sexta-feira, 3 de setembro de 2010

BAAS: "DERROTA DOS EUA ANUNCIA O COLAPSO DOS SEUS FANTOCHES E O RAIAR DE UMA NOVA ALVORADA"

A Liderança do Partido Baas, que encabeça a Resistência, saudou em Bagdá “a fuga” em 31 de agosto, em pleno Ramadan, “das forças de combate dos EUA”. Retirada, assinalou, que se deve “aos golpes assestados pelos mujahidins do Baas e de todas as facções da heróica Resistência”, que “quebraram a coluna vertebral do invasor”.

Ao longo de sete anos e cinco meses – mais tempo que a Guerra Civil norte-americana, a I Guerra Mundial, e a Guerra da Coreia -, os patriotas “infligiram aos ocupantes pesadas perdas em soldados, equipamentos e finanças”, acrescentou a mensagem, que salientou a derrota, antes, e retirada, dos aliados dos EUA na invasão, “ingleses, espanhóis, australianos, italianos, sul-coreanos e outros”, mais “os mercenários chamados de contratados civis”.

“Todos esses fugiram um após o outro, enquanto o exército de canalhas da ocupação sofreu, só ele, mais de 33 mil mortos e não menos de 250 mil mutilados e feridos”, ressaltou a mensagem. Assim descreveu o Baas a retirada dos EUA: “envoltos na vergonha, trajados de desonra, banhados em opróbrio, derrotados, aos recuos pelas mesmas rotas por onde chegaram como invasores”. Continuando: “eles se retiraram, mergulhados na perplexidade, estupefatos, assustados, entorpecidos pela própria estupidez, seguidos e marcados pela maldição mais duradoura da História”.

A mensagem relembrou o anúncio dos EUA de 30 de junho do ano passado, de fuga para bases fora das cidades, “uma das mais importantes e decisivas viradas na fragorosa derrota”, que levou “à fuga completa e ulterior das forças deles neste dia abençoado do Ramadan”.

“Alá garantiu a vitória, aos crentes do Baas, contra o ogro tirânico norte-americano, seus aliados persas e sionistas, e os amaldiçoados fantoches”, destacou a mensagem. O Baas denunciou que “a logorréia de Obama em sua declaração de derrota não é senão tentativa desesperada de esconder isso”. Este homem “anuncia o fim da missão de combate que o criminoso Bush anunciara [encerrada] em maio de 2003”, acrescentou.

Para o Baas, a verborragia “é um modo fútil de buscar uma saída que salve as aparências”, e certamente eles compreendem “muito bem” que sua fragorosa derrota nas mãos da Resistência de Muhadijins iraquiana “é, em última instância, sua derrota a nível mundial, e de sua ideologia”, de que o colapso financeiro e econômico em curso é um grande sintoma.

O partido do presidente-mártir Sadam Hussein assinalou, ainda, que “a derrota dos EUA anuncia o colapso dos seus fantoches e saúda o raiar da nova alvorada da completa independência e libertação”. Termo que é, também, uma ironia sobre o nome que o Pentágono deu à “nova” missão de “assistência” militar aos fantoches e “estabilização”, “New Dawn”, no lugar da fracassada “Iraqi Freedom”.

O Baas afirmou que o povo do Iraque e sua heróica Resistência “não serão enganados pelas cumplicidades americano-iranianas” para “legar a ocupação aos iranianos”, através da “prorrogação do mandato do dual fantoche americano-iraniano, Maliki,” seis meses após a encenação do que eles chamam de “formação de governo e alocação de postos miseráveis aos colaboracionistas e mercenários de todo tipo”.

“Sim! O poderio da heróica Resistência iraqui-ana e da luta do nosso digno povo, que infligiu uma derrota ignominiosa aos ocupantes, irá derrotar novamente os decaídos aliados sionistas e persas dos EUA e seus fantoches”, convocou o Baas. “Abortará seus velhos-novos planos de ocupação; e estabelecerá um governo popular, livre, democrático e pluralista”, afirmou.

O partido acrescentou que esse governo irá “coroar a Jihad da Frente de Libertação, Jihad e Salvação Nacional e seu alto comando liderado pelo camarada mujahidin Izzat Ibrahim al Duri, secretário-geral do Partido, com a participação de todas os setores da Resistência, e avançará no caminho da reconstrução nacional, patriótica e socialista do Iraque, e “renascimento humanitário e civilizatório”.

Concluindo, a mensagem saúda a “heróica Resistência Iraquiana”, “o grande Iraque e a gloriosa Nação Árabe”. “Glória aos nossos mártires!”
HP

TROPAS DE COMBATE DOS EUA BATEM EM RETIRADA DO IRAQUE.

O que era para ser, na insânia dos gângsteres de Washington, um passeio, com tropas recebidas “com flores”, e o petróleo do Iraque pagando a conta da invasão, tornou-se um pesadelo para EUA

Em anúncio feito pelo presidente Obama direto do salão Oval da Casa Branca, os EUA comunicaram na terça-feira dia 31 ter concluído a retirada de suas “tropas de combate” do Iraque, com os soldados restantes – seis brigadas – passando principalmente a se dedicar ao “treinamento” e “assistência” das tropas fantoches, e com data já marcada de saída, final de 2011.

Em Bagdá, discreta cerimônia juntou no QG da invasão o secretário do Pentágono Robert Gates, o vice Joe Binden e generais marcados pelo fracasso no Iraque. “O anúncio dos EUA de sua fragorosa derrota no Iraque é o início do colapso dos seus fantoches e o raiar da alvorada da libertação”, afirmou na capital iraquiana o Partido Baas, esteio da Resistência, festejando a fuga e convocando o povo a apertar o garrote sobre os invasores que sobraram e os lacaios. O Pentágono chamou de “Nova Alvorada” sua recém batizada operação no Iraque.

