sexta-feira, 4 de março de 2011

Corja pede a invasão da Líbia

O representante de uma das gangues que estão atuando na Líbia, Abdelhafiz Hoga, pediu que às forças estrangeiras que ataquem o país. Hoda foi escolhido pelos bandoleiros para falar em nome do auto-denominado Conselho Revolucionário 17 de Fevereiro. Explicou que seus homens (que desfilam nos seus redutos com cinturões de balas de artilharia anti-aérea) são “defensivos”.
 
Mas, o “pedido”, além de demonstrar que Kadafi não está tão fraco, isolado e sob cerco como propalava a mídia imperial, mostra até onde vai o escrúpulo desses “rebeldes”. Aliás, o camarada Fidel Castro e, depois, o próprio Kadafi já haviam alertado para a possibilidade de invasão do país pela Otan.
 
Mas o porta-voz dos bandidos disse que este bombardeio seria feito “pela ONU” e não seria uma invasão e sim “um ataque aéreo estratégico”, claro, muito diferente de “uma intervenção militar externa”.
 
Até onde se sabe, a ONU não dispõe de aviação. Quem dispõe de aviões de combate em profusão, muitos dispostos em porta-aviões que, aliás, já tomam posição na costa da Líbia, são os EUA.
Hoda parece não ter agüentado a pressão para manter as aparências. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse há poucos dias que a “oposição” não queria que os Estados Unidos interviessem militarmente pois “quer mostrar que vem de dentro do país e atuam sem ajuda estrangeira”.
 
Mas, parece que bastaram dois bons alertas do líder revolucionário e as primeiras demonstrações de unidade nacional e independência para que os “rebeldes” correrem para o regaço de seus fomentadores.
HP

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