Não houve bombardeio aéreo contra civis em Trípoli nem Benghazi, afirma Estado Maior da Rússia Os supostos bombardeios do exército líbio sobre manifestações em Trípoli e Benghazi, alardeados por diversas redes de mídia corporativa, simplesmente não ocorreram. Depois do desmentido dos repórteres da TV Telesur, agora foi a vez do comando do Exército da Rússia. Como informou a comentarista da TV Rússia Hoje, Irina Galushko, em sua edição do dia 2, “a Rússia monitora os acontecimentos na Líbia, desde o seu início, via satélite, e afirma que os bombardeios aéreos alegados pelas redes Al Jazeera, BBC e outras contra as cidades de Benghazi e Trípoli nunca ocorreram”. “Informes do Estado Maior do Exército dão conta de que algumas informações veiculadas pela mídia ocidental não correspondem às fotos tomadas pelos satélites”. Segundo a TV russa, os bombardeios denunciados pelas redes ocidentais teriam tido lugar no dia 22. Porém, “nada disso aconteceu no local”. “Nem mesmo imagens colhidas por câmeras de TV mostram as ocorrências citadas”, acrescenta Irina. Jordan Rodrigues, enviado da Telesur a Trípoli também denuncia rombos na cobertura da imprensa internacional. “A cobertura dos grandes meios de comunicação sobre o conflito na Líbia tem sido miserável”, afirmou. O repórter realizou “vários percursos - câmera em mãos- por Trípoli, e neles se demonstra que não houve bombardeios e que os comércios estão abertos, e isso também não tem sido divulgado pelas redes de televisão”. Revelando que há umas 15 equipes de imprensa internacional destacadas em Trípoli, com tecnologia à seu dispor e as mesmas condições que ele para suas reportagens, Rodríguez diz que “não têm desculpas para dizer que não puderam mandar material”, nem para não cobrir “as coletivas de imprensa com os porta-vozes governamentais”. Rodríguez adverte que há uma cobertura parcial contra o presidente desse país, Muammar Kadafi. “Eles dizem que nós é que somos mentirosos porque não nos somamos à campanha de que havia bombardeios”, declarou Jordán. O repórter questionou sobre o motivo pelo qual guardam os grandes meios guardam silencio. “A resposta se resume numa palavra: petróleo”. HP |
sexta-feira, 4 de março de 2011
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