sexta-feira, 2 de outubro de 2009




VITÓRIA, VITÓRIA!!!!!
BRASIL NELES!!!!
A OLIMPIADA É NO BRASIL!!!!

RIO DE JANEIRO!!!!!

60 ANOS DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA DA REPUBLICA POPULAR DA CHINA

Xinhua News (Xinhua Cao Li Hsuan-Liang) Dia Nacional desfile militar do 60 º aniversário da Praça Tiananmen, esta manhã, um sucesso. De Libertação do Povo do Exército, as Forças Armadas da Polícia e as milícias e as forças de reserva composta por mais de 8.000 tropas pela matriz de acesso, de modo a passos firmes e em negrito, uma quantidade impressionante de ímpeto, dragão invadindo majestoso, o nosso exército tem demonstrado a aplicação efectiva do novo século e novo estádio missão histórica de construir a informação militar e vencer a guerra de informação da firme vontade de demonstrar o nosso exército para defender a segurança nacional e os interesses de desenvolvimento, uma força poderosa para a manutenção da paz no mundo.10:09 música, apaixonado do militar abriu um Dia Nacional de desfile militar no 60 º aniversário do prelúdio. O Comitê Central do Secretário-Geral e presidente do Estado e CMC presidente Hu Jintao, o comandante do desfile, a Pequim Área Militar Sala de Comando Feng Hui, acompanhado por cartão vermelho revisão do carro Xu Xu Xiangdong, de frente para a cerimônia lendo a atenção dos oficiais e homens, revista em Chang-an Street, uma poderosa gama de 44 rés-do-equipe lado.


"Camaradas, Good!" Cabeça boa! "Camaradas trabalho duro!" Servir o povo! "Cordiais saudações do presidente Hu Jintao e revisão, os oficiais e soldados da resposta contundente, ressoou a dez milhas Long Street.


Desde a fundação da Nova China, o Exército Popular de ter sido 13 vezes a pátria eo povo aqui para aceitar a revisão. O desfile é a fundação da Nova China, especialmente desde a reforma e abertura de defesa nacional da China e de construção do exército, a concentração de mostrar realizações é uma fundação 82 anos, principalmente no século novo e nova etapa de construção e desenvolvimento do Povo Chinês Forças Armadas revisão solene.


10:37, desfile estilo começou a avaria. No pavilhão coloridas 81, sob a orientação da equipe de estagiários do lado do Exército, as equipes de marinheiros lado, a equipe de bordo, a Segunda Força de Artilharia lado do estudante, o Tri-equipas lado feminino, a equipe de policiais armados, do lado da equipe reserva, as mulheres milicianos, 14 equipes equipe lado do pé, o ritmo de ação para vir marcharam ordenadamente. Eles vêm de um herói condecorado de militares e da realização de alívio de desastre, contra-estabilidade segurando o terrorismo, de manutenção da paz e outras missões no excelente desempenho dos heróis colectivos. Review, os principais dirigentes e os homens nascidos após a reforma e abertura, o crescimento de uma nova geração de oficiais e soldados, mostrando a causa da defesa nacional da China e de construção do exército, a vitalidade.


Fluxo de material circulante ferroviário, a ressonância da Terra. 10:49, 30 equipado com a força do lado da equipa de um raio estrondoso ímpeto dirigia. Revisão dos 52 receberam mais de 500 conjuntos de equipamento, 100% para a nossa auto-desenvolvidos, dos quais 90% de sua estréia. Os mísseis de cruzeiro, os radares móveis, veículos aéreos não tripulados e equipamentos de comunicações por satélite, veículos e outra tecnologia de informação, o desempenho atingiu ou se aproximou do mundo avançado nível. Após 60 anos de incessantes esforços, os nossos militares no essencial, tomou forma para uma nova batalha equipamento principal como a espinha dorsal de equipamentos electrónicos de informação e equipamentos de apoio em harmonia com características chinesas de modernos sistemas de armas.


Eagles bateu o céu, Xiao Jian céu. 11:11, por terra, mar e da Força Aérea da Força Aérea 151 escalão de combate aéreo do vôlei 12 compilado assobiou. Aeronaves de alerta precoce, do lado de aeronaves de reabastecimento pela aparência lado, -10 F, F -11 decolar juntos três gerações de caças, bombardeiros F-bombardeiros, caças de Top Gun, helicópteros de combate e helicópteros de reconhecimento Espírito polegadas 11:20, com o primeiro lote de lutadores para treinar pilotos do sexo feminino para conduzir treinador de alto nível na Praça da Paz Celestial durante os pull-out rodada após rodada da zona de fumaça colorida, o magnífico desfile do Dia Nacional de militares no 60 º aniversário de uma conclusão bem-sucedida.






