quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

SEIS GRANDES HISTÓRIAS QUE AS GRANDES MÍDIAS CORPORATIVAS NÃO QUEREM QUE VOCÊ SAIBA.



Denúncias, ecocídio, acordos comerciais ultra secretos e obscuros laços entre o Estado islâmico e aliados mais próximos do Ocidente… aqui estão alguns temas quentes que a grande mídia mal noticiou em 2015.
Você pode até ter ouvido falar sobre alguns deles, mas não tanto quanto você deveria. Aqui estão as notícias mais importantes do ano passado que escolhemos, todas praticamente ignoradas pela imprensa corporativa.
1. Qualquer tragédia que não é do Centro-Ocidental.
O derramamento de fúria, desespero e tristeza pela imprensa corporativa sobre os ataques em Paris, em 13 de novembro, foram destacados pela mídia em relação às vítimas ocidentais do terrorismo. Houve dois atentados suicidas no Líbano no dia antes dos acontecimentos em Paris, matando 37 e ferindo 180, mas eles não foram mencionados tanto como na cobertura sensacionalista da tragédia da França, nem foram mencionados nos minutos de silêncio e vigílias realizadas em todo o mundo Ocidental, como deveria.
A partir dos horrores da guerra civil sangrenta do Congo até a perseguição de Erdogan aos turcos curdos, desde o reinado do terror permanente da Boko Haram na Nigéria, Chade e Camarões até à situação dos refugiados sudaneses, a mídia parece escolher quais vidas humanas merecem nossa empatia e quais não são tão importantes.
2. Indonésia em chamas.
Como já relatado anteriormente, os incêndios florestais que causaram a devastação da Indonésia, para o povo do país e para a vida selvagem no ano passado, foram amplamente ignorados pela grande mídia até vários meses após o evento devastador ter começado. Os incêndios foram iniciados por madeireiros para limpar o caminho para as polêmicas plantações do óleo de palmeira e causou problemas de saúde para mais de um milhão de pessoas. O Banco Mundial estima que os incêndios destruíram 2,6 milhões de hectares (6,4 m de acres) de floresta entre Junho e Outubro, custando US$ 16.1 bilhões e causando a perda incalculável de vida para os animais em vias de extinção, que dependem das florestas para a sua sobrevivência. Aterrorizados orangotangos fugindo do desastre foram abusados ​​de forma doentia por alguns aldeões indonésios.
O ecocídio, que é um termo jurídico em criação para responsabilizar causadores de desastres que acarretam destruição ao ecossistema, nesta escala deveria ter sido uma das maiores histórias de 2015, mas com excepção do colunista Guardian e ativista ambiental George Monbiot (que atacou a indústria pela censura do evento), a tragédia foi amplamente ignorada para proteger os interesses corporativos.
3. Lei Marcial na França.
Os ataques terroristas em Paris foram usados como justificativa pelos governos francês, britânico e alemão para se juntar aos ataques militares na Síria. Eles também foram usados ​​como justificativa pelo governo francês para restringir severamente as liberdades dos franceses. Como já relatado, imediatamente após os terríveis acontecimentos de 13 de novembro, o governo francês começou a fechar sites de notícias alternativas. O presidente também declarou que a casa de alguém poderia ser pesquisada sem um mandado, os sites poderiam ser bloqueados sem aviso, e cidadãos poderiam ser colocados sob prisão domiciliar sem julgamento.
Ativistas esperando para marchar em Paris na Conferência do Clima do mês passado ficaram decepcionados ao saber que o estado de emergência da França também incluiu a proibição de protestos. Alguns políticos franceses estão forçando para instalar rastreadores GPS em veículos, re-escrever a Constituição para permitir a lei marcial, bloquear o wi-fi gratuito e o Tor, e combinar bases de dados estaduais, o que daria o acesso ao estado dos registros médicos pessoais dos cidadãos.
A Anistia Internacional, juntamente com muitos blogueiros franceses, expressaram preocupação de que o governo havia imposto a lei marcial em resposta ao ataque terrorista. Eles têm um ponto: não é uma restrição das liberdades em casa exatamente o que os extremistas querem? John Dalhuisen, diretor da Anistia Internacional da Europa e da Ásia Central, disse em novembro: “É um paradoxo suspender os direitos humanos, a fim de defendê-los.”
Muitos blogueiros concordaram e disseram que estavam com medo sobre a situação da França. Um deles escreveu: “Eu estou atualmente vivendo em Paris, a cidade onde alguns fanáticos mataram as pessoas porque elas foram ouvir música, assistir a um jogo de futebol, ou simplesmente desfrutar de cervejas em um bar. Eu estava morando no bairro onde aquele trágico evento aconteceu. Agora eu estou com medo. Eu não tenho medo de terroristas. Estou com medo do meu próprio país. Estou com medo porque diferente agora está começando a significar perigoso.”
O homem anônimo continua: “Parece que ser um ecologista é o suficiente para obter a prisão domiciliar. Antes dessa reforma de 20 de Novembro esta frase era reservada para as pessoas “cuja atividade é perigosa”, agora há sérios motivos para crer que o seu comportamento constitui uma ameaça”. Estamos quase no crime de pensamento. ”
Medidas de emergência na França foram relatadas pelos meios de comunicação, mas houve pouca análise ou debate sobre se são justificadas: o mito de que temos de negociar nossos liberdades para conseguir a segurança tornou-se uma parte normal da vida cotidiana.
4. A Verdade Sobre o Estado Islâmico.
Em 2015, True Activist relatou em um crescente corpo de evidências que sugerem fortemente que o Estado Islâmico:
    – Nunca existiria, se não fosse pela terrível manipulação do Pentágono para a invasão ilegal do Iraque em 2003.
    – É financiado e armado pelos aliados ocidentais, Turquia e Arábia Saudita.
    – Continua a crescer devido às vendas de petróleo para a Turquia.
    – Podem ter ligações com o governo britânico e Israel.
    – Pode ser parte de um mega plano geopolítico dos EUA e Grã-Bretanha para desestabilizar a região, usando a imprensa corporativa que mentir para o público, a fim para ganhar apoio popular para as guerras do petróleo mais intermináveis.
A grande mídia continua a vender a velha e cansativa narrativa que a coalizão ocidental está na Síria especificamente para combater o Estado Islãmico, se isso fosse verdade, seria lógico para esses países apoiar a Rússia na guerra contra a organização terrorista. No entanto, a cobertura de Vladimir Putin na imprensa corporativa continua a ser inteiramente negativa, apesar do fato de a Rússia tomar sozinha 40% da infra-estrutura do Estado islâmico em apenas uma semana. As revelações acima foram completamente censuradas pela imprensa corporativa, que é cada vez menos credível a cada dia.
5. O Parlamento britânico votou contra a democracia.
As palavras nesta imagem são tomadas a partir de um discurso real e muito preocupante do primeiro-ministro britânico David Cameron no ano passado: “Por muito tempo, temos sido uma sociedade tolerante passivamente, dizendo aos nossos cidadãos: contanto que você obedeça a lei, vamos deixá-lo sozinho.”
Uma citação real e muito preocupante veio do primeiro-ministro britânico David Cameron e tem levado muitos britânicos a se perguntar se a democracia ainda existe.
No mês passado, um político Inglês se levantou no Houses of Parliament e fez um discurso pedindo a reforma eleitoral. Seu pedido, apoiado por milhares de cidadãos, foi bloqueado. O Reino Unido tem um sistema arcaico de votação que é inadequado e totalmente antidemocrático: após o impopular primeiro-ministro David Cameron vencer a eleição em 2015, com apenas 36% dos votos, milhões de britânicos se sentiram enganados. A petição foi lançada para exigir a representação proporcional, em vez do conhecido sistema ‘first past the post’, o que beneficia os grandes partidos políticos mas nunca as alternativas. Em suma, a Grã-Bretanha não é a nação justa, democrática que finge ser. A notícia de que o pedido de Jonathan Reynold (vídeo aqui) para um sistema mais justo foi rejeitado deveria ter sido uma grande história no Reino Unido, mas os meios de comunicação britânicos mal cobriram.
6. A realidade das ultra secretas ofertas do Livre Comércio.
Protestos contra TTIP têm sido generalizados na Europa. Créditos: Global Justice Now, Flickr.
O TTIP (Acordo para a Parceria Trans-Atlântico) TISA, (Comércio de Contrato de Serviços) e TPP (Acordo de Parceria Trans-Pacífico) são acordos ultra secretos e altamente controversos que vão afetar a vida de todos os cidadãos do planeta, contudo nós aparentemente não temos o direito de decidir se queremos eles- ou mesmo de saber os detalhes exatos do projeto de legislação.
O TIPT, em particular, é de grande preocupação. Como já relatado, o negócio corre o risco de permitir as corporações processarem os governos que não fazem o que é dito, acabar com a privacidade on-line, fazer o procedimento padrão frackinghttp://www.sourcewatch.org/index.php/Fracking_regulations em 28 países, privatizar os sistemas de saúde europeus, forçar os alimentos geneticamente modificados sobre os cidadãos que não estão dispostos, tirar as nossas liberdades civis e assegurar que as corporações tenham controle sobre o Parlamento Europeu.
Julian Assange chama o TTIP “A coisa mais importante acontecendo na Europa neste momento”, razão pela qual o Wikileaks está levantando uma recompensa de € 100.000 (cem mil euros) por qualquer informação relativa ao negócio. O site diz do TTIP: “Resta segredo quase em sua totalidade, bem guardado pelos negociadores, e apenas as grandes corporações têm acesso especial aos seus termos. O TTIP cobre metade do PIB global e é um dos maiores acordos de seu tipo na história. O TTIP visa a criação de um bloco econômico global fora do âmbito da OMC, como parte de uma estratégia econômica geopolítica contra os países do BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.”
Considerando o impacto que todos estes três acordos comerciais terão sobre a democracia, os direitos humanos, a segurança alimentar e o ambiente, a sensibilização do público deve ser generalizada. É preocupante, um grande número de pessoas sabem quase nada sobre TTIP, TISA e TPP.
Longe de questionar o sigilo de tais acordos importantes ou incitar um debate público fundamental sobre se esses acordos são éticos e democráticos, a cobertura convencional tem censurado o que é negativo e geralmente fornecido uma visão parcial dos benefícios deste corporativo desse ‘assumir o controle’ do mundo. 1

