quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ofensiva contra Petrobras é disputa pelo pré-sal

Gilberto Cervinski: 

publicado em 26 de novembro de 2014 às 14:01
pre-sal1
O buraco é bem mais embaixo: 7000 metros de profundidade
Desgaste à Petrobras esconde intenção de privatizar estatal e o pré-sal
Integrante do MAB fala da articulação entre setores internos e empresas estadunidenses. Objetivo seria criar condições políticas para que se inicie processo de privatização e entrega das reservas de petróleo.
A crise internacional do petróleo deve intensificar a ofensiva externa para que o Brasil privatize a Petrobrás e o pré-sal.
Segundo Gilberto Cervinski, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), desgastar a imagem da estatal é uma forma de criar condições políticas para que isso ocorra.
A Petrobras é alvo de investigações da Polícia Federal, que apura esquema de corrupção envolvendo políticos e donos de empreiteiras.
Os desdobramentos levaram a prisão de mais de vinte pessoas.
Cervinski destaca a posição estratégica ocupada pelo país quando o assunto é a questão energética.
Ele alerta para a necessidade de as forças populares defenderem a empresa, que é essencial para a garantia do desenvolvimento do país.
“O ataque ao Brasil para privatizar a Petrobras e privatizar o pré-sal vai se intensificar. Nos Estados Unidos as reservas de petróleo são baixíssimas e é o maior consumidor mundial. E ele praticamente está fora do controle do pré-sal. Uma parcela dos setores da sociedade articulada com as empresas estadunidenses vai querer forçar a entrega do petróleo e a privatização da Petrobrás.”
Recente pesquisa do Ibope divulgada em setembro, mostrava que 59% dos brasileiros são contrários à privatização da Petrobras. O percentual aumenta entre os que têm ensino superior, chegando a 70%.
Em recente nota, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) apontou que as denúncias de corrupção na Petrobrás estão diretamente relacionadas com o intenso processo de terceirização em curso na estatal. Segundo a FUP, isso ocorre desde os anos 90.
De São Paulo, da Radioagência BdF, Leonardo Ferreira.
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Nota da FUP a que se refere a reportagem acima:
A prisão nesta sexta-feira, 14, de mais um ex-diretor da Petrobrás, acusado de corrupção em contratos de prestação de serviços firmados pela empresa, reforça as cobranças da Federação Única dos Petroleiros (FUP) de que haja a mais rigorosa apuração dos fatos e punição exemplar de todos os que forem responsabilizados pelos mal feitos.
Esta tem sido a postura da FUP desde o início da divulgação destas denúncias. No entanto, apesar da gravidade dos fatos, a direção da Petrobrás segue num silêncio profundo.
Os trabalhadores e suas famílias exigem um posicionamento da empresa.
Por isso, a FUP cobrou uma audiência com a presidenta da Petrobrás para que esclareça o teor das denúncias, bem como as medidas tomadas pela empresa para apuração e solução dos desvios de gestão que forem comprovados.
Não deve ficar pedra sobre pedra, como reiterou a presidenta Dilma Rousseff.
A reunião com Graça Foster será no próximo dia 21.
Em documento enviado à presidenta da Petrobrás, a FUP já havia ressaltado que as denúncias de corrupção estão diretamente relacionadas com o intenso processo de terceirização em curso na estatal desde os anos 90.
A Petrobrás tem um papel estratégico para o desenvolvimento do país e, portanto, todas as denúncias de desvios de gestão devem ser rigorosamente apuradas pelos órgãos competentes para que a Justiça possa julgar e punir os culpados.
O que não admitimos é que a empresa continue sendo desmoralizada por setores da sociedade que sempre tentaram enfraquece-la e seguem fazendo de tudo para se apropriarem de uma das maiores riquezas da nossa nação, que é o pré-sal.
Não aceitamos também que a Petrobrás continue sendo alvo de uma campanha de criminalização por setores da mídia que agem em consonância com a oposição para tentar arquitetar um golpe que vem sendo ensaiado desde o segundo turno da eleição presidencial.
A Petrobrás é patrimônio do povo brasileiro e os petroleiros continuarão lutando para que ela seja fortalecida cada vez mais para investir no Brasil, gerando empregos e riquezas para o nosso país.
Apuração rigorosa dos fatos sim. Golpe não!
PS do Viomundo: O jornal O Globo, porta-voz estadunidense em terras brasileiras, já quebrou o tabu e disse que não se deve descartar a privatização da Petrobras. Como se sabe, esta é uma batalha de longo prazo, com torpedos diários da mídia corporativa para solapar as bases de uma Petrobras que sirva acima de tudo aos interesses do povo brasileiro. Em nome do controle da PDVSA, lembrem-se, os Estados Unidos apoiaram um locaute empresarial que quase derrubou o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

http://www.viomundo.com.br/

RELACIONAMENTO HUMANO





“Só é possível relacionar-se com o outro quando aprendo a me relacionar comigo, mas para aprender a me relacionar comigo, primeiro preciso relacionar-me com o outro:

Você atuou em mim; no entanto, não afetou com isso minha liberdade, mas ofereceu-me a possibilidade de eu mesmo dar a mim essa liberdade, no momento certo da vida. O que você fez me possibilita aparecer agora diante de você, estruturando a mim mesmo como um ser humano a partir de minha própria individualidade, que você deixou intocada por um recatado respeito.”

linha
O drama de todo indivíduo é representado no “palco” chamado alma.
Esse drama de desenvolvimento baseia-se no que chamamos de o “encontro humano”, o campo das relações é o campo do drama individual de todos nós.
É a partir do relacionamento com outro que conseguimos desenvolver aquilo ao que viemos, Steiner cita de forma maravilhosa:

Vejo vir ao meu encontro o ser humano, que em cada olhar, em cada movimento me revela: “Você atuou em mim; no entanto, não afetou com isso minha liberdade, mas ofereceu-me a possibilidade de eu mesmo dar a mim essa liberdade, no momento certo da vida. O que você fez me possibilita aparecer agora diante de você, estruturando a mim mesmo como um ser humano a partir de minha própria individualidade, que você deixou intocada por um recatado respeito.”

