sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

AS ÚLTIMAS DA SAÚDE-RJ E DO MARACANÃ!


     
A. SAÚDE! 1. Em sua primeira entrevista, o novo secretário de saúde do Estado do Rio foi eloquente em relação às despesas de sua secretaria, mostrando que o corte de custos será drástico, propondo até municipalizar hospitais e UPAs.
     
2. Na verdade, o que o secretário de saúde deveria garantir é que cumprirá sua obrigação constitucional de aplicar 12% das receitas constitucionais em saúde. E que fará os ajustes necessários para aumentar a produtividade e ampliar e diversificar os atendimentos cirúrgicos, ambulatoriais, exames, etc.
      







3. Se o governo do estado não vem aplicando os 12% em saúde, incorrendo em crime de responsabilidade, a redução de custos, coibindo os desvios e os erros, assim como a municipalização de hospitais e UPAs, servirá para aumentar os atendimentos e melhorar a qualidade e a diversidade dos mesmos e não reduzir o gasto global. As funções de saúde e educação são especiais e vinculadas constitucionalmente, e a boa gestão dos serviços deve ampliar o público atingido e a qualidade dos atendimentos.
     
B. MARACANÃ! 1. Quem ainda não sabia ou não acreditava que o fechamento do Engenhão tinha sido orquestrado pela concessionária do Maracanã para garantir o controle dos grandes clubes de futebol e aumentar as receitas agora ficou sabendo.
     
2. Com o encerramento antecipado em mais de 20 anos do contrato de concessão e a demissão dos funcionários, o temor em falar terminou, e agora se sabe o que se sabia nos bastidores. Não havia nenhum risco na cobertura do Engenhão e os ajustes na retirada dos suportes eram normais e previsíveis.
     
3. Nenhuma corrente de ventos -levando em conta os recordes ocorridos no sudeste- afetaria minimamente a cobertura. Quem acompanha de dentro as "obras" sabe disso. E por esta razão a empreiteira concessionária do Maracanã sequer reclamou quando a prefeitura informou que ela deveria assumir os custos do falso reforço que seria colocado.
     
4. Agora -reassumindo o Maracanã- virá mais uma despesa para o Estado. Um castigo para a fraude.

http://www.cesarmaia.com.br/

Estudantes brasileiros visitam Coréia do Norte

Alexandre, a norte-coreana Ri e seus amigos Gabriel e André

Um país extremamente desconhecido para a maioria dos brasileiros. Esta é a Coréia do Norte, com 23 milhões de habitantes, um histórico doloroso de guerra com o Japão, uma cultura muito diferente da nossa e um regime de governo visto com desconfiança por boa parte do mundo. Governada por Kim-Jong-il, o país é constantemente criticado por organismos de direitos humanos, pela falta de liberdade de expressão e por não possuir um modelo de democracia igual aos dos países ocidentais. Mas e o outro lado da questão? 

O Estudante de física da USP Alexandre Rosendo, de 17 anos esteve no país neste mês de Abril, do dia 9 ao dia 19 . Ele mantém um blog chamado "Solidariedade à Coréia Popular ", onde divulga informações sobre o país norte-coreano e defende seu regime de governo.
Em entrevista ao jornalista Aurelio Moraes, Alexandre contou muitas curiosidades sobre esta visita.
 Como surgiu o convite para vocês visitarem o país e quanto tempo durou a visita?

Resposta:

Fomos convidados para visitar a RDP da Coréia em setembro do ano passado, durante uma cerimônia na qual participamos para comemorar os 62 anos da fundação da República democrática e popular na parte norte da Coréia. Todos os gastos da viagem ficaram por conta da Associação Coreana de Cientistas Sociais: Alimentação, gasolina, hotel, etc. etc. Entramos na Coréia do Norte no dia 9 de abril de 2011 e saímos no dia 19 de abril de 2011 (10 dias). Foi uma viagem que valeu muito a pena pelo fato de termos tido a liberdade de ver o que a totalidade dos turistas não poderia ver: Fábricas, granjas cooperativas, o campo, escolas, universidade, hospitais, estabelecimentos, etc.


Uma das famosas e belas guardas de trânsito do país
Uma das famosas e belas guardas de trânsito do país


Quais foram suas primeiras impressões ao chegar na Coréia do Norte?

R:

A primeira impressão que tivemos quando pisamos pela primeira vez na Coréia é de ver um país que passa por dificuldades e se esforça com todo o ímpeto para superá-las. A falta de fertilidade do solo coreano e o simples fato de ele se encontrar congelado durante a maior parte dos anos leva a população a aproveitarem cada cm² de terra fértil. Mesmo no meio do aeroporto, nas pistas onde passavam os aviões, encontravam-se pequenas plantações de arroz. Porém, mesmo com todas as dificuldades, pudemos presenciar um país de se orgulha de ter a capital mais limpa do mundo. O sistema universal e gratuito de educação compulsória de 11 anos, estabelecido em 1972, além de um dos mais modernos sistemas de saúde do mundo também é motivo de orgulho para seus cidadãos. Um país no qual se conta nos dedos a quantidade de pessoas sem moradia em pleno bloqueio deve ser um exemplo a ser seguido.