Globo News demite jornalista por comentário independente.
Um dia antes de ser demitido da GloboNews, onde estava desde 1997, Sidney Rezende publicou um texto em seu perfil no Facebook e em seu blog pessoal fazendo duras críticas ao jornalismo praticado no Brasil.
Intitulado “Chega de notícias ruins”, o texto defende que notícias positivas também merecem espaço na mídia e lamenta: “Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e ‘soluções’ que quando adotadas deram errado daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.”
Sem citar nomes, nem veículos, Rezende escreveu: “Há uma má vontade dos colegas que se especializaram em política e economia. A obsessão em ver no Governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência, está sufocando a sociedade e engessando o setor produtivo”.
Como noticiou o colunista Flavio Ricco, no UOL, a demissão de Rezende foi anunciada na sexta-feira (13/11/15). “Relações profissionais podem ser interrompidas, sem que isso signifique que não possam ser retomadas mais adiante. A Globo só tem elogios à conduta profissional de Sidney, um jornalista completo”, informou a emissora em nota.
No texto que publicou no dia 12, o jornalista observou: “Uma trupe de jornalistas parece tão certa de que o impedimento da presidente Dilma Rousseff é o único caminho possível para a redenção nacional que se esquece do nosso dever principal, que é noticiar o fato, perseguir a verdade, ser fiel ao ocorrido e refletir sobre o real e não sobre o que pode vir a ser o nosso desejo interior. Essa turma tem suas neuroses loucas e querem nos enlouquecer também”.
Rezende escreveu ainda: “O Governo acumula trapalhadas e elas precisam ser noticiadas na dimensão precisa. Da mesma forma que os acertos também devem ser publicados. E não são. Eles são escondidos. Para nós, jornalistas, não nos cabe juízo de valor do que seria o certo no cumprimento do dever.” 2
Fonte 1: Global Research.ca e True Activist Autora: Sophie McAdam
Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte 2: Blog do Maurício Stycer.

