terça-feira, 8 de abril de 2014

Documento da Embaixada dos EUA comprova. Globo não apoiou e sim era parte da ditadura

Pescado do Blog Na Ilharga
Pescado do Blog Na Ilharga
No dia 14 de agosto do 1965, ano seguinte ao golpe, o então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Lincoln Gordon, enviou à seus superiores um telegrama classificado como altamente confidencial – agora já aberto a consulta pública – narrando o encontro que teve na embaixada com Roberto Marinho, o então dono das Organizações Globo. A conversa era sobre a sucessão ditatorial.
O telegrama informava que Marinho estava “trabalhando silenciosamente” com um grupo composto pelo general Ernesto Geisel, na época, chefe da casa militar; o General Golbery do Couto e Silva, chefe do SNI; Luis Vianna, chefe da Casa Civil, e outros, pela prorrogação ou renovação do mandato do ditador Castello Branco.
No início de julho de 1965, a pedido do grupo, Roberto Marinho teve um encontro com Castello para persuadi-lo a prorrogar ou renovar o mandato. O general mostrou-se resistente a ideia, segundo o relato. Neste encontro o dono da Globo também sondou a disposição de trazer o então embaixador em Washington Juracy Magalhães para ser ministro da Justiça. Castello, aceitou a indicação, que acabou acontecendo depois das eleições para governador em outubro. O objetivo era ter Juracy por perto como possível alternativa a suceder o ditador, e para endurecer o regime, já que o ministro Milton Campos era considerado gentil demais para a pasta, segundo relata o telegrama. De fato, Juracy foi para a Justiça, apertou a censura aos meios de comunicação e pediu a cabeça de jornalistas de esquerda aos donos de jornais.
No dia 31 de julho do mesmo ano, aconteceu um novo encontro. Roberto Marinho explica que, se Castello restaurasse eleições diretas para sua sucessão, os políticos com mais chances seriam os da oposição. E novamente age para persuadir Castello a prorrogar seu mandato ou reeleger-se sem o risco do voto direto. Marinho disse ter saído satisfeito do encontro, pois o ditador foi mais receptivo. Na conversa, Marinho também disse que o grupo que ele frequentava preferia que fizesse emenda constitucional para permitir a reeleição de Castello com voto indireto e com aquela formação do Congresso, onde não haveria risco de perder. Debateu também as pretensões do general Costa e Silva à sucessão.
Gordon escreveu no telegrama ao Departamento de Estado de seu país que o sigilo da fonte era essencial, ou seja, era para manter segredo sobre Roberto Marinho informar ao embaixador americano o que o general-presidente havia lhe dito em privado.
Pelo histórico de apoio das Organizações Globo à ditadura, estes fatos não trazem surpresa, mas agora há a confirmação documental.
(Os Amigos do Presidente Lula)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Na despedida em PE, Eduardo Campos inaugura obras inacabadas