MAO TSE TUNG



1 de outubro, a capital de todos os estilos de vida para comemorar o sexagésimo aniversário da criação da República Popular da Assembléia Geral foi realizada na Praça da Paz Celestial. Este é o Comitê Central do Secretário-Geral e presidente do Estado e CMC presidente Hu Jintao inspeccionados pela unidade de leitura.






Noite de 1 de outubro, a capital de todos os estilos de vida para celebrar o 60 º aniversário da República Popular da China Festival foi realizado em Pequim da Praça Tiananmen. Esta é uma cena de festa coloridos. Xinhua News Agency repórter Ju Pengshe


 60 ANOS DA REVOLUÇÃO CHINESA



















Noam Chomsky: “A posição
do Brasil tem sido admirável”

O lingüista e escritor norte-americano, Noam Chomsky, afirmou, que a posição do governo brasileiro frente à situação de Honduras “tem sido muito admirável”. “Ao acolher Zelaya, o país se colocou numa posição a favor da democracia, e é claro que aquilo que o Brasil faz é extremamente importante, pois é o principal país da América Latina”, ressaltou.


Chomsky condenou a postura do governo dos EUA, que apesar “de ter se juntado à OEA e a outras potências na crítica”, “fez isso de uma maneira fraca”. O escritor destaca ainda que os EUA se recusaram a classificar a situação de Honduras como golpe, “o que envolveria cortar ajuda”.


O escritor considerou que a proposta de reforma constitucional proposta pelo presidente Manuel Zela-ya foi utilizada como “pretexto” para o golpe. “Zelaya estava aumentando o salário mínimo, introduzindo programas que beneficiariam os pobres, e a pequena elite rica do país não gostou nada daquilo”, afirmou.

Segundo Chomsky, o retorno do presidente constitucional de Honduras à capital do país, provocou grande mudança na situação. “Os golpistas estão enfrentando uma pressão internacional” destacou.


“O que os golpistas estão tentando fazer é manter a situação até as eleições para tentar convencer o mundo de que a eleição é legítima e que isso deveria acabar com a questão”, afirmou o escritor. “Mas claro que ela não será legítima, não com um governo que foi ao poder por um golpe militar”, finalizou

Deputado repudia parecer de Tasso contra a entrada da Venezuela no Mercosul




Deputado(BrizolaNeto foto) repudia parecer de Tasso contra a entrada da Venezuela no Mercosul


O deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) condenou o parecer do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na Comissão de Relações Exteriores do Senado contrário à entrada da Venezuela no Mercosul.


“Inacreditável o comportamento do empresário e senador Tasso Jereissati. Como tucano de alto coturno, cansa de afirmar que o mundo é globalizado, que as empresas não devem ser discriminadas por serem nacionais ou estrangeiras, que a presença do Estado na economia é um retrocesso, etc, etc…Mas está encaminhando hoje [quarta-feira, 30] um relatório à Comissão de Relações Exteriores do Senado dando parecer contrário à entrada da Venezuela, a terceira maior economia do nosso continente, no Mercosul!”, disse Brizola Neto em texto postado no seu blog “Tijolaço”.


“Senhor Jereissati, não deixe os seus preconceitos ideológicos cometerem este crime contra os interesses nacionais. Se não pode respeitar um Governo eleito, que atravessou, em geral vitorioso, 14 processos eleitorais em 10 anos, respeite ao menos os interesses comerciais do Brasil. O senhor mesmo admite que o empresariado pediu a aprovação do acordo comercial. Se isso não é discriminação ideológica, o que é?”.


“O seu argumento é o ‘processo acelerado de desmonte das liberdades democráticas’ que estaria em curso hoje na Venezuela, com objetivo de garantir ‘a perpetuação do presidente Hugo Chávez no poder’. Engraçado, lá a reeleição teve de ser aprovada em plebiscito; aqui, com o apoio de Jereissati, a reeleição de FHC foi aprovada apenas no Congresso e sabe lá Deus com que ‘incentivos’ a parlamentares”, continua.


“Mas, independentemente destas questões, o que isso tem a ver com relações comerciais? O Brasil tem uma balança comercial fortemente superavitária com a Venezuela. Nosso saldo comercial com aquele país chega, dependendo do mês, a representar um terço do saldo total obtido no nosso comércio exterior. Melhor, exportamos para lá não produtos primários, mas industrializados, de alto valor agregado. Nossas exportações para lá, em 10 anos, cresceram 859% e o saldo, em 2008, foi de US$ 4,6 bilhões, o dobro do obtido com os EUA!”, questionou o deputado.







