sexta-feira, 2 de abril de 2021

 

Revista francesa estampa Bolsonaro como ‘Coringa’



2 horas atrás
COMPARTILHE
  •  
  •  
  •  
  •  

A versão brasileira da revista francesa Le Monde Diplomatique publicou em sua edição mais recente uma capa que mostra o presidente Jair Bolsonaro como o personagem ‘Coringa’ dos quadrinhos Batman. No clássico feito nos EUA, país que Bolsonaro presta continência à bandeira, ‘Coringa’ é o vilão: um psicopata diabólico que se veste de palhaço pra cometer crimes.

Na imagem, Bolsonaro aparece apertando um detonador enquanto um hospital explode ao fundo, numa clara alusão à atuação desastrosa de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia de coronavírus.

Veja a capa Le Monde Diplomatique Brasil.

Governador de MG, Zema abandona Bolsonaro: ‘Governo menosprezou inimigo’

Na ofensiva contra governadores em meio ao recrudescimento da pandemia, Jair Bolsonaro está aumentando seu isolamento: os mais simpáticos a ele também estão se afastando.

Em uma reunião fechada com representantes do setor produtivo de Minas Gerais esta semana, Romeu Zema partiu para o ataque. Disse que o governo federal “brincou com fogo” e quem está “pagando o preço” são os brasileiros. Leia matéria completa aqui.

Pedro Cardoso se posiciona sobre Ciro x Lula: “No momento, escolheria Ciro”

O ator Pedro Cardoso, o eterno ‘Agostinho Carrara’ do programa de televisão “A Grande Família”, da TV Globo, saiu em defesa de Ciro Gomes (PDT) após a entrevista de Lula (PT) em que o ex-presidente cometeu uma “fake news” contra Ciro, acirrando os ânimos entre as militâncias dos dois líderes políticos.

“Eu, no momento, escolheria Ciro. Não por simpatia maior por um ou outro, nem também pelas suspeitas de desonestidade de Lula que sobre Ciro não pesam – q eu saiba -; mas por me parecer que Ciro tem um projeto mais objetivo para o Brasil do que Lula”, escreveu Pedro Cardoso no Instagram.

“Outra razão é o PT. Acho que o partido dos trabalhadores se encontra dominado pelo o q de menos bom havia nele – o que é uma pena. Acho Ciro mais livre do seu partido do que Lula de seu PT, o que me parece vantajoso.”, avançou, acrescentando: “Além disso, o PT precisa se desapegar do poder e voltar a fazer política na oposição, ou em prefeituras, onde foi mais íntegro do que quando chegou ao planalto.”.

Pedro Cardoso foi confrontado por um seguidor, que disse: “Desculpe, mas sou Lula”. O intérprete do eterno ‘Agostinho’ devolveu: “Respeito sua opinião, mas não sou Lula e nem Ciro. Sou Pedro, mas votarei em qualquer um dos dois”.

O ator e comediante ressaltou a importância de se escolher melhor deputados e senadores na hora da eleição. “É quase inútil um melhor presidente sem um melhor parlamento”, opinou.

Veja a matéria completa aqui.

Mais notícias no BRI

 

Com colapso de hospitais, famílias compram oxigênio e tratam covid em casa


34 minutos atrás
COMPARTILHE
  •  
  •  
  •  
  •  

Famílias tratam covid em casa – O que fazer quando um ente querido precisa de um tratamento médico, mas não consegue? Com hospitais lotados, falta de insumos e o agravamento da pandemia, familiares de pacientes com a covid-19 têm se desdobrado para conseguir atendimento, insumos e leitos, às vezes sem ter nem mesmo como pagar e até adaptando quartos dentro de casa. Pela internet, vaquinhas para bancar esse tipo de necessidade se multiplicaram no último mês.

Histórias como essas se espalham pelo País. O Estadão ouviu cinco. Dos parentes que compraram equipamentos e contrataram uma fisioterapeuta para tratar o avô em um leito público. Da família que conseguiu atendimento à distância para tratar uma paciente em casa. De quem achou um leito para a mãe apenas em outro Estado. Dos que cuidaram de vários adoentados ao mesmo tempo. E daqueles que criaram uma vaquinha após somente conseguir vaga em hospital privado.