Na semana passada, uma onda de ataques coordenados da Resistência, de sul a norte do país, e capital, que abateu três centenas de lacaios, foi sintomático do que está pela frente. Diante da debandada dos ianques, um general lacaio se lamuriou em público de que suas “tropas” não estariam “preparadas” tão cedo para enfrentar a Resistência – quem sabe... 2020!

“SEM FLORES”

O que era para ser, na insânia dos gângsteres de Washington e Wall Street, um passeio, com tropas recebidas “com flores”, e o Iraque pagando a conta da invasão com o próprio petróleo, se transformou um pesadelo. Nas contas do ex-presidente do Banco Mundial, e ganhador do Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, o custo da guerra ao Iraque (mais o Afeganistão, que só recentemente se tornou um peso), está atingindo o píncaro de US$ 3 trilhões.

Os EUA vergaram sob despesas estéreis dessa monta, o cassino implodiu e o país foi à lona, e vive a mais grave crise econômica desde a Depressão de 1930. Aliás, o que vem sendo discutido nos EUA nos últimos dias é exatamente que a “recuperação” se esboroou, e se o “Duplo Mergulho” chegou, ou está chegando, ou se o nome do desastre é “Depressão” e deflação.

A invasão do Iraque foi, desde o início, uma guerra de bandidos, para assaltar as segundas maiores reservas de petróleo do mundo e colocá-las à disposição da Exxon, Chevron, Shell, BP e bancos dos EUA. Casa Branca, Pentágono e CIA fabricaram mentiras em escala industrial contra o Iraque e o governo de Sadam Hussein. E isso só funcionou como estopim da agressão porque os principais jornais, revistas e cadeias de televisão dos EUA, davam repercussão dia e noite. “Armas de destruição em massa”, “Al Qaeda”, “urânio do Níger”, e até o tubinho de “antraz” do então secretário de Estado Colin Powell. Fraudes, mentiras, tudo inexistente.

Se era possível alguém ainda ter dúvida sobre se a invasão era pelo petróleo, o Pentágono cuidou de esclarecer logo na primeira semana. Quando Bagdá inteira era saqueada, inclusive o Museu Nacional e seus tesouros arqueológicos, milenares, só o Ministério do Petróleo recebia proteção das tropas dos EUA. Mas a Resistência organizou uma campanha de ações que impediu que a pilhagem e exportação do petróleo – ainda hoje a produção é inferior aos níveis pré guerra. Até agora, as petroleiras estrangeiras tentam botar a mão nos campos de petróleo, enquanto a Resistência adverte que eventuais contratos não terão valor algum.

OFENSIVA DE 2004

A Resistência angariou simpatia no mundo inteiro, com seu obstinado combate aos invasores. Realizou a ofensiva de 2004, que pegou de surpresa o invasor em Bagdá, Mossul, Basra, Tikrit, Ramadi, Faluja e Kut. O Pentágono segurou o repuxo com armas proibidas e assassinatos em masssa. Montou com colaboracionistas pró Irã um “governo” fantoche, insuflou a divisão e o sectarismo étnico, organizou atentados e, diariamente, junto com a CIA, forneceu listas de nomes aos esquadrões da morte criados. Forjou eleições sob ocupação, e chamou o general David Petraeus para remendar a “contra-insurgência” com mais chacinas e suborno.

O escândalo das torturas e sevícias sexuais em Abu Graib e os inúmeros crimes de guerra contra civis isolaram os EUA no mundo todo, com W. Bush visto como um maníaco. As milhares de baixas impulsionaram um forte movimento nos EUA pela retirada das tropas. Enquanto isso, um após o outro, os aliados de Washington na invasão tiveram de bater em retirada, por sua situação ter se tornado insustentável, internamente a cada país, e no campo de batalha no Iraque. Agora, são os EUA – e se não conseguiram com 150 mil soldados e outro tanto de mercenários, não serão 50 mil “conselheiros” que darão conta. Desde junho do ano passado, o exército ianque havia retrocedido para bases fora das cidades. Segundo o Partido Baas, a Resistência infligiu 33 mil mortos e 250 mil mutilados e feridos nos sete anos e meio de combate. Cinco meses após as “eleições” de março, Nuri Al Maliki virou primeiro-fantoche interino, pois seu mandato acabou, mas os colaboracionistas não se entendem sobre como formar um “governo”.

ANTONIO PIMENTA

A RETIRADA "SEM VITÓRIA" E O RASTRO DE HULAGU DEIXADO PELOS EUA NO IRAQUE

A retirada “sem vitória” dos EUA, como admitiu o presidente Obama, deixa no Iraque um rastro a Hulagu, o bárbaro mongol que no século XIII devastou Bagdá.

Após a revolução de 1968 e a nacionalização do petróleo, o Iraque havia se transformado no país mais desenvolvido social e tecnologicamente do Oriente Médio. Não será a primeira vez que o Iraque terá de renascer das cinzas.

Um milhão de civis mortos, segundo investigação realizada pela mais tradicional revista médica do mundo, a “Lancet”. Dois milhões de exilados no exterior, e outros dois milhões de refugiados internos. Escolas e universidades sucateadas. Usinas de geração de energia elétrica em destroços, com as casas só recebendo eletricidade poucas horas por dia; o sistema hospitalar público, antes o mais avançado da região, agora está em ruínas, assim como o tratamento de água. O desemprego é astronômico.

