercial e politicamente com os outros blocos, não cada país individualmente, e a integração é fundamental para podermos nos tornar e manter como bloco de poder em um mundo multipolar.
Lucas assinalou que após a ratificação do Tratado Constitutivo da União de Nações Sul-americanas (UNASUL), os desafios que temos pela frente são a consolidação dos Conselhos por áreas e a integração da América do Sul, projetada para toda a América Latina.
DESENVOLVIMENTO INDEPENDENTE
“Uma diferença da UNASUL com os projetos anteriores foi que se iniciou como uma união política e social”, frisou, observando que “cada país negociando por si só termina assinando um TLC, que consolida uma posição em política econômica que fomenta o livre comércio e a visão neoliberal que estamos combatendo”.
O ministro do Exterior do Equador acrescentou ainda que essa atitude de negociar isoladamente com países europeus se choca com a própria integração regional, porque quando cada um realiza acordos comerciais com um bloco como a União Europeia (UE), condiciona seu mercado à produção desses blocos mais fortes e contrários ao desenvolvimento independente de nossos países.
HP
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