segunda-feira, 26 de agosto de 2013

sicko

A visão de Michael Moore sobre a saúde de Cuba

25 de agosto de 2013 | 22:29
Coloquei lá embaixo, na seção de vídeos, um trecho do documentário Sicko, de Michael Moore, o diretor do consagrado Tiros em Columbine, Oscar de melhor documentário em 2003..
Nele, Moore compara o atendimento médico totalmente privado ao dos paìses que têm, predominantemente, a saùde como um serviço público: Reino Unido, Canadá, Cuba e França.
Separei o trecho que fala de Cuba, onde é possìvel ver como é relativo o que dizem sobre os “baixos salários” pagos por lá.
Os salários são baixos, os preços, mais baixos ainda.
Um remédio caríssimo custa 5 centavos. Um aluguel, um ou dois dólares por mês.
A vida é dura, em Cuba, muito dura.
Um pequena ilha, sem petróleo, sem minérios, mas com gente.
A 90 milhas de Miami e todo o seu luxo.
E muito perto de si mesma, com a dignidade de um povo, que não tem muito, mas tem o essencial.
Inclusive sua identidade.
Por: Fernando Brito
http://www.youtube.com/watch?v=FFpKgYwA4fQ


A QUALIDADE DA SAUDE EM CUBA



Norte-Americanos vão para Cuba para conseguir tratamento médico. Trecho do documentário Sicko que mostra a desigualdade e injustiças de um sistema de saúde privado nos EUA

Corem diante desta negra, doutores! Ela tem o que os senhores perderam

natasha


24 de agosto de 2013 | 20:08
“Somos médicos por vocação, não nos interessa um salário, fazemos por amor”, afirmou Nelson Rodrigues, 45.
“Nossa motivação é a solidariedade”, assegurou Milagros Cardenas Lopes, 61
“Viemos para ajudar, colaborar, complementar com os médicos brasileiros”, destacou Cardenas em resposta à suspeita de trabalho escravo. “O salário é suficiente”, complementou Natasha Romero Sanches, 44.
Poucas frases, mas que soam  como se estivessem sendo ditas por seres de outro planeta no Brasil que vivemos.
O que disseram os primeiros médicos cubanos do  grupo, que vem para servir onde médicos brasileiros não querem ir, deveria fazer certos dirigentes da medicina brasileira reduzirem à pequenez de seus sentimentos e à brutalidade de suas vidas, de onde se foi, há muito tempo, qualquer amor à igualdade essencial entre todos os seres humanos.
Porque gente que não se emociona com o sofrimento e a carência de seus semelhantes, gente que se formou, muitas vezes, em escolas de medicina pagas com o imposto que brasileiros miseráveis recolheram sobre sua farinha, seu feijão, sua rala ração, gente que já viu seus concidadãos madrugando em filas, no sereno, para obter um simples atendimento, gente assim não é civilizada, não importa quão bem tratadas sejam suas unhas, penteados os seus cabelos e reluzentes seus carros.
Perto desta negra aí da foto, que para vocês só poderia servir para lavar suas roupas e pajear seus ricos filhinhos, criados para herdar o “negócio” dos pais, vocês nao passam de selvagens, de brutos.
Vocês podem saber quais são as mais recentes drogas, aprendidas nos congressos em locais turísticos, custeados por laboratórios que lhes dão as migalhas do lucro bilionário que têm ao vender remédios. Vocês podem conhecer o último e caro exame de medicina nuclear disponível na praça a quem pode pagar. Vocês podem ser ricos, ou acharem que são, porque de verdade não passam de uma subnobreza deplorável, que acha o máximo ir a Miami.
Mas vocês são lixo perto dessa negra, a Doutora – sim, Doutora, negra, negrinha assim! – Natasha, eu lhes garanto.
Sabem por que? Por que ela é capaz de achar que o que faz é mais importante do que aquilo que ganha, desde que isso seja o suficiente para viver com dignidade material. Porque a dignidade moral ela a tem, em quantidade suficiente para saber que é uma médica, por cem, mil ou um milhão de dólares.
Isso, doutores, os senhores já perderam. E talvez nunca mais voltem a ter, porque isso não se compra, não se vende, não se aluga, como muitos dos senhores, para manter o status de pertencerem ao corpo clínico de um hospital, fazem com seus colegas, para que deem o plantão em seus lugares.
Os senhores não são capazes de fazer um milésimo do que ela faz pelos seres humanos, desembarcando sob sua hostilidade num país estrangeiro, para tratar de gente pobre que os senhores não se dispõem a cuidar nem querem deixar que se cuide.
Os senhores não gritaram, não xingaram nem ameaçaram com polícia aos Roger Abdelmassih, o estuprador, nem contra o infeliz que extorquiu R$ 1.200 para fazer o parto de uma adolescente pobre, nem contra os doutores dos dedos de silicone, nem contra os espertalhões da maternidade paulista cuja única atividade era bater o ponto.
Eles não os ameaçaram, ameaçaram apenas aos pobres do Brasil.
Estes aí, sim, estes os ameaçam. Ameaçam a aceitação do que vocês se tornaram, porque deixaram que a aspiração normal e justa de receber por seu trabalho se tornasse maior do que a finalidade deste próprio trabalho, porque o trabalho é um bem social e coletivo, ou então vira mero negócio mercantil.
É isto que estes médicos cubanos representam de ameaça: reduzir o egoísmo, o consumismo, o mercantilismo ao seu tamanho, a algo que não é e nem pode ser o tamanho da civilização humana.
Aliás, é isso que Cuba, há quase 55 anos, representa.
Um país minúsculo, cheio de carências, que é capaz de dar a mão dos médicos a este gigante brasileiro.
E daí que eles exportem médicos como fonte de receita? Nós não exportamos nossos meninos para jogar futebol? O que deu mais trabalho, mais investimento, o que agregou mais valor a um país: escolas de medicina ou esteiras rolantes para exportar seus minérios?
É por isso que o velhíssimo Fidel Castro encarna muito mais a  juventude que estes yuppiescoxinhas, cuja vida sem causa  cabe toda dentro de um cartão de crédito.
Eu agradeço à Doutora Natasha.
Ela me lembrou, singelamente, que o coração é algo muito maior do que aquele volume que aparece, sombrio, nas tantas ressonâncias, tomografias e cateterismos porque passei nos últimos meses.
Ele é o centro do progresso humano, mais do que o cérebro, porque é ele quem dá o norte, o sentido, o rumo dos pensamentos e da vida.
Porque, do contrário, o saber vira arrogância e os sentimentos, indiferença.
E o coração, como na música de Mercedes Sosa, é apenas una mala palabra.
Por: Fernando Brito