Santo Antônio do Descoberto

Uma delas é a história da diarista Regina Reis, de 36 anos. Ela descreve o que passou por causa do novo coronavírus:  “A cada esforço, sentia o meu corpo desfalecendo. Foi como se, a cada segundo, estivesse perdendo um pouquinho de vida. Como fosse um soprinho que, a cada minuto, estava perdendo”. Hoje, ela se recupera bem, mas chegou a achar que não conseguiria resistir.

De Santo Antônio do Descoberto, município goiano a 50 quilômetros de Brasília, ela notou os primeiros sintomas há cerca de duas semanas. “Minha guerra começou no dia 17”, descreve. Junto do marido, foi a dois postos de saúde e dois hospitais, em um dos quais recebeu os primeiros tratamentos.

“Foram 12 horas em um banco duro, com o soro na mão. Por volta das 6 horas da tarde, falaram que poderia permanecer ali (sentada) ou ir para casa, que não tinha leito, estava lotado”, recorda-se. Regina repetiu o procedimento nos dias seguintes. “Chegava em casa, dormia, e voltava de novo”, explica. “O hospital  estava muito lotado. Tinha pessoas em macas, cadeiras, gente bastante debilitada e, mesmo assim, sem ter nem onde sentar.”

O quadro de saúde se agravou com o passar dos dias. “Ficava vendo só as pessoas passarem do meu lado com corpos, enfermeiras gritando, dizendo que alguém estava morrendo. E eu naquela angústia. É desesperador. No hospital, era como se fosse uma guerra contra a vida todos os dias.”

Regina não sentia mais forças para ficar sentada durante tanto tempo. Ele conta ter chegado a falar com uma pessoa do hospital, para a qual, chorando, pediu por leito, disse que era mãe, que não poderia morrer, pois têm três filhos. “Ela falou para mim: ‘não é só você, são muitos’”, narra.

“Quando vi aquele desespero, perdi a fé. Pensei: ‘vou morrer de qualquer jeito’. Pedi para me levarem para casa. Para mim, ali, não tinha mais chances de vida”, comenta. Em casa, Regina disse não se lembrar do que ocorreu por cerca de três dias, “até que um anjo ouviu minhas preces e conseguiu um médico”.

A chefe de sua irmã havia encontrado um médico particular que topava fazer um atendimento por teleconsulta. O profissional de saúde avaliou Regina e passou orientações aos familiares, com a indicação de medicamentos, monitoramento com oxímetro e tratamento com oxigênio medicinal “imediatamente”.

Foram mais “dois dias de luta”, pois a família não encontrava cilindro em lugar algum. As empresas diziam que estava em falta, enquanto, no paralelo, um dos filhos de Regina organizou uma vaquinha para pagar os R$ 3 mil previstos. “Foram dois dias de angústia, sem ar, numa cama. Ir no banheiro, para mim, era uma tortura. Toda vez que levantava, achava que não voltaria”, descreve.

“Aí, veio uma luz e me resgatou do fundo do poço”, comenta. O oxigênio, enfim, chegou. A vaquinha alcançou R$ 1,9 mil, além de doações de alimentos e outros itens, necessários pela redução da renda enquanto Regina não pode trabalhar. “Foram as orações e as pessoas que me ajudaram. Se não fosse o oxigênio, o médico que cuidou de mim, não estaria aqui contando essa história.”

A diarista se diz um “pouco debilitada” ainda, mas feliz porque já não precisa de reforço no oxigênio. “Estou treinando o pulmão, para ver se fiquei com sequela. Mas tenho certeza que não fiquei. Perto do que estava, posso dizer que estou bem.”

Ela ainda não conseguiu contabilizar todos os custos do tratamento, que mobilizou uma rede de amigos e familiares. “Sou grata por tudo o que fizeram por mim. Não sabia o quanto eu era amada. Por Deus ter me dado essa chance de criar os meus filhos. Eu não tenho palavras para falar, não. É muita gratidão.”