É bem conhecida uma série de reportagens da jornalista Ana Paula Padrão, para o Jornal do SBT, sobre a Coréia do Norte. Você percebeu diferenças entre a realidade que viu lá e o que foi mostrado nas reportagens?

R:

Sinceramente, não pudemos perceber muita diferença entre a realidade mostrada naquele documentário e o que percebemos no país. O documentário feito pela jornalista Ana Paula Padrão mostra uma Coréia muito bonita, com um povo bem-vestido, alegre. O grande problema é que uma visão preconceituosa e idealista faz com que a mesma enxergue pêlo em ovo. Tudo vira motivo para se falar em “totalitarismo”. Fala-se no “totalitarismo” no sorriso das pessoas, no “totalitarismo” presente nas danças de ginástica de massas... É melhor focar na realidade objetiva do que se apegar a conceitos vazios, abstratos.


Ruas da capital Pyongyang
Ruas da capital Pyongyang

A imprensa brasileira na sua opinião distorce a realidade norte-coreana?

R:

A imprensa brasileira, subserviente aos ditames da imprensa sul-coreana e norte-americana, não só distorce como também mente de forma aberta acerca da Coréia Socialista e da situação na Península Coreana. Creio que se passarmos analisando cada mentira que a imprensa publica sobre o país, não sairia daqui tão cedo. De qualquer forma, tentarei ser sistemático: No ano passado, foi publicada uma matéria na Folha de São Paulo segundo a qual as mulheres norte-coreanas teriam sido proibidas de usar calças. Mentira, praticamente todas elas usavam quando estivemos lá; A mentira mais famosa, creio eu, foi aquela segundo a qual a Coréia do Norte teria falsificado o resultado do jogo do Brasil e teria sido posta como vencedora. Mentira. Todos os norte-coreanos sabiam que o Brasil tinha ganhado e aquele vídeo que circulou pela Internet era falso – afinal, a tal jornalista coreana que supostamente anuncia a “vitória" norte-coreana, na prática, não fala nada relacionado a futebol. Mentiras como essas divulgadas em larga escala (que apareceram inclusive no jornal das 8) são de grande desgosto para qualquer pessoa que tenha compromissos com a verdade.


Templo Budista
Templo Budista

Quais os costumes da sociedade de lá mais curiosos e mais diferentes dos nossos?

R:

A cultura coreana é diametralmente diferente da cultura brasileira. Talvez isso explique o porquê de a maioria da dita ‘esquerda’ nutrir um ódio pequeno-burguês pela Coréia do Norte, mesmo que esta tenha realizado as tarefas fundamentais de um Estado Proletário: A industrialização pesada, a mecanização da agricultura e o conseqüente avanço no desenvolvimento das forças produtivas, etc etc.

No mais, em termos culturais, o que me chamou mais atenção é o respeito que todos têm pela figura da ‘liderança’. A Coréia, tendo sido por milênios uma sociedade que tinha como base a família e, no centro desta, a figura paterna ou materna, explica historicamente essa reverência. Lembro-me que, quando chegamos em Pyongyang, nosso camarada anfitrião So Ryun So disse-nos que seria necessário um líder à frente da delegação. Como não tínhamos pensado nisso antes, botamos o camarada Gabriel à frente da delegação por questões meramente formais, além de ser o mais velho entre nós. Para nosso amigo Ryung So, não fazia sentido a forma arbitrária como a liderança tinha sido escolhida. Enfim, foram coisas que pudemos perceber ao longo do convívio com camaradas coreanos.

Outra coisa que pude perceber é a forma camaradesca, familiar e respeitosa como os coreanos se tratam. Na presença de nosso anfitrião-guia, o que mais ouvíamos eram palavras como “So Dongji” (camarada So, em português). Os coreanos também dão muita atenção à questão das boas maneiras mais do que os outros povos. Lembro-me que, no nosso primeiro dia no hotel, foi feito um jantar de confraternização entre todas as delegações. Enquanto todos se portavam como verdadeiros gentlemen, fazíamos questão de mostrar a todos nossas maneiras vikings de nos comportar à mesa, como quem come um churrasquinho de gato num clássico Corinthians X Palmeiras ou como a peãozada que bota dois quilos de arroz e feijão no mesmo prato.

Por uma questão de respeito, um camarada sempre serve cerveja ao outro quando está à mesa. Se bem que isso poderia ser aplicado aqui no Brasil também... Não seria tão distante culturalmente como venerar um líder.

Como está a questão do embargo econômico ao país? Vocês sentiram isto na prática? 