QUEM É MESMO A ESCRAVA?

A CIA reconheceu explicitamente que esteve por detrás do golpe de Estado no Irã



A CIA reconheceu explicitamente que esteve por detrás do golpe de Estado que derrubou o primeiro-ministro iraniano Mohamed Mossadegh em 1953, segundo documentos publicados no passado domingo pelo Arquivo da Segurança Nacional.

Ainda que a agência tenha já difundido uma versão da sua intervenção nesses acontecimentos em 1981, esta é a primeira vez que se faz referência concreta ao seu envolvimento no planejamento e na execução do golpe.

O nome de código da operação da CIA era TPAJAX e nunca tinha sido mencionada nos documentos revelados pela agência em 1981. “As participações do Reino Unido e dos Estados Unidos sempre foram do domínio público e está bem documentada, mas esta é a primeira vez que a CIA reconhece que ajudou a criar e a levar a cabo o golpe de Estado”, assinala o Arquivo.

A operação TPAJAX incluía o uso de propaganda para minar a credibilidade política de Mossadegh, com a colaboração do Xá, o suborno a vários membros do Parlamento, a organização de forças de segurança e a incitação a manifestações e protestos.

A iniciativa prevista em TPAJAX falhou, mas finalmente todos que de alguma maneira compartilhavam o interesse em derrubar o primeiro-ministro, conseguiram coordenar e juntar as suas forças com sucesso a 19 de agosto.

“A nova propaganda acusa o primeiro-ministro de se fazer passar pelo “salvador do Irã” e admite que em vez disso construiu um amplo aparelho de espionagem para o qual capturou todos os setores da sociedade, desde o Exército à imprensa, passando por políticos e líderes religiosos. Mostram-se imagens da sua suposta aliança com os bolcheviques sob o lema: “É esta a maneira como pretendes salvar o Irã, Mossadegh? Sabemos o que queres salvar, queres salvar a ditadura de Mossadegh!”, lê-se nos documentos revelados sobre as operações de propaganda previstas no TPAJAX.