O encontro com outro ser humano sempre nos traz a possibilidade de um aprendizado sobre nós mesmo. Não existe caminho de desenvolvimento que não passe pelo encontro com o outro.
Encontramos no outro a possibilidade de reconhecimento das respostas que existem em nós, buscando aquilo que precisamos desenvolver.
O encontro humano é hoje o grande desafio de desenvolvimento da humanidade, todos nós buscamos pela integração a um grupo social, a uma família, a um parceiro, a uma
comunidade e mesmo assim cada vez mais nos mantemos distantes do contato humano, porque relacionar-se verdadeiramente dói.
Dói quando envoltos ao emaranhado complexo das relações, temos que nos deparar com aspectos obscuros e ainda não desenvolvidos de nossa alma.
Steiner diz que só nos tornamos verdadeiramente adultos a partir dos 35 anos, idade essa, em que o setênio da integração masculino e feminino arquetípicamente já foi concluído, o que nos torna indivíduos mais inteiros e preparados para entrada da vida adulta.
Isso mostra que só é possível relacionar-se com o outro quando aprendo a me relacionar comigo, mas para aprender a me relacionar comigo, primeiro preciso relacionar-me com o outro, complexo não?

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'Roda de Capoeira' recebe título de Patrimônio Imaterial da Humanidade


A Mídia vassala anti-brasileira, Globo , noticia que a capoeira recebe o titulo de Patrimônio Imaterial da Humanidade, certamente que isso é uma conquista da luta dos negros no mundo e no Brasil, mas esqueceram de contar a verdadeira história, uma delas é que foi o presidente revolucionário Getúlio Vargas quem declarou :
 “A capoeira é o único esporte verdadeiramente nacional.” 

Foi depois da apresentação feita por mestre "Bimba"que Getúlio Vargas liberou as manifestações populares até então perseguidas e, com isso, beneficiou a capoeira que deixou de ser proibida pela polícia.
Isso a mídia lacaia não mencionou.



MANOEL DOS REIS MACHADO, O MESTRE BIMBA
Mestre Bimba
Filho de Luiz Cândido Machado e Maria Martinha do Bomfim, Manoel dos Reis Machado, nasceu na Periferia do bairro de Brotas, no dia 23/11/1900. Recebeu de “batismo” o nome BIMBA, em decorrência de uma aposta feita entre a sua mãe e a parteira que dizia ser um menino. Surge aí o apelido BIMBA!
Mestre Bimba, iniciou a capoeira  aos 12 anos de idade. O primeiro local onde treinou capoeira era  conhecido como  Estrada dos Boiadeiros no bairro da Liberdade,  seu primeiro mestre foi o Africano Bentinho capitão da Companhia de  Navegação Baiana. O curso teve a duração de 04 anos e  o método era a capoeira antiga, esta mesma capoeira ele conseguiu ensinar por 10 anos, o local das aulas era conhecido como “Clube União em apuros”, no bairro da Liberdade (bairro este habitado por pessoas na sua maioria de etnia negra). No ano de 1929, Manuel dos Reis Machado com sabedoria exemplar resolveu desenvolver um estilo diferente da capoeira Angola, fazendo a junção do Batuque com a capoeira de Angola, surge aí a Capoeira Regional que ano á ano vem sempre desenvolvendo mudanças  mais eficientes, como forma de luta.

Em 1932 fundou sua primeira academia no bairro do Engenho Velho de Brotas. Oficialmente a primeira academia de capoeira a ter seu alvará de funcionamento datado de 23 de Junho de 1937. Neste mesmo ano, fez á primeira apresentação do seu trabalho para o interventor general Juraci Magalhães, onde havia presentes autoridades civis, militares entre Mestre Bimba e Getúlio Vargas, Presidente do Brasiloutros  convidados ilustres.  Em 1939, ensinou capoeira no Quartel do CPOR. Em 1942 instalou sua segunda academia . Em 1949, o escritor Monteiro Lobato o conheceu e lhe dedicou o conto Vinte e dois de Marajó, que conta a história de um marinheiro capoeirista.Em 1953, Mestre Bimba se apresentou para o presidente Getúlio Vargas, este declarou ser a Capoeira o único esporte verdadeiramente nacional.

Como a capoeira não era bem vista aos olhos da sociedade, Mestre Bimba resolveu registrá-la como Centro de Cultura Física Regional, localizada na Rua Francisco Muniz Barreto. 01 – Pelourinho. Em 1972, realizou a última formatura do centro de cultura física regional, nesta formatura o Mestre Vermelho 27 foi o orador.

A.BA e D.B. (antes de Bimba e depois de Bimba). Assim podem ser entendidas as mudanças sofridas pela capoeira no início de século. Antes de Bimba, a luta era ilegal, passível de punição pelo Código Penal, discriminada pela burguesia como coisa de malandro, de escravo fujão. Os capoeiristas sequer sonhavam em sobreviver (no sentido de trabalho e fonte de renda) dessa manifestação popular. Bimba rompeu com este ranço. Deixou as funções de carroçeiro, trapicheiro, carpinteiro, doqueiro, carvoeiro para abraçar a capoeira e o seu instrumento mais ilustre, o berimbau.

