sexta-feira, 28 de março de 2014

A greve dos mineiros enfrentou o neoliberalismo da Inglaterra


Trinta anos atrás, neste mês , dezenas de milhares de mineiros entraram em greve em defesa dos seus postos de trabalho e comunidades na Inglaterra, Escócia e País de Gales . Eles desafiaram o governo Thatcher e do estado em uma luta heróica de um ano antes de voltar a trabalhar sem um acordo.

Para marcar esta greve histórica , estamos publicando a introdução de Unfinished Business por Peter Arkell e Ray Rising, que eram fotógrafos durante a greve , juntamente com algumas de suas fotos incríveis.

A greve 1984-5 mineiros contra o fechamento do poço foi a mais longa disputa nacional na história britânica , e uma das mais decisivas. Condições próximas da guerra civil prevaleceu em comunidades mineiras como as forças do Estado desceu sobre aldeias pit . Um vasto número de polícia impediu os mineiros em greve de mover-se por todo o país e destruiu piquetes de massa , como os montados na Orgreave .

Mineiros Greve Peter Arkell foto

Ao rejeitar a decisão do governo de Margaret Thatcher e do National Coal Board estatal para fechar buracos que foram consideradas " economicamente inviável " , os mineiros desafiou a própria base do sistema de produção capitalista. Insistência dos mineiros sobre os empregos e as comunidades próximas antes do lucro foi rejeitada de imediato pelos Tories , que mobilizou o estado de uma forma sem precedentes.

O governo de Thatcher , que chegou ao poder , em 1979, imediatamente seguido uma série de medidas de choque agressivos , a fim de quebrar a resistência dos sindicatos e da classe trabalhadora. Sua agenda era clara: para impor um novo tipo de cruel , o capitalismo de livre mercado na Grã-Bretanha e para abrir o caminho para a globalização impulsionada pelas corporações .

Mineiros greve greve Peter Arkell photoThe , que teve lugar durante uma grave recessão , marcou o momento em que os planos do governo , finalmente, colidiu com as expectativas das massas. Os mineiros responderam ao desafio de história, virou-se e lutou , na esperança e expectativa razoável de unir todos os trabalhadores contra as políticas do desemprego em massa , a privatização ea pobreza.

A greve dos mineiros para trabalhos inspirou todos os que participaram : os próprios mineiros, a maioria deles jovens , as mulheres e as mulheres das bacias cuja perspectiva foi transformado no decorrer do ano, e para as centenas de milhares de pessoas em todo o país, que apoiou a greve ativamente.

Mineiros Greve Peter Arkell photoAt o início , a União Nacional de Mineiros liderada por Arthur Scargill , desencadeou uma enorme explosão de energia a partir do e -file classificação e os seus apoiantes em outros sindicatos. Aos poucos, porém , a greve tornou-se cada vez mais isolado e, eventualmente, se transformou em uma luta cruel pela sobrevivência. A responsabilidade por este repousa inteiramente com os líderes do Congresso de Negociações União eo Partido Trabalhista sob Neil Kinnock . Eles consideraram a greve um embaraço e um desafio à sua autoridade pessoal. Os líderes da União por grandes e sentou-se em suas mãos, fazendo pouco ou nada por meio de apoio significativo , e presidiu uma traição mais grosseira, mais até do que o calculado sell-out na greve geral de 1926 .

Unfinished Business não é escrito como uma reminiscência ou de se maravilhar com a coragem dos mineiros sobre o 25 º aniversário do início da greve , embora ninguém que viveram a luta poderia disputar esse fato. Em vez disso, nosso livro é destinado a tirar a essência da greve dos mineiros de emprego eo seu significado duradouro para um novo período da história. Também estamos publicando uma série de fotografias , alguns pela primeira vez , tomadas por nós e outros que mostram o caráter extraordinário da greve.

Mineiros Greve Peter Arkell photoThe história e as lições da greve são jogados em relevo por um infinitamente mais grave crise econômica mundial do capitalismo, após a crise financeira . Uma vez mais postos de trabalho estão desaparecendo pelas dezenas de milhares na Grã-Bretanha , enquanto o comércio e fabricação está entrando em colapso em todo o mundo . Os governos têm tentado desesperadamente para re- iniciar a economia capitalista por salvar os próprios bancos que compartilham a responsabilidade pela crise . Pessoas comuns que trabalham corretamente permanecer suspeito e hostil a este tipo de medidas porque eles deixam os ricos e os poderosos intocada.