A RÚSSIA ESTÁ QUEBRANDO O MONOPÓLIO DA AMÉRICA SOBRE O PREÇO DO PETRÓLEO.

A pátria de Lenin e Stalin não se submete ao imperialismo dos EUA.



O fim do “petrodólar” vai significar um fim simultâneo da capacidade dos EUA de impor a hegemonia global.
A Rússia acaba de tomar medidas significativas que vão quebrar o atual monopólio do preço do petróleo de Wall Street , pelo menos por uma grande parte do mercado mundial de petróleo. O movimento é parte de uma estratégia de longo prazo de dissociar a economia da Rússia e, especialmente, sua exportação muito significativa de petróleo, do dólar norte-americano, hoje o calcanhar de Aquiles da economia russa.
Mais tarde, em Novembro, o Ministério da Energia russo anunciou que começará a negociação-teste de um novo referencial para o petróleo russo. Embora isso possa soar como café pequeno para muitos, é enorme. Se for bem sucedido, e não há nenhuma razão para que não seja, o contrato futuro de referência do petróleo bruto da Rússia negociado nas bolsas russas será o preço do petróleo em rublos, e não mais em dólares americanos. É parte de um movimento de desdolarização que a Rússia, a China e um número crescente de outros países têm calmamente começado.
A fixação de um preço de referência do petróleo está no centro do método utilizado pelos grandes bancos de Wall Street para controlar os preços mundiais do petróleo. O petróleo é o maior das commodities do mundo em termos de dólares. Hoje, o preço do petróleo bruto da Rússia é referenciado para o que é chamado o preço do Brent. O problema é que o campo de Brent, juntamente com outros importantes campos de petróleo do Mar do Norte estão em grande declínio, o que significa que Wall Street pode usar uma referência de fuga para alavancar o controle sobre volumes de petróleo muito maiores. O outro problema é que o contrato Brent é controlado essencialmente por Wall Street e os derivados bancos manipuladores como os Goldman Sachs, Morgan Stanley, JP MorganChase e Citibank.
O desaparecimento do ‘Petrodólar’.
A venda de petróleo denominada em dólares é essencial para o apoio do dólar norte-americano. Por sua vez, mantendo a demanda por dólares pelos bancos centrais do mundo para suas reservas de moeda para apoiar o comércio exterior de países como a China, o Japão ou a Alemanha, é essencial para que o dólar dos Estados Unidos permaneça a principal moeda de reserva mundial. Essa posição de principal moeda de reserva do mundo é um dos dois pilares da hegemonia norte-americana desde o fim da II Guerra Mundial. O segundo pilar é a supremacia militar no mundo.
Guerras dos EUA financiadas com dólares de outras pessoas.
Porque todas as outras nações precisam adquirir dólares para comprar as importações de petróleo e a maioria das outras commodities, um país como a Rússia ou a China tipicamente investem o superávit de dólares do comércio que suas empresas ganham sob a forma de títulos do governo dos EUA ou títulos similares do governo dos EUA. O único outro candidato suficientemente grande, o Euro, depois da crise grega de 2010, é visto como mais arriscado.
Esse papel de reserva principal do dólar norte-americano, desde agosto de 1971, quando o dólar rompeu com o lastro em ouro, tem, essencialmente, permitido para o Governo dos EUA ter déficits orçamentários aparentemente intermináveis, sem ter que se preocupar com o aumento das taxas de juros, à medida em que tem um crédito a descoberto permanente no seu banco.
Que na verdade tem permitido Washington criar uma dívida federal recorde de $18,6 trilhões sem grande preocupação. Hoje, a relação entre a dívida do governo dos EUA em relação ao PIB é de 111%. Em 2001, quando George W. Bush tomou posse e antes trilhões foram gastos no Afeganistão e no Iraque na sua “Guerra ao Terror”, a dívida dos EUA em relação ao PIB era de apenas metade, ou 55%. A expressão ‘glib’ [dissimulado] em Washington é que “dívida não importa”, segundo a suposição de que o mundo -Rússia, China, Japão, Índia, Alemanha- vai sempre comprar a dívida dos EUA com seus dólares do superávit comercial. A capacidade de de manter a liderança na reserva do papel moeda é uma prioridade estratégica para Washington e Wall Street, está de modo vital ligada à forma como os preços mundiais do petróleo são determinados.
No período até o final de 1980 os preços do petróleo do mundo foram determinados em grande parte pela oferta e procura real diária. Essa era a província dos compradores e vendedores de petróleo. Em seguida, Goldman Sachs decidiu comprar a pequena corretora de commodities de Wall Street, J. Aron, na década de 1980. Eles estavam com os seus olhos fixos em mudar a forma como o petróleo é negociado nos mercados mundiais.
Foi o advento do “óleo de papel”, petróleo negociado em contratos futuros, contratos independentes de entrega do petróleo bruto físico, mais fácil de manipular para os grandes bancos com base em rumores e desonestos mercados derivativos (agências de risco), de acordo com um punhado de bancos de Wall Street dominados de comércios futuros do petróleo e único conhecedor de quem realizou que posições, um papel conveniente de informador privilegiado que raramente é mencionado de forma educada. Era o início de uma transformação do comércio de petróleo em um cassino onde Goldman Sachs, Morgan Stanley, JP MorganChase e alguns outros bancos gigantes de Wall Street se transformaram em mesas de azar.
Por causa de 1973 o aumento do preço do petróleo da OPEP em cerca de 400% em questão de meses nos seguintes ao mês de outubro, com a guerra do Yom Kippur de 1973, o Tesouro dos Estados Unidos enviou um emissário de alto nível para Riyadh, Arábia Saudita. Em 1975, o secretário-assistente do Tesouro dos EUA, Jack F. Bennett, foi enviado para a Arábia Saudita para garantir um acordo com a monarquia saudita e que todo o petróleo na OPEP só seria negociado em dólares americanos, não Yen japonês ou em marcos alemães ou qualquer outro. Bennett, em seguida, passou a ter um alto cargo na Exxon. A partir desse ponto, em troca, os sauditas tem grandes garantias e equipamentos militares, apesar dos grandes esforços dos países importadores de petróleo, o petróleo para ao dia de hoje é vendido nos mercados mundiais em dólares e o preço é definido por Wall Street por meio do controle dos derivativos ou das bolsas de futuros tais como Intercontinental Exchange ou ICE, em Londres, a troca de mercadorias NYMEX em Nova York, ou o Dubai Mercantile Exchange, que define o ponto de referência para os preços do petróleo árabe. Todos são de propriedade de um grupo muito unido de bancos de Wall Street – Goldman Sachs, JP MorganChase, Citigroup e outros. Na época o secretário de Estado Henry Kissinger teria afirmado: “Se você controlar o petróleo, você controla nações inteiras.” O petróleo tem sido o cerne do sistema do dólar desde 1945.