Mestre Bimba acreditava que a capoeira tinha que se renovar para não ser engolida pelas lutas estrangeiras. A preocupação, apesar de à primeira vista soar bairrista, tinha razão de ser. Até hoje, são lutas como o boxe americano e o judô japonês que circulam na mídia, nas Olimpíadas, lotando estádios e enriquecendo seus atletas, empresários e patrocinadores. Lutando incessantemente para que a capoeira fosse reconhecida como a legítima arte marcial brasileira, Mestre Bimba criou a Capoeira Regional, jogo que ganhou este batismo pela aversão do mestre a estrangeirismos, fazendo questão de chamá-la de "Luta Regional Baiana". A Capoeira Regional é um estilo menos ritualístico do que a capoeira tradicional, conhecida como angola.

Os golpes introduzidos por Mestre Bimba facilitavam a defesa pessoal quando do embate com praticantes de outras lutas, como as artes marciais importadas muito populares no Brasil nas décadas de 30 e 40. Nessa época, desafiou todas as lutas e consagrou-se como primeiro capoeirista a vencer uma competição no ringue, quando o público incentivava com o grito de guerra "Bimba é bamba!".Mestre Bimba e Mestre Gigante

Em 1973, Mestre Bimba, por motivos financeiros, foi embora da Bahia, sob acusação de que os "Poderes Públicos" não teriam lhe dado o devido valor, e no ano seguinte a sua partida, no dia 05 de fevereito de 1974 ,em Goiânia, Mestre Bimba veio a falecer vítima de um derrame cerebral. Mestre Bimba morreu aos 73 anos, sem presenciar a profissionalização da capoeira que ajudou a criar. "Meu pai morreu de banzo (tristeza), por não ver a capoeira respeitada", revela o filho Demerval machado, o Mestre Formiga.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Brasil tem telefonia e internet entre as mais caras do mundo


Setor dominado pelas teles estrangeiras cobra pelo pacote de serviços de telefonia móvel pré-paga um valor de 48 dólares, apontou entidade ligada à ONU


Relatório divulgado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), entidade ligada a Organização das Nações Unidas (ONU), mostra o Brasil como o país com a telefonia móvel mais cara do mundo. Um dos setores que mais recebe incentivos do governo federal mantém tarifas extorsivas para a população.
O relatório anual, publicado pela UIT em Genebra, na segunda-feira (24), mostra que a cesta de produtos da telefonia brasileira custa US$ 48,32, ou cerca de R$ 123. Para chegar a esse valor, a entidade considera tarifas de planos pré-pagos, 30 ligações e 100 mensagens de texto por mês. No custo das chamadas são computadas aquelas feitas dentro da rede, para outras empresas e também para telefones fixos. O valor é bem acima da média calculada pela UIT, de US$ 16,9 ou R$ 42.
Considerando o valor da telefonia celular em relação à renda da população, o Brasil está em 119º lugar entre 166 países. O gasto médio da população brasileira com telefonia celular é 4,96%. Em pelo menos 36 países, o custo de um pacote parecido sairia por menos de 1% da renda mensal de um trabalhador.
O levantamento destaca que o custo do minuto para ligações de celular em horário de pico e dentro da rede da mesma operadora no Brasil é de 0,53 dólar por minuto, acima da maior parte dos países analisados, com exceção de França e Grécia (0,54 dólar), Irlanda (0,60 dólar) e Suíça (0,65 dólar). Os números são de 2013.
Fora da rede, ou seja, nas ligações para outras operadoras, os preços adotados no Brasil são ainda mais altos, ficando em 0,55 dólar. O país, nesse caso, fica atrás apenas de Irlanda (0,60 dólar) e Suíça (0,65 dólar).
BANDA LARGA
No país, o custo da banda larga para a população mais carente representa um peso 20 vezes maior que o preço do mesmo serviço representa para os mais ricos. E 44% das pessoas que têm computador em casa não conseguem pagar uma assinatura para ter internet.
O custo da banda larga no Brasil representa 1,42% da renda mensal média, o que coloca o país na 46º posição numa classificação onde o serviço é mais caro. Na Áustria, onde a banda larga é a mais barata do mundo, o serviço consome apenas 0,13% da renda média mensal de um trabalhador.
Segundo a UIT, entre 20% e 30% da população ainda considera que os serviços são caros demais para que possam pensar em ter um celular com internet rápida.
O preço médio da assinatura residencial mensal da banda larga fixa no Brasil está custa 13,82 dólares por 1 Mbit/s (megabit por segundo, de acordo com a UIT). Há países que oferecem velocidades bem maiores a preços muito mais baixos. É o caso da Rússia, onde a assinatura mensal de Internet de 1 Mbit/s sai por 1,25 dólares, em média. Já em Cingapura, a banda larga fixa de 1 Mbit/s sai por um valor médio de 0,79 dólares, segundo a UIT.
Enquanto isso, o governo federal diz tentar viabilizar a universalização da banda larga por meio de incentivos fiscais e financiamentos do BNDES para as teles estrangeiras e com isso o enterramento da Telebrás.
O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) contestou os números da UIT. Segundo o sindicato das teles, a diversidade de planos oferecidos pelas operadoras faz com que o preço real do minuto de ligação seja mais baixo do que o apontado pela entidade.
“Em nenhum momento podemos dizer que a UIT está errada, porque ela pegou os preços diretos dos balcões. Mas podemos dizer que o preço da UIT não representa a realidade”, disse o presidente-executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy.
A metodologia utilizada pela UIT que utiliza os planos homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que, segundo o SindiTelebrasil, são uma espécie de preço máximo do minuto da telefonia móvel, e não os valores efetivamente praticados na praça.
O SindiTelebrasil cita estudo da consultoria Teleco, contratada pelas teles, para analisar 17 países, além do Brasil, para alegar que o preço do minuto do celular no Brasil é oito vezes menor do que o apontado pela UIT.
A UIT considera que do pacote analisado, 53,1% seriam destinados para a mesma operadora; 26,4% para celulares de outra operadora e 20,5% para telefones fixos. Já a Teleco considerou 90% seria para celulares da mesma operadora; 5% para outra operadora e 5% para telefones fixos.
O que o sindicato das teles não contabiliza é a realidade. Desde a privatização dos serviços de telecomunicações no Brasil o aumento das tarifas é progressivo e a qualidade do serviço prestado está pior.
Na pesquisa realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em 2013 aponta que os usuários de serviço de telecomunicações, privatizado há 17 anos, estão mais insatisfeitos do que há onze anos.
A Anatel comparou a avaliação dos clientes dos serviços de telefonia fixa, móvel em 2012 e em 2002. Na telefonia móvel pré-paga, o índice geral de satisfação caiu de 77,5% em 2002 para 60% no ano passado. No pós-pago, a satisfação caiu de 71,4% para 53,7%.
Na telefonia fixa residencial, o índice geral de satisfação caiu de 72,1% para 58,9%, enquanto a avaliação do serviço fixo corporativo caiu de 77,5% para 60%.