Agora que a crise econômica é acompanhado por uma profunda crise política dentro do estado britânico , as oportunidades estão presentes para pegar onde os mineiros foram obrigados a deixar de fora . Sua insistência em 1984-85 em colocar as necessidades sociais antes do lucro é tão crítica e essencial de um quarto de século mais tarde. Ele mostrou que os trabalhadores vão lutar por uma alternativa à destruição intencional de postos de trabalho e comunidades, o sistema capitalista se dado uma liderança firme e de princípios. Nosso desafio hoje é construir um movimento que irá completar o trabalho inacabado da greve dos mineiros.

Peter Arkell & Ray Nascente : Junho 2009

Fotógrafos Notícias linha durante a greve 1984-5



The unfinished business of the miners’ strike for jobs

Thirty years ago this month, tens of thousands of miners went on strike in defence of their jobs and communities in England, Scotland and Wales. They defied the Thatcher government and the state in a year-long heroic struggle before returning to work without an agreement.
To mark this historic strike, we are publishing the introduction to Unfinished Business by Peter Arkell and Ray Rising, who were photographers during the strike, together with some of their amazing photos.

The 1984-5 miners’ strike against pit closures was the longest national dispute in British history, and one of the most decisive. Near civil war conditions prevailed in mining communities as the forces of the state descended on pit villages. Vast numbers of police prevented striking miners from moving around the country and smashed mass pickets like those mounted at Orgreave.
Miners Strike Peter Arkell photo
By rejecting the decision of the Thatcher government and the state-controlled National Coal Board to close pits that were deemed “uneconomic”, the miners challenged the very basis of the capitalist system of production. The miners’ insistence on jobs and communities coming before profit was rejected outright by the Tories, who mobilised the state in an unprecedented way.
Miners Strike Peter Arkell photo
Miners Strike Peter Arkell photo
Miners Strike Peter Arkell photo
Miners Strike Peter Arkell photo
Miners Strike Peter Arkell photo
Thatcher’s government that came to power in 1979 immediately pursued a series of aggressive shock measures in order to break the resistance of the trade unions and the working class. Her agenda was clear: to impose a new type of ruthless, free-market capitalism in Britain and to open the path to corporate-driven globalisation.
Miners Strike Peter Arkell photoThe strike, which took place during a serious recession, marked the moment when the plans of the government finally collided with the expectations of the masses. Miners answered the challenge of history, turned and fought back, in the reasonable hope and expectation of uniting all workers against the policies of mass unemployment, privatisation and poverty.
The miners’ strike for jobs inspired everyone who took part: the miners themselves, most of them young, the wives and women of the coalfields whose outlook was transformed in the course of the year, and for the hundreds of thousands all over the country who supported the strike actively.
Miners Strike Peter Arkell photoAt the start, the National Union of Mineworkers led by Arthur Scargill, unleashed a huge blast of energy from the rank-and-file and their supporters in other unions. Gradually, however, the strike became more and more isolated and eventually turned into a grim struggle for survival. Responsibility for this rests entirely with the Trades Union Congress leaders and the Labour Party under Neil Kinnock. They considered the strike an embarrassment and a challenge to their personal authority. Union leaders by and large sat on their hands, doing little or nothing by way of meaningful support, and presided over a betrayal more blatant, more calculated even than the sell-out in the 1926 General Strike.
Unfinished Business is not written as a reminiscence or to marvel at the courage of the miners on the 25th anniversary of the start of the strike, although no one who lived through the struggle could dispute that fact. Instead our book is intended to draw out the essence of the miners’ strike for jobs and its enduring significance for a new period of history. We are also publishing a series of photographs, some for the very first time, taken by us and others that show the extraordinary character of the strike.
Miners Strike Peter Arkell photoThe story and the lessons of the strike are thrown into sharp relief by an immeasurably more serious global economic crisis of capitalism, following the financial meltdown. Once again jobs are disappearing by the tens of thousands in Britain, while trade and manufacturing is collapsing across the world. Governments have desperately tried to re-start the capitalist economy by bailing out the very banks that share responsibility for the crisis. Ordinary working people rightly remain suspicious and hostile to these kind of measures because they leave the rich and the powerful untouched.
Now that the economic crash is joined by a deep political crisis within the British state, the opportunities are present for picking up where the miners were forced to leave off. Their insistence in 1984-85 on placing social needs before profit is just as critical and essential a quarter of a century later. It showed that workers will fight for an alternative to the wilful destruction of jobs and communities by the capitalist system if given a firm and principled leadership. Our challenge today is to build a movement that will complete the unfinished business of the miners’ strike.
Peter Arkell & Ray Rising: June 2009 

Mudar estruturas que permitam uma vida melhor para a juventude.