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Após 7 anos e 3 meses, governador deixa cargo para disputar a Presidência
Nas últimas horas como governador de Pernambuco, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) participou ontem da inauguração de obras ainda inacabadas.
Em dois hospitais havia um forte cheiro de tinta, num indicativo de trabalho feito às pressas para receber a visita do ainda governador.
Após sete anos e três meses no cargo, Campos assinou no final do dia a carta de renúncia, exigência da lei para disputar a Presidência.
Antes disso, ele inaugurou a nova ala de emergência do Hospital da Restauração. Mas exames de ressonância magnética e angiografia só serão possíveis dentro de 15 dias, já que alguns equipamentos nem chegaram ao Recife.
Na maratona de eventos de ontem, Campos inaugurou um bloco do Hospital de Câncer com 31 leitos da emergência oncológica, que começa a receber pacientes hoje. Mas a maior parte da nova unidade, que custou R$ 27 milhões, ainda não poderá operar porque equipamentos e mobiliário não foram instalados.
Ele também entregou à população um parque urbano -ainda com tapumes- e uma escola técnica, ainda sem água nos laboratórios.
À noite, o governador participou da inauguração do Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga, também entregue incompleto -o próprio palanque reservado a Campos estava cercado por tapumes.
Segundo organizadores, apenas o setor de museu do complexo está pronto. A área dedicada à educação e formação cultural deverá ser aberta no segundo semestre. Campos negou ter antecipado inaugurações. “Na verdade, tem uma porção de coisas que poderiam ter sido inauguradas e que nem foram inauguradas, foram entregues à população”, afirmou.
ELOGIOS A LULA
No último discurso como governador, Campos exaltou o ex-presidente Lula -com quem rompeu em 2013 em razão de suas pretensões presidenciais- e disse que o Nordeste passará a “falar alto”. Em tom emocional, chamou o ex-aliado de “querido amigo” e afirmou que precisava “fazer justiça a um brasileiro que merece todas as homenagens”.
Ao inaugurar o museu, comparou Lula a seu avô, o ex-governador Miguel Arraes (1916-2005). “Está obra nasceu de uma conversa minha com um brasileiro que também foi retirante das dificuldades da seca, como meu avô. O meu querido amigo, o ex-presidente Lula”, disse.
Eleito e reeleito com apoio de Lula, Campos terá o petista como ferrenho adversário na campanha pelo Planalto. Para se lançar à Presidência, Campos abandonou a base aliada do governo em outubro. Sem Lula e Dilma no palanque, irá se ancorar na provável parceira de chapa, a ex-ministra Marina Silva.
Campos deixa o governo com aprovação de 76%, a segunda maior do país, segundo o Ibope. Além do aval da população, leva o avanço da economia local como vitrine. Durante esses sete anos de governo, o PIB pernambucano cresceu acima do ritmo nacional. No Estado, a média foi de 4,9%, ante 3,5% do país.
Pernambuco contou com grande volume de empréstimos e parcerias com a União. As dívidas somavam R$ 8 bilhões até março deste ano. Seu vice, João Lyra Neto, também do PSB, herda uma gestão que conseguiu conter o avanço da violência.
Embora a meta anual de 12% de queda só tenha sido atingida duas vezes desde 2007, Pernambuco melhorou de posição no ranking de mortes violentas nos Estados, passando do 3º para o 5º lugar em 2011. Campos também deixa como legado a construção de 52 novas unidades de saúde, entre hospitais e UPAs.
Sua gestão foi marcada pela quase ausência de oposição na Assembleia, apoio massivo de prefeitos e parentes distribuídos por cargos em diferentes instâncias. Há também promessas não cumpridas. A universalização da oferta de água, a construção de um presídio em parceria com a iniciativa privada e a meta de escolas técnicas e integrais, por exemplo.
Segundo o governo, a cobertura do abastecimento de água passou de 85%, em 2007, para 97%, em 2014. Sobre o presídio, diz que a concessionária responsável pela Parceria Público-Privada teve problemas financeiros. Na educação, diz que outras 14 escolas técnicas serão abertas até o fim de 2014.
Fonte: Folha de São Paulo
http://csbbrasil.org.br/

FGTS: Ministério Público Federal defende correção pela inflação

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Órgão também criticou a suspensão das cerca de 50 mil ações que pedem o fim do reajuste pela Taxa Referencial
O Ministério Público Federal (MPF) defendeu sua posição favorável à correção do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pela inflação oficial. A manifestação do órgão fortalece a tese de cerca de 50 mil ações que pedem o fim do reajuste pela Taxa Referencial (TR) em várias instâncias da Justiça.
No documento, o subprocurador-geral da República, Wagner Castro Netto, argumenta que a TR não foi criada como índice de correção monetária. Por esse motivo, diz que usá-la como indexador do fundo “caracteriza um desvirtuamento de sua função intrínseca”.
Netto também critica a recente suspensão de todas as ações que pedem a correção, determinada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves, a pedido da Caixa Econômica Federal – ré nos processos.
Para o subprocurador, “a paralisação das demandas tem, na realidade, resultado procrastinatório [com intenção de atrasar o julgamento], adiando a marcha processual a ser obrigatoriamente percorrida”.
Uma decisão favorável à correção poderia beneficiar em torno de 45 milhões de trabalhadores, com valores de reembolso incálculáveis, segundo estimou a Caixa em entrevista concedida ao iG.
Responsável por ações coletivas que pedem a correção do fundo, a advogada Indira Quaresma, do escritório Meira Morais, considera fortes os argumentos do MPF e com potencial de influenciar a discussão da matéria.
“O parecer do órgão não obriga os ministros a nada, mas pode ter peso na decisão. Esperamos que, pelo menos em relação à suspenção das ações, o ministro mude de ideia”, afirma Indira.
Procurada pelo iG, a Caixa se limitou a responder que aguardará a decisão do STJ, e afirmou cumprir “integralmente o que determina a legislação”.
Entenda a batalha pela correção do fundo
A partir de 1999, o índice que corrige os saldos do FGTS passou a perder para a inflação – o que significa que o dinheiro dos cotistas foi corroído pela elevação dos preços.
Na prática, um trabalhador com R$ 1 mil na conta do FGTS em 1999 teria o valor corrigido, hoje, em R$ 1.340,47 pela TR. Se o cálculo fosse feito com base na inflação do período, o mesmo trabalhador acumularia R$ 2.586,44.
Somente nos últimos meses, a Caixa passou a ser alvo de uma avalanche de ações que pedem a troca da TR por um índice inflacionário.
Estima-se que o número de ações já tenha alcançado 50 mil – a maioria nos últimos meses. Mas o banco venceu a absoluta maioria: foram 18.363 decisões contra a revisão ante pouco mais de 20 a favor.
A Caixa tem argumentado que uma eventual correção do FGTS pela inflação pode levar a quase dobrar os juros de empréstimos habitacionais que usam recursos do fundo. Para o banco, uma decisão favorável à correção cria o risco de que o fundo venha a quebrar.
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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Um tributo a camarada Stalin,o pai dos povos