A importância da referência russa.
Hoje, os preços para as exportações de petróleo russos são definidos de acordo com o preço do Brent negociado como em Londres e Nova York. Com o lançamento da negociação de referência da Rússia, que é devido à mudança, provavelmente muito dramaticamente. Os novos contratos para o petróleo bruto da Rússia em rublos, e não em dólares, serão negociados na St. Petersburg International Mercantile Exchange (SPIMEX).
O contrato de referência Brent é usado ​​atualmente para o preço não só do petróleo bruto da Rússia. Ele é usado para definir o preço de mais de dois terços de todo o petróleo comercializado internacionalmente. O problema é que a produção do Mar do Norte da mistura de Brent está em declínio, a ponto de hoje apenas 1 milhão de barris de produção Brent mistura define o preço para 67% de todo o petróleo negociado internacionalmente. O contrato em rublo russo poderia fazer um grande golpe na demanda por dólares do petróleo, uma vez que for aceita.
A Rússia é o maior produtor de petróleo do mundo, por isso a criação de um ponto de referência do petróleo russo independente do dólar é significativo, para dizer o mínimo. Em 2013, a Rússia produziu 10,5 milhões de barris por dia, um pouco mais do que a Arábia Saudita. Porque o gás natural é usado principalmente na Rússia, totalmente 75% de seu petróleo podem ser exportados. A Europa é de longe o principal cliente de petróleo da Rússia, a compra de 3,5 milhões de barris por dia, ou 80% do total das exportações de petróleo russo. The Blend Urais, uma mistura de variedades de petróleo russo, é o principal tipo de óleo exportado da Rússia. Os principais clientes europeus são a Alemanha, os Países Baixos e a Polônia. Para colocar a mudança de referência da Rússia em perspectiva, os outros grandes fornecedores de petróleo bruto para a Europa – a Arábia Saudita (890 mil bpd), a Nigéria (810 mil bpd), o Cazaquistão (580 mil bpd) e a Líbia (560 mil bpd) – estão muito aquém da Rússia. Assim, a produção nacional de petróleo bruto na Europa está a diminuir rapidamente. A produção de petróleo da Europa caiu logo abaixo de 3 Mb/d em 2013, na sequência de descidas constantes no Mar do Norte que é a base do índice de referência Brent.
Acabar com a hegemonia do dólar bom para os EUA.
A decisão russa de fixar o preço em rublos para as suas grandes exportações de petróleo para os mercados mundiais, especialmente a Europa Ocidental, e cada vez mais para a China e a Ásia através do oleoduto ESPO e outras rotas, no novo marco de petróleo da Rússia no St. Petersburg International Mercantile Exchange não significa o único movimento diminuir a dependência dos países em relação ao dólar para o petróleo. Em algum momento no início do próximo ano, a China, o segundo maior importador de petróleo do mundo, planeja lançar seu próprio contrato de referência do petróleo. Tal como o russo, o referencial da China será denominado não em dólares, mas em Yuan chinês. As negociações ocorrerão no Shanghai International Energy Exchange.
Passo-a-passo, a Rússia, a China e outras economias emergentes estão a tomar medidas para diminuir a sua dependência em relação ao dólar norte-americano, a “desdolarização.” O petróleo é a maior commodity negociada do mundo e o petróleo é quase inteiramente cotado em dólares. Tendo isso um fim, a capacidade do complexo industrial militar dos EUA para travar guerras sem fim estaria em apuros.
Talvez isso abra algumas portas para idéias mais pacíficas, como gastar o dinheiro do contribuinte norte-americano na reconstrução da deterioração horrenda da infra-estrutura econômica básica dos EUA. A Sociedade Americana de Engenheiros Civis em 2013 estimou em $ 3,6 trilhões o investimento da infra-estrutura básica necessária para os Estados Unidos ao longo dos próximos cinco anos. Eles relatam que um em cada nove pontes nos Estados Unidos, mais de 70 mil em todo o país, são deficientes. Quase um terço das principais estradas nos EUA estão em mau estado. Apenas 2 dos 14 grandes portos na costa leste serão capazes de acomodar os navios de carga super-dimensionados que em breve vão chegar através do Canal do Panamá recentemente expandido. Existem mais de 14.000 milhas de trens de alta velocidade que operam em todo o mundo, mas nenhum nos Estados Unidos.
Esse tipo de despesa com a infra-estrutura básica seria uma fonte muito mais economicamente benéfica para postos de trabalho reais e receita tributária real para os Estados Unidos do que mais intermináveis ​​guerras de John McCain. O investimento em infra-estrutura, como já observado em artigos anteriores, tem um efeito multiplicador na criação de novos mercados. A infra-estrutura cria eficiências econômicas e receitas fiscais de aproximadamente 11 para 1 para cada um dólar investido conforme a economia se torna mais eficiente.
Um declínio dramático da importancia do dólar como moeda de reserva mundial, se combinado com uma redefinição interna ao estilo Rússia em reconstruir a economia doméstica dos Estados Unidos, em vez de terceirizar tudo, poderia ir de forma decisiva para reequilibrar um mundo enlouquecido com a guerra. Paradoxalmente, a desdolarização, negando a Washington a capacidade de financiar as guerras futuras pelo investimento em dívida do Tesouro dos EUA a partir de chinêses, russos e outros compradores de títulos estrangeiros, poderia ser uma valiosa contribuição para a paz mundial genuína. Isso não seria bom para uma mudança?