O processo de desestatização, ao invés de promover uma suposta competitividade do setor de teles conduziu à monopolização por empresas privadas, principalmente estrangeiras, que impõem preços extorsivos em troca de serviços cada vez mais precários.
http://www.horadopovo.com.br/

REGULAÇÃO DA MÍDIA MONOPOLISTA É GARANTIA DA SOBERANIA NACIONAL E DA LIBERDADE DE OPINIÃO



Há nesta Casa senadoras e senadores que são radicalmente contra qualquer tipo de regulação da mídia. A justificativa é sempre a mesma: a defesa da liberdade de imprensa.
Mas, respondam-me.
A propriedade cruzada de meios de comunicação, isto é, o  fato de o mesmo grupo empresarial controlar jornais, revistas, rádios, televisões, internet não favorece a monopolização da informação e o consequente manejo de opinião?
Não terá sido por isso que países com instituições sólidas e uma longuíssima estabilidade democrática, como Estados Unidos e Inglaterra, proíbem a propriedade cruzada de meios de comunicação?
A inexistência de qualquer mecanismo que permita ao cidadão o direito de resposta, no caso de notícia mentirosa, injuriosa, ofensiva não significa uma grave ofensa à liberdade de informação e às liberdades individuais?
A unificação e centralização das programações, especialmente nas televisões e no rádio, impostas pelas emissoras que detém o monopólio dessas mídias, cerceando as manifestações culturais regionais, nesse Brasil tão imenso e diverso,  não são, igualmente, formas de censura e discriminação e até mesmo preconceito?
A ideologização e partidarização das informações, e a autocensura, que tornam as notícias tendenciosas, cegas, enviesadas não são um gravíssimo atentado à liberdade de informação e ao direito do cidadão de conhecer a verdade dos fatos?
Os dois pesos e as duas medidas usados pelos veículos de comunicação das cinco famílias que monopolizam o setor,  na campanha eleitoral deste ano, quer na campanha presidencial quer nas campanhas regionais, não são a prova mais barulhenta do propósito de manipular a opinião pública?
Os gráficos produzidos por observatórios de mídia independentes, durante as eleições presidenciais,  avaliando os conteúdos veiculados pelas organizações Globo, Abril, Folha, Estadão, principalmente, não deixam a mais fugaz, fugidia dúvida da parcialidade da cobertura  desses veículos.
Ninguém, nenhum jornalista, nenhum parlamentar, nenhum juiz, nenhum promotor,  nenhum  acadêmico, qualquer cidadão minimamente isento e honesto, confrontado com  ao gráficos,  deixará de atestar essa parcialidade.
Nada contra. Afinal o parti pris desses veículos é bem conhecido, o que os pressiona a assumir posições indisfarçadas.
O que não é honesto, o que soa cínico, zombeteiro, debochado e hipócrita são as profissões de fé de praticantes de um jornalismo isento, equilibrado e aquele truísmo todo.
Melhor fosse que assumissem limpidamente apoio às candidaturas conservadoras, pelas quais torcem e distorcem. Seria mais digno, mais decente, do que ficarem brandindo indevidamente a bandeira da liberdade de imprensa, cada vez que se aponte a sua  nudez, as suas vergonhas expostas.
O caso da capa de “Veja”, a dois dias do segundo turno, é exemplar. E houve até estranhamento entre veículos da dita grande imprensa, com um acusando o outro de frouxo, pusilânime por não repercutir a intrujice.
Mas todos, de uma forma ou outra ecoaram a mentira.
Vejam só o que disse o procurador geral Janot sobre o episódio à Folha  de S. Paulo: “Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral. O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo [governador] Beto Richa para a coisa de saneamento [Conselho de administração da Sanepar], tinha vinculação com partido. O advogado começou a vazar coisa seletivamente. Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar. Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação”.
A Folha, que gostaria que a Globo fosse a fundo na divulgação da mentira de “Veja”, nem ficou corada ao reproduzir, semanas depois, as declarações do procurador. Já outros veículos, da sagrada e seleta família, não se deram à ocupação de repercutir a gravíssima acusação de  Janot.
A prisão de empreiteiros, acusados de vínculos com os desvios na Petrobrás, deu azo a outras manifestações de parcialidade, de partidarismo de nossa mídia. Mesmo que o ex-ministro tenha negado fortemente, a grande família mediática vinculou um dos diretores da Petrobrás preso a José Dirceu.
E classificou o indigitado de “engenheiro mediano”, para desqualificar ainda mais o suposto padrinho.
Ao noticiar o montante da contribuição das empreiteiras às campanhas eleitorais, porque a bufunfa, o capilé envolvia outros partidos, além dos dois enlameados de sempre, o PT e o PMDB, a mídia não citou qualquer partido. Foi isenta.
É assim, selecionando os fatos e a verdade dos fatos que organizações Globo, Abril, Folha e Estadão, com seus fortes parceiros regionais no Sul, em Minas, no Norte e no Nordeste moldam a opinião pública.
Os clássicos mapas, partindo o país em vermelho e azul, como se o Norte, o Nordeste, Minas e Rio houvessem votado em peso em Dilma e o restante do país houvesse votado cem por cento em Aécio estimularam o ódio, o preconceito, o separatismo, o racismo e uivos fascistas. E vociferações de um lacerdismo serôdio, adjetivo tão fora de moda que uso em homenagem aos eternos vigilantes, sempre à espreita de um golpe que os redima do fracasso das urnas.
A desclassificação especialmente dos nordestinos,  diminuindo-lhes o peso do voto,   um ensaio patético de  reinstituição do voto  censitário, tem o mesmo sentido da campanha conservadora que pretendia anular a vitória de Juscelino Kubitschek, em 1955. Campanha, vê-se, a que aderiu a nossa mídia isenta, democrática e patriótica, sempre a serviço do Brasil.
Naquela eleição, Juscelino teve três milhões e setenta e sete mil votos;  Juarez Távora, dois milhões e seiscentos mil votos. A diferença entre os dois foi de quatrocentos e sessenta mil votos.
Foi essa diferença que animou Carlos Lacerda e a UDN a lançar a cruzada pela anulação da vitória de JK. Os udenistas argumentavam que os quase 500 mil votos que derrotaram Juarez Távora foram dados pelos comunistas,  e como o Partido Comunista Brasileiro fora colocado na ilegalidade, os votos dos comunistas deveriam ser também cassados.
Mas como eles chegaram a esse cálculo se o voto era secreto? Com o distinguir os votos dos comunistas de outros votantes?
Elementar, diziam os udenistas. Nas eleições presidenciais de 1945, dez anos antes, quando o PCB era legal, o candidato dos comunistas, o gaúcho Yedo Fiuza, tivera 569 mil votos.
Ora, dez anos depois,  era de se crer que todos os quase 500 mil votos que deram a vitória a Juscelino eram votos comunistas, já que Prestes orientara o voto em JK. Tão simples assim, diziam os golpistas democráticos.
