quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

DISCURSO DO PRESIDENTE LULA, NA APEX

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o jantar “Apresentando o Melhor do Brasil”, oferecido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) aos empresários exportadores e investidores
Rio de Janeiro-RJ, 21 de dezembro de 2009



Dilma, você sabe que tiveram que levantar o microfone, significa que você é baixinha. Se eu viesse falar depois do Miguel Jorge, tinha que baixar.
Olha, eu queria primeiro fazer um apelo a vocês, ao nosso maître que deve estar preparando a comida aí. Eu tinha mandado servir a janta antes de eu chegar.


 Tinha mandado servir, porque eu sentia que nós íamos demorar lá no Maracanãzinho. Então, eu tive o bom senso de mandar servir a comida. São dez para a meia noite. Realmente, eu não vou fazer discurso. Não vou fazer discurso. Eu acho que o Miguel Jorge e a Dilma já representaram bem o que o governo tinha que falar, o Alessandro já disse o que tem que falar da Apex.


Eu queria apenas, Basílio, você, que foi o primeiro orador, uma ideia que você começou aqui, de criar um fórum permanente para discutir competitividade na área de exportação, eu acho, Miguel Jorge, que deveria criar ainda antes do Natal esse fórum, para que a gente não perca a ideia, para que a gente não perca a ideia.


Veja, nós estamos vivendo um momento muito interessante, ou seja, nós descobrimos que o mercado interno brasileiro sustenta um tranco, em época de crise internacional. Nós descobrimos que a capacidade exportadora do Brasil é muito maior do que a gente acreditava até então, na crise ficou provado.


A gente reclama que caiu de 200 bilhões para 150 bilhões, mas a gente precisa comparar isso com o que caiu a Alemanha, com o caiu os Estados Unidos, com o que caiu a China, e a gente vai perceber que o Brasil caiu menos do que os países tradicionalmente exportadores. Isso, por causa da diversificação que nós tivemos.


No último anúncio, eu fui conversar com o Luciano Coutinho apenas para dizer para vocês uma coisa: nós conseguimos aprovar uma coisa que já há pelo menos um ano e meio eu venho pedindo para o Luciano Coutinho fazer, que é o Brasil se transformar em um grande exportador de máquinas e equipamentos, de ônibus, de caminhões, de máquinas agrícolas, de tudo que a gente puder. Por quê? Porque nós temos a possibilidade de financiar, para todo o continente africano e para todo o continente latino-americano, e a gente competir... vou dizer a palavra correta: competir com a China. Competir, nesse mercado, com a China.


E, aí, nós temos que ter política especial, nós precisamos montar uns bancos brasileiros lá, para poder financiar, o Bradesco vai ter que ir para lá, o Itaú vai ter que ir para lá, o Banco do Brasil vai ter que ir para lá. Ou seja, não dá para ficar daqui querendo fazer política em 59 países africanos, nós temos que fincar o nosso pé lá, porque os chineses estão fincando o pé, a mão e a cabeça. Ou seja, no mercado global não tem mais esse negócio de ficar esperando que o trem vai passar, que eu vou pegar o trem. Nós temos que correr atrás, porque a competitividade, depois da crise, vai aumentar.


Então, esse fórum que você propôs, eu acho que já valeria o jantar, já valeria a fome que vocês passaram até agora. Se bem que eu estava andando, eu vi que está todo mundo com uma certa reserva de gordura, todo mundo pode aguentar um pouco mais.


De qualquer forma, eu quero, Alessandro, dar os parabéns a você pelo trabalho desempenhado na Apex, dar os parabéns ao companheiro Miguel Jorge, e dizer para vocês o seguinte: olhe, eu acho que vocês já aprenderam a lidar comigo, já aprenderam a compreender até as bobagens que eu falo. Muitas vezes, vocês vão ao teatro para ouvir um artista falar bobagem. Eu falo na televisão, a imprensa me critica. Ou seja, eu falo de graça para vocês.


Então, eu, como vocês já me conhecem e eu conheço vocês, já não temos mais desconfiança uns dos outros, ou seja, já sabemos o limite de cada um, eu queria dizer para vocês o seguinte: olhe, essa crise ensinou a todos nós que não existe manifesto, como tinham os comunistas, no final do século XIX, um manifesto que dizia como é que ia ser o ser humano, como é que ia ser a produção, não deu certo. Também não existe um manual que diz como é que o empresário tem que se comportar, como é que ele tem que vender, como é que ele tem... não existe. Ou seja, essa crise mostrou que nós precisamos estar sempre criando alguma coisa nova, sempre alguma coisa nova.


Então, eu acho que o Brasil tem que aproveitar essa oportunidade, em que a gente está ficando um pouco mais importante, um pouco maior, um pouco... estamos sendo levados em conta, as pessoas já não fazem mais muita coisa sem conversar com o Brasil. Então, eu acho que nós temos que aproveitar esse momento e a gente fazer todos os fóruns que a gente tiver que fazer. Porque eu quero dizer para vocês o seguinte: não existe limite para que a gente faça coisas em que o Brasil saia ganhando, que os empresários saiam ganhando e que os trabalhadores saiam ganhando.