A unidade do país encontra-se sob ameaça do sectarismo religioso e do separatismo. Os direitos da mulher retrocederam décadas. O Museu Nacional e seus tesouros foram saqueados. O exército foi banido e substituído por uma turba de lacaios. Petroleiras estrangeiras continuam buscando obter do governo fantoche contratos de pilhagem do petróleo iraquiano.

O presidente do Iraque, Sadam Hussein, foi executado após tribunal-farsa; e seu partido, o Baas, o principal do país, está na clandestinidade. A invasão rasgou a constituição e manietou os tribunais. Patriotas da Resistência e líderes do governo legítimo foram perseguidos, presos e torturados.

A maior parte dos cristãos iraquianos – cuja importância no país pode ser traduzida pelo papel de Tariq Aziz no governo iraquiano – foi forçada a se exilar. Mas, como salientou a mensagem do Baas, o anúncio da derrota dos EUA prenuncia “o colapso dos fantoches” e a “instauração de um governo popular e democrático da Jihad e salvação nacional, com todas as forças que combatem os invasores e os separatismos.

A.P.


EUA: MONOPÓLIO BANCÁRIO AMPLIA ESPECULAÇÃO E CORTA CRÉDITOS

Bank of America, Goldman Sachs e JPMorgan açambarcaram 53,2% dos lucros do setor no 1º trimestre, com base na especulação com commodities, enquanto isso, 840 pequenos bancos correm risco de quebrarem

Os lucros dos bancos saltaram 21% no último trimestre para cerca de US$ 21,6 bilhões, o nível mais alto em três anos. Um ano antes os bancos haviam informado perdas de US$ 4,4 bilhões.

Mas os lucros estão longe de serem distribuídos entre os 7.800 do setor. Três dos maiores, Goldman Sachs, Bank of América e JPMorgan Chase açambarcaram sozinhos US$ 9,50 bilhões dos lucros do setor no primeiro trimestres (cerca de US$ 18 bilhões no total), ou seja, 53,2% do total. Os bancos que detém mais de US$ 10 bilhões em ativos ficaram com 21,6 bilhões dos lucros ou seja 92% destes.

Enquanto isso, do lado dos bancos pequenos, 840 bancos estão na lista dos à beira da bancarrota, acima dos 755 no final de março, como mostra o relatório trimestral da Corporação Federal de Garantia dos Depósitos – FDIC (sigla em inglês).

Mas qual o segredo para os monopolios bancários estarem obtendo lucros que crescem a esse ritmo quando a economia apresenta crescimento do PIB de apenas 0,4% no segundo trimestre em relação ao primeiro? Como constatou Peter Krauth, editor do site Money Morning, os bancos estão movendo enormes somas de capital para uma área do mercado. “Estou falando de commodities”, diz o economista. Ele afirma que os quatro maiores bancos já movimentam acima de US$ 4 trilhões no comércio de mercadorias.

As principais mercadorias a exemplo do ouro, prata, cobre e outras que chegaram aos níveis mais altos em décadas – e em alguns casos batem recordes de todos os tempos. O petróleo que havia atingido níveis altís-simos, após período de queda, junto com as bolsas no momento da crise, já voltou ao patamar de 84 dólares o barril, em abril, teve queda de 9% em agosto, mas já torna a subir.

Segundo o editor do Money Morning, o Bank of America planeja aumentar em 25% sua equipe voltada para a especulação com commodities.

O ouro estava sendo negociado a US$ 1.150 a onça em abril e já está a US$ 1.245 e o Goldman Sachs está divulgando que deve chegar a US$ 1.350 até o final do ano e US$ 1.425 em 2011. Também prevê que o petróleo estará sendo negociado a US$ 97 o barril no início do ano que vem. Prevê falta do produto ainda durante 2011 e que deve chegar então a US$ 110. Já o Bank of America fala em US$ 150 o barril em quatro anos.

“Como os bancos podem fazer atrevidas previsões de que os preços vão subir feito foguetes?”, questiona Peter Krauter. Ele próprio ressalta que “só há uma resposta: eles estão tmando todas as medidas possíveis para controlar os suprimentos de commodities e garantir que seus preços subam. O JPMorgan já possui supertanques em locais estratégicos espalhados pelo globo o que lhe permite deter milhões de barris de petróleo fora do mercado”.

Retirando cada vez mais mercadorias do mercado quando sua demanda cresce os bancos exacerbam a falta delas. “Os bancos jogam os preços para cima limitando o suprimento da commodity”, acrescenta Krauther, “daí os bancos passam a negociar com valores futuros buscando aumentar seus lucros”.
Ele expôs ainda que “um dos métodos para exacerbar estas condições é comprar as mesmas quando ainda sob o solo. Neste caso investindo valores muito abaixo e se estocando para futura especulação. Aí é só deixar o minério descansar e esperar os preços subirem”.

Para jogar mais dinheiro na especulação os grandes bancos reduziram em 40% - sem que o Fed ou qualquer outro órgão regulador reclamasse – as reservas para perdas futuras. Afinal a experiência dos mesmos mostra que têm um colchão de segurança no Tesouro que tomaram controle. Além disso, também usaram a crise a seu favor em outro aspecto: utilizam o medo de investir na produção para rebaixar as taxas pagas a seus depositantes. É a menor taxa desde 1960 e está em 0,97%. Pagam pelos depósitos ao nível mais baixo em 50 anos.