José Mariano Beltrame, disse, nesta quinta-feira (27), em entrevista ao Clarín em Português, que adiar o pedido de ajuda ao Exército pode ter contribuído para dificultar o combate ao tráfico no Rio de Janeiro. Para ele, a polícia sozinha será incapaz de resolver o problema da segurança pública. "Todo mundo quer um policial para chamar de seu. Mas não é assim". A música diz "um homem pra chamar de seu". Mas para ele, o Rio já encontrou seu rumo nesta área.
Beltrame está em Buenos Aires para realizar palestras na UCA (Universidade Católica de Buenos Aires) no momento em que a segurança pública passou a ser prioridade entre os argentinos e que políticos locais apontam as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) como exemplo. Ele é cauteloso. E garantiu a segurança na Copa do Mundo no Brasil.

A entrevista foi realizada no hotel onde o secretário está hospedado em Buenos Aires e quando ele falava com sua assessoria no Rio de Janeiro sobre a prisão de um líder do tráfico de drogas do Complexo da Maré, Marcelo P., que estava foragido.
Calça jeans, camisa polo vinho e sem segurança por perto, o delegado da Polícia Federal e secretário de Segurança Pública do Rio falou sobre o Rio, o Brasil e indicou como outros Estados ou países devem encarar o problema inicial da segurança.
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Violência em UPPs no Rio de Janeiro34 fotos

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21.mar.2014 - Policial reforça a segurança na favela do Mandela, onde contêineres da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foram queimados na última quinta-feira (20), para acompanhar os funcionários da limpeza que tiram as cinzas do local Leia mais Tânia Rêgo/Agência Brasil
A seguir a entrevista na íntegra:
Clarín: Qual será o tema da sua palestra aqui em Buenos Aires?
José Mariano Beltrame:
 Eu vou falar um pouco sobre a experiência do Rio de Janeiro e vou dar uma visão do que entendo dos temas que obrigatoriamente devem ser abordados por toda a América Latina para que a gente consiga dar uma resposta efetiva para a segurança pública.
Clarín: Uma ação conjunta.
Beltrame: 
O que sei é que hoje tenho a impressão de que estamos sempre agindo com a aplicação de analgésicos e o problema estrutural, o problema em si a gente não resolve. Não se trata somente das questões sociais, de cidadania, porque isso sem dúvida tem um peso enorme mas isso não nos diz respeito (como polícia).
São questões relativas às mudanças na ordem penal, pelo menos no Brasil, a questão da fronteira, dos menores de idade. No Brasil, a questão do crack, a questão dos presídios que não deixam de ser uma grande assembleia de bandidos. Estas questões precisam ser encaradas pela sociedade.
A sociedade precisa escolher que sistema prisional ela quer. Que sistema legal ela quer. E eu me sinto tranquilo de dizer isso porque nós, lá no Rio de Janeiro, temos resultados. Nós temos resultados e estamos vendo quando as coisas não funcionam. Por exemplo, nessa madrugada prenderam o chefe do tráfico (de drogas) da Maré (Marcelo Santos das Dores, o 'Menor P') apontado como chefe do tráfico em 11 favelas do Rio...
Clarín: Onde o Exército vai entrar...
Beltrame:
 Exatamente onde o Exército vai entrar. (Beltrame não quis dizer quando o Exercito entrará no local). Ele foi preso tendo uma infinidade de mandatos de prisão. Um homem que saiu no regime semiaberto em 2007 e que simplesmente não voltou mais.
Clarín: Ou seja que é um problema judicial???
Beltrame:
 Sim, um problema judicial. E tenho a impressão que ninguém quer mexer nisso. A imprensa não mexe, os políticos não mexem, as pessoas não mexem, mas está aí. A polícia do Rio de Janeiro gastando uma energia imensa em cima de um trabalho (para capturar) uma pessoa que já era para estar presa e há muito tempo.
Clarín: Por que o senhor acha que isso acontece? Corrupção? Por quê que isso acontece?
Beltrame: 
Eu acho que efetivamente a sociedade precisa estabelecer de maneira clara que tipo de segurança pública ela quer. Que segurança pública ela quer para Buenos Aires, que segurança pública ela quer para o Rio de Janeiro para daqui a 20 anos. Porque o que eu percebo é que estamos dando grandes anestesias em problemas. Mas tem toda a questão da cidadania que não entra e tem essas questões estruturais. Nós temos reincidência muito grande nos presídios. Isso significa que os presídios não recuperam (os que ali estão). Que o menor de idade hoje é um objeto usado pelo crime. Então, tem muita coisa que acontece e que a polícia poderia estar fora disso.
Clarín: O senhor acha que a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) é então só uma parte desse combate?
Beltrame:
 Exatamente. A UPP abriu uma janela de oportunidades para que as coisas aconteçam. Seja no âmbito da cidadania, seja no âmbito de obras públicas, seja no âmbito da reorganização urbana daquele local. Ninguém mexe com o controle vertical do aumento das favelas. Ninguém mexe com isso. E então é isso.
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Violência no Rio de Janeiro em 2014200 fotos