Embora haja dias de ódio e maldade, há também dias de amor e afeição
Um desses dias, há anos e anos atrás,nas distantes terras do leste,em uma habitação humilde,um pequeno bebê menino nasce.Seus valores e virtudes foram destinadas a mudar o mundo onde vivemos.E tudo começa no dia 21 de dezembro de 1875



NASCE JOSEF STALIN
Como acontece com a maioria das figuras divinas,a vida de Stalin começa em um fundo bastante humilde.Sendo o filho de um sapateiro,ele nasceu em grande pobreza.Em uma era onde terror e opressão reinavam sobre a humanidade.Mas ele estava determinado a por um fim nisso.
Ele começou a se dirigir ao povo e pregar suas idéias,e multidões infinitas começaram a ouvi-lo,inspirados em seus valores.O numero de seus seguidores crescia a cada
dia,enquanto várias pessoas começaram a se juntar a sua causa.



Inclusive aquele que seria destinado a traí-lo...



Seus poderes eram magníficos.Ele fazia milagres,curou os cegos e doentes,e nos tratava como se fossemos seus próprios filhos.
Mesmo assim, apesar de seu grande amor por nós, nem todas suas ações foram assim tão boazinhas. Muitas de suas ações o fizeram parecer vingativo ou mesmo odioso,causando efeitos de impacto cataclísmico ao condenar muita gente a punições terríveis ou mesmo a morte.


Mas esses não eram atos de fúria ou vingança, pois ele agiu assim apenas quando não havia outra coisa a fazer. Ele não queria que nada interferisse em nosso bem-estar e havia muitos seres do mal querendo destruir nossa felicidade.

Mas considerando a dor que ele infligiu a alguns de nós, como poderíamos não amá-lo?



Sabemos que ele nos amava tanto e não podemos duvidar, pois ele nos amava tanto que sacrificou SEU PRÓPRIO FILHO.

Yakov Stalin

Seu filho foi destinado a ser capturado e torturado por seus inimigos, ele deveria agüentar os mais monstruosos tormentos, e fora finalmente executado na maneira mais agoniante e dolorosa.
Mas pai e filho estavam determinados a sofrer qualquer tipo de dor para salvar a humanidade do reino do mal.



Sua estratégia fora sucessiva e o mal tomou um golpe fatal, e a esperança da salvação definitiva foi restaurada nos corações dos mortais.
Mas sua bondade não se limitou a destronar as hordas do mal. Logo, logo ele iniciaria uma nova era de felicidade, paz e prosperidade.
Ele criou um PARAÍSO.


Um paraíso para que todos nós vivermos felizes, um lugar onde todos satisfariam suas necessidades foi feito, um lugar onde viveríamos em segurança, felicidade e amizade,protegido de todas as doenças do mundo exterior:






- E, embora nós nos provamos muito ingratos e indignos
- embora nós tenhamos negado seu paraíso e escolhido uma vida em miséria
- Embora tenhamos abraçado todos os hábitos nojentos do mundo exterior

Ele nunca nos esqueceu e sempre tomará conta de nós.
Embora agora sua presença nos pareça tão distante, quase legendária.
Embora nós já não podemos sentir sua presença nas nossas vidas,e embora seus objetivos agora nos pareçam longe de serem realizados,sabemos que sua causa não está perdida enquanto acreditarmos nele.