Já os empréstimos, tanto para o consumo como para a produção, continuam a ser cortados. Caíram no total do segundo trimestre em US$ 96 bilhões ou 1,3%. O declínio foi liderado exatamente pelo setor que mais necessita de estímulo, as construções imobiliárias (com capacidade tanto para cobrir o déficit de moradias como para gerar empregos) “cujos empréstimos caíram mais de 8% em relação ao primeiro trimestre”, informa o FDIC.

O mesmo órgão acrescenta que os pequenos negócios e os produtores rurais puderam pegar 2% a menos nos bancos, 13 bilhões de dólares a menos. Crédito para compra de casas também caiu.

Mas para Sheila Bair, presidente do FDIC, não e necessário qualquer intervenção do Estado. Tudo se resolverá com um pouco de paciência e tempo. “Os consumidores e empresários precisam ganhar confiança na retomada antes de tomarem decisões sobre endividamento” declarou.

“Os lucros”, prossegue, “permanecem em níveis historicamente baixos, e o número de instituições não lucrativas, bancos problemáticos e falhas continua crescendo. Porém o setor bancário está ganhando força...a maioria dos indicadores de qualidades de ativos estão se movendo na direção certa.”

Mas, infelizmente, a verdade é exatamente o oposto da “direção certa”. É que “os lucros dos maiores bancos estão zunindo, apesar do fato de que os consumidores dos E.U. estão lutando para pagar seus empréstimos”, como expressou Peter Krauther

NOVO ESCANDALO ATINGE GOVERNO TUCANO NO RIO GRANDE DO SUL

Ação conjunta do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, do Ministério Público de Contas e da Polícia Federal aponta existência de uma quadrilha no interior do Banco do Estado do RS (Banrisul). A força tarefa constituída pelos três órgãos investiga a ação de uma suposta organização criminosa, integrada por um alto funcionário do banco, agências de publicidade e prestadores de serviços, que pode ter causado um prejuízo de mais de 10 milhões de reais nos últimos 18 meses. Três pessoas foram presas em flagrante por peculato e lavagem de dinheiro. A PF encontrou em suas residências e empresas cerca de R$ 2 milhões sem origem identificada (foto).

Marco Aurélio Weissheimer

A Polícia Federal, o Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul e o Ministério Público de Contas deflagaram nesta quinta-feira (2) a Operação Mercari que apura possíveis desvios de recursos da área de marketing com prejuízo para o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). O nome da operação, Mercari, vem do latim: “comprar para vender”, “comércio”. A força tarefa constituída pelos três órgãos investiga a ação de uma suposta organização criminosa, integrada por um alto funcionário do banco, agências de publicidade e prestadores de serviços, que pode ter causado um prejuízo de mais de 10 milhões de reais nos últimos 18 meses.

Segundo nota divulgada pela Superintendência da Polícia Federal no RS, “o esquema se daria através de superfaturamento na produção de ações de marketing contratadas junto a agências, as quais eram terceirizadas a empresas que, por sua vez, subcontratariam os reais executores dos serviços a preços muito menores do que aqueles cobrados do banco”.

A Justiça Estadual, acionada pelo MP Estadual, autorizou o compartilhamento de informações com o MP de Contas que, por sua vez, requereu ao Tribunal de Contas do Estado uma inspeção especial no Banrisul. A Polícia Federal atua na operação por causa da existência de indícios de crimes de evasão de divisas, ocultação de bens e valores e sonegação fiscal. A PF cumpriu hoje, atendendo determinação judicial estadual, 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em porto Alegre e um em Gravataí, com a participação de 76 policiais.

Três suspeitos foram presos. Segundo a jornalista Adriana Irion, de Zero Hora, os nomes são: o superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg, um funcionário da agência SL&M, Gilson Storke, e um diretor da DCS, Armando D’Elia Neto. Eles foram presos em flagrante por peculato e lavagem de dinheiro. A PF encontrou em suas residências empresas cerca de R$ 2 milhões sem origem identificada.

TCE apontou irregularidades nos gastos do Banrisul
O período abrangido pelas investigações da Operação Mercari (18 meses) pega em cheio a gestão de Fernando Lemos na direção do banco. Considerado da “quota do PMDB” e, mais particularmente, do senador Pedro Simon, Lemos esteve a frente de uma megaoperação publicitária do governo tucano que despejou milhões de reais em anúncios e campanhas.

Cabe lembrar que a despesa total do governo Yeda Crusius com publicidade aumentou consideravelmente a partir de 2008: cresceu 23% acima da inflação. Foi uma das receitas para enfrentar os escândalos e denúncias de corrupção. O governo tucano abriu os cofres e despejou publicidade na mídia gaúcha. Em dois anos, foram gastos em propaganda (a preços médios de 2008) cerca de 306 milhões. Deste total, mais de 200 milhões foram gastos pelas estatais. Mais de 80% deste valor (cerca de 164 milhões de reais) vieram do Banrisul.

Segundo análise do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, relativa aos anos de 2007 e 2008, dos 164 milhões gastos pelo Banrisul em publicidade, menos da metade foi legalmente autorizada. Cerca de 90 milhões gastos pelo banco em publicidade contrariaram a Constituição Federal e as LDOs (Leis de Diretrizes Orçamentárias) de 2007 e 2008. Neste período, apenas 8% da despesa com publicidade se enquadra no item “publicidade legal obrigatória”. Cerca de 92% foram gastos com publicidade institucional, ou seja, propaganda do governo.

Em 2009, o governo Yeda gastou 201 milhões em publicidade – quase três quartos do montante gasto em obras (271 milhões). Do total gasto em propaganda, quase a metade (99,5 milhões), veio do Banrisul. Cabe observar que só havia autorização orçamentária para o banco estatal despender 50 milhões, 49,5 milhões foram gastos ilegalmente, contrariando o disposto no artigo 149, § 7º da Constituição estadual.