Autor: F. William Engdahl
Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

GOVERNO DOS EUA É A MAIS COMPLETA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE.



Único entre os países da Terra, o governo dos EUA insisite em que as suas leis e ditames têm prioridade sobre a soberania das nações. Washington assevera o poder dos tribunais estado-unidenses sobre estrangeiros e reivindica a jurisdição extra-territorial dos tribunais dos EUA em relação às atividades estrangeiras que Washington ou grupos de interesses americanos desaprovam. Talvez o pior resultado do pouco caso de Washington para com a soberania de países seja o poder que tem exercido sobre estrangeiros unicamente com base, destituída de qualquer evidência, nas acusações de terrorismo.
Como os Estados Unidos exerce seu poder contra a soberania dos países.

Considere alguns exemplos. Washington primeiro forçou o governo suíço a violar as suas próprias leis bancárias. A seguir forçou a Suíça a revogar as suas leis de segredo bancário. Alegadamente a Suíça é uma democracia, mas as leis do país são determinadas em Washington por pessoas não eleitas pelos suíços para representá-las.
Considere o “escândalo do futebol” que Washington cozinhou, aparentemente para embaraçar a Rússia. A sede da organização do futebol é a Suíça, mas isto não impediu Washington de enviar agentes do FMI à Suíça para prender cidadãos suíços. Tente imaginar a Suíça a enviar agentes federais suíços aos EUA para prender americanos.

Considere a multa de US$ 9 mil milhões que Washington impôs a um banco francês por deixar de cumprir plenamente as sanções de Washington contra o Irã. Esta afirmação do controle de Washington sobre uma instituição financeira estrangeira é ainda mais audaciosamente ilegal, tendo em vista o fato de que as sanções que Washington impôs ao Irã e que exige que outros países soberanos obedeçam são as próprias estritamente ilegais. Na verdade, neste caso temos uma tríplice ilegalidade pois as sanções foram impostas com base em acusações cozinhadas e falsificadas que eram mentiras.

Ou considere que Washington afirmou sua autoridade sobre o contrato entre um estaleiro naval francês e o governo russo e forçou a companhia francesa a violar um contrato com um prejuízo de milhares de milhões de dólares para a empresa francesa e de grande número de empregos para a economia do país. Isto fazia parte do ensinamento de Washington aos russos, uma lição por não seguirem as ordens de Washington na Criméia.