E, enquanto nos dedicarmos a um objetivo comum, enquanto seguirmos os caminhos iluminados de nossos lideres heróicos, sabemos que suas terras prometidas, junto com a paz e a justiça, serão devolvidas a nós e os valores pelos quais Stalin viveu e morreu finalmente prevalecerão.
Pois seus objetivos para com esse mundo ainda não foram realizados e seu reino na terra está destinado a ser restaurado em GLÓRIA TOTAL

Dedicado ao nosso camarada, Marechal, professor, lider e amigo

Dilma Rousseff e a resposta que demoliu o senador Agripino Maia (DEM-RN)





“Me orgulho imensamente de ter mentido, porque salvei companheiros da tortura e da morte”, disse Dilma, à época.

DILMA NO PAÍS DAS MENTIRAS




DILMA NO PAÍS DAS MENTIRAS

Em 7 de maio de 2008, a então ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff foi ao Congresso Nacional para uma audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal.

Agripino Maia, senador pelo DEM do Rio Grande do Norte, para insinuar falta de credibilidade na fala de Dilma, recorreu a um expediente infeliz: perguntou à ministra se ela havia mentido durante a ditadura militar.

A resposta de Dilma – franca, emocional e devastadora – é, reconhecidamente, um dos mais importantes depoimentos públicos registrados no Brasil sobre a tortura na ditadura inaugurada pelo golpe de 1964.

Integrante da resistência armada aos golpistas, Dilma Rousseff, aos 19 anos, foi brutalmente torturada nos porões da ditadura e ficou presa por três anos.

Na época, Agripino Maia, de família intimamente ligada ao regime, preparava-se para assumir um posto pouco louvável na política potiguar: em 1979, virou prefeito biônico – portanto, sem um único voto da população – de Natal, indicado pelo ditador de plantão, general João Baptista Figueiredo.

“Me orgulho imensamente de ter mentido, porque salvei companheiros da tortura e da morte”, disse Dilma, à época.

Petrobras e a seletividade da Globo


Do site MudaMais:


O equilíbrio é um princípio importante para o bom jornalismo. Especialmente quando está baseado em critérios objetivos e pode, de alguma forma, ser verificado. Junto à busca pela verdade e à pluralidade de opiniões, ele forja os princípios da atividade jornalística moderna.

Se você tem a impressão de que este equilíbrio é muitas vezes colocado de lado na cobertura dos casos mais rumorosos da política nacional, você está certo. O Muda Mais fez os cálculos do noticiário do Jornal Nacional sobre as denúncias de formação de cartel e pagamento de propinas no Metrô de São Paulo e os comparou com a cobertura da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás. Resultado: a média de exposição diária do caso Petrobras é nada menos do que 13 vezes maior do que o caso Alstom/Metrô de SP. 

Entre 7 de novembro de 2013 e 25 de março último, ou seja, em 130 edições do JN, as denúncias e investigações sobre corrupção no Metrô de SP ocuparam cerca de 77 minutos do telejornal. Foram divulgadas 23 matérias. A mais longa teve 8 minutos e 15 segundos. Cinco delas duraram menos de 1 minuto. Em todas, o assunto era bem ponderado. Todos os acusados tinham direito de resposta para rebater as acusações. E todos, claro, refutaram. As expressões usadas nos textos das reportagem também são bem suaves. Para o Jornal Nacional, não há quadrilha, mas um “suposto cartel”. E não há acusados, mas suspeitos.

Em comparação, desde que o caso Petrobras/Pasadena eclodiu, há 11 dias, o Jornal Nacional dedicou a ele 64,5 minutos de cobertura. Foram 10 matérias, três delas com pelo menos 10 minutos cada. Nenhuma com menos de 3 minutos. E em todas não há suspeitos, mas acusados. E não há supostas questões contratuais no processo de aquisição da refinaria, mas irregularidades na compra da refinaria.

Vale a pena destrinchar os dados relativos às exposições dos dois casos no telejornal - que vai ao ar de segunda a sábado. Desde que surgiram as primeiras denúncias do caso do Metrô de São Paulo, os telespectadores ouviram "boa noite" da bancada do JN cerca de 130 vezes. Durante cinco meses completos, o tema foi abordado em 23 edições. Por outro lado, em apenas 11 dias - ou seja, 10 edições, excluindo-se o domingo - o caso Petrobras foi abordado em todas as oportunidades, ininterruptamente. 