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27.mar.2014 - Estudantes e moradores atravessam uma ponte próxima ao complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (27). Um Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) suspendeu as aulas nesta quinta, devido às constantes operações policiais realizadas na comunidade desde a última sexta-feira (21) Sergio Moraes/Reuters
Clarín: O que o senhor diz é que a polícia não pode resolver a questão da segurança pública sozinha.
Beltrame:
 É assim, mais polícia, mais polícia e mais polícia. Porém, mais polícia, mais polícia não resolve o problema. As pessoas, na verdade, querem um policial para chamar de seu.
Clarín: E isso é impossível?
Beltrame:
 Deve ser um conjunto. Mudar estruturas que permitam uma vida melhor para a juventude. No Rio de Janeiro, por exemplo, existem lugares sem esgoto, sem água e onde a luz é o que chamamos de 'gato' (clandestina). Tudo é tão clandestino que a pessoa acaba vivendo naquele lugar e se acostuma com o clandestino. E obviamente o crime, o tráfico de drogas vão para onde? Para onde o Estado não está.
Clarín: Aqui na Argentina a segurança pública, junto com a inflação, passou a ser a principal preocupação dos argentinos. E vários políticos, governadores e prefeitos citam a UPP como exemplo especialmente para áreas mais carentes e com problemas na área de segurança como na Grande Buenos Aires. O senhor sugere a UPP como saída também para estes lugares?
Beltrame:
 Eu acho que a UPP é uma solução 'made in Rio de Janeiro'. É uma solução para o Rio de Janeiro. Para quem tem uma configuração geográfica, como a que temos. Para quem tem uma existência de facções criminosas que ideologicamente se odeiam. Para quem já tem implantado nessas áreas, armamento, capacidade belicista importante. Eu acho que pode se tirar algumas coisas da UPP para se aplicar aqui e quem sabe alguma coisa daqui para que seja aplicada lá. Mas eu acho que o que se fez lá é uma coisa muito para o Rio de Janeiro porque no Rio existem requisitos que não se encontram no mundo e não só a criminalidade.
Clarín: A topografia
Beltrame:
 Exatamente, a topografia, um abandono total dos governos durante 30, 40 anos. O que fez com que o tráfico adquirisse uma cobertura muito grande e trouxesse armas de vários tipos e de vários lugares. Coisas que por onde eu falo e que por maior que seja o problema, ainda está se iniciando e é o momento para que alguns Estados brasileiros e alguns países devem agir. E essas ações precisam de plano, logística. E os governos devem ter uma opção clara pela segurança pública. E eu acho que nenhum político sobe num palanque eleitoral sem falar em segurança em primeiro lugar.

Os 'filhos da esperança' foram adotados pela família do atraso


Tijolaço - 28 de março de 2014 | 08:39 Autor: Fernando Brito 
alem
 O “casal benzinho” Eduardo Campos-Marina Silva exibiu-se ontem na televisão.
Autor: Fernando Brito  

O “casal benzinho” Eduardo Campos-Marina Silva exibiu-se ontem na televisão.

Um programa até bonitinho, mas absolutamente ordinário em matéria de comunicação.

Francamente, uma fórmula “cult” – cor desbotada, quase preto e branco,  imagens abertas do estúdio, closes intimistas – é muito pouco adequada para um personagem como Eduardo Campos cuja obra administrativa é praticamente desconhecida do país.

Parece ter sido feito, exclusivamente, para dar a ele o aval de Marina, simulando uma longa amizade e intimidade que jamais houve, até o tombo da Rede que a deixou sem legenda para concorrer.

Duvido que tenha tido qualquer consequência como propaganda eleitoral, mas é  curioso que ambos, que devem tudo o que são a Lula, se definam como filhos da esperança.

São, e é exatamente isso que os torna tão frágeis.

Mais até a Campos que a Marina.