A única coisa que nós vamos continuar tendo divergência é uma, e eu vou deixar claro para vocês: não imaginem um país com carga tributária fraca, porque não tem país do mundo que o Estado possa fazer alguma coisa, que não tenha uma carga tributária razoável. É só pegar a Europa toda como exemplo, os Estados Unidos e o Japão. Os Estados só podem ter o estado de bem-estar social porque o Estado tem recurso. Ele tem duas formas: ou ele cobra na produção, ou ele cobra no Imposto de Renda, nós temos que escolher, nós temos que escolher. Porque os Estados que têm carga tributária muito pequena, na América Central, tem uns que têm 9%, tem uns que têm 12%, tem uns que têm 11%, o Estado não existe, o Estado não coordena, o Estado não tem política, o Estado não tem incidência nas coisas.


Eu estou dizendo isso, está faltando um ano para eu deixar a Presidência da República, mas essa lição eu aprendi. É bobagem alguém ter medo de um Estado forte. O Estado não pode ser é intruso, é diferente. O Estado não pode querer ser o Estado gestor, mas ele tem que ser o indutor e o fiscalizador de muitas coisas, a crise mostrou isso.


E, para nós, quanto mais forte forem as nossas empresas lá fora, para nós, quanto mais nós vendermos lá fora, uma bolacha brasileira lá fora, um adesivo brasileiro lá fora, um carro flex fuel lá fora, uma alpargata lá fora, um chinelo Havaiana lá fora, é o Brasil lá fora.

É com essa cabeça, meu querido Miguel Jorge, que nós temos que trabalhar. E o BNDES, com essa competência toda que a Dilma disse que o Luciano tem, a competência e R$ 200 bilhões a mais ajudam bastante, ajudam bastante. Agora, o que nós precisamos é fazer o Banco do Brasil ir para fora. Não é possível que um banco importante, como o Banco do Brasil, não tenha uma agência em Angola, não tenha uma agência em Lima. Ou seja, a gente fica esperando o quê? Que alguém faça por nós o que a gente está fazendo? O que nós temos que fazer.


Ou seja, tem uma disputa, e agora essa disputa vai ser mais acirrada, porque todo mundo descobriu a sua fragilidade. Os Estados Unidos já não são mais aquele monstro sagrado, infalível, que todo mundo imaginava que era, que dava palpite sobre a vida de tudo. Não é. A Europa também não é. A crise mostrou a fragilidade de cada um. E o Brasil pode disputar com muito mais força isso, não apenas a Vale do Rio Doce ou a Cutrale, ou qualquer outra aqui. Ou seja, diversificar a quantidade de produtos que nós temos (incompreensível).


Uma coisa, Luciano, que eu queria que você me desse, o resultado de um estudo. Eu, hoje, por acaso, não sei se você percebeu que eu tenho as orelhas grandes e meio caídas, é para escutar mais do que eu falo. Esse é um dom que Deus me deu e poucos têm, estou vendo todo mundo com a orelhinha justinha, pequena e escuta muito pouco.
Mas eu estava ouvindo o Sérgio Cabral conversar com o Prefeito e conversar com o cara que é o dono da... o cara que é o gestor do Metrô aqui. Ora, meu filho, nós compramos... O Metrô de Brasília comprou... Em Brasília, foi comprado vagão para o metrô de Brasília em São Paulo, na... Não importa, não vou dizer o nome da empresa, para não queimar. Ou seja, pagou R$ 5 milhões em cada vagão, sem ar condicionado. O Sérgio Cabral, a empresa daqui foi à China, comprou com ar condicionado, por R$ 2,5 milhões, 50%, com ar condicionado.


Ora, nós temos que fazer um estudo para saber o seguinte: como é que é possível que a gente consiga vender um produto o dobro do que os chineses vendem aqui. Como é que é possível? Se essa lógica prevalecer, ninguém mais vai comprar vagão nas empresas brasileiras, porque vai pagar o dobro, e o povo quer transporte barato, gratuito e de qualidade, ou seja, é incompatível. Então, eu queria que você fizesse um estudo, porque nós vamos ter que pegar cada segmento desses e a gente tem que deixar claro.