Tente imaginar um mundo em que cada país afirme a extra-territorialidade das suas leis. O planeta seria um caos permanente com o PIB mundial gasto em batalhas legais e militares.

A Washington dos neocons afirma que como a História escolheu a América para exercer a sua hegemonia sobre o mundo, nenhuma outra lei é relevante. Só a vontade de Washington é que conta. 

A própria lei não é sequer necessária pois Washington muitas vezes substitui ordens por leis, como quando Richard Armitage, vice-secretário de Estado (uma posição não eletiva) disse ao presidente do Paquistão para fazer como ele lhe dizia ou “nós o bombardearemos até [levá-los] à idade da pedra”.

Tente imaginar os presidentes da Rússia ou da China dando uma ordem dessas a uma nação soberana.

De fato, Washington bombardeou grandes áreas do Paquistão, assassinando milhares de mulheres, crianças e idosos aldeões. A justificação de Washington era a afirmação da extra-territorialidade das ações militares dos EUA em outros países com os quais Washington não está em guerra.
Tão horrendo como tudo isto, o pior dos crimes de Washington contra outros povos, é quando Washington sequestra cidadãos de outros países e transporta-os para Guantanamo em Cuba ou para masmorras secretas em estados criminosos, tais como o Egito e a Polônia para serem ali mantidos e torturados em violação tanto da lei estado-unidense como do direito internacional. Estes crimes chocantes provam, para além de qualquer dúvida, que o governo dos EUA é o pior empreendimento criminal que alguma vez existiu sobre a Terra.
O império americano como ele é de fato no século 21. Clique na imagem para ampliar.

Quando o criminoso regime neoconservador de George W. Bush lançou sua invasão ilegal no Afeganistão, o regime criminoso em Washington precisava desesperadamente de “terroristas” a fim de providenciar uma justificação para uma invasão ilegal que constitui um crime de guerra grave sob o direito internacional. Contudo, não havia quaisquer terroristas. Assim Washington despejou folhetos sobre os territórios dos senhores da guerra oferecendo milhares de dólares em prêmios de dinheiro por “terroristas”. Os senhores da guerra respondiam a essa oportunidade e capturavam qualquer pessoa desprotegida, vendendo-as aos americanos em troca do prêmio.

A única evidência de que os “terroristas” eram terroristas é que as pessoas inocentes foram vendidas aos americanos pelos senhores da guerra como sendo “terroristas”.

Ontem, Fayez Mohammed Ahmed Al-Kandari foi libertado depois de 14 anos de tortura pela “América da liberdade e da democracia”. O oficial dos EUA, Cor. Barry Wingard, que representou Al-Kandari disse que “simplesmente não há evidência além de que ele é um muçulmano no Afeganistão no momento errado, além de duplas e triplas declarações de rumores, algo que nunca foi visto como justificação para o encarceramento”. Muito menos, disse o Cor. Wingard, era causa para muitos anos de torturas num esforço para forçar uma confissão das alegadas ofensas.

Não espere que a mídia presstituta do ocidente o informe destes fatos. Para descobrí-los deve ir à RT ou ao sítio web de Stephen Lendman ou a este sítio.
A mídia prostituta do ocidente faz parte da operação criminosa de Washington.
Autor: Paul Craig Roberts
Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Salve, Senhor das Matas! Salve Senhor Oxossi! Okê ar!!!