Porque o filho da esperança fugiu de casa por ambição.

E foi oferecer-se à adoção pela família do atraso, do conservadorismo.

Por isso sua fala não tem uma palavra sequer contra o que esta gente fez com o Brasil.
Ao contrário, falam em “preservar as conquistas” de todos os  governos.

Tudo são declarações de intenção, daquelas que qualquer político pode fazer.

Marina chega a dizer que o mais importante para o país é “uma agenda” – espero que não aquela do Itaú, comemorando o aniversário do golpe – que possa ser seguida por todos os governos, sem distinção.

Essa agenda, Marina, já existe: é a cartilha econômica que o capital nos impõe, sugando os frutos do trabalho do povo brasileiro e as riquezas deste país.

E a reação do “mercado” contra quem sai, mesmo que só um pouquinho, dela é a prova de quanto é duro e árduo sair deste diktat colonial-financeiro.

Fácil, mesmo, só se bandear para o lado de lá.

Seus aliados, agora, são o Aécio Neves, o Roberto Freire, o Jorge Bornhausen…

Ou são eles que iriam preservar as conquistas da “era Lula”?

Moradores da Barra da Tijuca se mobilizam por extensão do metrô até o Terminal Alvorada

A população é contra a construção de pistas para o BRT na Avenida das Américas até o Jardim Oceânico


Não é novidade para ninguém a insatisfação dos moradores da Barra da Tijuca com o projeto da Linha 4 do Metrô que levará o serviço até o Jardim Oceânico. Eles exigem, há pelo menos cinco anos, a extensão das obras até o Terminal Alvorada – área central do bairro. A batalha de moradores, políticos, estudiosos, presidentes de associações comunitárias da Barra e Zona Sul e representantes do ministério público, ganhou mais um capítulo na noite de terça-feira (25/03), numa reunião realizada na OAB-Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Uma das maiores preocupações dos moradores é que o dinheiro que será investido para as obras do BRT Transoeste será desperdiçado, já que a construção do BRT certamente adiará a extensão do metrô até o Terminal Alvorada. (Foto: Wanderson Awlis/Portal AIB News) 

Na ocasião, fizeram parte da mesa o engenheiro Fernando Mcdowell, o presidente da associação de Moradores do Jardim Oceânico, Luiz Igrejas, o presidente da OAB-Barra da Tijuca, Ricardo Menezes, o promotor de justiça, José Alexandre Maximino Mota, a técnica pericial do Grupo de Apoio Técnico Especializado do  Ministério Público (Gate/MPRJ), Izabella Barandier, o engenheiro da COPPE, Paulo Cesar Ribeiro, e o vereador e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Linha 4 do Metrô, Carlos Caiado. No encontro, moderado por Álvaro Costa, cada um expôs o seu ponto de vista para mostrar a necessidade de se estender o transporte que deve aumentar e muito a mobilidade urbana na região.

Atualmente, o projeto da Prefeitura e do Governo do Estado prevê integração entre o metrô e o Terminal Alvorada através do BRT, que terá um corredor exclusivo junto com uma rodoviária, localizada no Jardim Oceânico. Para os moradores, a região acabará com um nó no trânsito com o intenso fluxo de veículos no local.

Os moradores da região exigem, há pelo menos cinco anos, a extensão das obras até o Terminal Alvorada - área central do bairro. (Foto: Wanderson Awlis/Portal AIB News)

“Precisamos nos mobilizar para que o metrô chegue até a Alvorada, e devemos fazer isso antes que seja tarde na visão dos responsáveis. Um terminal no Jardim Oceânico só irá atrair mais trânsito. As pessoas vão querer chegar e sair de carro, já que os ônibus estão constantemente lotados. O que agravará ainda mais o fluxo na região. A expansão, além de ser uma necessidade, é uma questão de mobilidade”, disse Luiz Igrejas, presidente da associação de Moradores do Jardim Oceânico e um dos líderes do movimento.

A preocupação dos moradores da área é que a estação receberá um enorme número de ônibus, vans e carros. Além disso, eles reclamam e demonstram mais insatisfação com a falta de transparência por parte da Prefeitura.

O vereador Carlo Caiado, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Linha 4 do Metrô, é categórico ao afirmar o descaso com que as autoridades lidam com os questionamentos dos moradores. “Eles não se dão conta e não percebem de como é importante essa consulta popular. As necessidades das pessoas precisam vir em primeiro lugar. Essa ideia absurda de manter o metrô só até o Jardim Oceânico levará a Barra da Tijuca ao colapso.” Ainda segundo ele, a falta de vontade política fará com que o metrô não chegue ao Terminal Alvorada.