Eu estou brigando com o Roger, já brigamos pela imprensa, só quero que os navios da Vale do Rio Doce sejam feitos no Brasil. Mas, para serem feitos no Brasil, o preço do estaleiro brasileiro tem que ser, no mínimo, próximo, não pode ser o dobro, porque aí, se for o dobro, acho que prevalece o interesse empresarial, mas se for uma diferença pequena, prevalece o interesse nacional de a gente ter uma grande indústria naval neste país.
Então, eu acho, viu, Luciano e Miguel Jorge? Eu acho que era importante o seguinte: a gente trabalhar, com muito carinho, para ver onde é que a gente ainda tem as falhas nas exportações. A única coisa que me preocupa é essa questão do câmbio. Quando nós criamos o IOF foi para tentar criar (incompreensível) dificuldade, porque todos vocês me reivindicam: “Presidente, nós queremos o câmbio livre, queremos o câmbio livre”. Se o câmbio é livre, meu filho, eu não posso fazer nada, ele vai flutuar mesmo, ele vai... nós temos que ter clareza disso.
Mas nós temos que adotar todos os mecanismos que forem necessários para dar ao Brasil a chance de competir com qualquer país do mundo. E, nisso, eu posso dizer para vocês: sou parceiro de vocês, contra qualquer empecilho que alguém queira criar neste país.
A hora é do Brasil. Este século XXI nós não vamos jogar fora. E nós, que andamos até aqui, não vamos permitir que haja nenhum retrocesso.
Portanto, parabéns a todos vocês que vieram a este jantar da Apex. Eu espero que o jantar seja compensador da espera de vocês. Eu vi gente comendo seis pãezinhos. Seis. Então, eu espero que a Apex, depois de tantos elogios aqui, Alessandro, depois de tantos elogios à Apex, de tantas homenagens à Apex, que a gente possa comer e sair daqui com força suficiente para fazer o nosso fórum de competitividade (incompreensível).
Um grande abraço. Que Deus abençoe todos vocês.






























http://www.presidencia.gov.br/

DISCURSO DO PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, NO FIM DO ANO COM OFICIAIS GENERAIS


Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante almoço de fim de ano com oficiais-generais
Brasília-DF, 14 de dezembro de 2009





Meu caro amigo e companheiro José Alencar, vice-presidente da República,
Meu caro companheiro Nelson Jobim, ministro da Defesa,
Meu caro amigo e companheiro Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional,
Meu caro companheiro Samuel Pinheiro Guimarães, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos,


(GUARARAPES)
Meu caro amigo e companheiro Júlio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha,
Meu caro amigo e companheiro Enzo Martins Peri, comandante do Exército,
Meu caro amigo e companheiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica,
Senhores oficiais-generais,
Amigos da imprensa,
Amigos e amigas,



Em primeiro lugar, quero cumprimentar os novos oficiais-generais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, vitoriosos em um longo e criterioso processo de avaliação. Espero que os senhores enfrentem os novos desafios que lhes serão apresentados com o mesmo talento e a mesma determinação que os trouxeram até aqui.


Gostaria de lembrar a todos que este encontro de hoje acontece num momento auspicioso. Na semana passada, enviamos ao Congresso Nacional projeto que altera a Lei Complementar 97, fortalecendo ainda mais o Ministério da Defesa. Ainda na semana passada, tive a satisfação de saber que o Exército está recebendo o primeiro lote de 34 viaturas blindadas de combate Leopard-1A5. Recentemente, autorizei o início do projeto Família de Blindados, de produção nacional. Até 2030, serão entregues ao Exército cerca de 3 mil blindados.


É com muito orgulho que acompanho o programa nuclear da Marinha, e acompanhei a formalização, este ano, dos contratos para a construção de um estaleiro, uma base de submarinos, um submarino com propulsão nuclear e quatro submarinos convencionais. E no início de 2010 deveremos tomar a decisão sobre a compra dos aviões-caça para a FAB.
Estamos, assim, tornando realidade o nosso compromisso de continuar modernizando e reaparelhando as três Forças.
Meus amigos,


Como vocês sabem, faço sempre questão de viajar pelo Brasil para acompanhar, pessoalmente, o andamento dos principais programas do governo. Nessas ocasiões, posso verificar como as Forças Armadas vêm desempenhando um papel fundamental nas transformações que estão em curso em nosso país.


O Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, tem recebido o apoio incondicional da Engenharia de Construção do Exército, de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Estou falando do trabalho em rodovias, em pontes, em ferrovias e aeroportos.
Fiquei particularmente feliz com o belo trabalho realizado nos canais, na interligação da Bacia do São Francisco, que tive o prazer de visitar em outubro. Da mesma forma, pude me sentir reconfortado e orgulhoso ao ver as três Forças Armadas trabalhando de forma incansável, em situações extremas, como a seca do Nordeste e as enchentes desde o Sul até o Norte, Centro-Oeste e Nordeste.


Destaco, ainda, a atuação dos nossos militares nas operações de combate à dengue em diversos estados, sobretudo na Bahia; no apoio ao governo de Pernambuco, com médicos e hospitais, quando da greve do setor da Saúde; na participação no programa Forças no Esporte, que atendeu cerca de 10 mil crianças e adolescentes, oferecendo reforço escolar, cidadania e inclusão social pelo esporte em 24 estados; na ajuda permanente dos aviões do Correio Aéreo Nacional na região Amazônica, levando desenvolvimento, saúde, solidariedade e cidadania; na ajuda humanitária prestada pelos navios-hospital da Marinha, os navios da esperança, ao longo das calhas dos rios da Amazônia; no apoio em segurança e logística fornecidos às provas do Enem realizadas em todo o País.


