quinta-feira, 3 de março de 2011

Estudo mostra que ampliação da matriz nuclear no país reduzirá a emissão de gases poluentes

O assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, divulgou no Rio de Janeiro, na última sexta-feira, estudo encomendado pela estatal mostrando que a ampliação da participação de energia nuclear para 7,3 gigawatts ao Sistema Interligado Nacional (SIN) reduzirá em 19% as emissões de gases poluentes na atmosfera até 2030. “O resultado é extremamente positivo”, afirmou Guimarães. Com isso, 437 milhões de toneladas de gás carbônico deixarão de ser lançados na atmosfera.

A ampliação da oferta de energia a partir da matriz nuclear faz parte do Plano Nacional de Energia 2030 (PNE). Atualmente, as usinas de Angra 1 e 2 geram cerca de 2 GW. Com o início da operação de Angra 3 - cuja construção está em curso - serão adicionados mais 1,3 GW ao sistema. Outros 4 GW estão previstos com as quatro novas unidades nucleares previstas no Plano Nacional de Energia.

De acordo com o estudo apresentado pela Eletronuclear, sem a participação da energia nuclear as emissões de CO2 seriam maiores.

“Sim, porque a alternativa de substituir a energia nuclear no PNE seria energia térmica via carvão importado”, afirmou Guimarães. Segundo ele, o Brasil necessita de uma grande expansão da geração de energia: “O nosso consumo per capita de eletricidade é o 90º consumo mundial, é metade do que Portugal consome atualmente, é menos do que a média mundial e bem menos do que o Chile e a Argentina”.

Guimarães destacou ainda que se o Brasil pretende alcançar o desenvolvimento econômico e social precisará ter uma oferta de eletricidade muito maior.

“Há forte correlação entre Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e consumo per capita de eletricidade. Então, para possibilitar o crescimento de IDH brasileiro, você tem, necessariamente, que aumentar a oferta”.

O assistente da presidência da Eletronuclear ressaltou que a principal fonte de geração de energia no país é a hidráulica, mas, segundo o Plano Nacional de Energia, o Brasil deve ampliar a geração de outras fontes como a energia eólica e de biomassa. “Só que exclusivamente a hidreletricidade, a biomassa e a energia eólica não são suficientes para garantir esse aumento da oferta necessário. O Brasil também tem que lançar mão de expandir o seu parque de geração térmica”.

Desta forma, de acordo com Guimarães, “a energia nuclear tem um atrativo especial, na medida em que ela não emite CO2, como mostra o estudo”.
HP

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