Família compra equipamento e paga fisioterapeuta para tratar idoso em leito público

Parentes também se mobilizaram para apoiar o aposentado Francisco Xavier de Souza, de 92 anos, de Teresina. Ele obteve o resultado positivo para a covid-19 no dia 1º, em um teste feito na rede privada, para obter resultado logo. “A gente precisava saber o mais rápido possível, por conta da preocupação de ser um idoso”, conta a pedagoga Erica Souza, de 31 anos, neta.

Com o resultado, Seu Francisco foi levado até o hospital, onde foi avaliado e mandado para se recuperar em casa. Dias depois, teve piora. “A médica consultou, disse que ele precisaria ser internado, porque precisava de oxigênio, mas que não tinha leito, que ele poderia ficar em uma cadeira tomando oxigênio. Ele ficou aquele dia todo.”

Por ele ter 92 anos, a família decidiu que seria melhor que se recuperasse em casa. Alugou um cilindro com oxigênio e continuou com as medicações prescritas. “Dia 16, ele acordou muito cansado. Chamamos o Samu, que disse que não teria aonde levar o meu avô, porque não tinha leito disponível. Só se colocasse em uma cadeira e aguardasse leito. A gente ficou desesperado”, conta Erica.

Um dos socorristas orientou, então, a família a procurar atendimento domiciliar privado. “O médico veio, disse que ele estava tendo atendimento melhor do que no hospital, mas que precisava de UTI, que o pulmão estava muito comprometido, que poderia, a qualquer momento, ter uma parada cardiorespiratório”, relata. A família chamou mais um profissional de saúde, um médico infectologista, que confirmou a necessidade de UTI “com urgência”.

Erica comenta que mais uma vez o Samu foi chamado e, após negativas por superlotação, seu avô foi internado em um leito improvisado na sala de curativo. Por orientação médica, a família comprou equipamentos para auxiliar na respiração e, ainda, contratou uma fisioterapeuta particular. A transferência para a UTI nunca ocorreu. Seu Francisco morreu dias depois.

Para a família, o idoso faleceu por negligência. “Foi desesperador ver o tanto que lutou para viver, e não ter a chance. Ele queria muito viver”, comenta a neta. Os custos complementares ao tratamento no SUS foram pagos em diferentes cartões de crédito de familiares, que calculam um total de cerca de R$ 10 mil. “A gente fez tudo o que podia, tudo o que mandavam a gente comprar, tudo que mandavam a gente fazer”, desabafa Erica.

Família consegue UTI só em outro Estado e transfere paciente em ambulância por quase 4 horas

O vendedor Gabriel Motta, de 20 anos, acredita ter pego a covid-19 no trabalho, mas não chegou a ter sintomas graves da doença. O mesmo não ocorreu com sua mãe, a dona de casa Hebe Motta, de 54 anos. Na quinta-feira da semana passada, ela começou a ter mal estar, que foi confundido pelos médicos com uma crise de asma. A situação se agravou no domingo, 28, quando o diagnóstico do novo coronavírus estava confirmado. “Ela tinha uma falta de ar muito forte”, conta o filho.

O quadro de Hebe piorou. Por ter comorbidades, como diabetes e hipertensão, foi internada, mas um tratamento em leito clínico não se mostrou suficiente nos dias seguintes. “Trataram muito bem dela, porém faltava recursos (para tudo o que precisava)”, conta.

Como havia fila de espera no município por transferência para a UTI, Gabriel não quis aguardar, por temer um agravamento da situação e, junto de familiares, começou a ligar para diversos hospitais de São Paulo, públicos e privados. Depois de horas, a única alternativa encontrada foi uma instituição privada, mas em outro Estado, no Paraná, a quase 4 horas de onde vive, em Piraju, no interior paulista.