E quero destacar especialmente a nossa participação junto à missão das Nações Unidas para estabilização no Haiti, a Minustah, seja na estabilização política institucional, seja na recuperação da infraestrutura daquele país, seja em ações sociais.
As tropas de Engenharia do Exército estão construindo estradas, recuperando e asfaltando ruas, perfurando poços artesianos, limpando canais, reformando escolas, hospitais e prédios públicos. O reconhecimento do nosso trabalho foi, mais uma vez, confirmado pela ONU, que prorrogou a presença da Minustah até outubro de 2010.
Quero, portanto, renovar os meus votos em reconhecimento de confiança no Exército Brasileiro, na Marinha do Brasil e na Força Aérea Brasileira. Juntos estamos construindo um Brasil melhor, mais justo e mais soberano.
Quero dizer a vocês muito obrigado, parabéns mais uma vez a todos os novos oficiais-generais e a todos os seus familiares.
Feliz Natal e bom Ano Novo para todos.

R$ 155 BILHÕES CONTRATADOS NO PAC EM SANEAMENTO BÁSICO

R$ 155 bilhões contratados no PAC em saneamento e habitação
09/10/2009 - 16:09



A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff enfatizou, no 8º Balanço do PAC, o bom desempenho e a contratação elevada nas áreas de habitação e saneamento, que têm R$ 155 bilhões contratados, dos R$ 165,6 bilhões selecionados. “Houve melhoria de qualidade nos projetos apresentados pelos governos estaduais e municipais”, observou a ministra, durante a apresentação realizada nesta quinta-feira (8), com a participação do ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida.



São R$ 127 bilhões contratados no setor de habitação e R$ 27,1 bilhões contratados em saneamento. A previsão é de que no setor de saneamento 86% das obras em execução sejam concluídas até o fim do ano que vem. Na habitação, a estimativa é concluir 80% das obras contratadas, até lá.



As obras de urbanização realizadas na área das represas Billings e Guarapiranga, cujo investimento atinge R$ 868,7 milhões, terão 85% do total concluídos até o fim do próximo ano. O projeto é um dos maiores do PAC no âmbito do Ministério das Cidades, executado pelo governo do estado, Sabesp e prefeitura da capital, e beneficia 44,9 mil famílias.No Rio de Janeiro, o complexo do Alemão, com investimento de R$ 622,9 milhões em urbanização, realizado em parceria com o governo do estado e prefeitura, está com 38% das obras concluídas.



Na região metropolitana de Belo Horizonte, as obras de esgotamento sanitário, com investimento de R$ 625,9 milhões, estão com 58% de execução e 30% concluídas. A execução é feita pelo estado, Copasa e prefeituras da região.O ministro Marcio Fortes ficou satisfeito com o fato dos financiamentos habitacionais terem superado as metais iniciais e também porque o PAC, neste setor e no de saneamento, foram destaques no balanço pela evolução no volume de contratação.





Total PAC - O balanço aponta R$ 338,4 bilhões na totalidade de investimentos, de janeiro de 2007 até agosto deste ano, de acordo com a ministra Dilma. O montante representa 53,6% do orçamento do programa previsto para ser executado até o fim de 2010. Outro dado apresentado foi o percentual de ações concluídas, 32,9%, que significam R$ 208,9 bilhões.O ministro da Fazenda, Guido Mantega afirmou que o PAC cumpre a função de elevar os investimentos no país mantendo o equilíbrio das contas públicas e que seus objetivos estão sendo alcançados.













quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

10 MILHÕES DE PESSOAS INCLUIDAS NO LUZ PARA TODOS

10 milhões de pessoas já foram iluminadas pelo Luz para Todos.


Amanhã é dia de festa. Lula vai ao Paraná para participar da cerimônia de comemoração do cumprimento da meta inicial do programa Luz para Todos. Lançado em 2004 com o objetivo de universalizar o acesso a energia elétrica no Brasil, o programa levou luz a mais de 2 milhões de residências brasileiras. São 10 milhões de pessoas que agora podem tomar banho quente, refrigerar seus alimentos e assistir TV, por exemplo.


O objetivo do Luz para Todos é que as famílias atendidas passem a utilizar a energia elétrica de forma produtiva, gerando renda e trabalho.


A chegada da energia proporciona aos beneficiados a introdução de equipamentos elétricos que facilitam o trabalho no campo e permitem que as famílias saiam da produção de subsistência para a comercialização do excedente.
A eletricidade contribui ainda para que outros serviços também cheguem às comunidades distantes, como o acesso à comunicação, escolas com aulas noturnas, postos de saúde com refrigeradores para armazenamento de vacinas etc.