    Da mesma forma, hoje, 59 anos depois, com os seus mapas dicotômicos e desonestos, de um primarismo monstruoso, a mídia e os conservadores colocam em xeque, questionam a legitimidade da reeleição da presidente Dilma, por causa dos votos dos nordestinos, dos mais pobres, dos menos instruídos.
Já que o Brasil desenvolvido e mais instruído teria votado majoritariamente em Aécio, como disseram por aí e por aqui também, a reeleição não valeu. Aliás, nem isso é verdadeiro, uma vez  que Dilma teve mais votos no Sul e  no Sudeste que no Norte e no Nordeste. Logo, a mapa dicotômico da mídia é uma fraude.
Temos, assim, agora , a reprodução farsesca da tentativa de golpe udeno-lacerdista de seis décadas passadas.
De um lado, a mídia ecoa fortemente toda manifestação de inconformidade com a reeleição da presidente. Basta que duas pessoas se reúnam para exibir cartazes pedindo o impedimento da presidente, para que essa massivademonstração ganhe as cabeças dos noticiários.
Ao mesmo tempo, exige que a presidente escolha “nomes do mercado” para a Fazenda e o Banco Central.
Perderam a eleição, a mídia e a oposição perderam a eleição, mas cobram que a vencedora adote programa do derrotado. E nem ficam constrangidos com tamanha desfaçatez. Afinal, julgam-se domos do país, reservas morais da nacionalidade.
A regulação da mídia é imprescindível para a preservação, a consolidação e o avanço da democracia. Porque a grande mídia empresarial é intrinsecamente golpista, geneticamente antidemocrática, arraigadamente elitista.
A regulação da mídia é condição inescusável para se garantir a soberania nacional.
Porque os grupos que monopolizam a mídia são entreguistas e, historicamente, se opõem aos interesses nacionais, servindo de cabeça de ponte para o avanço imperial sobre a nossa economia, sobre os nossos recursos naturais, sobre as nossas riquezas, sobre o mercado interno, sobre as nossas relações externas.
Os mais velhos devem se lembrar que, segundo a mídia, o Brasil não tinha petróleo.
Agora mesmo, em voz casada os setores mais dependentes e integrados aos interesses multinacionais de nossa burguesia industrial, financeira e agrária, a mídia ergue as bandeiras anti-Mercosul, anti-Brics, pró-acordos bilaterais com os Estados Unidos e União Européia, pela ressurreição da Alca, da Teoria da Dependência, da Doutrina Truman, sabe-se lá que passo atrás mais.
A regulação da mídia é vital como a água à terra, como o oxigênio à vida. Porque a mídia monopolista é parte integrante de nossas elites econômicas, políticas, sociais, culturais.
E as nossas elites fracassaram miseravelmente na construção de um país desenvolvido, pacífico, culto, justo e solidário.
Porque a mídia monopolista é conivente, quando não cúmplice, com o preconceito, o racismo, a discriminação, a violência contra os trabalhadores, contra os negros, os pardos, os pobres,  contra os índios.
Porque a mídia monopolista é indiferente, quando não conluiada com a violência que abate, anualmente, mais de cem mil brasileiros, vítimas da repressão policial, da insegurança urbana e rural, do tráfico de drogas e do crime organizado.
Dos acidentes de trabalho, dos atropelamentos no trânsito.
Porque as policias brasileiras estão entre as mais letais do mundo, e a mídia empresarial e monopolista estimula  e afiança essa violência  à medida que não a investiga, não a denuncia e não a combata. E, com frequência, a enalteça, contribuindo para apertar o gatilho dos executores.
A regulação da mídia é urgente e obrigatória porque a mídia monopolista e empresarial colabora e associa-se com a política de concentração de rendas que faz do Brasil um dos países mais desiguais e injustos do Planeta Terra.
Porque o imposto sobre fortunas,  corriqueiro nos países mais desenvolvidos, tem da parte da mídia uma oposição  fundamentalista e até mesmo rancorosa. Porque a inexistência desse imposto favorece ainda mais a concentração de rendas e o acúmulo de fortunas fantásticas, e relaciona  alguns detentores de concessões públicas de televisão e rádio, como os irmãos Marinho, entre os bilionários mundiais.
A regulação da mídia é uma medida sanitária, de emergência pública.
Porque a mídia é omissa em relação à sonegação e  às fraudes fiscais  –quando não a pratica– e acoberta que os super-ricos brasileiros têm a quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais. São mais de um trilhão de reais,  cerca um terço de nosso PIB, esse mesmo PIB cuja anemia nos últimos anos a mídia, a oposição e a nossa indignada burguesia tanto tem criticado.
O país campeão em concentração de rendas, onde se alarga cada vez mais a distância entre ricos e pobres, é o país que está no G4 das maiores fortunas depositadas em paraísos fiscais.
A regulação da mídia é uma medida anticorrupção, porque as denúncias de corrupção que a mídia monopolista faz são seletivas, parciais, incompletas, dirigidas. Ou não é corrupção as manobras de que a mídia e os bancos se utilizam para sonegar impostos, fraudar o fisco, não pagar imposto sobre a renda ou pagar menos imposto de renda que os assalariados?
Tão ciosa em escarafunchar as fichas sujas de pequenos e médios delinquentes políticos, a mídia não se ocupa em escarafunchar a origem  e a propriedade desse mais de um  trilhão de reais refugiados em paraísos fiscais. Difícil investigar? Não. Incômodo? Certamente.
À moda norte-americana, alguns veículos passaram a divulgar o tal do “impostômetro”, uma medição presumida de quanto o Estado arrecada. Mas nenhum espaço para a medição, também suposta, da sonegação. E já que adotamos a moda ianque, deveríamos também adotar a rigorosíssima a legislação norte-americana contra a sonegação.
A regulação da mídia é um ato de defesa do trabalho, do emprego e do salário.
Porque a mídia monopolista defende, com radicalismo cada vez maior,  o ponto de vista do mercado, do capital financeiro,  da elite econômica que prega a adoção de medidas contracionistas que levarão ao desemprego, ao arrocho salarial, ao corte de gastos sociais, à diminuição dos investimentos em saúde, educação,  segurança e infraestrutura.
A fúria com que a mídia monopolista reagiu à decisão do governo de reduzir os gastos com juros da dívida pública, redimensionando essa excrescência liberal chamada de superávit primário, é reveladora de seu compromisso com o capital financeiro, com os rentistas, e não com  os brasileiros.
Senhores e senhores senadores, a mídia monopolista é a quinta coluna dos interesses antinacionais, antidemocráticos, antipopulares.
Regular a mídia é salvar o país do atraso, da pobreza, da violência, da desindustrialização, da dependência da exportação de produtos primários, do sangramento da remessa de lucros para o exterior, do esgotamento de seus recursos naturais, da destruição do Estado que zele pelo bem-estar social. Porque a mídia monopolista não está a serviço do Brasil.
SENADOR ROBERTO REQUIÃO - PMDB/PR