O Governo do Estado alega não ter dinheiro para bancar a obra de expansão. Mas, em junho de 2013, o governo federal liberou R$ 50 bilhões para mobilidade urbana em todo o Brasil. E, de acordo com Caiado, os governantes do Rio sequer levaram um projeto executivo para expandir a Linha 4. Segundo o BNDES, que está financiando as obras da Linha 4, nunca foi apresentando projeto para tal obra.

Mesmo com a mobilização popular e indicação de técnicos da área de mobilidade a Prefeitura do Rio realizou a licitação do BRT Transoeste Lote Zero para dar início à obra, que poderá afastar as chances de o trajeto ser feito através de metrô.

Integrantes da mesa durante reunião na OAB-Barra da Tijuca para discutir sobre a extensão do metrô até o Terminal Alvorada. (Foto: Wanderson Awlis/Portal AIB News)

O Tribunal de Contas apontou irregularidades à Secretaria Municipal de Obras (SMO) referentes ao projeto do BRT, incluindo a ausência de estudo prévio de impacto ambiental, falta de audiência pública para debater o plano com a população e a inexistência de especificações orçamentárias e técnicas de partes do projeto. Segundo o Ministério Público, o projeto do lote Zero do BRT Transoeste é uma extensão e complementação do Projeto BRT Transoeste que foi licenciado pelo INEA (Instituto Estadual de Ambiente) mediante licenciamento ambiental sujeito à EIA/RIMA (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental).

Já o projeto o BRT que pretende ligar a estação de metrô do Jardim Oceânico ao Terminal Alvorada, consiste num conjunto de intervenções que compreende a construção de viadutos, ponte e estações de BRT, além da implantação de trecho de aproximadamente 6,4 km para ampliação do corredor viário do denominado BRT Transoeste.

Documentos do Ministério Público mostram que a construção do Terminal Jardim Oceânico não está contemplada no orçamento da obra (R$ 91.705.063,79) e não faz parte do escopo dos serviços a serem executados. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Obras (SMO).

O projeto do BRT Transoeste  e o seu licenciamento ambiental

- Construção de 07 Estações de BRT – Transoeste entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico;

- Construção de 2 pontes sobre o Canal de Marapendi;

- Construção de 1 viaduto sobre a Rua Armando Lombardi;

- Construção de 2 pistas de pavimento rígido entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico;

- Adequações de drenagem, da sinalização viária, da iluminação pública, da urbanização e do paisagismo;

- Supressão de vegetação (pelo menos 92 indivíduos arbóreos);

- Movimentação de terra de 94.860,00m³ e pavimentação de 186.663,66m2

“O Ministério Público está lutando por uma transparência que visa uma mobilidade sustentável, planejamento e eficiência por parte dos responsáveis pelas da Linha 4 do Metrô. A população precisa e deve ser consultada. Não é uma questão política, e sim, de desenvolvimento urbano”, disse o promotor de justiça José Alexandre Maximino Mota.

A batalha de moradores, políticos, estudiosos, presidentes de associações comunitárias da Barra e Zona Sul e representantes do ministério público, ganhou mais um capítulo na noite de terça-feira (25/03), numa reunião realizada na OAB-Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. (Foto: Wanderson Awlis/Portal AIB News)

Um inquérito instaurado pelo Grupo de Apoio ao Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público já solicitou o processo de licitação do BRT Lote Zero por falta de Relatório e Estudo de Impacto Ambiental. “A esperança é que o MP intervenha para que a população seja envolvida nessa decisão. Eles estão nos auxiliando no que podem. Há um caminho técnico e a sociedade está toda reunida lutando pelo projeto. Não iremos desistir”, enfatizou Caiado.

Uma das maiores preocupações dos moradores é que o dinheiro que será investido para as obras do BRT Transoeste será desperdiçado, já que a construção do BRT certamente adiará a extensão do metrô até o Terminal Alvorada. Eles ainda acreditam que se não realizarem a extensão agora, pode ser que leve ainda muitos anos para o metrô atender a população da Zona Oeste.

quinta-feira, 27 de março de 2014

"Cristãos" que se alinham à direita são ateus vulgares e desmoralizam o cristianismo



Querida Professora Geovana


Conviver contigo e com tua turma maravilhosa nesses dias durante os quais pensamos, refletimos e nos esperançamos com a educação na História Brasileira foi fator de crescimento e de alegria. 