Além das melhorias sociais, o Luz para Todos faz bem à economia. As famílias beneficiadas começaram a comprar produtos que antes não tinham serventia em suas casas, fazendo girar a cadeia produtiva. Reportagem do informativo Em Questão (leia aqui), mostra que,graças ao programa, 1,57 milhão de aparelhos de tevê e 1,46 milhão de geladeiras foram comprados pelos beneficiários.



O meio ambiente também agradece. Quase metade dos atendidos deixou de gastar – ou diminuiu o consumo – com outras fontes de energia mais poluentes, como diesel, gasolina, querosene, gás ou pilhas.

http://blog.planalto.gov.br

AO AMIGO ALVARO COSTA:. A IDEOLOGIA DA VASSALAGEM

Quem mais quer desarticular, desmantelar as Forças Armadas é um Tucanagem, sabe disso.


Eu também não concordo com essa questão de levantar defunto, já resolvido (Aylton Neves-foto)pela Lei da Anistia. Mas que penso deve-se colocar na cadeia quem torturou, violou os direitos humanos, em qualquer época histórica.

(Alvaro Costa-Pres. Fambarra-foto)
Hoje voce sabe, que há violações destes direitos e não são poucos. Seja no campo, nas cidades. Violações podemos considerar, como direito a moradias dignas, desemprego forçado pelas "privatizações", assassinatos de lideranças dos trabalhadores no campo. Também considero violação dos direitos humanos o que a midia colonizada pratica. Querendo nos impor diariamente, sua ideologia, reacionária, agressiva, da barbárie e consumista.


Além de mentir descaradamente sobre (Jamil-foto)   fatos  e lideranças populares. Exemplo dentro do seu PSB, o que fizeram com o valoroso Jamil Haddad, que foi o PAI DO GENERICO. A mídia vassala quer nos convencer que foi o lacaio-bandido do Serra. Então o que fazer? Penso que temos que colocar esta gente na cadeia, da midia colonizada,  como  o racista, preconceituoso Boris Casoy, com relação aos garis .


Como pode um programa manter este merda em programa "jornalistico". Você sabe o que ele fala a respeito do presidente Lula e das conquistas do povo.
Há pessoas de boas intenções, que a meu ver estão equivocadas com relação ao governo Lula.


Este governo não é o fim, é o começo do que podemos aprofundar e conquistar. Muitos pensam que é o fim, essa talvez seja essa uma incompreensão. Melhor ter um governo como o do Lula, que proporciona que LUTEMOS por mais conquistas e direitos do que um governo entreguista e entreguista de caráter ditatorial. A luta é mais dificil.


Temos exemplos Históricos, o próprio Lula e de outras lideranças operárias. Se Getúlio, ditadura (na concepção Leninista) democrático popular não tivesse criado o SENAI, talvez não tivessemos o Lula.

Falando em Lenin, que dizia que os trabalhadores deveriam lutar e manter a democracia burguesa, pois as condicões de luta são mais favoráveis, rumo ao socialismo. Assim como  um povo melhor alimentado (Bolsa Família), trabalhando, as condições da luta são menos dificeis.


Com relação ao Merco Sul, uma conquista, que desde da época de Getúlio, que foi um defensor desta Integração,  é melhor para os povos da região, principalmente para o Brasil. Quem é contra é o imperialismo dos EUA, que tentou nos impor uma ALCA, que morreu em Função da POSIÇÃO até do Brasil, governo Lula, que não deu Importância a esta politica de "Integração", proposto pelos EUA. Se aderisse o Brasil estávamos fudido . Veja o México. A crise do sistema financeiro internacional, teria nos engolido.



Quanto a questão da Bandeira, é irrelevante, pois existe na Comunidade Européia uma bandeira. O mais importante é o aprofundamento das nossas relações economicas e culturais  com os  Países da América Latina.


Nossos povos sofreram e SOFREM  muito, são sangrados, sugado, superexplorados, tanto empresários quanto trabalhadores, servidores públicos,  só para atender Interesses do Império falido dos EUA.


Quanto a Hugo Chaves ele está certo, esta aprofundando a democracia na Venezuela, em 10 anos houve 15 eleições por lá. E hoje coloca a Riqueza Petrolífera a serviço do povo venezuelano, quem fica e é contra a oligarquia-fascista de lá e a midia colonizada-lacaia.


Basta comparar com os dados da ONU, como condições de saúde, educação da Venezuela, assim como na Bolívia, Equador, Nicarágua, Argentina e o Brasil.


Interessante que há militares, de concepções direitista não entreguista, que não faz uma forte crítica aos EUA, a sua politica de rapinagem, ladroagem, de guerra, de assalto que fazem no Iraque, Afeganistão.


A midia colonizada-lacaia não tem nenhum interesse em melhorar as condições econômicas e materiais de nossas Forças Armadas. Lembro que quando os militares, como o general Geisel, começou uma Traçar uma politica de maior independência com relação aos EUA, eles vieram com este papo de "democracia ".