Além da análise desses gastos, o Tribunal de Contas também realizou uma inspeção especial no banco a pedido do Procurador Geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino. Coincidência ou não, em meio a esse processo de investigação, Fernando Lemos deixou a direção do banco no início deste ano, sendo premiado pela governadora Yeda Crusius com um cargo de juiz no Tribunal de Justiça Militar.

“Hoje é o Detran, no passado foi o Daer. Depois foi o Banrisul, depois a CEEE”



As denúncias envolvendo o Banrisul atualizam um dos temas mais polêmicos e explosivos do governo Yeda Crusius: as denúncias feitas pelo vice-governador Paulo Feijó (DEM) sobre irregularidades na gestão do banco e a famosa conversa que manteve, no dia 26 de maio de 2008, com o então chefe da Casa Civil do governo estadual, Cezar Busatto, quando este afirmou, entre outras coisas, que o Banrisul seria usado para financiar campanhas eleitorais do PMDB. As palavras de Busatto:

“Hoje é o Detran, no passado foi o Daer. Quantos anos o Daer sustentou? Na época das obras polpudas. Depois foi o Banrisul, depois a CEEE. Se tu vai ver é onde os partidos querem controlar. Não querem saber se é área social. Onde têm as possibilidades de financiamento, pode ter certeza que tem interesses poderosos aí controlando. Então, é uma coisa mais profunda que está em jogo, né?”

“Eu não tenho dúvida de que o Detran é uma grande fonte de financiamento (do PP). Não é verdade? E o Banrisul com certeza, nesses quatro anos (…) O custo que teria ela (a governadora) ter que romper com Zé Otávio, Pedro Simon…”

Mas as denúncias de Feijó não se limitaram a este episódio. Em maio de 2008, um dia depois de defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, na Assembléia Legislativa, para investigar irregularidades envolvendo contratos do Banrisul, o vice-governador Paulo Feijó denunciou o desvio de cerca de R$ 18 milhões dos cofres públicos. Segundo Feijó, esse dinheiro teria saído do banco para a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sem ser contabilizado.

Segundo Feijó, em 2006, o banco teria repassado R$ 24 milhões para a Faurgs. No mesmo período, denunciou, foi contabilizada a entrada de apenas R$ 6 milhões na fundação. Uma empresa terceirizada que prestaria serviços exclusivamente para a fundação teria recebido o restante. Feijó disse que sua denúncia estava baseada em um documento resultante das investigações feitas pelo Ministério Público. Ele entregou esse documento à governadora Yeda Crusius, mas não teria obtido retorno. Feijó disse na época que que tomou conhecimento das irregularidades ainda durante o governo de Germano Rigotto (PMDB), mas que, na época, era apenas líder de uma entidade sindical (a Federasul). Indagado sobre as semelhanças entre as denúncias de irregularidades no Banrisul e as verificadas no Detran, Feijó afirmou na época: “se não são iguais, são muito parecidas”.

NOVOS "VAZAMENTOS" ATINGEM A CANDIDATURA SERRA

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do banco Bradesco, 'vazou' nesta 5º feira informações que atingem de forma letal a candidatura Serra. Aspas para as inconfidencias de Trabuco:

I] "O que sentimos, tendo por base nosso relacionamento com 1,4 milhão de empresas, é que o Brasil está crescendo em todos os setores. Não há uma dependência setorial";

II] "...11 milhões de brasileiros vão viajar pela primeira vez de avião nos próximos 12 meses" ; III] "...o Brasil passará nos próximos anos pelo melhor ciclo econômico de sua história; vamos vivenciar, na segunda década do século XXI, aquilo que foi chamado de "sonho americano". Ao longo do dia, de diferentes áreas do governo e da economia, outros vazamentos sacudiriam a combalida higidez da candidatura José Serra, a saber:
a] BC interrompe alta dos juros;
b] carga tributária declina;
c] vendas recordes de automóveis em agosto;
d] massa salarial tem aumento real de 32,7% entre 2004 e 2010;
e] classes C e D já superam a classe B em poder de consumo;
 f] setor industrial investe R$ 549 bilhões até 2013; g] definida a capitalização da Petrobras: fatia estatal da empresa deve saltar de 29% para 42% e garantir --à revelia do condomínio midiáticotucano-- a soberania brasileira no pré-sal; h] infraestrutura teve R$ 199 bilhões em investimentos entre 2005 e 2008; terá mais R$ 310 bilhões entre 2010-2013;
i] Brasil realiza os três maiores investimentos em geração de energia elétrica do planeta - Jirau e Santo Antônio e Belo Monte; j] otimismo dos brasileiros atinge o maior nível em 9 anos... Visivelmente abalado, no final do dia, o candidato tucano retomaria seu discurso contra as Farcs, contra Moráles, o narcotráfico, o PT...
CM

"SEMPRE VOTEI NO SERRA", DIZ CONTADOR

O contador Antonio Carlos Atella Ferreira disse, em entrevista concedida na quarta-feira ao portal UOL, que foi ele quem solicitou os dados da filha de José Serra junto à Receita Federal.

“Assinei e retirei o documento, mas não assinei como quem pediu o documento”. Ao ser perguntado quem pediu para ele retirar os dados, respondeu: “Eu não sei quem foi o cidadão. Um cliente que pediu. Não sei quem é. Algum advogado do Brasil”.