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REPARANDO INJUSTIÇA PRATICADA - TSE DEVOLVE MANDATO DA DEPUTADA ANDREIA




A SRA. ANDREIA BUSATTO – Boa tarde a todos. Quero cumprimentar a Sra. Presidente, Deputada Graça Matos; os Deputados e Deputadas aqui presentes; os funcionários desta Casa; os meus parentes e os meus amigos que vieram aqui para ver que realmente a justiça foi feita. Quero também cumprimentar o meu amigo, Deputado Federal Fernando Jordão; o Prefeito Charlinho, meu marido, e todos os demais aqui presentes.

É de extrema importância o uso desta tribuna hoje para mim. Acho que aqui todos tem conhecimento da covardia que o TRE cometeu contra a minha pessoa. Essa covardia não deixou que eu exercesse o meu mandato, que acabou por ser interrompido, um mandato que foi conquistado, meus amigos, com a força do meu trabalho e de uma forma muito legítima. Tive 62 mil 599 votos de pessoas que acreditavam em mim e que agora podem voltar a acreditar porque a justiça foi feita.

Eu, num determinado momento, fiquei como uma águia: recolhi-me na humildade para que eu pudesse ter forças, para que minhas asas voltassem a crescer e as minhas garras também, para que eu pudesse voar, e voar, e voar cada vez mais alto.

Estou aqui hoje num momento muito especial. Quando eu saí desta Casa, há um ano e sete meses, com o meu diploma cassado, eu saí somente com meu corpo, porque a alma eu nem sentia. Mas retorno a esta tribuna, hoje, de corpo e alma lavados, porque V. Exas., Deputados que estão aqui, e os demais que devem estar me assistindo em seus gabinetes, que sirva de lição, porque o que fizeram comigo podem fazer com qualquer um de vocês que está aqui nesta Casa. Vamos nos unir. Eu não vou estar aqui porque não tive o direito de concorrer à próxima legislatura, mas V. Exas. que estão aqui, que se reelegeram e que se elegeram, fica um grande apelo para que não fiquemos à mercê de atitudes absurdas que o TRE do Rio de Janeiro vem fazendo.