Oxóssi, filho de Oxalá e Iemanjá, Orixá da caça, ao qual foi dado o comando e proteção das matas e tudo que nela está, as árvores, as flores e frutos, cada animal vivente, as águas.
Hoje, o culto de Oxóssi vive no coração do Brasil, pois em sua origem, na Mãe África, quase ninguém se lembra mais dele, onde chegou a ser rei no Keto, como traz o relato de Pierre Verger. Tal foi a destruição deste povo, no século XIX, pelas tropas de Daomé, que praticamente todos os filhos de Oxossi, seus representantes temporais na Terra e consagrados a este Orixá, foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba. Oxóssi basicamente não é mais cultuado na África, mas é amplamente prestigiado no Brasil, pelos seus numerosos filhos encarnados.
Assim sendo, Oxóssi para nós é identificado com aquele que mais representa nossas matas, e nos terreiros, ele vem em terra através de seus falangeiros, com a vestimenta fluídica do índio, embora todos saibamos que podem ser espíritos do antigo Oriente, de médicos, cientistas e outros voltados à cura e à expansão do raciocínio, apresentando a aparência de indígena.
Alguns destes espíritos foram realmente índios, com a alma em evolução e que se dispõem a ajudar na linha da Umbanda, pela Fé e a Caridade. Alguns eram da mata virgem e intocada, e tem o comportamento mais rude, sendo chamados de bugres, não menos importantes e fortes na missão de sustentar os filhos do seu Orixá, e desfazer demandas e feitiços.
Oxossi é austeridade, é despojamento, é comportamento solitário na maior parte do tempo, seus falangeiros que chegam como caboclos, vêm auxiliar na caridade do dia a dia, sustentando os encarnados doentes de alma e corpo, restaurando-lhes a saúde e o equilíbrio. Eles ainda tem um importante papel nas giras de Umbanda, auxiliando no desenvolvimento mediúnico dos médiuns, nas curas e desobsessões, ajudam a trazer soluções para problemas psíquicos e materiais.
Utilizam instrumentos mágicos com os quais trabalham, que são os charutos, velas, ervas, água, flores e frutos, o estalar dos dedos, os assobios, que transmutam em energia para dispersar emanações pesadas e poluídas, vindas de doenças físicas, ou maus pensamentos dos assistentes, os quais vem pedir auxílio.
Se estivermos diante de uma mata, antes de entrar, devemos pedir licença aos espíritos ancestrais que ali vivem há muito tempo, assim como os elementais que ajudam a vivificá-la. No entanto, embora a Força de Oxóssi esteja presente, não estão ali todos os caboclos que se apresentam nas giras dos terreiros. Pois sendo espíritos de Luz, na verdade eles se situam nas Cidades Espirituais do Astral, ou em missão de acordo com os desígnios para fazer a Caridade onde quer que precisem ir.
Não devemos esquecer que foi um Caboclo, o Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas, através do médium Zélio de Moraes, que veio anunciar para nós, em 15 de novembro de 1908, aquela que é o refrigério, conforto e amparo para nossos corações, a Amada Umbanda. Talvez muita gente não saiba, mas antes dele, em 1893, um precursor do Caboclo das Sete Encruzilhadas, já se manifestava. Era o Caboclo Curuguçu, antigo mago negro que abandonou as práticas sombrias e conseguiu atingir a Luz. Por quinze anos se manifestou nos candomblés, batuques, cultos de nações e da jurema, em terreiros nagôs, gegês, Congo e Angola. Este caboclo veio com grande sacrifício, preparar o terreno para a chegada do Caboclo das Sete Encruzilhadas.
O Caboclo Curuguçu (ou Curugussu) afirmava ser da raça vermelha pura. Alguns consideram a raça vermelha (como os peles-vermelhas do continente norte-americano) descendentes dos antigos atlantes, e daí relacionados ao Planeta Capela, e demonstrou ter grande evolução espiritual. Mas isto é outra história, até porque o Cabolo Curuguçu vinha através da linha do Orixá Ogum, assim como o elevado espírito que se apresentava como Caboclo das Sete Encruzilhadas. Mas hoje estamos escrevendo sobre o Orixá Oxóssi, e vamos finalizando.
Vamos lembrar então do Caboclo Mirim, que trabalhou quase 60 anos junto ao médium Benjamim Figueiredo, representando a força de Oxóssi, com um trabalho ininterrupto de Caridade e Amor. A Tenda Mirim comportava até 2000 médiuns, e atualmente há várias filiais espalhadas, mantendo os preceitos designados pelo seu mentor.
Que a força de Oxóssi, que permeia a seiva das árvores, o aroma das flores, as sementes dos frutos, o canto dos pássaros, a terra e o pedregulho à beira d’água, o encanto e o silêncio da mata, entrecortada pelos raios do sol e da lua, vivifique em plenitude em cada coração, em cada filho que quer seguir o caminho da Lei Divina. Que a mente, o corpo e o espírito se fortaleçam, se curem de quaisquer mazelas, se livrem de toda quizila, e que o Senhor Oxóssi se manifeste em cada coração todos os dia, conduzindo sua racionalidade, o seu equilíbrio, a sua firmeza e a sua Paz onde quer que seus filhos tenham de caminhar.

http://www.povodearuanda.com.br/

Elite raivosa agride filho ex-presidente Lula



Elite raivosa, agride filho do presidente Lula. Vejam o lugar. O proletariado não frequenta este lugar.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Planalto torra R$ 450 bi com juros. Inflação e desemprego disparam



O governo Dilma torrou com juros de janeiro a novembro de 2015 R$ 449,7 bilhões, 70% a mais do que o total de recursos públicos desviados para bancos e demais rentistas no mesmo período de 2014, de R$ 264,2 bilhões. Esses R$ 449,7 bilhões representam 8,31% do PIB brasileiro, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país no período, que foi de R$ 5,4 trilhões. É um nível assombroso.
A opção do governo de praticar as taxas de juros mais elevadas do planeta em prol dos bancos, a pretexto de combater a inflação, provocou um desequilíbrio de tal ordem na economia brasileira cujos resultados verificados no ano passado são desastrosos.
Vejamos os dados divulgados no apagar das luzes de 2015 e no início deste ano pelo IBGE. O emprego industrial recuou, de janeiro a outubro, -5,9% e a folha de pagamento real desabou -7,1%. A produção industrial caiu -8,1% no acumulado de janeiro a novembro de 2015 com queda generalizada em 12 de 15 locais pesquisados no mesmo período. As vendas no comércio varejista também registraram queda de -8,4% de janeiro a novembro do ano passado e o setor de serviços recuou -3,4%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano de 2015 com uma alta acumulada de 10,67%, contra 6,41% em 2014, segundo dados divulgados pelo IBGE, no dia 8 de janeiro deste ano.
O índice de preços administrados disparou 18,08%. A conta de luz subiu, em média, 51%; ônibus urbano teve alta de 15,09%; e a taxa de água e esgoto, 14,75%. A gasolina aumentou 20,1% e o etanol, 29,63%.
Caged
O desemprego é crescente e atinge em cheio o trabalhador com carteira assinada. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados em 18/12/15 pelo Ministério do Trabalho, informaram que as demissões em novembro/15 superaram as contratações em 130.629 vagas. Este foi o oitavo mês seguido de fechamento de vagas formais.
No acumulado do ano, até novembro/15, foram fechados 945.363 postos com carteira assinada. Já nos últimos 12 meses, o número de postos eliminados chega a 1,52 milhão.
Houve fechamento de vagas em todas as regiões do país em novembro. No ano, os estados que mais demitiram foram São Paulo (-254 mil), Rio de Janeiro (-134,7 mil) e Minas Gerais (-131,2 mil).
A indústria de transformação no acumulado até novembro de 2015, confirmando-se a previsão em torno de -8,1% no ano, será a pior contração da produção industrial desde 1992.
Os investimentos do governo foram drasticamente reduzidos, os cortes orçamentários não pouparam nem o “Programa Minha Casa Minha Vida”, o custeio foi também duramente atingido. Os empresários, nesse contexto, reduziram também seus investimentos, inclusive porque as aplicações financeiras, passaram a ser muito mais lucrativas que quaisquer atividades produtivas.
Contudo, o Banco Central sinaliza, ainda, com um novo aumento da taxa Selic - hoje em 14,15% - na próxima reunião do Copom, dias 19 e 20 de janeiro, entre outras maldades que vão se instalando contra a maioria da sociedade e, como se vê, a inflação continua descontrolada.
PIB
Em março, o IBGE divulga o resultado PIB de 2015. No terceiro trimestre, o PIB recuou 1,7% em relação ao trimestre anterior, a maior queda para esse período desde 1996. Na comparação com o mesmo trimestre de 2014, o tombo foi de 4,5% e no acumulado de janeiro a setembro caiu 3,2%, segundo números divulgados no dia 1º de dezembro.
http://www.horadopovo.com.br/