Um tio pagou a caução do hospital e, para as demais despesas, foi criada uma vaquinha virtual, que obteve R$ 8 mil até o momento. Hebe foi transferida de ambulância. “A gente não é uma família rica, é de classe média. Se precisar vende casa, vende carro. A saúde fica em primeiro lugar”, destaca o filho.

Para evitar custos adicionais e com visitas vetadas na UTI, os parentes de Hebe seguem em São Paulo. “É uma angústia pra família. É duro estar longe. É uma doença muito triste, porque isola o paciente da família, é um desgaste pela doença e no emocional”, comenta.

“Antes de ser intubada, eu pude ver a minha mãe. Ela falou: ‘filho, não tem vaga para mim. Eu vou morrer aqui.’”, recorda-se. Até a manhã desta sexta, Hebe seguia em quadro grave, na UTI.

Em nota, a Secretaria de Saúde de São Paulo justificou a espera por transferência na central de regulação ao aumento de 117% em pedidos de transferência, em comparação a junho de 2020. “A regulação depende da disponibilidade de leitos e de condição clínica adequada para que o paciente seja deslocado com segurança até o hospital de destino”, destacou.

Sem vaga no SUS, família faz vaquinha para pagar internação de idosa em UTI

O professor de pré-vestibular Bruno Scuissiatto, de 40 anos, também viu a vaquinha virtual como forma de bancar a internação da sogra, Paulina das Neves, de 72 anos, por oito dias em uma UTI. A dívida, de cerca de R$ 16 mil, foi quitada com a arrecadação.

A idosa foi primeiramente atendida em um hospital público, em Ponta Grossa, no Paraná, onde foi avisada que somente havia vaga na rede privada. Ela foi, então, transferida e, há pouco mais de uma semana, teve alta.

Também com covid-19, Bruno ajudou a mobilizar a campanha enquanto estava internado, embora em um quadro menos grave do que a sogra. A história, pretende contar em um livro que escreve sobre a pandemia. “Isso (as doações) demonstra bastante a solidariedade do brasileiro em um momento de grande caos que estamos passando. Até um amigo que mora nos Estados Unidos mandou dinheiro”, comenta.

Sobrinha foi de casa em casa cuidar de tios e primos com covid-19

Enquanto ela e uma tia se recuperavam de uma cirurgia, a jornalista Caroline Merlo, de 27 anos, viu o início de um surto de covid-19 na família, em Campo Grande. Aos poucos, percebeu-se no papel invertido: de quem deveria cuidar, e não mais ser cuidada. “Eu, que estava mais forte, tive de ir até eles para dar auxílio. Fui atrás de inaladores para os que estavam piores.”

Junto da mãe, diariamente passou a visitar três casas de parentes para levar comida, medir a saturação e entregar outros itens de necessidade. Uma das tias chegou a ter pneumonia, mas teve a recomendação médica de se recuperar em casa. “Foi ficando um pior do que o outro. Quase todos são do grupo de risco, hipertensos, diabéticos, obesos”, lembra Caroline.

Ela conta que um dos tios mal conseguia se levantar da cama. “Quando você vê 90% da sua família na mesma situação, isso é desesperador. A gente lembra dos casos das famílias que perderam um, depois outro…”, desabafa.

A rotina começou há cerca de um mês, com todos hoje em recuperação. “Está todo mundo melhorando. Ainda estamos em processo de se fortalecer mais”, comemora.

Fonte: Estadão

Veja também: Governador de MG, Zema abandona Bolsonaro: ‘Governo menosprezou inimigo’

Mais notícias no BRI.

 

No mês mais mortal da história, Saúde não entregou nem metade das vacinas prometidas




No mês marcado pelo maior número de mortos no país desde o início da pandemia de Covid-19, o Ministério da Saúde entregou aos estados menos da metade das doses de vacinas que havia prometido para março. Segundo dados do portal Localiza SUS, a pasta distribuiu 20.321.310 doses aos estados, quando havia prometido 46.033.200 doses para o mês, em anúncio feito pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello no dia 17 de fevereiro.