Portanto, se dividirmos o tempo total de exposição de cada um dos temas pelo número de edições que foram ao ar do telejornal desde a primeira aparição deles no noticiário, teremos algo curioso. Para o Metrô de São Paulo, nas 130 edições, houve 77 minutos de cobertura, ou seja, uma média de exposição diária de 35 segundos. Já o caso Petrobras chegou ao horário nobre da TV Globo por 64,5 minutos nas 10 edições, o equivalente a uma média de 6 minutos e 30 segundos de exposição diária. Os cálculos apontam para uma cobertura, proporcionalmente, 13 vezes maior do caso Petrobras em comparação ao do Metrô.

É compreensível que, em 130 edições, a temática acabe por se diluir e, portanto, apareça menos frequentemente ao longo do tempo. Chama a atenção, no entanto, que em apenas 10 edições, o caso Petrobras já tenha um tempo de exposição tão próximo ao caso do Metrô. 

O tratamento desproporcional dado pelo Jornal Nacional a temas ligados ao PSDB e ao PT, ou, se você preferir, ao governo federal e ao governo do estado de São Paulo, não é propriamente uma novidade. Mas é sempre bom ir para a prancheta e colocar os pingos nos is. Se "ouvir os dois lados" é um princípio do bom jornalismo, que nome se dá quando eles são tratados com dois pesos e duas medidas?

MÉDIA DE 120 norte-AMERICANOS MORREM TODOS OS DIAS


MÉDIA DE 120 norte-AMERICANOS MORREM TODOS OS DIAS por não poderem pagar qualquer tipo de plano de saúde... E o nosso SUS é uma merda, né?...

Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de norte-americanos não têm), então há boas razões para temer ainda mais a ambulância e os cuidados de saúde que o governo presta. VIAGENS DE AMBULÂNCIA custam em média o equivalente a 1300 reais e a ESTADIA num HOSPITAL PÚBLICO(?) mais de 500 reais por noite....

Para a maioria das operações cirúrgicas (que chegam à casa das dezenas de milhar), é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e, como o nome indica, terá a oportunidade de se endividar e também a oportunidade de ficar em casa, TORCENDO PARA NÃO MORRER.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

STJ JULGA IMPROCEDENTE O RECURSO IMPETRADO PELA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL EM AÇÕES RELATIVAS AO FGTS.


São Paulo, 01/04/2014.

Na tarde de ontem o Superior Tribunal de Justiça - STJ cassou a liminar que suspendia o tramite das ações conhecidas como revisão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e conheceu e negou provimento ao recurso interposto pela Caixa Econômica Federal visando manter a taxa de revisão do FGTS pela TR.

O Ministro Relator Rudolff Fischer a TR não representa a correção real das perdas dos trabalhadores frente à desvalorização da moeda e a inflação causando, então, prejuízos aos empregados. Ainda, segundo Fischer, o julgamento do recurso servirá de parâmetro para as outras instâncias do Poder Judiciário.
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Procurado o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores de São Paulo, Carlos Oliveira, disse que essa é mais uma vitória dos trabalhadores e recebeu a notícia com grande euforia, pois milhares de empregados serão beneficiados com a decisão.

Entenda o caso:

No decorrer do ano de 2013 houve uma avalanche de ações impetradas por sindicatos e trabalhadores invadiu a Justiça Federal em todas as comarcas do Brasil. O objetivo das demandas é fazer a revisão da taxa de revisão do FGTS a partir de 1999 quando este deixou de ser corrigido pela inflação.

Advogados e sindicalistas reclamam da perda monetária causada pela aplicação da TR e querem a correção seja feita por outros índices oficiais como, por exemplo, o INPC.

http://www.naoentendodireito.com/

quarta-feira, 2 de abril de 2014

PAPA FRANCISCO



"Envolver-se na política é uma obrigação para o 
cristão. Nós não podemos fazer como Pilatos e lavar as mãos. 
Não podemos! 
A política está muito suja: mas, está suja por que? Por 
que os cristãos não se meteram nela com espírito 
evangélico". (Papa Francisco)
 

