Enfim, Agnelli cai da Vale
Em comunicado emitido na noite de segunda-feira (4), a Vale informou que “após reunião prévia realizada hoje, os acionistas controladores da Valepar - Litel, Bradespar, BNDESpar, Mitsui e Elétron - comunicaram à Vale a indicação de Murilo Pinto de Oliveira Ferreira para assumir o posto de Diretor Presidente”, em substituição a Roger Agnelli.
A indicação de Ferreira ainda precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração da Vale.
Agnelli presidiu a Vale desde 2001 por indicação do Bradesco, que detém 8% de ações com direito a voto.
À frente da Vale, se notabilizou por formar junto com as anglo-australianas BHP Bilinton e Rio Tinto o cartel que controla a produção mundial do ferro, o que explica o crescente aumento do lucro obtido pela companhia. Entre 2001 e 2010, o preço da tonelada do minério de ferro aumentou de US$ 27 para US$ 190, enquanto o lucro líquido evoluiu de 3,051 bilhões para US$ 30,1 bilhões. Ultimamente, Agnelli vinha sendo muito criticado pelo governo em função de transformar a empresa basicamente em exportadora de produtos primários - a Vale exporta 90% do ferro produzido.
Em 2008, durante a crise econômica, a Vale demitiu quase 2 mil trabalhadores e impôs acordos de redução de salários. Segundo o deputado federal Brizola Neto, entre salários e bônus, Agnelli mordia da mineradora R$ 16 milhões por ano ou R$ 1,3 milhão mensais.
V.A.
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