Nova frustração deve ocorrer em abril. A estimativa oficial mais recente ainda é de 47,3 milhões de doses, mas o novo ministro, Marcelo Queiroga, já estimou que devem ser recebidas apenas 25,5 milhões, sem detalhar os motivos.

Ao jornal O Globo, a pasta argumentou que o cronograma é apenas uma previsão e está sujeito a alteração a depender dos laboratórios. Especialistas na área indicam, no entanto, que o erro da pasta foi justamente não diversificar o número de fornecedoras para minimizar os riscos impostos por incidentes na produção.

Nesta quinta-feira (1), foram registradas mais 3.673 mortes em 24 horas, com o país alcançando 325.559 óbitos pela doença. Mais 89.459 pessoas foram diagnosticadas com infecção pelo vírus, totalizando 12.842.717 casos até agora. A média móvel de sete dias do número diário de mortes no país agora está em 3.119, o que representa aumento de 43% nas últimas duas semanas.

As previsões de entrega de doses de vacina têm sido descumpridas reiteradamente. No último cronograma divulgado, atualizado em 19 de março, havia a expectativa de que fossem entregues 38.097.600 doses até o final daquele mês, número bem maior ao efetivamente entregue.

A análise é de que o fato de o Ministério da Saúde ter optado no início por celebrar contrato com apenas uma fornecedora, o laboratório AstraZeneca em parceria com a Fiocruz, e ter demorado a ampliar os acordos com outras produtoras, como o Butantan, a Pfizer e a Johnson, fez com que o país não tivesse uma reserva para dar conta de atrasos de entrega, algo que podia ser esperado.

Uma das explicações para a queda acentuada em março está nas entregas feitas pela Fiocruz da vacina de Oxford. Foram apenas 2,8 milhões de doses ante uma previsão de 15 milhões. Houve frustração também no recebimento de imunizantes do consórcio Covax Facility, que entregou apenas 1 milhão das 2,9 milhões previstas para março. A pasta também esperava 8 milhões de doses da Covaxin, que teve registro negado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anteontem.

O cronograma para abril já sofreu redução oficial de 10 milhões de doses, estando agora fixado em 47.329.258 de unidades. Mas a estimativa dada pelo ministro em audiência na Câmara anteontem é de receber apenas 25,5 milhões.

O número previsto no cronograma oficial ainda leva em conta outras 8 milhões de doses da vacina Covaxin, além de 400 mil da Sputnik V, cujo processo está paralisado na Anvisa por falta de documentação.

Ontem, representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) informaram que a entrega de mais vacinas pela iniciativa Covax previstas paras os meses de abril e maio podem sofrer novos atrasos devido a problemas de fabricação na Índia e na Coreia do Sul. Ontem, foram distribuídas aos estados as primeiras 1.974.250 doses de vacinas de abril.

Demora na contratação

Em junho do ano passado, o Ministério da Saúde anunciou o contrato para a produção da vacina de Oxford, que teve a assinatura formal da Fiocruz em setembro. Novas aquisições, porém, só ocorreram em 2021, sendo que, no fim do ano, o presidente Jair Bolsonaro chegou a anunciar que não compraria o imunizante CoronaVac, produzido pelo Butantan. Somente em janeiro, pouco antes da aprovação das primeiras vacinas pela Anvisa (Oxford e CoronaVac), a pasta assinou contrato com o Butantan, responsável pela maior parte das entregas até agora.

Em fevereiro, a pasta firmou acordo com o laboratório Precisa Medicamentos, que distribui a vacina indiana Covaxin. Em março, após meses de negociação, assinou com a União Química, produtora da Sputnik V, com a Pfizer e com a Johnson & Johnson. O país também tenta aumentar a participação na iniciativa Covax.

Para o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o Ministério da Saúde não pode se isentar de responsabilidade no descumprimento do cronograma. Segundo ele, “erros grosseiros” e omissão explicam a crise atual:

— Se tivéssemos sentado com Butantan e Bio-Manguinhos (Fiocruz) e planejado de maneira conjunta e articulada; se tivéssemos optado por 20% da população em número de doses no Covax Facility da OMS e não por 10%; e se tivéssemos comprado e reservado doses dos outros laboratórios, teríamos em janeiro começado a vacinar 2 milhões de pessoas por dia. Não tem nenhum sentido o Ministério dizer que foi inesperado, algo do qual não tem controle. Negativo. As digitais do governo federal, do Ministério da Saúde e do presidente estão nesse problema — criticou.