Diante da informação de que Verônica Serra teria negado que a assinatura do documento fosse sua, ele acrescentou: “Pois é... Estamos dando risada até agora”. “Eu não sabia que era a filha do Serra. Eu nem sabia que o Serra tinha filha. Eu sempre votei no Serra, sou eleitor dele. Eu quero encontrá-lo pessoalmente e lhe dar uma rosa”.

Indagado se era procurador da filha de Serra, disse: “Na verdade, não sei se é ou não. Como trabalho para advogados, e etc e tal, os motoboys vêm e me entregam... Pediu, eu estou tirando. Se o senhor pedir de quem quiser, eu tiro”. “Se o senhor quiser a do senhor... Assinou, mandou para mim eu tiro. E a Receita tem que entregar. A Receita não é nem culpada, coitada. Não estou defendendo, mas a funcionária pega uma solicitação ela tem que cumprir o ato administrativo. Não estou defendendo ninguém, nem conheço a pessoa”, prosseguiu.

Atella voltou a afirmar que não lembra qual cliente lhe encaminhou o documento com a solicitação, dizendo apenas que se trata de alguém “inescrupuloso”. Mas o senhor não lembra quem entregou o papel para o senhor? “Não lembro. Tenho 42 anos de profissão, tenho clientes de todos os lados, não vou lembrar um caso, o cafezinho que tomei lá atrás, mesmo porque faço de 15 a 20 por dia”, respondeu.

Seguem mais alguns outros trechos da entrevista:

O senhor tem ligação com algum partido?
Não, tenho nojo de política. Mas eu voto no Serra viu? Sou eleitor dele desde que ele nasceu.

É filiado a algum partido?
Não. Mas agora vou querer ser vereador [risos].

Já tem partido?
Uma legenda boa para se eleger. Estou vendo que o negócio é bom....

O seu nome aparece envolvido no caso do sigilo...
Vou tirar proveito. Lembra-se do caso do ‘veado’ costureiro que roubou o cemitério e saiu para deputado federal? Acho que não sou dessa qualidade, mas posso [tirar proveito].

O senhor foi servidor?
Não tive o privilégio de ser um vagabundo a mais.

O senhor confirma, conhece algum político?
Já disse que tenho nojo de político. Só gosto do Serra, sou apaixonado pelo debate dele. Aliás, acho que Brasília não é o lugar dele, ele tem que ficar aqui, nasci aqui, sou paulista então quero que ele nunca saia daqui.

O senhor é filiado à OAB de São Paulo?
Não, não sou da banda podre.

Por que o senhor teve cinco CPFs?
Tinha, mas pedi para o delegado da Receita suspender com uma carta de próprio punho e ele deferiu. Já vi que o senhor não é da área, é desinformado.

Mas por que o senhor teve tantos CPFs?
Por um direito de qualquer cidadão, é a própria Receita. Onde se tira um CPF? Por que tenho dois? Quem me forneceu, foi o senhor?

HP

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

BARRAR O GOLPISMO DA MIDIA E DE SERRA/FHC

Nesta quarta-feira, dia 1º, a coligação de José Serra (PSDB, DEM, PPS) ingressou com pedido de cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 O motivo alegado é o da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao grão- tucano. Desesperado com a queda vertiginosa nas pesquisas, a direita quer implodir a eleição presidencial. Rechaçado pela sociedade, Serra tenta evitar sua derrota no tapetão, envolvendo o TSE numa trama golpista.

Nesta tramóia antidemocrática, o comando serrista conta com o respaldo da mídia tradicional. A ação encaminhada à Justiça está baseada nos factóides difundidos pela revista Veja e pelo jornal Folha de S.P. Ela acusa a candidata pela “prática ilegal de quebra de sigilo fiscal” e “abuso de poder”, mas não apresenta qualquer prova concreta para sua acusação leviana. Mesmo assim, colunistas da mídia, como Merval Pereira, Carlos Nascimento e outros, amplificam as calúnias.

A quem interessa a quebra de sigilos?

A ação golpista já foi rechaçada, como veemência, por Dilma Rousseff. Ela garantiu que nem ela nem seu comando de campanha estão metidos na quebra de sigilos. Também solicitou apuração rigorosa do nebuloso episódio, com a punição dos culpados. Incisiva, Dilma condenou a postura irresponsável do comando serrista. Conforme argumentou, quem tem interesse em tumultuar a eleição, com quebra de sigilos e dossiês, é a oposição demotucana, que definha nas pesquisas.

Inúmeros fatos confirmam esta leitura. O sigilo da filha de José Serra, por exemplo, foi quebrado em setembro de 2009. A própria Receita Federal apurou o crime num inquérito administrativo, numa prova de total transparência. Os factóides da mídia agora têm, portanto, evidente interesse eleitoreiro. O deputado Brizola Neto chega a levantar a suspeita que essa operação criminosa é “armação” dos tucanos. “Sabemos que eles são capazes disso e, depois do que já vimos na campanha de Serra, não se pode ter dúvidas de que possam apelar para este tipo de ação”.

Os objetivos da nova conspiração

O golpismo da aliança Serra/Mídia tem, basicamente, dois objetivos. O primeiro é aterrorizar os eleitores, principalmente da classe média, empurrando a eleição para o segundo turno. Até agora, porém, a manobra não surtiu efeito. O tracking da IG-Band-Vox, que acompanha diariamente a reação dos eleitores aos chamados “fatos novos”, mostrou ontem que Dilma ampliou a vantagem (51% a 25%), sinalizando que o estardalhaço da mídia demotucana sobre a quebra do sigilo não pegou.