R: O bloqueio é uma forma de estrangular o sistema democrático-popular estabelecido na parte norte da Coréia. Consiste em realizar o bloqueio total no setor tecnológico e de telecomunicações. Congelou todos os fundos que o país tinha depositado em bancos estrangeiros e pessoas de outros países que visitam a Coréia do Norte não podem sacar dinheiro em moedas estrangeiras. Nos anos 90, quando o país passou por desastres naturais gravíssimos que destruíram boa parte da agricultura (e, também, não tinham como importar os alimentos como forma de suprir a demanda interna, haja visto que havia perdido quase todos os mercados depois da queda da URSS) e foi obrigado a recorrer a organismos internacionais, boa parte da ajuda foi sancionada pelos imperialistas sob o pretexto de que a Coréia estaria levando a cabo um programa nuclear (ironicamente, os norte-americanos até hoje não foram sancionados pelo fato de mais de metade dos gastos mundiais com armamentos vir por parte de seu país).

O bloqueio também afeta diretamente o setor de telecomunicações. Não é possível, por exemplo, realizar ligações internacionais diretamente da Coréia do Norte. Para passar por cima disso, o governo foi obrigado a fazer um acordo com uma empresa tailandesa e, através dela, possibilitar a comunicação com outros países. Todo esse processo, porém, encarece muito as ligações. Quando ligamos para o Brasil e falamos por menos de três minutos com nossos familiares, tivemos que pagar US$30,00 pelas ligações.


Estudantes em Colégio Secundário
Estudantes em Colégio Secundário

Tecnologia: O norte-coreano medio tem acesso à celular, internet ,computador etc?


R: A Coréia do Norte pôde ter acesso à tecnologia dos celulares 3G pela primeira vez em 2008, através de uma joint-venture com uma empresa egípcia. Em termos proporcionais, é o país do mundo com maior acesso à tecnologia. Porém, em termos brutos, o número de usuários ainda é pequeno. Porém, a tecnologia está se espalhando. De acordo com estatísticas de 2010, o número de usuários na RDP da Coréia inteira era de 302 mil. A tendência é que esse número aumente, como pudemos perceber em nossa viagem vários coreanos nas ruas usando celulares avançados. A internet existe mas, por conta do bloqueio, ainda é muito precária (não existe banda larga para internet, apenas discada). A tecnologia mais comum nesse sentido lá é a Intranet, semelhante à Internet mas restrita ao território norte-coreano. Como forma de evitar espionagens ou ações de elementos subversivos, a Intranet só pode ser acessada em locais públicos, como estabelecimentos que possuam tal tecnologia.

A liberdade de imprensa lá é bastante criticada. As críticas procedem? Lá existe imprensa pluralista como a nossa?


R: É muito complicado falar em “liberdade de expressão” usando termos positivistas, sem definir o que seria “liberdade” ou o que seria “expressão”. A imprensa norte-coreana é controlada pelo governo, em contraste com a imprensa de países capitalistas que está concentrada em conglomerados. Não é possível especular se existiria ou não a possibilidade de se criar um jornal contra o governo ou contra o comunismo, já que não existe nenhuma lei que o proíba. De qualquer forma, a ideologização de toda a sociedade já foi levada a cabo há décadas lá e não encontramos qualquer oposição contra o governo (o que não impede que esta exista, de qualquer forma).


Muita gente costuma falar sobre a pobreza na Coréia do Norte. Existe miséria no país, como costuma sair na mídia ou na sua opinião é uma interpretação equivocada da realidade norte-coreana?


R: É necessário, antes de tudo, destacar que “pobreza” é um conceito relativo. Durante os dez dias que estivemos em Pyongyang, não encontramos um único morador de rua e/ou semelhantes. No campo, encontramos cidades sem sombra dúvidas muito menos desenvolvidas que Pyongyang, mas em nenhuma existia “miséria” nos termos como estamos acostumados a tratar em nosso país. Pode-se até falar em pobreza, mas jamais em miséria. O que vimos no máximo de pobreza foi algumas casas no campo, mal-pintadas e visivelmente degradadas. Todas, porém, tinham plantações de arroz, maiz, batata ou criação de galinhas, por exemplo. Não que essa vida simples seja o norte maior que o socialismo pode alcançar. Porém, para um país que tem boa parte do desenvolvimento de suas forças produtivas freado por conta do bloqueio, é muito impressionante. Sem palavras para descrever.


Metrô da capital Pyongyang
Metrô da capital Pyongyang

Como é a indústria da Coréia do Norte? Visitaram alguma fábrica?


Já no início dos anos 70, a Coréia do Norte possuía um dos maiores parques industriais do mundo. Tratava-se de um países socialistas que mais exportavam (a partir de 1965 já possuía uma balança comercial favorável em relação à URSS, a maior economia do antigo bloco soviético) e cumpriam papel de relevo no abastecimento desse mesmo bloco. Logo após a Guerra civil, o Partido do Trabalho da Coréia levou a cabo o Primeiro Plano Trienal 1954-1956 para reconstruir a economia não da forma unilateral como ela se encontrava antes da guerra (quer dizer, uma economia colonial voltava para o abastecimento da metrópole, que possuía ramos muito desenvolvidos em contraste com vários outros atrasados, caracterizando uma economia muito deformada), mas para dar a ela novas bases para a construção de uma nova economia socialista. Kim Il Sung, principal líder da RDPC, sugeriu que fosse levado a cabo o projeto de incrementar o desenvolvimento da indústria leve e rápida tendo como base o incremento, também, da indústria pesada. Rendendo agradecimentos às democracias populares que ajudaram na reconstrução econômica e sendo beneficiada por bilhões de toneladas de recursos minareis fundamentais na industrialização (a Coréia do Norte possui metade das reservas mundiais de carvão), a partir de 1970 a Coréia do Norte já configurava-se como um país industrial-chave em siderurgia, indústria química, indústria de bens de consumo, de materiais de construção, etc. Depois do triste retrocesso pelo qual passou nos anos 90, a indústria já está se recuperando e está recheada de metas para o ano de 2012. Visitamos uma fábrica de alimentos em Pyongyang e pudemos ver uma indústria altamente mecanizada e que atendia às demandas internas (já que, em termos de distribuição, dedicava-se ao abastecimento apenas da capital, Pyongyang). Produzia 2 mil garrafas de refrigerante por dia; 10 mil litros de licor por mês; 2500 picolés por hora; 3 toneladas de balas por dia e 3 toneladas de pão por dia.