Especialistas citam ainda entraves na produção de vacinas em solo nacional, como dificuldades na importação de insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima para os imunizantes.

— O problema é que o Ministério fez uma previsão irreal. Por exemplo, nos contratos de Bio-Manguinhos (Fiocruz), tinha uma previsão de 15 milhões de doses por mês, mas o IFA não chegou no Brasil. O Ministério colocou no cronograma a vacina da Covaxin, que teve pedido de importação negado pela Anvisa. Temos uma vacinação lenta porque chega pouca vacina, não tem vacina. Foi um erro estratégico — analisou a epidemiologista Carla Domingues, que esteve à frente do Programa Nacional de Imunização (PNI) por oito anos, dizendo ainda que não há garantia de que a vacinação não seja interrompida pela falta de doses.

Até agora, o Brasil aplicou a primeira dose em 18.584.301 pessoas (8,78% da população), e 5.223.544 já receberam a segunda dose, o que representa uma cobertura completa de 2,47%. Os grupos prioritários totalizam cerca de 77,2 milhões de pessoas.

Fonte: O Globo

Veja mais notícias no BRI.

 

Pedro Cardoso se posiciona sobre Ciro x Lula: “No momento, escolheria Ciro”




O ator Pedro Cardoso, o eterno ‘Agostinho Carrara’ do programa de televisão “A Grande Família”, da TV Globo, saiu em defesa de Ciro Gomes (PDT) após a entrevista de Lula (PT) em que o ex-presidente cometeu uma “fake news” contra Ciro, acirrando os ânimos entre as militâncias dos dois líderes políticos.

“Eu, no momento, escolheria Ciro. Não por simpatia maior por um ou outro, nem também pelas suspeitas de desonestidade de Lula que sobre Ciro não pesam – q eu saiba -; mas por me parecer que Ciro tem um projeto mais objetivo para o Brasil do que Lula”, escreveu Pedro Cardoso no Instagram.

“Outra razão é o PT. Acho que o partido dos trabalhadores se encontra dominado pelo o q de menos bom havia nele – o que é uma pena. Acho Ciro mais livre do seu partido do que Lula de seu PT, o que me parece vantajoso.”, avançou, acrescentando: “Além disso, o PT precisa se desapegar do poder e voltar a fazer política na oposição, ou em prefeituras, onde foi mais íntegro do que quando chegou ao planalto.”.

Pedro Cardoso foi confrontado por um seguidor, que disse: “Desculpe, mas sou Lula”. O intérprete do eterno ‘Agostinho’ devolveu: “Respeito sua opinião, mas não sou Lula e nem Ciro. Sou Pedro, mas votarei em qualquer um dos dois”.

O ator e comediante ressaltou a importância de se escolher melhor deputados e senadores na hora da eleição. “É quase inútil um melhor presidente sem um melhor parlamento”, opinou.

Veja o texto de Pedro Cardoso na íntegra:

“Bom dia. Entre Lula e Ciro, em 22, eu estaria mais preocupado em eleger parlamentares melhores em sua honestidade. É quase inútil um melhor presidente sem um melhor parlamento. Mas devido a paixão do brasileiro por líderes absolutos, é fundamental escolher um melhor presidente. Eu, no momento, escolheria Ciro.

Não por simpatia maior por um ou outro, nem também pelas suspeitas de desonestidade de Lula que sobre Ciro não pesam – q eu saiba -; mas por me parecer que Ciro tem um projeto mais objetivo para o brasil do que Lula. Parece-me. Outra razão é o PT. Prefiro para o momento a inexpressividade do PDT do que a vaidade do PT.