O novo papel da agência no golpe deu-se a conhecer na véspera do 60º aniversário da expulsão do poder de Mossadegh, eleito democraticamente como primeiro-ministro do Irã em 1951. O seu sucessor, o general Fazlollah Zahedi, foi imposto através de uma decisão conjunta dos serviços secretos britânicos MEU6 e da CIA.

“Aplaudimos a decisão da CIA em tornar acessível ao público estes documentos. A nova informação demonstra claramente que este material poderia se ter desclassificado perfeitamente há muitos anos sem nenhum perigo para a segurança nacional”, defende o Arquivo.

Durante muitos anos, membros da CIA asseguravam que os relatórios relativos ao sucedido no Irão nessa data tinham sido destruídos e extraviados em 1960. No entanto, nos últimos anos, várias publicações provaram o envolvimento da CIA e inclusive dois presidentes, Bill Clinton e Barack Obama, reconheceram a intervenção dos Estados Unidos da América no derrube de Mossadegh.

domingo, 25 de agosto de 2013

MAIS MÉDICOS


EUA: liberdade da hipocrisia



Por Eva Golinger, no sítio Atualidade RT:

A guerra contra os jornalistas e os que denunciam e criticam os abusos de Washington está crescendo de forma alarmante. Durante os mandatos de Barack Obama foram perseguidos e criminalizados mais pessoas que denunciam injustiças e violações dentro do governo que em administrações anteriores do país.

Os casos mais conhecidos incluem o soldado Bradley Manning, responsável por filtrar milhares de documentos secretos sobre as operações militares do Pentágono e a política exterior de Washington para a organização WikiLeaks. Manning foi acusado de espionagem e roubo de documentos por ter alertado sobre os graves crimes contra a humanidade e violações de soberania no mundo, cometidos pelo governo dos Estados Unidos. Agora, Manning, que passou três anos sendo torturado, passará décadas na prisão por ter revelado a verdade. Um jovem soldado de sua pátria, sacrificado pela verdade.

O castigo e o tratamento desumano a Manning não impediu que outras pessoas denunciassem as graves violações de direitos humanos perpetradas por Washington. Edward Snowden, ex-funcionário da Agência Central de Inteligência (CIA) e da Agência de Segurança Nacional (em inglês, NSA) – duas das agências mais secretas e clandestinas dos Estados Unidos – chocou o mundo com suas revelações sobre o aparato de espionagem do governo estadunidense. Snowden, outro jovem de apenas 30 anos, precisou fugir do território norte-americano para salvar sua vida. O caso de denúncias de Manning e de outros perseguidos por Obama alertou que um julgamento justo contra alguém que enfrentava o poder estadunidense simplesmente não era possível.

Snowden foi declarado traidor até pelo próprio presidente Obama, que disse que o ex-funcionário da inteligência estadunidense “não era patriota” e “deveria regressar a seu país para submeter-se a um julgamento”. Não existe perdão nos Estados Unidos para os que denunciam, sem pelos na língua, os abusos e violações cometidos pela “melhor democracia do mundo”,

A maioria dos meios de comunicação nos Estados Unidos ignora Snowden e Manning ou, quando não pode ignorá-los, manipula e desqualifica suas histórias. O debate pobre dos meios de comunicação estadunidenses sobre estes dois jovens valentes é mais focado em suas vidas pessoais que o conteúdo e contexto de suas denúncias. Poucos jornalistas dos Estados Unidos tiveram coragem para aprofundar as análises sobre as denúncias de Snowden e Manning: a massiva espionagem de Washington que viola os direitos mais básicos e sagrados da privacidade; a cumplicidade de empresas de telecomunicações e internet na violação dos direitos civis de estadunidenses e cidadãos do mundo; os graves crimes de guerra e contra a humanidade cometidos pelas forças estadunidenses no Iraque, Afeganistão e outros lugares onde Washington agride e assassina inocentes sem critérios; arrogantes violações de soberania de uma maioria de países do mundo, através da política internacional de duas caras dos Estados Unidos.

Os jornalistas que se atreveram a participar deste debate e cumprir com seu dever de informar sobre os temas de interesses públicos foram acusados, espionados, ameaçados e perseguidos. O governo de Obama monitora ilegalmente agências de notícias como AP (Associated Press), procurando pistas e dados sobre as fontes de informações sensíveis publicadas em suas reportagens, sempre informações que criticam as políticas de Washington. Jornalistas como James Risen, do New York Times, são perseguidos e ameaçados com prisão, submetidos a pressões para revelar suas fontes, protegidas do mundo jornalístico, pelo menos até agora.