Fábrica de suco de maçã
Fábrica de suco de maçã


Fala-se muito da impossibilidade de consumo no país. Pelo o que você viu, o norte-coreano médio pouco consome?

R: Creio que isso demanda uma análise mais radical de como se encontra o estado da economia norte-coreana nos dias de hoje. É difícil falar do consumo do cidadão médio tendo como base de análise a produtividade de uma única fábrica que sequer produz todos os bens necessários para a existência do indivíduo. Porém, levando em conta o salário mínimo norte-coreano (2 mil wons) e os baixos preços dos produtos e dos aluguéis (estes últimos não ultrapassam 1% do salário nominal dos trabalhadores), além da não-existência de qualquer tipo de imposto e de serviços como educação e saúde 100% gratuitos, podemos especular mais ou menos como se encontra o poder de consumo do norte-coreano regular. Aceito sugestões.

Ainda falando sobre cultura, como ela é valorizada no país?

R: A cultura é, de longe, o que o povo coreano mais valoriza. É usada como uma forma de educar os cidadãos e as novas gerações no espírito do socialismo e do comunismo para que se tornem trabalhadores que lutem pelo progresso do país. O coletivismo está presente entre os coreanos mesmo das formas mais simples: É comum ver todos se dedicarem a plantar flores ou decorar a cidade nos dias de descanso, ou limpá-la a qualquer momento. Todos se tratam de forma "camaradesca", como uma família. Talvez isso explique a importância que a Idéia Juche dê ao aspecto ideológico na construção socialista.

Quem tiver curiosidade de conversar com alguém que esteve neste distante e curioso país, pode entrar em contato com André Drumond Ortega Filho, no Facebook .
http://comunidadestalin.blogspot.com.br/

Coréia do Norte- Reportagem de Ana Paula Padrão 6/6

Coréia do Norte- Reportagem de Ana Paula Padrão 6/6

Coréia do Norte- Reportagem de Ana Paula Padrão 5/6

Coréia do norte- Reportagem de Ana Paula Padrão 4/6

Coréia do Norte- Reportagem de Ana Paula Padrão 3/6

Coréia do Norte- Reportagem de Ana Paula Padrão 2/6

Coréia do Norte- Reportagem de Ana Paula Padrão 1/6

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Dez considerações sobre a questão da bomba de hidrogênio e sua relação dentro da milenar história coreana


1 - Desde os primórdios da sua existência a Coreia se encontrou ameaçada por gigantes vizinhos. Sua formação geográfica se dá nada menos do que entre quatro grandes potências: China, Japão, Mongólia e Rússia. O povo coreano começou a se formar há cerca de 5.000 anos, às margens dos rios Yalu e Daetong. Nos três primeiros séculos da era cristã, surgiram os reinos de Koguryo (região norte), Paekche (sudeste) e Silla (sudeste). Entre os séculos VII e X ocorre a unificação dos três reinos. Diante das constantes ameaças, que incluiu até mesmo a invasão por parte do poderoso Império Mongol (fundado por Gengis Kahn), a Coreia (então reino de Koryo) buscou consolidar alianças com uma nação mais forte e aliada, tornando-se um Estado tributário da China - ou seja, oficialmente parte do Império Chinês, mas gozando, na prática, de grande autonomia. Entretanto, ainda assim era necessário garantir a independência diante dos chineses. Uma das medidas foi a criação de uma alfabeto próprio (o hangeul), em substituição dos ideogramas chineses, no século XV.

2 - No final do século XIX, o Japão, que sempre foi uma ameaça à soberania coreana, teve seus impulsos expansionistas intensificados. A Coreia é invadida e forçada a contrair uma série de "tratados desiguais", perdendo o controle sobre seu comércio externo e suas águas, por exemplo. Em 1910 a invasão se completa e a Coreia é oficialmente transformada em colônia japonesa. Inicia-se um dos períodos mais tristes da história coreana. Um dado que ilustra essa brutalidade é o que se refere à escravização sexual das mulheres coreanas. Cerca de 200.000 mulheres foram capturadas para servir sexualmente às tropas japonesas.