O segundo objetivo, tramado pelos setores mais fascistóides da coligação de Serra, é implodir a eleição. Já que não dá para ganhar nas urnas, tentam envolver o STF na trama golpista, cassando a candidatura de Dilma Rousseff. É improvável que o tribunal cometa esta loucura, que colocaria o país em polvorosa. Mesmo assim, é bom ficar em estado de alerta. Nada como uma intensa mobilização, nas ruas e na luta de idéias, para barrar qualquer maluquice golpista.

Ensinamentos do nefasto episódio

Para finalizar, vale refletir sobre os ensinamentos deste episódio. Em primeiro lugar, fica patente que a direita não suporta a democracia. Ela só serve quando é funcional para seus interesses – foi assim no golpe de 1964, é assim hoje. Nesse sentido, a tentativa de cassar a candidatura de Dilma Rousseff desmascara os tucanos, que ainda enganam muita gente com a sua falsa retórica sobre a democracia. Os tucanos representam a nova direita brasileira; são os neo-udenistas.

Além disso, o caso escancara o verdadeiro papel da mídia hegemônica. Ela sempre foi golpista e sempre será. No caso das emissoras de TV e rádio, elas usam um bem público, uma concessão, para atentar abertamente contra a democracia. Seus colunistas abusam da propriedade cruzada, destilando veneno em programas de rádio, televisão, em jornais, revistas e internet. Seria muito útil que a eleição de 2010 servisse para mostrar a urgência do novo marco regulatório no setor, que enfrente a concentração e estimule a diversidade e a pluralidade informativas.

Extraído do Blog do Miro, presidente do Instituto Barão de Itararé:

EM DESESPERO, SERRA APELA PARA A DIFAMAÇÃO E O GOLPE

Sem voto, sem apoio e sem audiência

Serra sabe perfeitamente que Dilma nada tem a ver com qualquer que bra de sigilo, nem o de sua filha, nem o de ninguém. Sabe que Dilma não faria isso – e não permitiria que isso fosse usado em sua campanha eleitoral.

Mas é exatamente da dignidade de Dilma que ele acha que pode se aproveitar – em suma, confunde a dignidade que não se rebaixa ao seu nível com fraqueza. Ele acha, realmente, que pode agredi-la, difamá-la – e, agora, berrar por um golpe de Estado, com um pedido de impugnação da candidatura de Dilma ao TSE sem que haja motivo algum ou prova - e sair impune e por cima.

Serra não poderia estar mais enganado. Alguns já experimentaram provocar o povo. Aprenderam, rapidamente, como já se disse, que a fúria dos mansos é terrível. Se Serra quer cometer harakiri político, não há melhor caminho. Vai ser muito pior para ele do que já está sendo.

Mas, nada como o desespero para tornar nítida a personalidade de um sociopata.

Para que quebrar o sigilo da filha de Serra? É sabido que ela era sócia da irmã de Daniel Dantas numa empresa fora do país, que mentiu ao dizer que nunca tivera contato com essa sócia - há uma gravação, feita na Operação Satiagraha, de um diálogo telefônico entre as duas -, que a mansão onde mora o próprio Serra está registrada no nome dela, que esteve envolvida com fundos americanos, que “semeou” uma rede de empresas off-shore em paraísos fiscais do Caribe, e que dá festas para centenas de pessoas em sua própria mansão, aparecendo frequentemente, com o marido, Alexandre Bourgeois (que nome!), nas colunas sociais. Se a campanha de Dilma quisesse expor a filha de Serra, não precisaria de mais nada – e nada disso foi obtido por meios ilegais.

Porém, a maior prova de que esse acesso à declaração de renda da filha de Serra nada tem a ver com a campanha de Dilma é a própria Dilma, seu comportamento durante toda a vida – e desde o início da campanha, onde jamais houve qualquer exploração, mesmo do que já é sabido há muito.

O acesso ilegal à declaração de renda da filha de Serra foi em setembro de 2009. O despachante que fez o pedido de cópia de declaração na Receita, além de eleitor de Serra, tem um perfil bem tucano (ver matéria nesta página). De petista ou dilmista ou lulista, o sujeito não tem nem cacoete. Além disso, as outras quebras de sigilo incluíram até a Ana Maria Braga e os donos das Casas Bahia. Nenhum deles concorre a cargo político algum. E o fato é que, em um ano, mesmo quando Serra estava à frente nas pesquisas, nenhum dado das declarações, acessadas no escritório da Receita em Mauá, foi divulgado.

Tudo muito estranho – mas cabe à PF deslindar esse nó. Talvez chegue mesmo a uma quadrilha banal, talvez a algum desafeto tucano de Serra – pois, além destes abundarem, tais métodos são próprios desse meio sujo. Serra somente soube que a declaração da filha foi acessada porque a Receita, isto é, o governo, divulgou que isso acontecera.

O resto é palhaçada – e golpismo.

Todo mundo sabe quem, na política brasileira, é useiro e vezeiro no uso de “dossiês”, de informações obtidas ilicitamente, com total falta de escrúpulo. O moderado senador – e ex-presidente – Sarney expôs, sob esse ângulo, o caráter de Serra, e o fez da tribuna do Senado, para quem quisesse ouvir. Serra, frisou Sarney, organizou uma equipe para confeccionar dossiês contra adversários políticos. Inclusive dentro do PSDB – se o ex-ministro Paulo Renato prefere hoje bajular Serra, nem por isso todos esqueceram que sua passagem pelo Banco Mundial foi esquadrinhada por um dos dossiês de Serra. Na época, Paulo Renato concorria, contra Serra, à indicação de candidato do PSDB ao Planalto.