Alemanha à beira de um ataque de nervos


Por Flavio Aguiar, de Berlim, na Rede Brasil Atual:

A polarização da sociedade alemã está chegando aos píncaros e aos nervos. Depois do arrastão da noite de Ano Novo em Colônia, os desdobramentos se sucederam. No fim de semana houve três manifestações na cidade: uma das mulheres contra a violência, outra do movimento Pegida, de extrema-direita, contra os refugiados, e uma terceira, de esquerda, contra o Pegida. Até aí tudo bem, embora este 'bem' não fosse nada bem.

Mas no domingo (10) à noite o caldo engrossou: bandos de extrema-direita saíram pela cidade atacando estrangeiros a esmo. Dois paquistaneses e um sírio, que nada tinham a ver com o arrastão, foram hospitalizados em estado grave. Na segunda (11), houve manifestações de direita e esquerda em Leipzig. Os Legida - grupo local da Pegida - saíram pela cidade em direção a bairros 'de esquerda', depredando lojas, apedrejando casas etc.

A polícia acorreu, fazendo 211 prisões. Em Potsdam também houve manifestações de direita e de esquerda. Um ônibus cheio de manifestantes de direita foi surpreendido pelos manifestantes contrários e apedrejado. A polícia interveio, foi apedrejada pelos de esquerda. Resultado: aplicaram o método Alckmin: baixaram o pau.

Ao mesmo tempo houve informações de que o arrastão do Ano Novo, contra mulheres, não foi coisa apenas de embriagados ou "espontânea". Houve convocação pelas redes sociais, e um grande número dos mil jovens que se reuniram em frente à Estação Central da cidade vieram de fora. Até o momento, ninguém sabe o que fazer com toda esta carga pesada.

E ontem, nova bomba: desta vez literalmente. No ataque suicida de Istambul, dez turistas foram mortos, além do atacante. Primeiro, disseram que eram 8 alemães. Depois, nove. Hoje (13), o ministro da Defesa alemão, Thomas de Maizière, disse que os dez eram alemães. Apesar de ele dizer que não havia indícios, o próprio ataque sugere que foi uma retaliação do Estado Islâmico contra a entrada da Alemanha na coalizão que luta contra ele na Síria e no Iraque.

Há 15 feridos, entre eles mais seis alemães, uma peruana e um norueguês, que não correm risco de morrer. A nacionalidade dos outros ainda não foi revelada.

Por outro lado, nesta quarta houve o anúncio de mais ataques suicidas: um em Camarões, perpetrado por duas mulheres, matando mais dez pessoas numa mesquita na fronteira com a Nigéria. Outro no Paquistão, matando 15 agentes de segurança envolvidos numa campanha de vacinação. O primeiro foi atribuído ao Boko Haram. O segundo, ainda não se sabe.

Parece uma epidemia pior do que a do Ebola.

Tudo está muito feio e tenso por aqui. A xenofobia cresce, condena-se aberta ou veladamente a "ingenuidade" dos que querem receber positivamente os refugiados, enfim, estamos regredindo em direção aos tempos da República de Weimar.

E a nova edição impressa do Main Kampf, agora que caiu no domínio público, se esgotou em poucos dias. É uma edição séria, anotada, contextualizada, anti-nazista, feita pelo Instituto Histórico de Munique. É bem-vinda, uma vez que era necessária uma edição deste tipo, abalizada por séria pesquisa de caráter acadêmico.

Mas que sombras pairam no horizonte, pairam. Como diz um ditado gaúcho, a coisa é feia e vem se debruçando.

Seminário de Integração Cultura e Religiosidade

Este evento acontecerá em março com inauguração da estatua que foi destruída por intolerantes religiosos. Vamos lá.