Outros, como o jornalista e pesquisador Jeremy Scahill, autor dos livros acerca do grupo mercenário “Blackwater” e “Dirty Wars” (guerras sujas), sobre o programa de assassinatos seletivos de Obama, são assediados todas as vezes que viajam ao exterior e quando regressam aos Estados Unidos, onde revistam todos os seus pertences e são tratados como suspeitos de terrorismo.

E os que assumem o risco da publicação dos documentos e denúncias de pessoas como Snowden e Manning são recebidos com toda a fúria de Washington e seus aliados. É só lembrar Julian Assange, do WikiLeaks, e a guerra que o governo estadunidense montou contra ele. Assange está há mais de um ano preso na embaixada do Equador, em Londres, onde recebeu asilo diplomático, porque o governo britânico ameaça prendê-lo caso coloque os pés fora do piso equatoriano. E de Londres, Assange seria eventualmente extraditado para os Estados Unidos, onde tem um processo pendente e uma confissão de culpa. Parlamentares estadunidenses já pediram para ele ser assassinado.

A organização WikiLeaks, uma mídia jornalística, também sofreu a raiva estadunidense. Suas finanças foram bloqueadas, sua página na web sofre ataque permanente em seu ciberespaço e qualquer voluntário relacionado com a organização é tratado como terrorista pelas autoridades estadunidenses. Na verdade, as pessoas vinculadas ao WikiLeaks não podem entrar nos Estados Unidos sem a ameaça de detenção. Seus crimes? Apoiar um meio de comunicação que não se ajoelha diante dos poderosos e não treme ao dizer a verdade.

Agora, os que informaram sobre as revelações de Edward Snowden são as novas vítimas desta guerra contra os jornalistas. Glenn Greenwald é o jornalista e advogado estadunidense que entrevistou Snowden e escreveu vários artigos sobre suas denúncias, vive praticamente exilado no Brasil. Seu companheiro, Daniel Miranda, foi detido recentemente sob uma lei de terrorismo, por nove horas, no aeroporto de Londres quando ia regressar ao Rio de Janeiro, após visitar uma jornalista em Berlim. Todos os seus pertences eletrônicos foram confiscado pelas autoridades inglesas. Foi interrogado sobre Snowden, Glenn e os documentos e escritos que possuía. É a tática criminosa da família usando branco para fazer sofrer até que não aguente mais e se submeter às autoridades. É uma forma de tortura psicológica.

E a outra jornalista que Daniel Miranda visitou é Laura Poitras, premiada documentarista e jornalista investigativa. Ela filmou a entrevista que Greenwald fez com Snowden. Laura produziu documentários de grande escala sobre as guerras dos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão. Um deles foi indicado ao Oscar (My Country, My Country – meu país, meu país). Todas as vezes que Laura regressa aos Estados Unidos é tratada como suspeita de terrorismo. Não permitem que ela entre em seu próprio país sem antes revistar todos os seus pertences e submetê-la ao um extenso interrogatório. Isto porque simplesmente seu trabalho como jornalista e documentarista é revelar os que outros temem mostrar. Agora vive exilada, sem passar muito tempo em um lugar. Caminha por um mundo criptografado, como Assange, Snowden, Greenwald e muitos outros que querem expor verdades, sem comprometer suas fontes de informação.

As mídias corporativas não estão isentas do assédio de Washington e seus aliados. O editor do jornal britânico “The Guardian”, no qual Greenwald trabalha e suas reportagens sobre a espionagem estadunidense foram publicadas, revelou que há um mês as autoridades inglesas entraram em seus escritórios e destruíram computadores e discos rígidos com informação de Edward Snowden. Se isso não é autoritarismo, não sei o que seria, porque de democracia não tem nada.

Todos estes incidentes recentes, em que o governo de Obama e seus fantoches europeus agridem, assediam, ameaçam e perseguem os jornalistas, foram tratados com um interesse mínimo pelos meios de comunicação estadunidense e são quase invisíveis dentro do debate políticos nos EUA, Esta triste realidade me fez pensar na imensa hipocrisia deste país.

Não tive como deixar de recordar o escândalo mundial que Washington e seus lacaios na Venezuela – grupos antichavistas financiados por agências estadunidenses como NED e Usaid – formaram quando o governo de Hugo Chávez decidiu não renovar a concessão de um meio de comunicação privado que transmitia através de um canal público. Uma decisão completamente legal e legítima por si só, sem politização – um contrato que venceu, e uma decisão de não renová-lo – foi explorada por todos os porta-vozes estadunidenses, os meios de comunicação e as ONGs de direitos humanos, como uma maneira de demonstrar que a Venezuela vivia uma ditadura.