3 - A invasão termina apenas com o fim da II Guerra Mundial, quando, juntos do próprio povo coreano (que enfrentou o Japão através da guerra de guerrilhas), as tropas aliadas libertam a península. A União Soviética ocupa a parte Norte e os Estados Unidos ocupam a parte Sul. É aí que emergem os problemas que se prolongam até os dias de hoje. No Norte, a União Soviética se retira poucos anos depois e os comitês populares que surgiram na luta contra o Japão assumem o controle do país. Enquanto no Sul, os EUA dissolvem esses comitês e colocam na liderança do governo Syngman Rhee (um fantoche que viveu quase quatro décadas de sua vida nos EUA). 

4 - De qualquer forma, ainda com a maior ou menor intervenção das grandes potências (no final da II Guerra a divisão entre Norte e Sul se deu de forma quase informal a partir do paralelo 38), o povo coreano fez alguns esforços para a reunificação da pátria (que foi una pelo menos durante mil anos). Esses esforços foram sabotados em 1948, quando a Coreia do Sul se proclama nação independente, levando o Norte a fazer o mesmo. A partir daí várias tensões ocorrem na fronteira e em 1950 estoura a guerra entre os dois lados. Guerrilheiros sul-coreanos já lutavam contra o governo fantoche desde 1946.
  
5 - Tendo em vista que a guerra era entre um lado no qual os órgãos de poder poder, surgidos durante a resistência anti-japonesa, estavam no controle (o Norte) e o outro era liderado por fantoches dos EUA (o Sul) não é de surpreender que o próprio povo sul-coreano apoiasse o Norte no conflito. O resultado desse apoio? Em 2 meses o Norte já ocupava a capital sul-coreana, Seul, e implementava medidas como a reforma agrária e a igualdade jurídica plena entre homens e mulheres. O conflito estaria aí findado e a Coreia milenar reunificada se não fosse a intervenção dos EUA, que invadiu a península em prol do seu aliado. Diante da situação, a China, liderada por Mao Tsé-Tung, resolve intervir em apoio ao Norte, levando o conflito a uma situação de equilíbrio. O presidente dos EUA, Harry Truman, chegou a autorizar o uso da bomba atômica contra os coreanos, optando-se, porém, por outras armas, como o napalm e o fósforo - usadas indiscriminadamente contra a população civil.
  
6 - Apesar do armistício (grosso modo, uma "paz temporária") ter sido assinado em 1953, até hoje não há um acordo de paz definitivo. Oficialmente ainda há uma situação de guerra, ainda que "em pausa". Os EUA mantém seu apoio e intervenção no Sul - o que inclui, inclusive, bombas atômicas apontadas para o Norte.
  
7 - Nota-se, portanto, que ao longo da sua milenar existência o povo coreano, cujo território é menor que o de vários estados brasileiros, sempre teve sua soberania ameaçada. Situação agravada com a intervenção criminosa dos Estados Unidos no mundo, que além de sustentar a divisão do país ainda comanda um bloqueio econômico ao Norte há décadas. A única forma de garantir sua independência e SE DEFENDER é através de um forte aparato bélico, o que inclui até mesmo armas nucleares.
  
8 - A atual política nuclear vigente no mundo é hipócrita e covarde. O acordo assinado em 1970 dá o direito a cinco potências (EUA, China, Rússia, França e Inglaterra) de possuir a bomba nuclear e proíbe os demais povos do mundo! Ou seja, está em voga um acordo que diz que uma meia dúzia de países pode ter a bomba atômica enquanto aos demais cabe aceitar e abaixar a cabeça. No caso coreano tal situação é ainda mais absurda, já que duas destas cinco potências fazem fronteira com seu território e uma terceira, os EUA, é uma ameaça real. Como já foi dito, os EUA, que possuem a bomba atômica, já invadiram a Coreia (1950-1953), aprovaram o uso da bomba atômica contra seu povo durante essa invasão e até hoje sustentam não só a divisão do país como ainda mantém apontado para a Coreia do Norte um arsenal nuclear a partir do Sul. A única forma do povo coreano se defender é alcançando a paridade bélica. Um país que recentemente foi invadido anos depois de abrir mão de seu programa nuclear foi a Líbia. Os coreanos não querem ter o mesmo destino - e estão no seu mais elementar direito, o direito à sobrevivência. Na década de 2000 romperam com esse grande tratado desigual, declarando ter um programa nuclear secreto e, a partir de 2006, tiveram sucesso em testes com bombas atômicas "comuns". O atual desenvolvimento da bomba de hidrogênio, a arma mais poderosa conhecida pelo humanidade até então, pode aumentar em até 100 vezes o potencial nuclear bélico coreano. Vale ressaltar que os EUA já possuem bombas de hidrogênio há décadas.
 