Karl Marx, o maior pensador da humanidade




Homem de Ciência e Lutador Socialista
“…Assim como Darwin descobriu a lei do desenvolvimento da natureza orgânica, Marx descobriu a lei do desenvolvimento da natureza humana [...] Marx descobriu também a lei específica que move o atual modo de produção capitalista e a sociedade burguesa criada por ele”. Mas ele não se contentava com os estudos,com as brilhantes conclusões a que chegava como resultado de suas investigações. O que considerava a verdadeira missão de sua vida? “…Marx era, acima de tudo, um revolucionário. Cooperar para a derrubada da sociedade capitalista, contribuir para a emancipação do proletariado. A luta era seu elemento.” (Engels, discurso no túmulo de Marx em 17/3/1883).
O interesse pelo estudo, pela pesquisa, para entender os fenômenos em sua essência e não apenas em sua aparência, acompanhou desde a mais tenra idade Karl Einrich Marx, que nasceu em Treves (Prússia, Alemanha) no dia 5 de maio de1818. O pai, Einrich Marx e a mãe, Henriqueta Pressburg eram de origem judaica. Os primeiros estudos foram no Liceude Treves, mas ele não se limitava aos ensinamentos da escola. Freqüentava a casa de Ludwig de Westafalen, funcionário do governo prussiano e homem de vasta cultura. Outro fator também atraía o garoto: uma bela menina, Jenny, filha do sábio amigo e também muito interessada em beber na fonte do conhecimento. Com ela, Marx casar-se-ia aos 26 anos e viveria a vida inteira.
Em 1835, foi para a Universidade de Bonn mas logo se transferiu para a de Berlim,“centro de toda cultura e de toda a verdade”, como a classificava o filósofo Hegel. Foi nela que depois de muito estudo, muita reflexão, se tornou um jovem hegeliano. Marx dedicou-se ao estudo da filosofia, do direito, da história, da geografia e expressava essa ânsia de saber nas cartas ao pai e em poesias.
Abandonou cedo os estudos de Direito para aprofundar os conhecimentos filosóficos e obteve o título de doutor em1841. Tentou uma vaga de livre docente,mas as universidades prussianas não simpatizavam com livres pensadores.
A oportunidade de trabalho surgiu quando um grupo de liberais da Renânia fundou um jornal, a Gazeta Renana e convidou os jovens hegelianos para a redação. Constatou então que para escrever sobre questões da atualidade, como as teorias do socialismo francês e as questões agrárias da Renânia, não bastava o saber filosófico, tornando-se necessário estudar a fundo a Economia Política e o Socialismo.
Os estudos da economia política e do socialismo levaram Marx a romper com a visão hegeliana e aderir ao comunismo. Em outubro de 1843, morando em Paris com Jenny, com quem se casara em setembro daquele ano, escreveu em Anais Franco-alemães, publicação que dirigiu: “…O sistema de lucro e do comércio, da propriedade privada e da exploração do homem, acarreta no seio da sociedade atual, um dilaceramento que o antigo sistema é incapaz de curar porque ele não cria nem cura, mas apenas existe e goza”.
Anais Franco-alemães publicou um trabalho intitulado Esboço de uma Crítica da Economia Política, que Max classificou de genial. Era de autoria de Friedrich Engels, que por sua vez acompanhava com admiração os escritos de Marx. Os dois se encontraram em Paris em setembro de 1844, ocasião em que nasceu uma amizade e uma parceria ímpares e fundamentais para a elaboração da teoria do socialismo científico (Sobre Engels,veja A Verdade nº 47).
Até ser expulso da França em 1845, a pedido do governo prussiano, Marx conviveu com os operários, conheceu seus movimentos, os socialistas utópicos e teóricos como Proudhon, com quem estabeleceu uma polêmica.
Proudhon escreveu A Filosofia da Miséria, obra em que criticava os utópicos, que pretendiam construir uma nova ordem social “sobre os sentimentos paradisíacos de fraternidade, de amor, de abnegação”. Propunha ação concreta, mediante a criação de grupos de produção autônomos, que trocariam entre si os produtos criados por eles, prescindindo da moeda e estabelecendo relações de cooperação e solidariedade. As atividades seriam organizadas de acordo com as necessidades da Comunidade .