Durante nossas aulas dissemos que pensar a história da educação no Brasil é refletirmos sobre a própria história do Brasil, sobretudo é colocarmos nossa consciência sobre o Brasil e nosso povo. 


Pois bem, a história do Brasil registra um evento feio, triste e manchado de sangue sobre o qual precisamos refletir para identificarmos as causas que motivaram seus agentes a promover encenação ligada ao golpe e aos crimes promovidos pela ditadura militar, que se abateu sangrenta sobre nós, há 50anos. 


Refiro-me à autointitulada “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, a primeira acontecida em 22 de março de 1964 e a tentativa de fazerem a segunda agora, neste sábado passado. Na primeira os promotores diziam que “a família que reza unida permanece unida”. 


Os inúmeros blogs e sites que noticiam a segunda marcha são unânimes em identificar o fracasso da segunda marcha, apesar da violência e fúria dos cães amestrados de guarda a rosnar para os que se opunham à sua sanha e esquizofrenia política. 


O fracasso deu-se em dois sentidos: o primeiro é o numérico, coisa de algumas dezenas de ignorantes e de mal intencionados que se somaram ao eventinho que se distribuiu por algumas capitais, não enchendo um avião. O segundo, causa do primeiro e mais importante, é que o contexto da segunda marcha diferenciou-se da primeira em muitos fatores. Um, foi o conhecimento da história das causas malfadadas do primeiro. Através das redes sociais, debates acadêmicos, conferências, fóruns, atos públicos etc milhões de brasileiros debateram as causas da primeira marcha e onde desembocou. 


A luminosidade da arte do debate de ideais e do enfrentamento com a direita atrasada permitiu que as novas gerações conhecessem que o primeiro movimento se articulou com atos militares traidores, com muito dinheiro de empresários gananciosos, impatrióticos e perversos socialmente, que despejaram dinheiro nas mãos dos golpistas para que promovessem o assalto à democracia e com o sempre criminoso, terrorista e imperialista governo americano, que deu apoio financeiro, militar e político para a loucura que encheu o Brasil de trevas. 


Obama encontra-se nesse momento envolvido com golpes e terrorismos pelo mundo e não tem mais condições de se ocupar com sabotagens à democracia aqui, embora fosse essa a vontade yank. Apesar de o mundo não mais contar com a União Soviética também não é fácil para o império enfrentar os Brics, a Unasul, o Conesul e a Alba, que constroem nova correlação de forças internacionais e a multipolaridade política do mundo hoje, isolando a dominação imperialista. As marchadeiras “religiosas” não sabiam disso. As coitadas não enxergam nada alem de seus umbigos implementados a botox e a muitas plásticas, muitas menos conhecem política e multilateralismo geopolítico de hoje. Aliás, até gritam que não gostam de política e apregoam a ira contra os que chamam de políticos. O fracasso de sua marchinha é o preço de sua ignorância e de seu consequente fiasco e falta de respeito com a democracia e com a história.


As marchadeiras de religiosidade supersticiosa também não sabem que nosso povo assume cada vez mais sua autonomia e emancipação como povo e como classe social mais unida e pensante. As histéricas marchadeiras também não sabem disso, pois unir-se a favor dos direitos humanos e na construção da cidadania é a mais perfeita e permanente luta política, que as abomináveis e subinteligentes madames não conhecem. 


É claro, há muitos erros e entraves nos avanços políticos das conquistas que iniciamos em 2002. Há muita crítica séria a fazer. Contudo, é certo que as marchadeiras do diabo não fazem críticas. O que fazem é ofensa, é chamamento irresponsável para a ruptura da Constituição Brasileira e para as fraturas sociais, sedentas do retorno ao poder para vender o Brasil como produto barato para o império decadente. 


Um dos atores da marcha bestial de1964 foram as igrejas, notadamente a Igreja Católica Romana. Seus bispos, afastados de estudos sérios e do compromisso social, apoiaram o golpe em nome do medo ao comunismo. Pastores de igrejas evangélicas também serviram aos interesses dos gringos invejosos do nosso País e da felicidade do nosso povo e se somaram em apoio ao golpe insano.  


É a isso que me proponho discutir contigo aqui, minha querida amiga professora Geovana. Durante nossas aulas disseste que és espírita e ao mesmo tempo demonstraste sensibilidade pela questão social que fundamenta a educação no Brasil.


O que bispos, pastores e demais líderes religiosos devem aprender é que não há fé no campo da direita. 