Eles, a  CIA, procuraram na "esquerda"  para serem cooptados que pudesse servir,  seus objetivos. FHC frequentou e recebeu financiamento da Fundação Ford, que sabemos as ligações desta com uma CIA.


Então amigo Alvaro o conteúdo expõe a forma, NAO se  imprecione com a forma falsa, ideologicamente comprometida com que há de mais podre na politica nacional. O entreguismo-Vassalo-Lacaio-Fascista.


É que nós desmascaramos a "privatização", o "Estado Mínimo", o Estado gasta muito "," tranparência "," ética "e outros discursinhos de merda que tinham como principal objetivo era roubar o Estado Brasileiro.
(Serra da Dengue e Arruda Panetone-foto)

Isso ficou claro, para o povo brasileiro, que derrubamos o regime militar, impichamos um presidente,  e demos duas surras eleitorais, nesta lacaiada e daremos uma terceira. Temos que estar vigilantes diante desta tucanalha "envergonhada" e não cair em  nenhum canto de sereia.



Acredito que não é vosso caso, brilhante advogado e amigo do povo.
A luta se segue.
Forte Abraço
AYLTON NEVES

domingo, 3 de janeiro de 2010

NEO CAPACHO ALBERTO FUJIMORI, NA CADEIA

Neo-capacho bandido Alberto Fujimori, foi condenado a 25 anos de prisão ,
Por assasinato crimes de roubo, sequestro, por Unanimidade o Tribunal o colocou na cadeia, RATIFICANDO uma anterior decisão.

É assim o destino dos vassalos serviçais, da oligarquia-bélica-financeira-fascista, principalmente dos EUA.
FHC em 1999, condecorou este bandido, com uma ordem de Cruzeiro do Sul, umcondecoração mais importante do Brasil. Felizmente anulada pelo Senado Federal.

(FHC CONDECORANDO BANDIDO)
Alberto Fujimori aceitou nesta última segunda-feira uma acusação para um processo por espionagem eletrônica, suborno de jornalistas e parlamentares, inclusive usando verba do estado para comprar irregularmente um canal de TV. Esta prática criminosa lhe garantiu três mandados presidenciais sucessivos.




Pergunto: Mídia Nossa, que hoje sataniza Chávez por suas reeleições, alguma vez dedicou editoriais com críticas ao nipo-peruano por ter Sido reeleito? Nunquinha.


Muito ao contrário. Para ela, Fujimori era o paradigma do "novo político", um moderno, expoente do neoliberalismo, exemplo um ser imitado.




Reproduziam os jornalões uma BABAÇÃO de ovos que Fernando Henrique Cardoso fazia ao seu colega peruano. Foram tantas as homenagens prestadas Até que uma medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, maior Condecoração da República Brasileira, foi dada ao Meliante.




Pouco importavam as evidências de crimes, inclusive o massacre de opositores, em clara demonstração do que pensam estes "democratas".


Pois, foi seguindo uma fórmula Fujimori, FHC tentou que seu segundo mandato. Comprou deputados, jornalistas, adversários espionou e calou o Congresso para impedir uma CPI que investigar TENTAVA como irregularidades de seus atos.


Por essa identidade, FHC foi chamado de "Fujinando" pelo já falecido Senador Lauro Campos, em discurso histórico que está nos Anais do Senado Federal.


Para lembrar de uma identidade com Fujinando Fujimori, publicar vale o discurso de tiete que FHC proferiu em Lima, no Peru, em banquete da posse do segundo mandato de Fujimori. Serve para quem sofre de insônia. Impossível lê-lo sem dormir após o terceiro parágrafo. Usem com moderação:

RECORDAR É VIVER


Discurso do Presidente Fernando Henrique Cardoso, em resposta ao Presidente Alberto Fujimori, durante o banquete no Palácio de Governo.



Lima, 27 de julho de 1995.


Estamos reunidos em Lima, Presidentes de Países irmãos latino-americanos, para testemunhar mais uma vez o ritual mais elevado da democracia consolidada em nosso continente: o início de uma nova fase de Governo, produto da vontade livre e soberana do povo.


Quis o protocolo que coubesse a mim uma honra de cumprimenta-lo esta noite, Senhor Presidente, e ao povo peruano, em nome de todos os Chefes de Estado da América de que aqui se encontram.


Esta é uma das muitas Ocasiões memoráveis para todos os democratas latinoamericanos: Mais uma vez, em um país irmão e da mesma maneira renascido para uma democracia, um ciclo de Governo chega ao final e outro se inicia, legitimado pelo voto popular. Reconduzido à suprema magistratura da Nação, o Senhor reveste, Senhor Presidente, a própria vontade do povo seu, e com ele assumir o compromisso mais nobre que um ser humano pode Receber, o agente de serviços e guardião da soberania popular.