Acho que o partido dos trabalhadores se encontra dominado pelo o q de menos bom havia nele – o que é uma pena. Acho Ciro mais livre do seu partido do que Lula de seu PT, o que me parece vantajoso. Além disso, o PT precisa se desapegar do poder e voltar a fazer política na oposição, ou em prefeituras, onde foi mais íntegro do que quando chegou ao planalto.

Eleições, no entanto e tristemente, são ainda decididas pela emoção da esperança do que por escolha da razão. Assim, se Lula, por conta de sua brasilidade, além do que de bom ele fez, vier a ser a pessoa que comove meus co-eleitores, votarei nele. Mas preferia Ciro, para esse momento.

Mas, um ou outro, minha preocupação maior é melhorar o parlamento em sua honestidade. O brasil tem aperfeiçoamentos fundamentais a fazer na estrutura jurídica de sua democracia; e isso é tarefa para o congresso.
Messias diz sobre a mudança na cúpula militar que “só nós sabemos o motivo e morreu aqui”.

Autoritarismo flagrante de quem considera o exército seu. Então um assunto do maior interesse público pode ser tratado como se fosse algo particular entre militares? Jamais. Eu exijo saber a razão da mudança. Todos os envolvidos são funcionários públicos que devem satisfação a população que os remunera.

Autoritários não têm nem pudor em declarar seu autoritarismo. Todos os envolvidos seriam chamados a responder se vivêssemos numa democracia melhor. Mas não vivemos. Daí ser prioridade melhora-la. Daí eu me preocupar mais com o legislativo do que com o executivo.”

 

Lula no Reinaldo Azevedo: O que diria a esquerda lulista?




Sobre a entrevista do Lula ao Reinaldo Azevedo em 01/04/21:

O que diria a militância da Esquerda Lulista se Lula tivesse dito na entrevista que depois de “cansar de perder as eleições” presidenciais conversou com o seu partido e decidiu se unir à Direita Liberal em 2002 para, finalmente, vencer?

Seria muito estranho ele dizer isso hoje, uma vez que ele e demais quadros de seu partido, como Haddad, criticam e jogam na Direita quem, atualmente, busca este caminho para o pleito de 2022, não?

O que diria a militância da Esquerda Lulista se Lula, que sempre declara com muito orgulho que “jamais na história deste país os bancos tiveram mais lucros do que tiveram durante os seus governos”, tivesse dito na entrevista que “esse mercado, se tivesse juízo, ia para Aparecida do Norte pagar promessa para eu voltar”?

O que diria a militância da Esquerda Lulista se Lula, ao ser perguntado sobre privatizações pelo jornalista que se autodeclara um Liberal convicto, tivesse dito que “Furnas, Caixa Econômica Federal e Eletrobrás poderiam ser transformadas em empresas de economia mista”?

Suponho que a militância Lulista não diria nada, como não dirá, pois Lula falou exatamente tudo isso e muito mais…

Como já está acostumada, esta militância tapará o nariz, cobrirá os olhos e engulirá o sapo a seco, sorrindo, lacrando e cancelando os opositores do “Santo Lula” loucamente, como sempre.

Na entrevista ao Jornalista Reinaldo Azevedo, Lula mostrou, mais uma vez, que o seu projeto para o Brasil é o pobre ter o poder de consumo suficiente para conseguir “fazer um puxadinho, comprar uma bistequinha, comprar uma cervejinha geladinha”.

Ou seja, o Lula pretende, se eleito, retepetir a mesma política econômica dos seus governos anteriores, alçando o pobre ao patamar de consumidor, mas não, necessariamente, ao patamar de cidadão pleno de direitos vivendo em uma sociedade na qual o Estado lhe garanta todos os serviços, de sua responsabilidade, previstos na Constituição Federal.

Não se vê um projeto de médio e longo prazo para o Brasil.

Não se fala em reindustrialização do país.

Não se fala em investimento na Educação Básica como estratégia para que o país possa, dentro de alguns anos, alcançar o nível de Educação que provocou verdadeiras revoluções sociais e econômicas em países como a Finlândia, que optou por propiciar uma Educação Básica de alto nível para toda a sua população e em menos de 20 anos deixou a pobreza e o subdesenvolvimento para trás.