Silas Mafaia, imensamente moralista e fundamentalista, de repente abandona  a fúria preconceituosa contra os gays, os homossexuais e o casamento entre pessoas do mesmo sexo para investir contra a Presidenta Dilma usando o mesmo discurso rançoso e acre da mídia dominante, esta produtora e criadora de fascistas. O núcleo ideológico do seu cérebro empobrecido de justiça social é o mesmo da histeria sexual. A verborragia continua sendo de direita, intencionalmente. 


Ele e outros da mesma estirpe raciocinam que é com a direita que ganham visibilidade e que ganharão emissoras e redes de TVs próprias. A esquerda não tem essas coisas e quando no poder defende a laicidade em tudo, inclusive na comunicação. Por isso odeiam a esquerda e o socialismo. 


Essa turma dita cristã, os denominados evangélicos – igrejas eletrônicas e da falsa teologia, que chamam de teologia da prosperidade – e os católicos romanos conservadores, como os bispos que apoiaram o golpe e a ditadura militar, esvazia a proposta cristã ao aderir à direita. 


Já puxei aqui vários autores que conceituam muito bem o que é a direita. Numa discussão simples percebe-se que esses ditos cristãos deixam Jesus para trás quando se misturam com discursos e práticas que orienta a linha de pensamento e ação de direita.


A direita é historicamente a ideologia dos que concentram riquezas e rendas, sem se importar com as mazelas humanas -  crianças abandonadas, mulheres estupradas, trabalhadores desempregados, jovens imolados no altar da marginalização, miséria na educação, na saúde e matança nos campos. A direita valoriza o mercado que é a soma de interesses do sistema financeiro usurpador da energia econômica e social, do comércio de concorrência predatória, da produção rural com o único interesse no lucro do que no alimento social e no amor à ecologia. A direita é essencialmente corrupta. A moral para ela se centra na vitória dos negócios, mesmo que destrua as pessoas e o mundo. A direita quando chega o poder age de modo fascista transformando os problemas sociais em questões de polícia. Na ocupação do aparelho de Estado privatiza os investimentos, mesmo que a custa de guerra usando o poder militar. No poder de Estado e fora dele a direita é histórica e socialmente geradora de injustiças e de misérias. Na história de governos de direta as filas de pobres, miseráveis, marginalizados em tudo são extensas. 


Então, como pessoas que se dizem cristãs, algumas delas berram em púlpitos que seguem Jesus, podem ser ao mesmo tempo seguidoras de Jesus e serem de direita, capitalistas e mesquinhas?


Não vejo nenhuma coerência nem relação entre ser cristão e ser de direita, neoliberal, conservador e burguês. Jesus, que justifica o sermos cristãos, não tem nenhuma relação com as práticas da direita. 


Jesus abominou o Estado romano opressor e destruidor da vida dos humildes. Jesus recriminou a riqueza como reforço do egoísmo e dos privilégios.


Jesus ensinou amar os pobres e por eles lutar. Ensinou o valor do ser comunitário e compartilhante. 


Jesus entregou-se radicalmente ao amor. Chegou a afirmar que todos reconheceriam seus discípulos pelo amor com que se relacionassem entre si e com a humanidade. 


Ora, a direita aferra-se ao Estado como poder para explorar. Isso não tem relação com Jesus. Jesus ensina a distribuir as riquezas. O que os ditos cristãos de direita vêm de coerência quando ajudam a explorar os pobres ou se alienam frente à miséria?


Como os ditos cristãos de direita explicam que sua orientação seja de ódio ao povo, à revolução, à justiça social, ao respeito aos diferentes, se seguir Jesus implica amar radicalmente, principalmente os pobres e injustiçados? Nesse mesmo sentido, seguir Jesus significa lutar pela partilha, pela comunitarização de tudo. Como os direitistas que se dizem cristãos explicam tanta incoerência com esse ensino de Jesus?


Não vejo nenhuma coerência ser cristão de direita, ser capitalista e neoliberal. A única coerência que vejo para ser cristão é ser socialista, é ser lutador pela justiça e pela paz, decorrência do amor que Jesus nos ensinou a viver pela humanidade. 


Ser cristão é ser naturalmente aliançado com o socialismo e com a revolução, o sonho de paz social. 


Fora isso temos um falso cristianismo, uma falsa fé. São apenas fórmulas vazias de fé, puro farisaísmo e de um ateísmo vulgar, desgraçadamente desmoralizante da fé que Jesus nos deu. O materialismo dialético é muito mais próximo do cristianismo do que a perversidade capitalista, que se ajoelha aos pés do deus lucro. 


Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz.

Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano.