quinta-feira, 5 de maio de 2022

 No século XX, desencadearam-se quatro grandes revoluções: em outubro de 1917, a revolução russa; em outubro de 1930, a revolução brasileira, em novembro de 1931, a revolução chinesa e , em 1958, a revolução cubana.

Essas revoluções, latentes na alma popular desses países, somente desencadearam sua ação decisiva ao encontrarem e reconhecerem uma liderança dispostas a dirigi-las e guiá-los. Como guias e chefes dessas revoluções surgiram: Lênin, na Rússia; Getulio Vargas no Brasil, Mao Tse –tung , na China e Fidel Castro em Cuba.

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sexta-feira, 2 de abril de 2021

  Nos Estados Unidos, o tratamento de Covid-19 custa, em média, US$ 35 mil (R$ 190 mil) por pessoa entre 20 e 30 anos. Já para quem está na faixa entre 45 e 60 anos, o preço médio é de US$ 45 mil (R$ 246 mil, em cotação de 23/3/2021).


😲 Mesmo quem possui seguro privado de saúde paga caro: custa cerca de US$ 21 mil (R$ 114 mil). 


No caso da Covid-19, os seguros só cobrem uma pequena parte do tratamento. Até que saia o diagnóstico, o paciente arca com todos os custos – sem reembolso, inclusive entrada na emergência e atendimento hospitalar básico. 😷 💸


Nos Estados Unidos, na maioria dos casos os pacientes não são considerados pacientes, são consumidores. E profissionais da saúde são considerados prestadores de serviços.


Mas isso para quem pode pagar ou quem consegue vender seu patrimônio (como residências e automóveis). Isso explica por que, embora seja o país mais rico do mundo, lidera a quantidade de infectados (cerca de 30 milhões) e de mortes (mais de 540 mil). 


Milhares e milhares de norte-americanos morreram sem conseguir atendimento.


Até uma simples remoção médica de emergência (tipo o nosso SAMU) pode custar mais de US$ 9 mil (R$ 49 mil) em algumas cidades.


🇧🇷 Já no Brasil, o SUS (maior e mais amplo sistema de Saúde universal do planeta) oferece tratamento de doenças (inclusive do novo Coronavírus), cirurgias, acompanhamento dos usuários, prevenção e cuidados, controle e distribuição de medicamentos e vacinação em massa, vigilância sanitária, mapeamento de epidemias, desenvolvimento de pesquisas, e muitas outras ações. 


Tudo sem que o cidadão tenham que pagar a mais! 🙌

Por aqui, mais de 80% da população depende exclusivamente do atendimento do SUS.


✊Por isso, valorize o que é seu. Defenda o SUS!


#ProfissionaisDaSaúdePública #SempreEstaremosAquiPorVocê #SindSaúdePR #ValorizeOServidorPúblico #DefendaOSUS


📲 Saiba mais: https://sindsaudepr.org.br/tratamento-de-coronavirus-us-35-000-r-190-00000-coberto-pelo-sus/

 'Não me interessa o que fizeram no verão passado', 

diz Ciro após manifesto Ciro Gomes diz que tem dois objetivos em 2022: derrotar Jair Bolsonaro e apresentar um Projeto Nacional de Desenvolvimento. Imagem: Kleyton Amorim/UOL Do UOL, em São Paulo 02/04/2021 13h04Atualizada em 02/04/2021 15h49 Apontado como potencial candidato à presidência da República em 2022, Ciro Gomes (PDT) disse que não se interessa pelo que possíveis aliados "fizeram no verão passado" e que tem dois objetivos para o próximo ano: derrotar Jair Bolsonaro e apresentar um Projeto Nacional de Desenvolvimento. 

A manifestação de Ciro Gomes pelo Twitter ocorre depois que o ex-governador do Ceará assinou um manife... - 

Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/04/02/nao-me-interessa-o-que-fizeram-no-verao-passado-diz-ciro.htm?cmpid=copiaecola

Jones Manoel sai em defesa de Ciro Gomes: ‘Vamos cobrar o Lula?’

O historiador Jones Manoel (PCB) saiu em defesa de Ciro Gomes (PDT) durante uma série de tuítes sobre a entrevista de Lula (PT) ao jornalista Reinaldo Azevedo, na Band News, concedida nesta quinta-feira (01/04).

Jones falava sobre a importância da revogação do teto de gastos, aprovado via PEC durante o governo Temer, chamada de “PEC do fim do mundo”, que congelou os gastos públicos com áreas como educação e saúde por 20 anos. O youtuber reclamava de não ver o fim do teto nem a rejeição à autonomia do Banco Central como pontos centrais do discurso de Lula.

“Amigos petistas que dizem que Ciro é de direita. Ciro vem falando em acabar com o teto e a “autonomia” do Banco Central. Bora cobrar colocar isso no discurso de Lula?”, provocou Jones Manoel.

Veja o tuíte abaixo:

Revista francesa estampa Bolsonaro como ‘Coringa’

A versão brasileira da revista francesa Le Monde Diplomatique publicou em sua edição mais recente uma capa que mostra o presidente Jair Bolsonaro como o personagem ‘Coringa’ dos quadrinhos Batman. No clássico feito nos EUA, país que Bolsonaro presta continência à bandeira, ‘Coringa’ é o vilão: um psicopata diabólico que se veste de palhaço pra cometer crimes.

Na imagem, Bolsonaro aparece apertando um detonador enquanto um hospital explode ao fundo, numa clara alusão à atuação desastrosa de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia de coronavírus.

Veja a capa Le Monde Diplomatique Brasil aqui.

No dia da mentira, Lula comete “fake news” contra Ciro: “não votou em 2018”

(01/04) – Lula (PT) cometeu uma “fake news” contra o ex-aliado Ciro Gomes (PDT) em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, da BandNews FM, na noite desta quinta-feira (01).

“Ciro foi pra Paris e não votou”, afirmou Lula. Na verdade, Ciro Gomes foi para Paris após o primeiro turno da eleição, mas voltou para votar em Haddad, que recebeu “apoio crítico” do PDT contra Jair Bolsonaro (sem partido). Veja a matéria completa e o vídeo em que Ciro chega em Fortaleza antes da eleição e puxa o grito “Ele Não”, em referência à Bolsonaro, aqui.

 

Opinião: A desobstrução do debate público para a retomada do desenvolvimento.


20 horas atrás
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É emblemático que hoje, 1º de abril, dia em que se completam 57 anos do Golpe Militar de 1964, o povo brasileiro esteja cercado pelos mesmos problemas de outrora, digladiando-se em debates estéreis enquanto caminha desgovernado em rumo oposto à prosperidade. Em cerca de meia década, destruímos parte substancial daquilo que com esforço e sacrifício construímos desde a estabilização do real durante o governo FHC. A partir das eleições de 2014, nos vemos engalfinhados na maior crise política desde a redemocratização em 1985, e até agora não colhemos nenhum benefício por ter colaborado passiva ou ativamente para a geração de tamanha instabilidade política. Pelo contrário, prejuízos se acumulam em múltiplas áreas. Pesadelos do passado voltam a nos assombrar: desemprego, fome, saúde e educação precárias, inflação e muitos outros. Afinal, de onde emana essa força que nos mantém presos a tão ingrato destino?

Dentre muitos problemas decorrentes da nossa formação histórica enquanto nação (explorada e escravizada desde o berço, mantida unida ao preço do sangue daqueles que ousaram não se submeter à tamanha degradação da dignidade humana e condenada a repetir o passado ad infinitum enquanto desprezar o conhecimento, a competência e a civilidade como atributos essenciais das suas lideranças), a obstrução do debate público continua a cumprir função essencial no nosso fracasso civilizatório. As raízes desse vício político se encontram no passado distante e se estendem até os dias atuais: a constituição involuntária de uma nação com a única finalidade de servir aos interesses de alguns poucos. Não sem razão, a política brasileira expressa tamanho dissenso, pois somente através dele uma minoria pode governar em interesse próprio.

Confiar somente nas instituições políticas como forma de assegurar a democracia e o desenvolvimento civilizatório é um erro que pode ser verificado não apenas na história brasileira, como também em inúmeros outros casos em países latino-americanos, do Leste Europeu e do Oriente Médio. A democracia depende de muito mais que somente o sufrágio universal para entregar os resultados que promete. As instituições políticas não são capazes de traduzir o dissenso na sociedade em um consenso estatal acerca de onde queremos chegar e quais instrumentos podemos empregar para isso. De outra forma, a democracia permanece inerte, quando não moribunda.

Mentiras e meias-verdades só interessam aos radicais e aos desprovidos de civilidade. Os primeiros ignoram qualquer prudência cética, incapazes de aceitar que pouco sabemos sobre o mundo que nos cerca. Os segundos negam a dignidade aos outros, incapazes de compreender a natureza coletiva da vida em sociedade. E assim, deturpando o julgamento de cada cidadão, eles conseguem acessar as posições de liderança. Porém, tão logo revelam a incompetência, a irresponsabilidade e a incivilidade nos próprios atos, deixam de ser capazes de distorcer o julgamento público e são conduzidos ao esquecimento, mas não sem deixar profundas cicatrizes na sociedade.

O radicalismo e a obstrução do debate público nos conduziram a sucessivas crises políticas ao longo do século XX, dentre elas as que culminaram na instituição e desmantelamento do Regime Militar. Não tardar poucos anos desde a redemocratização, o país foi acometido novamente por crises políticas, exceto por um estranho interregno de estabilidade entre 1995 e 2014. Nos últimos anos, novamente nos vemos em meio a uma profunda crise política que carrega junto enorme crise social e econômica. Tudo isso radicado na obstrução do debate público, na exclusão de massiva parte da população em tomar parte na construção dos consensos, no tratamento irresponsável de temas sensíveis para a estabilidade política, em mentiras e meias-verdades.

O cidadão médio brasileiro tem grande dificuldade para entender para que serve um Congresso ou uma Suprema Corte, por que os políticos não fazem o que prometem ou o que são os tão difamados direitos humanos, não porque eles conscientemente decidiram pela apolítica, mas justamente porque a minoria que decide acredita que a civilidade ou a política não devem ser de conhecimento desses cidadãos. Para a maioria dos cidadãos, a política não só é tratada como uma atividade dispensável para a sociedade, como é concebida como repleta de todos os vícios morais imagináveis.

Onde poderemos chegar negando a legitimidade e utilidade do instrumento que temos para construir nossos consensos? A política precisa recuperar o seu valor e ser ocupada por todos os cidadãos. A responsabilidade pelas crises políticas que vivemos não é de um partido em específico ou de uma instituição política, é de todos os cidadãos. É chegada a hora de emancipar o cidadão brasileiro para que assuma a sua responsabilidade enquanto protagonista dos processos decisivos para o futuro da nação. Caso contrário, seguiremos imersos em uma sucessão de crises, sentindo na carne o efeito da nossa irresponsabilidade enquanto cidadãos. Continuaremos a ceifar sonhos e vidas inocentes, enquanto negamos a dignidade aos nossos semelhantes e assistimos a esse teatro de horrores que renova nossas tribulações.

Por Barbara Panseri, Mestra em Administração Pública e Governo pela FGV-SP e Lucas Henrique Ribeiro, Doutorando em Ciência Política pela UFMG

Fonte: Estadão