Vaticano denuncia coalizão EUA-Otan por provocar morticínio de civis líbios
O representante do Vaticano na Líbia, o bispo Giovanni Martinelli, denunciou na quinta-feira, 31, que os bombardeios da coalizão dos EUA-Otan estão matando os civis que a ONU afirma proteger. “Saibam que as ações militares estão causando vítimas entre os mesmos civis que se quer defender”, afirmou o bispo Martinelli em entrevista à Agência Fides em Trípoli.
O representante da Igreja Católica na Líbia acrescentou que os ataques aéreos mataram pelo menos 40 civis em vários distritos na capital Trípoli.
“Os bombardeios deveriam proteger civis, mas estão matando dezenas deles”, destacou. Giovanni Martinelli relatou que “no bairro de Tajoura, cerca de 40 civis morreram, e a casa de uma família foi destruída”.
O prelado também revelou que pelo menos dois hospitais sofreram danos devido aos bombardeios contra alvos próximos. Conforme Dom Giovanni, portas e janelas dos hospitais foram destruídas e os pacientes estão chocados. “Saibam que os bombardeios estão causando vítimas entre os mesmo civis que se quer proteger com estas ações militares”, afirmou.
As declarações do bispo Giovanni fazem parte de diversos comentários feitos por ele a respeito da Conferência de Londres, realizada na terça-feira, 29, e que reuniu cerca de 40 países para debater os “destinos da Líbia”, com a estranha ausência de convite a representantes ... da Líbia. A Santa Sé também participou do encontro como observadora. Foi representada pelo núncio apostólico da Grã-Bretanha, Dom Antonio Mennini.
Giovanni falou ainda sobre a “ideia” lançada na tal reunião de armar os rebeldes, com o objetivo de derrubar o governo Kadafi. “Armar uma parte da população líbia não me parece uma solução moral”, advertiu, referindo-se ao fato de que uma Resolução da ONU determina embargo de armas para a Líbia e agora não param de falar em encher de armas os mercenários anti-Kadafi.
HP
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