Nem é o caso de mencionar que o meio de comunicação em questão, RCTV, esteve abertamente envolvido em um golpe de Estado contra o presidente Chávez em 2002 e pedia publicamente a derrubada do chefe de Estado e a desestabilização do país. Agora, esse espaço de transmissão foi convertido em um canal público de cultura e esportes, com a participação direta do povo. No entanto, desde então, Washington não cessou – e não vai parar – seus ataques contra a Venezuela por sua suposta violação da liberdade de imprensa e de expressão.

Uau, que hipocrisia. A ditadura parece estar no seio da Casa Branca, onde com um dedo se decide a vida e a morte de cidadãos do mundo e ordena a outros governos deter, incomodar e processar quem desafia o poder estadunidense.

Os Estados Unidos vive um momento muito sombrio. Os princípios revolucionários de liberdade, independência e democracia que resultaram na criação deste país foram esmagados pela sede insaciável de poder e dominação de uma elite que reina com bombas, mordaças e mentiras.

O GRANDE DITADOR

CHARLIE CHAPLIN

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o m





Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar a todos - se possível - judeus, o gentio... negros... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim.

Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio.

Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios.

Criamos a época da velocidade,
mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem
essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos
nós.

Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura
seres humanos e encarcera inocentes.

Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não
é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço
do progresso humano.

Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a
liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos
sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão!

Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!

No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o
povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade!

Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós.

Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo.

Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.

CHARLIE CHAPLIN


O GRANDE DITADOR - CHARLIE CHAPLIN



Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício.

Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar a todos - se possível - judeus, o gentio... negros... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim.

Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio.

Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. 

Criamos a época da velocidade,
mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. 

Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem
essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos
nós. 
Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura
seres humanos e encarcera inocentes.

Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não
é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço
do progresso humano. 

Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a
liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos
sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão!

Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!

No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o
povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! 

Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. 

Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. 

Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.

CHARLIE CHAPLIN

sábado, 24 de agosto de 2013

O que move as entidades médicas


Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Uma leitura cuidadosa dos principais jornais brasileiros de circulação nacional mostra que há uma tendência da imprensa a desqualificar o programa Mais Médicos, pelo qual o governo federal procura suprir a falta de profissionais de saúde em bairros periféricos das grandes cidades e nos municípios distantes dos grandes centros.


De modo geral, o noticiário abre com informações aparentemente equidistantes da polêmica central sobre o assunto, mas a hierarquia das notícias e as escolhas das análises priorizam opiniões contrárias à iniciativa do governo.

Nas edições de sexta-feira (23/8), a exceção é a Folha de S. Paulo, que dá espaço para um artigo esclarecedor sobre a questão. No Estado de S. Paulo, o principal destaque vai para dados factuais, como o número de cidades paulistas que vão receber médicos selecionados na primeira fase do programa. Nesse texto está inserida a defesa do projeto, sem um destaque especial. As opiniões contrárias estão separadas em dois outros textos, um deles informando que as entidades representativas dos médicos brasileiros e partidos de oposição vão recorrer ao Ministério Público do Trabalho para impedir que se consolide a contratação de estrangeiros.

Abaixo da reportagem principal também é publicado o resultado de uma pesquisa que supostamente mostra que o programa Mais Médicos é rejeitado pela maioria da população. No entanto, esse texto peca pela falta de precisão e acuidade. Por exemplo, não informa de quem é a iniciativa da consulta, feita por um tal Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade Industrial (ICTQ). Também omite que o ICTQ é uma empresa de educação continuada que é apoiada pela indústria farmacêutica, oferecendo cursos para profissionais do setor.

A “pesquisa” é referendada por um dirigente do Conselho Federal de Medicina, que usa as informações para reforçar a campanha da entidade contra o programa do governo. Trata-se, portanto, de uma daquelas artimanhas do jornalismo segundo a qual um suposto dado objetivo, como o resultado de uma pesquisa, é apresentado como fato comprovador de uma opinião preexistente, omitindo-se do leitor o contexto que lhe permitiria relativizar a informação – no caso, o interesse específico da indústria farmacêutica.