Não se fala em tributação de lucros e dividendos.

Não se fala em taxar grandes fortunas e grandes heranças.

Enfim, não se fala nada que possa abalar a camada da sociedade que apoiou a sua reeleição em 2006 e a eleição da Dilma em 2010: A elite econômica, que tanto se beneficiou da política econômica dos governos do PT.

Governos do PT que, aliás, nunca ameaçaram os interesses desta mesma elite e, jamais, representaram uma “ameaça” de provocarem mudanças estruturais na formatação social, econômica, cultural e política do país.

Por Fabiana Moretti, formada em Letras pela USP, com Licenciaturas nas áreas de Língua Portuguesa e Inglesa, Linguística e Pedagogia. Mestre em Linguística também pela USP, é Diretora de Escola na Rede Municipal de Ensino de São Paulo.

Este texto é opinativo e não reflete, necessariamente, a opinião do site Brasil Independente.

Veja mais notícias no BRI.

Governador de MG, Zema abandona Bolsonaro: ‘Governo menosprezou inimigo’


Zema abandona Bolsonaro – Na ofensiva contra governadores em meio ao recrudescimento da pandemia, Jair Bolsonaro está aumentando seu isolamento: os mais simpáticos a ele também estão se afastando.

Em uma reunião fechada com representantes do setor produtivo de Minas Gerais esta semana, Romeu Zema partiu para o ataque. Disse que o governo federal “brincou com fogo” e quem está “pagando o preço” são os brasileiros.

Disse Zema:

— Só estamos vivendo toda essa situação porque, ano passado, o governo federal menosprezou um inimigo que ninguém conhecia. (…) Hoje, 220 milhões de brasileiros estão pagando uma conta altíssima devido a essa falta de coordenação central, essa falta de visão do governo federal.

O mineiro é um dos poucos governadores que vinham mantendo boas relações com Bolsonaro. Zema, por exemplo, não assinou parte das cartas mais duras dos chefes de Executivo estaduais contra Bolsonaro.

A retomada dos ataques do presidente aos governadores, no entanto, está incomodando Zema e outros mais alinhados a ele, como Ronaldo Caiado.

Informações de Lauro Jardim, em O Globo.

Pedro Cardoso se posiciona sobre Ciro x Lula: “No momento, escolheria Ciro”

O ator Pedro Cardoso, o eterno ‘Agostinho Carrara’ do programa de televisão “A Grande Família”, da TV Globo, saiu em defesa de Ciro Gomes (PDT) após a entrevista de Lula (PT) em que o ex-presidente cometeu uma “fake news” contra Ciro, acirrando os ânimos entre as militâncias dos dois líderes políticos.

“Eu, no momento, escolheria Ciro. Não por simpatia maior por um ou outro, nem também pelas suspeitas de desonestidade de Lula que sobre Ciro não pesam – q eu saiba -; mas por me parecer que Ciro tem um projeto mais objetivo para o Brasil do que Lula”, escreveu Pedro Cardoso no Instagram.

“Outra razão é o PT. Acho que o partido dos trabalhadores se encontra dominado pelo o q de menos bom havia nele – o que é uma pena. Acho Ciro mais livre do seu partido do que Lula de seu PT, o que me parece vantajoso.”, avançou, acrescentando: “Além disso, o PT precisa se desapegar do poder e voltar a fazer política na oposição, ou em prefeituras, onde foi mais íntegro do que quando chegou ao planalto.”.

Pedro Cardoso foi confrontado por um seguidor, que disse: “Desculpe, mas sou Lula”. O intérprete do eterno ‘Agostinho’ devolveu: “Respeito sua opinião, mas não sou Lula e nem Ciro. Sou Pedro, mas votarei em qualquer um dos dois”.

O ator e comediante ressaltou a importância de se escolher melhor deputados e senadores na hora da eleição. “É quase inútil um melhor presidente sem um melhor parlamento”, opinou.

Veja mais notícias no BRI.