Porém, há 22 anos, muito antes de Sarney fazer o seu pronunciamento, o hoje ministro aposentado Flávio Bierrenbach, do Superior Tribunal Militar, um homem que nada tem contra o PSDB em geral – foi nomeado para o STM por Fernando Henrique – e amigo durante muitos anos de Serra, resumiu, em pleno programa eleitoral na TV: “Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico. Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente. Poucos o conhecem. Engana muita gente. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Uma ambição sem limite. Uma sede de poder sem nenhum freio”.

Nunca isso ficou tão claro quanto nos últimos dias, com essa presepada sobre quebras de sigilo – sem que o conteúdo da quebra aparecesse em lugar algum – e com esse pedido, meramente golpista, ao TSE para impugnar a candidatura de Dilma.

A propósito, Serra processou Bierrenbach pela declaração que transcrevemos, mas desistiu do processo quando Bierrenbach obteve na Justiça o direito de provar o que havia dito. O juiz do caso foi outro homem que nada tem contra o PSDB em geral, o hoje desembargador aposentado Walter Maierovitch – que foi titular da Secretaria Nacional Anti-drogas durante o governo Fernando Henrique.

Portanto, nada há de novo na performance atual de Serra, exceto que, agora, é para todo o Brasil que ele está exibindo a tomografia do seu caráter, que não se conforma em perder, que não se conforma com a vontade dos eleitores, que, em sua ambição, em sua sede de poder sem nenhum freio, berra por um golpe de Estado – tão covarde a ponto de pedir ao TSE que o faça para ele.

Dilma tem toda razão ao apontar a leviandade, e mais razão ainda quando diz que Serra e caterva “são vazadores contumazes ou pessoas que não têm ética suficiente para lidar com a coisa pública”.

Sem voto, sem audiência, sem apoio até no seu partido, Serra passou à agressão difamatória contra Dilma. Como seria de esperar, atira sobre a candidata preferida pelo povo aquela lama em que há tanto tempo se arrasta.

Nós havíamos dito - oito anos atrás - que Serra era um fracassado mussolinizinho, um desses sujeitos frustrados, medíocres e megalomaníacos que atravessam da esquerda para a direita, secretando uma baba profusa de ressentimento e ódio. Em suma, um golpista consumado, querendo submeter a tudo e a todos, tanto quanto se submete aos seus patrões externos, aos interesses antinacionais e antipopulares, querendo aboletar-se no poder contra a vontade do povo. Embora, é forçoso concordar com o deputado Brizola Neto: quem nasceu para Serra não chega a Lacerda – este outro falsário e golpista que teve um triste fim.

CARLOS LOPES

ACABOU A FARSA

Foi a filha do Serra, Verônica, que pediu o acesso ao seu IR.
Querem fazer "marola" com conversa fiada.

Servidora diz que acessou dados a pedido de Verônica
O jornal tucano entrevistou a servidora da Receita Lucia de Fátima Gonçalves Milan. Veja as respostas

Folha - A sra. acessou de dados sigilosos?

Lucia Milan - Antes de você sair publicando o meu nome, é bom que saiba que eu fiz sim. Mas fiz por que me pediram e tenho um documento autenticado em cartório que comprova isso. Tem até o nome da pessoa que está pedindo a cópia da declaração.

Folha - Qual é o nome?

Lucia Milan - É Verônica, filha de Serra. Houve uma solicitação de cópia e ela assinou o documento. Ela pediu a declaração dela mesmo. Isso a gente guarda cinco anos. Se uma pessoa pede a declaração a Receita tem obrigação de dar.

Folha - Verônica entrou em contato com a sra.?

Lucia Milan - Não. Ela mandou outra pessoa, que avisou outra. Mas tem a autorização dela no formulário. Inclusive, antes de vir em cima de mim, você deveria perguntar a ela por que ela pediu essa cópia. Eu tenho esse documento que já está com o corregedor. Inclusive, quando se pede isso, tem de pagar R$ 10.

TENTATIVA DE GOLPE

Prezado,

Há neste momento um movimento orquestrado para tentar um golpe nas eleições presidenciais.
A mídia golpista já fala claramente em impugnar a candidatura Dilma, criando um falso "escândalo" sobre a tal "quebra de sigilo" do Imposto de Renda da filha do Serra.

Apesar dos fatos serem claros, mostrando que a campanha não teve nada a ver com isso, a grande mídia vai tentar explorar o assunto, tentando provocar um 2º turno. Usarão TV, jornais, rádios, para tentar amplificar o assunto.
É o desespero com a queda vertiginosa do seu candidato nas pesquisas.

Peço que você não duvide nem por um instante do perigo golpista que isso representa. O golpe está na alma dessa turma saudosa da antiga UDN. Não engolem presidentes trabalhistas ou populares. Golpearam Vargas em 54, golpearam Jango em 64.

Recentemente, José Serra se reuniu a portas fechadas com militares, proibindo a presença da imprensa. O que ele tinha a dizer que não podia ser do conhecimento do público? Ao mesmo tempo, há no TSE integrantes tucanos que já tentaram até calar blogs anti-tucanos (como o blog http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/). No STF, também há os Gilmar Mendes e Mellos da vida, pró-Serra e anti-povo.

Sonham com um golpe "a la Honduras", decidido pelo "Judiciário", com o apoio mudo das Forças Armadas. Em nome da "legalidade". Serra quer ser eleito com apenas 7 votos. Dos juízes dessas casas.

Portanto, divulgue o selo anexo, envie para amigos, aplique ele no seu Google Talk, Orkut, etc.
É hora de mostrar que o povo não vai aceitar esse tipo de golpe, nenhum golpe.
Eleição se ganha no voto.

Abs,
Newton

Programa de TV - Noite - 31/08