Falando em nome de nossos amigos, trago-lhe uma palavra de uma América intrinsicamente democrática, à qual o Peru fortalece e dignifica. E essa América, Sr. Presidente, hoje faz o elogio do exemplo da cidadania e da maturidade política que outra vez um povo latino-americano - o povo peruano - nos deu. Quero falar em nome de uma América que sabe que não há alternativa fora da democracia. Porque a democracia é o instrumento fundamental que nos assegurará a paz, o desenvolvimento ea estabilidade econômica e política, sobre uma base firme e insubstituível de uma sociedade mais justa e Equilibrada, e de um Povo Cidadão.


Senhor Presidente,


Sua recondução à Presidência se dá em um momento particularmente cheio de promessas para a nossa região, que renasce para a paz e para o desenvolvimento. Não ignoramos que alguns dos nossos Países atravessaram um período de Tensões nos primeiros meses do ano. Mas, acredito interpretar o sentimento de todos ao redor desta mesa ao dizer que, uma determinação dos nossos Governos em perseguir nossos objetivos de paz, de estabilidade e de Concertação Permanente regional, foi a garantia de que essas ameaças se afastassem e voltássemos às nossas ocupações : o Exercício da cidadania, o desenvolvimento com justiça social, uma participação e crescimento sem nenhum comércio mundial.


A confraternização dos Povos e Governos, em que se transforma essa cerimônia, é uma prova de que a América Latina está unida em seus ideais de paz, de convivência fraterna, de desenvolvimento e de integração.


Talvez nenhuma força ilustre melhor a natureza ea extensão das mudanças ocorridas em nossa região, do que uma Integração que vem se Tornando nossos dias em realidade, e que se reafirma como PRIORITÁRIA.


A Integração Transformou-se na interseção das Forças que atuam em nosso continente e, portanto, é paradigma dos tempos que nos conduzem ao início do século XXI e terceiro milênio.


Forças Entre essas, quero assinalar uma democracia, política identidade porque sem as relações econômicas não avançam; um Crescente participação de nossas sociedades e dos agentes econômicos dos Assuntos Internacionais dos Estados, a consciência de que a globalização da economia nos cria oportunidades e os riscos sem Quais somente podemos responder por meio da competitividade de nossas Economias, ea consciência de que o sonho político da Integração Continental, que inspirou o processo de nossa independência política, somente foi possível determinar a partir de processos sub-regionais que vão se Cumprindo porque Estavam dadas como Condições Básicas para um INTEGRAÇÃO - Existência de importantes correntes de comércio, uma inter-conexão ea proximidade física.


Nossa América conta com um patrimônio expressivo de realizações nenhum campo da Integração, como o Pacto Andino eo Mercosul. À essas realizações se juntam também um patrimônio impressionante de Mecanismos de Concertação diplomática e política, como o Grupo do Rio eo Tratado de Cooperação Amazônica. O nosso fortalecimento como região é uma condição insubstituível em nossa luta por uma melhor inserção no processo internacional decisivo e por uma participação mais intensa dos Benefícios Gerados pelo crescimento um nível global. Acredito que este é um dos motivos de nossa presença em Lima. Encontramo-nos aqui também como uma forma de Demonstrar que alcançamos um grau de maturidade política que nos Permite falar efetivamente de nossa região como de uma comunidade de Nações.


Ao reaffirm nossa condição de democracias atuantes e de Economias Dinâmicas, estaveis e abertas ao mundo, também estamos reafirmando o nosso direito, o direito da América Latina um uma participação decidida sem aperfeiçoamento dos instrumentos e instituições que hão de Garantir que, a um mundo mais globalizado corresponda a realidade de um mundo mais cooperativo, mais concertado, mais universalmente comprometido com uma justiça, com o respeito aos Direitos Humanos, a proteção ambiental e ao desenvolvimento sustentável.


Senhor Presidente,


O Peru é a pátria de grandes homens latino-americanos e presente cenário de transformações. É um país aberto ao mundo, à contribuição de todas as raças, universal ao mesmo tempo que profundamente original.


A vida mais recente do Peru, os êxitos de seu Governo no campo econômico ea renovada confiança popular que o leva a, um segundo mandato presidencial, com a promessa de novos êxitos e realizações, juntam-se como uma contribuição à história peruana que juntos, os Povos latino-americanos, estamos construindo, uma contribuição à projeção internacional de nossa região.


Portanto, ao cumprimenta-lo esta noite, Senhor Presidente, quero pedir a todos os presentes que me acompanhem em um brinde à prosperidade do irmão povo do Peru, uma solidariedade fraterna entre os Povos da América, a amizade que nos une e associações, à ventura e felicidade pessoal de Vossa Excelência e de sua família nesta nova jornada para Conduzir o povo peruano ao seu melhor destino, ao destino que sonharam Bolívar, San Martin e Sucre.
Muito obrigado.
Fonte: UNB