A serviço das farmacêuticas

O Globo nem mesmo se dá ao trabalho de dissimular sua posição: abre a página explorando contradições entre integrantes do governo sobre o salário que os médicos cubanos irão efetivamente receber. No quadro em que o jornal costuma emitir sua opinião, fica claro que seus editores se alinham com o viés mais reacionário das entidades médicas: o texto afirma que “como existe um eixo Havana-Brasília, assentado em simpatias ideológicas, é preciso atenção redobrada na qualidade da prestação de serviço dos companheiros cubanos”.

Assim, em linguagem quase chula, o jornal carioca apoia a ideia de que os médicos cubanos estão sendo trazidos para fazer “pregação comunista”, como entende o presidente do Conselho Federal de Medicina.

A Folha de S. Paulo se destaca por abrir um pouco mais o leque de alternativas do leitor, informando na reportagem principal que o Ministério Público do Trabalho vai investigar as condições da contratação de médicos cubanos. Em outra página, também com destaque, publica a posição do governo brasileiro, manifestada pelo secretário nacional de Vigilância Sanitária e pelo ministro das Relações Exteriores. Há também um perfil dos médicos cubanos que já atuam no Brasil, material acompanhado por um infográfico que mostra a distribuição desses profissionais em todos os estados.

Mas o diferencial da Folha é uma análise produzida pelo jornalista Marcelo Leite (ver aqui), na qual ele observa que Cuba forma milhares de médicos por mês, “como produto de exportação”. O autor explica que o governo cubano montou uma verdadeira indústria de profissionais de saúde, a maioria deles com especialização em medicina preventiva. Esse seria o segredo principal das realizações do regime cubano na área da saúde, como uma taxa de mortalidade infantil inferior à dos Estados Unidos. A ilha comandada pelos irmãos Castro desde 1959 produziu a partir de então 124.789 médicos e se destaca pela prevenção de doenças, diz o articulista.

Esse é o ponto central da polêmica: ao trazer 4 mil médicos de Cuba, o governo brasileiro está sinalizando que sua estratégia para suprir as deficiência da saúde nos lugares mais pobres vai se basear no atendimento preventivo, que reduz sensivelmente os custos do sistema e diminui a dependência em relação às empresas do setor farmacêutico.

O articulista da Folha dá a pista de onde vêm os interesses contrários ao programa do governo, ao afirmar que “na medicina preventiva, sua especialidade, é possível que [os médicos cubanos] se revelem até mais eficientes que os do Brasil, cuja medicina tem outras prioridades”.

Some-se isso com aquilo e... bingo! O leitor já sabe a serviço de quem estão as entidades que se opõem ao programa Mais Médicos.

Porque os médicos cubanos incomodam


Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

O debate sobre a chegada de médicos cubanos é vergonhoso.

Do ponto de vista da saúde pública, temos um quadro conhecido. Faltam médicos em milhares de cidades brasileiras, nenhum doutor formado no país tem interesse em trabalhar nesses lugares pobres, distantes, sem charme algum – nem aqueles que se formam em universidades públicas sentem algum impulso ético de retribuir alguma coisa ao país que lhes deu ensino, formação e futuro de graça. 

Respeitando o direito individual de cada pessoa resolver seu destino, o governo Dilma decidiu procurar médicos estrangeiros. Não poderia haver atitude mais democrática, com respeito às decisões de cada cidadão. 

O Ministério da Saúde conseguiu atrair médicos de Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai. Mas continua pouco. Então, o governo resolveu fazer o que já havia anunciado: trazer médicos de Cuba. 

Como era de prever, a reação já começou.

E como eu sempre disse neste espaço, o conservadorismo brasileiro não consegue esconder sua submissão aos compromissos nostálgicos da Guerra Fria, base de um anticomunismo primitivo no plano ideológico e selvagem no plano dos métodos. É uma turma que se formou nesta escola, transmitiu a herança de pai para filho e para netos. Formou jovens despreparados para a realidade do país, embora tenham grande intimidade com Londres e Nova York. 

Hoje, eles repetem o passado como se estivessem falando de algo que tem futuro. 

Foi em nome desse anticomunismo que o país enfrentou 21 anos de treva da ditadura. E é em nome dele, mais uma vez, que se procura boicotar a chegada dos médicos cubanos com o argumento de que o Brasil estará ajudando a sobrevivência do regime de Fidel Castro. Os jornais, no pré-64, eram boicotados pelas grandes agencias de publicidade norte-americanas caso recusassem a pressão americana favorável à expulsão de Cuba da OEA. Juarez Bahia, que dirigiu o Correio da Manhã, já contou isso. 