9 - É interessante notar que, ao contrário do propagado, o fato da Coreia do Norte desenvolver armas nucleares não é uma ameaça à paz mundial, mas garantia desta. A única coisa que pode impedir uma potência de promover guerras e, em casos extremos, usar a bomba nuclear é uma força contrabalanceando seu poderio. Foi isso que vimos na Guerra Fria, por exemplo. Por qual motivo, mesmo com EUA e URSS tendo várias bombas atômicas, a mesma não foi usada? Pelo fato de que o uso de um lado implicaria necessariamente no uso do outro - e a destruição de ambos. Foi o que Stálin disse a repórteres dos EUA quando do desenvolvimento da arma nuclear por parte da URSS: "Eles gostariam que os Estados Unidos fossem os monopolistas da fabricação da bomba atômica para que os Estados Unidos tivessem a ilimitada possibilidade de amedrontar e fazer chantagem nas suas relações com os outros países. Mas, em que se baseiam e com que direito pensam assim? Os interesses da manutenção da paz exigem, por acaso, semelhante monopólio? Não! Será mais certo dizer que acontece precisamente o contrário. Que os interesses da manutenção da paz exigem antes de mais nada a liquidação de semelhantes monopólios e, depois, a proibição incondicional da arma atômica. Penso que os partidários da bomba atômica só aceitarão a proibição da arma atômica se virem que já não são mais os monopolistas de tal arma."

10 - Apesar dos esforços militares e econômicos, o povo coreano não se dobrou e resiste firmemente há mais de meio século. Tendo em vista quebrar essa resistência, um dos instrumentos utilizados pelos EUA para tentar dobrar seu adversário é o cerco midiático, buscando colocar os povos do mundo contra os coreanos - utilizando-se dos grandes meios de comunicação. Assim, vale responder, ainda que brevemente, a algumas farsas das mais presentes. a) "a Coreia do Norte é uma monarquia": como foi dito, o Estado norte-coreano surge a partir das bases populares desenvolvidas na luta contra o Japão. São frutos legítimos do povo. Além disso, todos os dirigentes políticos desse país (inclusive o Kim Jong Un) passaram/ passam por um processo de eleições que começa nos bairros e vai até a nação (semelhante ao que ocorreu e ocorre na maior parte das nações socialistas), cujo principal poder se dá na Assembleia Nacional (poder legislativo), que, por sua vez, elege o triunvirato que dirige a nação (no qual Kim Jong Un é uma das três figuras). Na Coreia do Norte busca-se construir uma democracia de novo tipo, não liberal, socialista. Vale lembrar que na Coreia do Sul vigorou durante décadas uma das mais brutais ditaduras militares que se tem conhecimento e que mesmo hoje, sob regime liberal, há perseguição a sindicalistas, comunistas e/ou apoiadores da reunificação (por qual motivo a grande mídia não fala nada disso?) b) "Kim Jong Un é um ditador que oprime o seu povo": a cultura coreana é profundamente marcada pelo confucionismo (assim como a nossa é marcada pelo cristianismo), não a nível religioso (pois são, no geral, ateus), mas sim de costumes e "visão de mundo". Entre as características do confucionismo que se notam na política está a visão da nação como uma grande família liderada pelo "chefe" e o culto aos antepassados. Faço essa observação pelo fato de só ser possível entender a relação do povo coreano com Kim Jong Un e, há pouco, com Kim Jong Il (seu antecessor) se identificarmos o papel do avô de Un e pai de Il, Kim Il Sung. Kim Il Sung, filho de militantes anti-imperialistas, aos 14 anos de idade já era uma importante figura na luta guerrilheira contra o Japão. Após a II Guerra Mundial consolidou-se como líder da Coreia do Norte e à frente de seu povo liderou a primeira derrota militar imposta aos EUA em toda a história (com o armistício em 1953). Mas, apesar de tudo, o país encontrava-se literalmente destruído. Reza a lenda que em Pyongyang (capital da Coreia do Norte) não sobrou um único prédio de pé. Kim Il Sung pegou uma nação completamente destruída e fez dela uma potência em poucos anos. Ou seja, Kim Il Sung, desde a juventude, comandou seu povo na vitória contra duas das maiores potências imperialistas da história (EUA e Japão) e ainda reconstruiu sua nação após a guerra. Todo esse legítimo apreço do povo coreano é culturalmente "transferido" para os descendentes de Kim Il Sung, cuja a escolha é formalmente aceita pelo povo através de eleições (conforme comentado); c) "enquanto o povo passa fome, preferem desenvolver bombas atômicas": não existe nenhum direito garantido sem soberania. Ter mais ou menos bombas não é opção, é necessidade. De qualquer forma, não se planta arroz a partir de urânio enriquecido ou da fusão de isótopos de hidrogênio. O território cultivável da península coreana é justamente o Sul. No Norte, falta espaço pra cultivar coisas básicas (chegam a plantar arroz em áreas livres de um aeroporto, por exemplo), de forma que a divisão da nação é extremamente prejudicial - assim como o bloqueio econômico dos EUA. De qualquer forma, essa imagem da "nação passando fome" é um exagero baseado nos anos 1990, quando, de fato, se tem uma crise climática sem precedentes se arrastando por anos que se soma à perda de 90% do comércio exterior norte-coreano representado pelo fim da União Soviética. Não ilustra a realidade hoje; d) "a Coreia do Norte ameaça a paz mundial". Quem ameaça a paz mundial e força a Coreia a desenvolver armas nucleares para sobreviver são os EUA, que promoveram mais de cem invasões e golpes de Estado nos últimos cem anos. Um bom exemplo da flexibilidade norte-coreana se dá na política de reunificação da pátria: dos escritos de Kim Il Sung até o mais recente discurso de Kim Jong Un, os norte-coreanos defendem a reunificação pacífica da Coreia, aceitando até mesmo a estrutura de "um país, dois sistemas" (socialismo no Norte e capitalismo no Sul). O último presidente sul-coreano que topou levar essa ideia de forma mais séria foi deposto por um golpe branco do parlamento e seus fantoches estadunidenses. Quem, então, ameaça a paz mundial?