Há aqui alguns Deputados a quem eu quero fazer um destaque de agradecimento. Ao Presidente da Casa, Paulo Melo, que não se encontra mais presente neste momento. Ao meu amigo, Deputado Paulo Ramos, que foi incansável até o final para que eu não saísse desta Casa, porque eu ainda tinha um recurso no TSE.

Quero fazer também um agradecimento ao Rafael do Gordo. Eu já estive com ele, aqui, já agradeci a ele várias vezes e não vou cansar de agradecer.

Ao meu amigo, Deputado Edson Albertassi, que também lutou até o final para que eu não saísse daqui.

Aos demais Deputados que de uma forma carinhosa sempre me acolheram, como a Deputada Lucinha, Enfermeira Rejane, Myrian Rios, Graça Pereira, Waguinho e algum outro que de repente eu tenha esquecido de citar o nome.
A você, Brazão, no dia que eu saí desta Casa com meu diploma cassado, você veio a esta tribuna e fez um discurso que emocionou todo meu gabinete, um discurso contra a covardia que haviam feito contra mim e contra o Prefeito Charlinho, que por muitos anos foi reconhecido como um dos melhores prefeitos do Brasil e o melhor do Rio de Janeiro. De uma forma covarde, também tentaram tirar os direitos políticos dele.
Eu falei para você, ainda no caminho de Casa, Brazão, sem condições ainda de falar, que eu voltaria a esta Casa, que eu faria uso desta tribuna e que iria agradecê-lo aqui. E aqui estou, Deputado Domingos Brazão, para lhe agradecer. Meu muito obrigado pelas suas palavras de carinho que naquele momento foram muito importantes para mim e para todos os que trabalhavam comigo no meu gabinete.

Meus amigos, gostaria de estar falando, aqui, muitas outras coisas, mas eu só tenho dez minutos. Só quero que fique realmente o apelo para que não cometam outros erros com outros colegas. O TRE errou. Esta Casa acatou o erro do TRE. Mas, hoje, volto a esta tribuna, como falei, de alma lavada, pois fui absolvida por unanimidade pelo TSE, 7 a 0, provando realmente a minha inocência. (Palmas)
Para algumas pessoas pode parecer estranho a Deputada Andréia estar retornando no final do seu mandato. Eu poderia ter só hoje para falar, mas nada, nada, nada, vai pagar o erro irreparável do que fizeram. E este, com apenas dez minutos, é o momento de fazermos um desabafo, de nós estarmos, aqui, junto com familiares, com amigos, com eleitores que acreditavam e acreditam em mim até hoje.
Então, meus amigos, quero também mandar um abraço carinhoso ao Deputado eleito Jorge Picciani, que acreditou em mim em todos os momentos que eu precisei.
Quero agora falar a vocês que estão nas galerias e na tribuna desta Casa, aos meus pais, às minhas filhas, meu genro, meu marido, meus amigos, que me acolheram e me deram colo em todos os momentos de tristeza que eu tive. Vocês choraram muito de alegria quando eu venci a eleição para estar aqui como Deputada Estadual. Vocês choraram muito comigo quando eu fui cassada nesta Casa. 

Fui cassada pelo TRE e esta Casa teve que cumprir a determinação, mesmo eu tendo ainda o recurso pelo TSE.

Meus amigos, eu quero falar o seguinte: hoje nós podemos chorar novamente de alegria porque a justiça foi feita e eu estou aqui novamente honrando o meu nome, honrando o meu trabalho e os 62.599 votos que obtive. (Palmas)

Para encerrar, também quero agradecer ao Deputado Luiz Paulo que me cedeu sua vez para que eu pudesse falar, já que ele era o primeiro orador inscrito, e como estou aqui com a Casa cheia, eu pedi para que ele me cedesse esse momento para que eu pudesse fazer a minha fala.
Para terminar, Sra. Presidente, quero falar que a vida é igual a uma roda gigante: há horas que nós estamos em cima e há hora que nós estamos embaixo. Mas vocês podem ter certeza de uma coisa: eu e o Prefeito Charlinho só estamos reiniciando a nossa subida. O meu muito obrigada a todos vocês por terem acreditado. Muitos que estão presentes torceram pelo meu retorno. A Deputada Lucinha que está aqui hoje comigo é uma prova disso. Ela chorou muito quando eu fui embora e ficou muito feliz quando eu retornei. Você também pode contar com a minha lealdade sempre com você, minha amiga.

O meu muito obrigada. O meu tempo esgotou.


O SR. PAULO RAMOS – A Presidente me defere pouco tempo. Sabe que é muito difícil, mas vou conseguir.

Quero dizer que a injustiça sofrida por V.Exa. é irreparável. São duas indagações a serem feitas: como fica o Poder Legislativo, que cooptou diante da injustiça? Como é possível haver a compreensão de que cabe, principalmente, ao Poder Legislativo tudo fazer para a preservação dos mandatos, principalmente em casos onde ainda há recursos?

Não há nenhuma razão para a precipitação. À época, cheguei a me insurgir, imaginando que, pelo menos, o caso deveria ter sido trazido ao Plenário, como não foi.

Agora, quem vai responder, pelo menos no Poder Judiciário, no Tribunal Regional Eleitoral por essa injustiça praticada? Porque é irreparável. O prejuízo foi causado. Quem responde por isso?

Que, pelo menos, sirva de exemplo para que nunca mais esta Casa contribua para penalizar alguém que foi eleito, desrespeitando a vontade popular quando ainda cabe recurso.

A própria Constituição diz: só quando a decisão é transitada em julgado. E transitada em julgado é quando não cabem mais recursos.