Vamos combinar uma coisa. Se for para reduzir economia à política, cabe perguntar a quem adora mercadorias baratas da China Comunista: qual o efeito de ampliar o comércio entre os dois países? Por algum critério – político, geopolítico, estético, patético – qual país e qual regime podem criar problemas para o Brasil, no médio, curto ou longo prazo?

Sejamos sérios. Não sou nem nunca fui um fã incondicional do regime de Fidel. Já escrevi sobre suas falhas e imperfeições. Mas sei reconhecer que sua vitória marcou uma derrota do império norte-americano e compreendo sua importância como afirmação da soberania na América Latina.

Creio que os problemas dos cidadãos cubanos, que são reais, devem ser resolvidos por eles mesmos.

Como alguém já lembrou: se for para falar em causas humanitárias para proibir a entrada de médicos cubanos, por que aceitar milhares de bolivianos que hoje tocam pedaços inteiros da mais chique indústria de confecção do país? 

Denunciar o governo cubano de terceirizar seus médicos é apenas ridículo, num momento em que uma parcela do empresariado brasileiro quer uma carona na CLT e liberar a terceirização em todos os ramos da economia. Neste aspecto, temos a farsa dentro da farsa. Quem é radicalmente a favor da terceirização dos assalariados brasileiros quer impedir a chegada, em massa, de terceirizados cubanos. Dizem que são escravos e, é claro, vamos ver como são os trabalhadores nas fazendas de seus amigos. 

Falar em democracia é um truque velho demais. Não custa lembrar que se fez isso em 64, com apoio dos mesmos jornais que 49 anos depois condenam a chegada dos cubanos, erguendo o argumento absurdo de que eles virão fazer doutrinação revolucionária por aqui. Será que esse povo não lê jornais? 

Fidel Castro ainda tinha barbas escuras quando parou de falar em revolução. E seu irmão está fazendo reformas que seriam pura heresia há cinco anos.

O problema, nós sabemos, não é este. É material e mental. 

Nossos conservadores não acharam um novo marqueteiro para arrumar seu discurso para os dias de hoje. São contra os médicos cubanos, mas oferecem o que? Médicos do Sírio Libanês, do Einstein, do Santa Catarina? 

Não. Oferecem a morte sem necessidade, as pragas bíblicas. Por isso não têm propostas alternativas nem sugestões que possam ser discutidas. Nem se preocupam. Ficam irresponsavelmente mudos. É criminoso. Querem deixar tudo como está. Seus médicos seguem ganhando o que podem e cada vez mais. Está bem. Mas por que impedir quem não querem receber nem atender? 

Sem alternativa, os pobres e muito pobres serão empurrados para grandes arapucas de saúde. Jamais serão atendidos, nem examinados. Mas deixarão seu pouco e suado dinheiro nos cofres de tratantes sem escrúpulos. 

Em seu mundo ideal, tudo permanece igual ao que era antes. Mas não. Vivemos tempos em que os mais pobres e menos protegidos não aceitam sua condição como uma condenação eterna, com a qual devem se conformar em silêncio. Lutam, brigam, participam. E conseguem vitórias, como todas as estatísticas de todos os pesquisadores reconhecem. Os médicos, apenas, não são a maravilha curativa. Mas representam um passo, uma chance para quem não tem nenhuma. Por isso são tão importantes para quem não tem o número daquele doutor com formação internacional no celular.

O problema real é que a turma de cima não suporta qualquer melhoria que os debaixo possam conquistar. Receberam o Bolsa Família como se fosse um programa de corrupção dos mais humildes. Anunciaram que as leis trabalhistas eram um entrave ao crescimento econômico e tiveram de engolir a maior recuperação da carteira de trabalho de nossa história. Não precisamos de outros exemplos. 

Em 2013, estão recebendo um primeiro projeto de melhoria na saúde pública em anos com a mesma raiva, o mesmo egoísmo. 

Temem que o Brasil esteja mudando, para se tornar um país capaz de deixar o atraso maior, insuportável, para trás. O risco é mesmo este: a poeira da história, aquele avanço que, lento, incompleto, com progressos e recuos, deixa o pior cada vez mais distante. 

É por essa razão, só por essa, que se tenta impedir a chegada dos médicos cubanos e se tentará impedir qualquer melhoria numa área em que a vida e a morte se encontram o tempo inteiro. 