JUSTIÇA NA UTI

A Justiça na UTI
JANICE ASCARI
ESPECIAL PARA A FOLHA



APÓS SUCESSIVAS intervenções jurídicas incomuns encontra-se agonizando, em estado grave, um dos mais escabrosos casos de corrupção e crimes de colarinho branco de que se teve notícia no Brasil.
A Operação Satiagraha surpreendeu o país. Nem tanto pelos crimes (corrupção, lavagem de dinheiro e outros), velhos conhecidos de todos, mas sim pelas manifestações de autoridades e de instituições públicas e privadas em defesa dos investigados.
Nunca se viu tamanho massacre contra os responsáveis pela investigação e julgamento do caso. Em vez do apoio à rigorosa apuração e punição, buscou-se desacreditar e desqualificar a investigação criminal colocando em xeque, com ataques vis e informações orquestradas e falaciosas, o sério trabalho conjunto do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, bem como a atuação da Justiça Federal.
O poder tornou vilões os que sempre se pautaram por critérios puramente jurídicos e recolocaram a questão no campo técnico, no cumprimento do dever funcional. Pouco se fala dos crimes e dos verdadeiros réus.


Em julho de 2008, decretou-se a prisão dos investigados pela possibilidade real de orquestração e destruição de provas.
A prisão preventiva do cabeça da organização foi criteriosamente determinada em sólida decisão, embasada em documentos e em fatos confirmados nos autos, como a grande soma de dinheiro apreendida com os investigados, provando ser hábito do grupo o pagamento de propinas a autoridades.


Apesar de tantas evidências, o presidente do STF revogou a prisão por duas vezes em menos de 48 horas. Os fatos criminosos, gravíssimos, foram ignorados. Pateticamente, o plenário do STF referendou o “HC canguru” (aquele habeas corpus que pula instâncias) e voltou-se contra o juiz, mas sem a anuência dos ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio -este, aliás, o único que leu e analisou minuciosamente as decisões de primeiro grau.
Iniciou-se um discurso lendário, inconsequente e retórico para incutir, por repetição, a ideia da existência de um terrível “Estado policialesco” e da “grampolândia” brasileira, uma falação histriônica a partir de um “grampo” que jamais existiu.
Alcançou-se o objetivo de afastar policiais experientes, de trabalho nacionalmente reconhecido e consagrado: o então diretor da Abin foi convidado a deixar o cargo; o delegado de Polícia Federal que presidiu o inquérito foi afastado das funções e corre risco de exoneração.


Outra vertente é aniquilar a atuação da Justiça de 1º grau, afastando o juiz. Cada decisão técnica, porque contrária aos réus, passou a ser tachada de arbitrária e parcial. Muitas foram as armadilhas postas para atacar pessoalmente o juiz e asfixiar a atividade da primeira instância, por meio de centenas de petições, habeas corpus, mandados de segurança e procedimentos disciplinares.
No apagar de 2009, duas decisões captaram a atenção da comunidade jurídica. A primeira, pelo ineditismo: na Reclamação 9324, ajuizada diretamente no STF, alegou-se dificuldade de acesso aos autos. O juiz informou ter deferido todos os pedidos de vista. Sobreveio a inusitada liminar: o ministro Eros Grau determinou que todas as provas originais fossem desentranhadas do processo (!) e encaminhadas ao seu gabinete. Doze caixas de provas viajaram de caminhão por horas a fio e agora repousam no STF.
A segunda foi a liminar dada pelo ministro Arnaldo Esteves Lima (STJ, HC 146796), na véspera do recesso. Por meio de uma decisão pouco clara e de apenas 30 linhas, apesar da robusta manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República, todas as ações e investigações da Satiagraha foram suspensas e poderão ser anuladas, incluindo o processo no qual já houve condenação por corrupção.
A alegação foi de suspeição do juiz, rechaçada há mais de um ano pelo TRF-3ª Região. Curiosamente, o réu não recorreu naquela ocasião. Preferiu esperar dez meses para impetrar HC no STJ, repetindo a mesma tese. As duas decisões são secretas.
Não foram publicadas e não constam dos sites do STF e do STJ. Juntas, fulminam uma megaoperação que envolveu anos de trabalho sério. Reforçam a sensação de impunidade para os poderosos, que jamais prestam contas à sociedade pelos crimes cometidos.
Espera-se que os colegiados de ambas as cortes revoguem as decisões e permitam o prosseguimento dos processos. A sociedade precisa de segurança e de voltar a ter confiança na Justiça imparcial, aquela que deve aplicar a lei a todos, indistintamente.


JANICE AGOSTINHO BARRETO ASCARI é procuradora regional da República e ex-conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público.


(*) Como disse o meu amigo Wálter Maierovitch: o argumento para sustentar a imputabilidade dos ricos foi o que Gilmar Dantas (**) usou para soltar o santinho do Dr. Roger Abdelmassih. Como ainda “não transitou em julgado”, ele não podia ficar em cana.


Claro, pondera o Walter: os ricos tem dinheiro para recorrer indefinidamente – jamais “transitará em julgado”.


É a mesma racionalidade que soltou Daniel Dantas duas vezes, em 48 horas.


Viva o Brasil !


Paulo Henrique Amorim