Marx respondeu em A Miséria da Filosofia que Proudhon não compreendeu que as relações sociais entre os homens estão estreitamente ligadas às forças produtivas. No capitalismo, à medida que a burguesia se desenvolve, surge um novo proletariado; uma luta é travada entre a classe proletária e a burguesia, dado o caráter contraditório do sistema, pois as mesmas condições nas quais se produz a riqueza se produz a miséria. A única solução justa, diz Marx, porque provém da situação real, é organizar a classe oprimida para tornar a luta consciente. No decorrer dessas lutas é que nascerá a nova sociedade; aliás, ressalta, isso só poderá se suceder quando as forças produtivas tiverem atingido elevado grau de desenvolvimento.
O Manifesto Comunista e a organização do proletariado
Expulso de Paris, Marx foi para Bruxelas, onde ingressou na Liga dos Comunistas, organização dos operários alemães imigrados, à qual já pertencia Engels. A Liga definiu seus princípios e atribuiu a Marx e Engels a tarefa de dar-lhes forma e fundamentação teórica. Nasceu o Manifesto do Partido Comunistapublicado em 1848, que se tornou a bíblia do movimento operário revolucionário. O Manifesto trata de três temas essenciais:
1-  a história do desenvolvimento da burguesia. Sua obra positiva e negativa;
2-  a luta de classe e o papel do proletariado;
3-  a ação revolucionária dos comunistas.
Mal é editado o Manifesto Comunista, eclode a revolução de 1848, que destrona a monarquia reinstalada na França pela burguesia, e se espalha por toda a Europa. Marx foi imediatamente preso e expulso de Bruxelas. Engels conseguiu se engajar no movimento revolucionário e participou de várias batalhas. Com a derrota, deixou o país. Ambos foram viver na Inglaterra, Marx em Londres e Engels em Manchester, mas comunicavam-se diariamente e voltaram a ser vizinhos 20 anos depois. Nesse período Marx se dedicou à elaboração de O Capital, sua principal obra, e aos contatos com o movimento operário.
A idéia surgiu da correspondência entre militantes operários da Inglaterra e da França e em setembro de 1864 se fundou a Associação Internacional de Trabalhadores. A mensagem inaugural, redigida por Marx, destaca a necessidade de uma ação econômica e política da classe operária em favor da transformação da sociedade. Marx dedicou-se á Internacional de 1865 a 1871, ano em que ela foi dissolvida, graças à ação dos anarquistas seguidores de Michael Bakunine (ativista russo).
Pai doce, terno e indulgente
Foi a Internacional que levou o jovem militante Paul Lafargue a conhecer Marx, de quem se tornou discípulo, amigo, admirador e genro, pois se casou com Laura, uma de suas três filhas (O casal Marx/Jenny teve seis filhos – quatro meninas e dois meninos-, dos quais só três meninas sobreviveram [Jenny, Laura e Eleanor]).
É Lafargue quem detalha aspectos da vida pessoal de Marx, destacando sua energia incansável para os estudos e para a ação. Seu cérebro não parava e durante as caminhadas que faziam no final da tarde, discorria sobre questões relativas ao capital, obra que estava elaborando na época e da qual só redigiu o I Volume, tendo Engels escrito os dois seguintes, a partir das anotações que o amigo deixou.
Quando cansava do trabalho científico, lia romances, dramaturgia, conhecia de cor as obras de Shakespeare ou álgebra (chegou a escrever um trabalho sobre cálculo infinitesimal). Os domingos eram reservados para as filhas, uma exigência delas. “Pai doce, terno e indulgente, não dava ordens, pedia as coisas por obséquio, persuadia-as a não fazer aquilo que contrariasse seus desejos. E como era obedecido! As filhas não o chamavam de pai e sim de ‘mouro’, apelido que lhe deram por causa de sua cor mate, de sua barba e dos cabelos negros”.
O proletariado tomou o céu de assalto
Em fins de 1870, o proletariado francês voltava a efervescer e uma insurreição se anunciava. O Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores avaliou que não havia amadurecimento das condições objetivas para assegurar o poder da classe operária e implantar o socialismo e emitiu resolução redigida por Marx, apelando para que “… utilizem, tranqüilamente e com energia, os meios que lhes oferecerem as liberdades republicanas a fim de poderem efetivar a organização de sua própria classe. Isso lhes proporcionará forças novas e gigantescas para a renascença da França e a realização da tarefa comum: a libertação do proletariado”.
Mas os operários parisienses não deram ouvidos; cansados da política antidemocrática, humilhados, no dia 18 de março de 1871 tomaram o poder e instalaram a Comuna de Paris, anunciando as primeiras medidas de construção de uma sociedade socialista. A duração foi efêmera, mas rica de experiências que Marx consolidaria na sua obra A Guerra Civil na França.