É preciso dizer que o TRE praticou a injustiça, corrigida pelo TSE. Mas, temos que dizer que esta 

Casa também capitulou.
Muito obrigado.

http://www.alerj.rj.gov.br/assuntos2.htm

OBS: DEPUTADA ANDREIA SEMPRE FOI AMIGA,  PARCEIRA . A INJUSTIÇA COMETIDA PELA ALERJ E O TRE, FEZ COM QUE OS MUNICÍPIOS DE ITAGUAÍ, SEROPÉDICA, MANGARATIBA, FICASSEM SEM SUA REPRESENTAÇÃO. ELEITA COM MAIS DE 62 MIL VOTOS NÃO PODERIA TER SIDO CASSADA SEM O JULGAMENTO FINAL. ENFIM O SEU RETORNO É IMPORTANTE PRINCIPALMENTE PARA ESTAS REGIÕES DO ESTADO DO RJ. 

PARABÉNS DEPUTADA ANDREIA DEUS ILUMINE SUA TRAJETÓRIA.

A VIDA SE SEGUE.!

AYLTON MATTOS

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Diferenças entre militontos e militantes


Por  Breno Altman, em seu blog:

O militonto recebe as decisões da presidente da República e não admite qualquer crítica. Quem ousar fazê-lo, é aliado objetivo da direita.

O militante não vacila em apoiar o governo e defender a presidente, especialmente diante da escalada reacionária. Mas não abdica do direito e do dever de pensar com a própria cabeça, criticando o que lhe parece errado na estratégia adotada e concebendo essa atitude como indispensável na ação política.

O militonto tudo explica e justifica através de um pacote fechado e imutável: a correlação de forças no parlamento. Serve como uma espécie de álibi para defender o governo de qualquer crítica por adotar políticas conciliatórias, mesmo as que podem ser um tiro no pé.

O militante encara com seriedade a tal correlação de forças, mas com o objetivo de alterá-la a favor da esquerda. Sabe que negociações e composições são inevitáveis, necessárias, mas deseja forçá-las ao limite.

O militonto ficou acostumado a pensar correlação de forças apenas ou principalmente como uma questão institucional, parlamentar. A mobilização social e a luta de massas não entram de verdade em seu cálculos como hipótese para pressionar as instituições desde seu exterior.

O militante não descuida da governabilidade institucional. Mas aprendeu, nesses doze anos e várias crises, que também é imprescindível a construção de governabilidade social. Sabe, a propósito, que as maiorias parlamentares de orientação progressista somente foram formadas, na história do Brasil, quando o povo organizado e mobilizado obrigou o Parlamento a dançar sua música.

O militonto costuma achar que divide a esquerda quem entra em desacordo com ações do governo. Não admite que, às vezes, pode ser o governo quem divida a esquerda com suas ações.

O militante quer a unidade da esquerda e das forças progressistas. Mas acha que a pedra angular desse processo vai além de apoiar ou não o governo: depende de um programa unificador e de uma estratégia de coalizão do campo popular.

O militonto acha que o passado fornece crédito infinito, no presente e no futuro. Por tudo o que foi feito, e definitivamente não é pouco, o governo deveria ser defendido incondicionalmente e qualquer crítica seria descabida por princípio.

O militante reivindica os enormes avanços promovidos pelo governo e se mobiliza para defendê-los, mas não acha que o passado basta para garantir o presente e o futuro, que devem ser discutidos sempre com espírito crítico e aberto.

O militonto é superlativo e hiperbólico em relação aos líderes do governo e do partido. Sua frase estruturante: “eles sabem o que fazem…”

O militante respeita e admira os chefes históricos da esquerda, mas a vida já ensinou que também são passíveis de erros e confusões. Considera, portanto, que os instrumentos coletivos são mais qualificados que as clarividências individuais e esses só podem ser construídos pelo debate franco e desabrido de todos os temas.

O militonto é governista e acha que isso basta para resolver todos os problemas.

O militante defende o governo contra a direita, mas busca ser um revolucionário, um lutador social, para quem governar é apenas parte, ainda que imprescindível, de um processo estratégico mais amplo, o da transformação do país.

O Tempo - Mensagem de Reflexão

O BANCO DA VIDA




O Banco Da Vida

Imagine se você tivesse
depositado na sua conta de
banco todos os dias 86.400 reais,
e que você deveria gastar esse
valor, porque no final do dia sua
conta seria zerada, e no dia
seguinte mais 86.400 reias seriam
depositados.
Todos nós somos clientes desse
banco, e esse banco chama-se
TEMPO!
Deus nos dá 86.400 segundos
para serem vividos da melhor
maneira possível: amando,
aprendendo, ensinando, caindo,
levantando, VIVENDO...
Para saber o valor de um ano,
pergunte à um garoto que repetiu
de ano.
Para saber o valor de um mês,
pergunte à uma mulher que teve
um filho prematuro.
Para saber o valor de uma
semana, pergunte à um editor de
um jornal semanal.
Para saber o valor de um dia,
pergunte às pessoas tem tarefas
árduas para serem feitas nesse
dia.
Para saber o valor de uma hora,
pergunte aos amantes que não
vêem a hora de se encontrar.
Para saber o valor de um minuto,
pergunte à quem perdeu um
avião.
Para saber o valor de um
segundo, pergunte à quem
conseguiu evitar um acidente de
trânsito.
Para saber o valor de um milésimo
de segundo, pergunte à um atleta
que ganhou a medalha de prata
nas Olimpíadas.
Por isso não desperdice o seu
tempo, ele é o seu bem mais
precioso. E é com ele que você vai
compartilhar com as pessoas que
você mais ama: seus filhos, sua
esposa, seu marido, seu
namorado, sua namorada, seus
avós... E a gente só se dá conta
quando a gente perde: "Poxa, eu
tinha tantos beijos para dar, eu
tinha tantos abraços...", a gente
tem que viver o agora!
O ontem é uma história, o
amanhã é um mistério e o hoje é
uma DÁDIVA!