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- Diante do caráter introdutório e informal do texto que se seguiu, recomendo algumas leituras para quem quiser se iniciar no tema:

  • CUMINGS, Bruce. The Korean War: a history. New York: The Modern Library, 2010 (um dos principais "coreanistas" acadêmicos internacionais).
  • JABBOUR, Elias. Qual o futuro da Coreia do Norte? (2007). Disponível em: (doutor em Geografia pela USP e professor da UERJ).
  • VISENTINI, Paulo F.; PEREIRA, Analúcia D.; MELCHIONNA, Helena H. A Revolução Coreana: o desconhecido socialismo Zuche. São Paulo: Unesp, 2015. (professores da UFRGS).
  • VISENTINI, Paulo F.; PEREIRA, Analúcia D. A discreta transição na Coreia do Norte e o risco de modernização sem reformas. Disponível em:
  • Site E-Farsas. Se dedica a desmontar diversos mitos espalhados na internet e, apesar de não ter, intenções políticas declaradas, desmontou algumas mentiras veiculadas contra a Coreia do Norte, como a suposta falsificação dos resultados da Copa do Mundo por parte do governo coreano: (essas notícias "exóticas" sobre a Coreia, referentes a supostas execuções, práticas "peculiares" de seus líderes, etc. são farsas, geralmente surgidas em órgãos de imprensa sul-coreanos pouco confiáveis e reproduzidos acriticamente pela imprensa mundial e brasileira).