A Internacional deu todo o apoio possível ao proletariado francês em luta,tanto durante a guerra, como depois, protegendo os exilados e denunciando ao mundo a cruel repressão que a burguesia desencadeou sobre os operários parisienses e suas famílias.
Os últimos anos
Foram de sofrimento, com as doenças que lhe atingiram e à mulher, Jenny, que faleceu no dia 2 de dezembro de1881. Ao tomar conhecimento do fato, Engels comentou: “O mouro morreu também”. E não se enganava. Já debilitado,com problemas pulmonares , no dia 14 de março de 1883, o genial pensador faleceu repentinamente enquanto repousava numa cadeira em seu aposento de trabalho.
No sepultamento, sem cerimonial,como era seu desejo, junto à esposa, colaboradora e companheira de toda a vida, Engels discursou: “… É praticamente impossível calcular o que o proletariado militante da Europa e da América e a ciência histórica perderam com a morte deste homem…”
Legado e atualidade do marxismo
“Os filósofos buscam interpretar o mundo, enquanto nós queremos transforma-lo”, assim diferenciava Marx o materialismo histórico e dialético da filosofia clássica e mesmo da hegeliana. E o marxismo tem sido, de fato, guia para ação dos movimentos revolucionários dos trabalhadores em todo o mundo.
Apressada, a burguesia comemorou a derrocada dos regimes ditos socialistas da URSS e do leste europeu no final dos anos 80 e início da década de 90 e chegou a propalar o “fim da história”, deixando de observar que a tragédia se deu exatamente porque os dirigentes, atraídos pelo canto de sereia burguês, se desviaram do marxismo que norteou a Revolução Bolchevique de 1917, dirigida por Lênin, um genial discípulo de Marx.
Mas não demorou e o champanhe foi substituído por lágrimas, em decorrência dos conflitos que se sucederam nos quatro cantos do mundo e atingiram o centro do imperialismo.
Ao contrário, a evolução do capitalismo só tem comprovado as teses marxistas e seu caráter científico.
Globalização: por que a surpresa?
Nas suas jogadas de marketing, os teóricos da burguesia e seus meios de comunicação apresentaram a chamada “globalização” como algo novo, avassalador, que suplantaria qualquer resistência e bloquearia qualquer tentativa de transformação social. Ora, o capitalismo tem caráter mundial desde o seu surgimento: o que foram as grandes navegações? A colonização? É de sua essência,como afirmou o Manifesto Comunista, no ano de 1848: “… Pela exploração do mercado mundial, a burguesia imprime um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países.”
Os fatos recentes comprovam também que quanto mais se desenvolve, mais o capitalismo “forja as armas que o levarão à morte”. A produtividade é cada vez maior, mas o avanço tecnológico que a possibilita produz um exército permanente de desempregados e comprime os salários dos que permanecem na ativa, reduzindo assustadoramente o número de consumidores. Por isso, as crises se repetem em ciclos cada vez menores e atingem tanto a periferia como os países centrais. Seu declínio e a vitória do proletariado são, portanto, inevitáveis.
Essa vitória não é automática, entretanto. Ela carece da ação do proletariado consciente e organizado enquanto classe “para si”, tendo à frente os comunistas, “parcela mais decidida e avançada dos partidos operários de cada país” e que têm uma visão internacionalista, capaz de fomentar a união mundial dos oprimidos, realizando a conclamação com que Marx e Engels concluíram o Manifesto: “Proletários de todos os países,uni-vos”.
Através dos séculos
Para finalizar essa tarefa hercúlea, falar sobre Marx em uma página queda a minha pena, incapaz de expressar algo diferente ou que se aproxime, pelo menos, do que proferiu Engels ante o túmulo em que foi depositado o corpo do grande pensador e herói do proletariado: “…o homem mais odiado e caluniado pela burguesia morreu venerado e querido, chorado por milhões de trabalhadores da causa revolucionária. Seu nome viverá através dos séculos e, com ele, sua obra”.
Luiz Alves
(Publicado no Jornal A Verdade, nº 48)

O RIO QUE FREIXO NÃO VÊ

terça-feira, 1 de abril de 2014

(Central dos Sindicatos Brasileiros) CSB







Inauguração da sede da CSB no Rio de Janeiro. Importante falação do companheiro Antonio Neto, sobre o movimento sindical e sobre a ditadura militar e o movimento sindical.