Essa presença será boa para o povo. Como já foi útil em outros momentos do Brasil, quando médicos cubanos foram trazidos com autorização de José Serra, ministro da Saúde do governo de FHC, e ninguém falou que eles iriam preparar uma guerrilha comunista. Graças aos médicos cubanos, a saúde pública da Venezuela tornou-se uma das melhores do continente, informa a Organização Mundial de Saúde. Também foram úteis em Cuba. 

Os inimigos dessas iniciativas temem qualquer progresso. Sabem que os médicos cubanos irão para o lugar onde a morte não encontra obstáculo, onde a doença leva quem poderia ser salvo com uma aspirina, um cobertor, um copo de água com açúcar. Por isso incomodam tanto. Só oferecem ameaça a quem nada tem a oferecer aos brasileiros além de seu egoísmo.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Dep Paulo Ramos Ramos desmascara Cidinha Campos, e cobra motivos de apoi...

- Paulo Ramos desfilia-se do PDT - Permanência Insuportável no PDT

“Não há uma bandeira grande o bastante para cobrir a vergonha de matar gente inocente”


Abaixo a carta em que Manning reivindica o indulto.
“As decisões que eu tomei em 2010 tiveram como motivo a preocupação por meu país e o mundo em que vivemos. Desde os trágicos eventos do 11 de Setembro, nosso país tem estado em guerra. Temos estado em guerra com um inimigo que escolheu não nos encontrar nos campos de batalha tradicionais, e devido a este fato nós tivemos de alterar nossos métodos de combater os riscos impostos a nós e nosso modo de vida.
Eu concordei inicialmente com esses métodos e escolhi ser voluntário para ajudar a defender meu país. Somente quando estive no Iraque e passei a ler relatórios militares secretos diariamente foi que comecei a questionar a moralidade do que nós estávamos fazendo. Foi nesse tempo que eu compreendi que em nossos esforços para fazer frente aos riscos que nos eram impostos pelo inimigo, nós esquecemos nossa humanidade. Nós conscientemente escolhemos desvalorizar a vida humana no Iraque e no Afeganistão. Quando agíamos contra aqueles que percebíamos como inimigo, às vezes matamos civis inocentes. Sempre que matamos civis inocentes, ao invés de aceitar a responsabilidade por nossa conduta, nós optamos por nos esconder atrás do véu da segurança nacional e informação secreta a fim de evitar qualquer prestação de contas ao público.
Em nosso zelo para matar o inimigo, nós internamente debatemos a definição de tortura. Mantivemos indivíduos em Guantánamo por anos sem o devido processo. Inexplicavelmente, viramos um olho cego para a tortura e execuções do governo iraquiano. E compactuamos com incontáveis outros atos em nome da nossa guerra ao terror.
Muitas vezes o patriotismo é exaltado aos gritos enquanto atos moralmente questionáveis são defendidos por aqueles no poder. Quando tais gritos abafam qualquer dissensão que tem base na lógica, geralmente trata-se de que foi dada ao soldado americano a ordem de desempenhar alguma missão mal concebida.
Nossa nação tem tido momentos negros similares diante das virtudes da democracia – a Trilha de Lágrimas [N.HP – a expulsão dos índios cherokees de suas terras], a decisão Dred Scott [a sentença da Suprema Corte que manteve escravo um negro que fora para um estado onde não havia escravidão], o McCarthismo, e os campos de internamento dos nipo-americanos – para mencionar alguns. Estou confiante que muitas dessas ações desde o 11 de Setembro serão um dia vistas sob luz similar.
Como o saudoso Howard Zinn disse uma vez, “Não há uma bandeira grande o bastante para cobrir a vergonha de matar gente inocente”.
Eu compreendo que minhas ações violaram a lei; eu lamento se minhas ações atingiram alguém ou causaram dano aos Estados Unidos. Nunca foi minha intenção atingir quem quer que seja. Eu só queria ajudar o povo. Quando eu escolhi divulgar informação secreta, o fiz por amor ao meu país e por senso de dever aos outros.

Se você negar meu pedido de indulto, eu cumprirei meu tempo [de sentença] sabendo que às vezes tem-se de pagar um pesado preço para viver numa sociedade livre. Eu pagarei com alegria esse preço se isso significar que nós poderemos ter um país que seja verdadeiramente concebido na liberdade e dedicado à proposição de que todas as mulheres e homens são criados iguais.”