http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com.br/

Apartheid brasileiro: o caso do Maracanã


É um sobressalto para qualquer alma encarnar, como acreditam os espíritas, em um ser humano que viverá em um país capitalista. O ser pode não ser agraciado geneticamente com uma mente e um corpo propícios à sobrevivência neste sistema. Além disso, a aleatoriedade pode escolher um núcleo populacional sem respeito à vida, sem garantia de instrução, atendimento à saúde, acesso a moradia etc, graças à própria agressividade que o capitalismo induz. O núcleo familiar receptor pode também contribuir para a desgraça do ser, que, a estas alturas, se consciente da roleta que participa, desejará não mais nascer.
Estou sendo um pouco radical, uma vez que esta roleta tem uns poucos números de sorte, que correspondem a locais na Terra onde há vida menos desumana, com o capitalismo mitigado. Existem algumas sociedades em que cada ser tem maior consideração com seus pares, apesar de não se importar que haja exploração dos seres de outras sociedades. É como se os seres estrangeiros não pertencessem aos humanos. As guerras, em muitos casos, são consequência da exploração alheia. Se esta necessidade de acúmulo de riquezas não for domada, ela levará à extinção da espécie, dado seu alto grau de exploração humana, guerras e agressão ao meio ambiente.
Mas, em um ponto, pode-se falar a favor do capitalismo, pois é um grande promotor de desenvolvimentos tecnológicos, apesar de ser com o objetivo de acumular mais capital. É interessante notar que nunca se observa que a acumulação positiva de um grupo gera um déficit de acumulação ou carência de outro. De qualquer forma, a competição inspira mais o desenvolvimento tecnológico que a solidariedade.
Esta divagação me gratifica, mas preciso dizer algo sobre o Maracanã, porque é necessário justificar o pensamento que me motivou a escrever e me levou a este título. Uma confluência de interesses, principalmente políticos e econômicos, levaram as forças relacionadas a se mobilizarem para trazer a Copa do Mundo para o Brasil. O povo mesmo não foi consultado e, a bem da verdade, foi muito mal informado. Os políticos acreditavam que conseguir trazer a Copa para o Brasil renderia muito crédito político, se não fosse com o povo, certamente seria com os empresários.
Capitais nacionais e estrangeiros vislumbraram uma excelente oportunidade para aumentar suas riquezas. A FIFA tinha seus ganhos como certos, qualquer que fosse o local da Copa, graças à psicose mundial com relação a este esporte. Com isso, qualquer país hospedeiro abre mão de decisões suas para se submeter à ditadura da FIFA. Não recrimino a humanidade por eleger o futebol como uma das suas maiores obsessões, até porque ele ajuda as pessoas a se deleitarem durante o efêmero tempo nesta superfície. A FIFA tem interesse de preservar a característica circense do evento, para garantir o sucesso de outras Copas. Aliás, gladiadores lutavam contra seus iguais, cristãos desarmados eram entregues aos leões, na antiga Roma, para a máxima “diversão” do espetáculo.
Os Clubes brasileiros e as administrações estaduais descobriram uma forma de ganhar estádios novos com verba pública federal, de graça para eles. Verba esta, oriunda de imposto, que fez falta nos orçamentos da saúde, educação, moradia etc. Os construtores aproveitaram e impuseram reformas desnecessárias ao governo precipitado que decidiu sem visão social e só com interesse político. Ganham muito também empresas do esporte, agências de viagem, empresas de transporte, agências de propaganda e, sem dúvida, as empresas de mídia com o direito de transmissão. Enfim, o circo beneficia muitos, até o povo com a manutenção da esperança de alegrias.
O conluio no Brasil envolveu os mesmos grupos de outras Copas: FIFA, políticos, construtores etc. Para alegria dos construtores, concluíram erradamente que o Maracanã tinha que ser colocado abaixo e construído outro no lugar. O antigo era popular, pois alguns destituídos de dinheiro podiam assistir ao jogo até de perto, sem ver imagens de duas dimensões em uma tela, sentindo o cheiro do suor dos jogadores. Nele, o pobre conseguia ser aceito.
A versão das mentes servas do capital era: “O Maracanã precisa ser destinado a quem conquistou na sociedade o direito de ver belos espetáculos”. Continuavam dizendo: “Um Zé Ninguém não pode ter o direito de ouvir os berros dos jogadores, enquanto a elite está surda”. E concluíam: “Não se sabe onde estava a cabeça dos projetistas do antigo estádio com total repulsa à hierarquia social”. Esses destruidores do patrimônio popular deviam ir a um jogo de baseball em Cuba, o esporte mais popular deste país, para ver os portões totalmente abertos, sem bilheterias, com o povo entrando e sentando livremente. O único critério para a conquista de um assento era ter chegado cedo. Era assim, há uns quinze anos. Torço para que ainda seja.
Assisti, pela televisão, ao jogo final da Copa do Brasil do ano passado, que foi no novo Maracanã. Mesmo que estivesse motivado a ir ao estádio, me negaria a pagar até o preço mínimo de R$ 250. A partir da televisão, o estádio parecia muito bonito. Aliás, pelo que foi gasto, se não parecesse, era o caso de se reivindicar uns fuzilamentos. Mas, o que mais me chamou a atenção foi, quando uma câmera, que provavelmente estava fixada em um trilho no teto do estádio, começou a deslizar mostrando a torcida do Flamengo. Era um mar homogêneo de torcedores brancos, cheios de dentes brancos, bem nutridos e vestidos e, por aí, vai. Veio à minha cabeça, por uma fração de segundo, a impressão que o Bolsa Família tinha conseguido um resultado inusitado, pois até o branqueamento da sociedade brasileira imaginado por conservadores do início do século passado tinha ocorrido. Mas, aquela era a imagem de um subgrupo extremamente minoritário dos flamenguistas. Ali, não tinha o povão torcedor do time, que forma a grande massa dos torcedores. Aí, veio a pergunta: “Onde está o povo?”
O povo está se comprimindo nas portas de bares e restaurantes, que têm telão, ou vendo em uma telinha pequena em casa. Dependendo do dia, ele pede uma cerveja para o dono do bar não olhar com cara feia. O povo foi expulso do Maracanã, com a adoção da proposta do capital. Não sei o que representava uma ida ao Maracanã para um torcedor verdadeiro, pois nunca fui um aficionado, mas, sou levado a crer que a reforma deste estádio foi sobejamente desaprovada. Para tornar pior o ato dos governos, a verba que o “modernizou” era pública, então ela não poderia ser usada para benefício de uma casta da sociedade. Hoje, o Maracanã, certamente, não parece com a Praça Castro Alves de Salvador, porque esta é do povo.
Paulo Metri

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

FERIAS NESTA BELA CIDADE BRASILEIRA - ARACAJU/SE

EU E ESPOSA LINDA.
























O FALSO MORALISMO DE ONTEM E HOJE A MESMA TÁTICA.





Esta charge de Carlos Lacerda expressa bem como age a mídiavassala, corrupta, hoje. O zelo pelos valores morais não passa de uma suja manobra.Invoca-se e finge-se defender a ética, para em seu nome, hipocritamente, investir contra o povo e trair a Nação. Os figurões que sempre aparecem a frente desta onda hipócrita de moralismo, acham-se todos ou quase todos eles a serviço de interesses de grupos estrangeiros, que os financiam e os dirigem, principalmente do imperialismo dos EUA.

Este "moralismo" é posto em função da suprema imoralidade que é a entrega da PÁTRIA aos seus espoliadores estrangeiros, se explora esse achado com uma diabólica perfeição, consegue ter um impacto violento e emocional em vastas camadas populares.
O jornal Tribuna de Imprensa, de que era diretor-secretário e um dos principais acionistas, Fernando Cícero Velosos, era do escritório de advocacia Richard Paul Momsen, patrono, de grandes empresas imperialistas, Standard Oil, Chase Bank, IT&Te United Stades Seel.