Amorim: “se não fosse o Brasil, Zelaya estaria preso ou morto”


Amorim: “se não fosse o Brasil, Zelaya estaria preso ou morto”


Ministro das Relações Exteriores rebateu teses de senadores do PSDB e Dem favoráveis a golpistas



“O presidente Manuel Zelaya teria sido preso, talvez morto sem o apoio do Brasil”, afirmou o chanceler brasileiro , Celso Amorim, durante reunião extraordinária da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, na última terça-feira.

O ministro ponderou que o Brasil está apoiando uma vítima de um golpe de Estado. “Não foi apenas uma pessoa que estava procurando refúgio. Foi um presidente legítimo que procurava o apoio da Embaixada”, sublinhou.



Diante dos ataques da oposição, o chanceler apontou que a proteção de Zelaya foi referendada por outras entidades internacionais, como a Organizações dos Estados Americanos (OEA) e Organização das Nações Unidas (ONU). “Não fomos protagônicos, fomos fazendo o que achávamos o que tinha de fazer. O Brasil não comandou nenhum processo”, disse Amorim, reiterando que o governo brasileiro ficou sabendo da entrada de Zelaya em Honduras apenas cerca de meia hora antes de sua chegada ao local. “Falei com ele (Zelaya), que nos disse que estaria indo (a Honduras) para tratar do retorno dele à presidência, por meios pacíficos e diálogo”, contou o chanceler.


“Nossa ação reconduz à retomada do diálogo, algo que não estava acontecendo”, afirmou Amorim. “O fato de Zelaya estar hoje no país é um convite ao diálogo”, destacou o ministro, divergindo de José Agripino (DEM-RN) e Sérgio Guerra (PSDB-PE), que criticaram a atuação do Brasil e expressaram o desejo de ver Zelaya asilado. “Não sei o que teria acontecido caso o Brasil não o tivesse aceito [na Embaixada]. Ele teria sido preso, morto ou estaria em uma serra planejando uma insurreição, uma revolução. Achamos que estamos contribuindo para o diálogo e nossa Embaixada não está interferindo [nos assuntos internos hondurenhos]”, afirmou o chanceler.


Ao defender a decisão do Itamaraty das críticas de tucanos e demistas, o ministro lembrou que o Brasil não está só. “Não me lembro de nenhum golpe de Estado que tenha sido tão amplamente criticado, tanto pela OEA quanto pela ONU e por outras lideranças mundiais. Trata-se não apenas de um presidente que buscava se exilar por golpe em seu país, mas de um presidente legítimo, assim reconhecido pela comunidade internacional, que quase literalmente bateu à nossa porta. Então consideramos como correto dar esse abrigo”, resumiu Amorim.



Quanto ao líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), que expressou a preocupação de que a diplomacia brasileira fique refém da crise em Honduras, que o tucano definiu como um “pequeno país”, Amorim concordou apenas com a preocupação: “Naturalmente esta é uma preocupação nossa. Mas lá o que está em jogo não é apenas um pequeno país da América Central, mas o destino da democracia, pelo menos na região, onde a tolerância a um golpe de Estado poderia inspirar outros golpes”, disse.



Arthur Virgílio (PSDB-AM) tentou defender o golpista Roberto Micheletti. Disse que mesmo que ele tenha feito um golpe e esteja coibindo a liberdade de expressão naquele país, não significa que Manuel Zelaya tenha agido democraticamente “ao querer forçar um terceiro mandato na presidência”. Na avaliação do tucano “Zelaya também tentou dar um golpe, talvez inspirado na conduta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez”.


Amorim rebateu as afirmações de Virgílio e negou a existência de “qualquer segmento da agenda política de Hugo Chávez” na questão hondurenha. Ele reafirmou que Zelaya foi vítima de um golpe militar repudiado por toda a comunidade internacional e que não teve nada a ver com “forçar um terceiro mandato”. “O que está em jogo é o destino na democracia na América Central. O fato é que o Brasil não escolheu o papel que está tendo neste contexto, mas também não fugiu dele depois da situação posta”, completou Amorim.


O ministro polemizou também com o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), quando este insinuou que o Brasil sabia previamente da volta de Zelaya, concordando, portanto, com a tese do governo golpista de Honduras: “Tenho 50 anos de vida pública. Se Vossa Excelência preferir acreditar nas palavras de um golpista, não posso fazer nada. Não soubemos, não participamos e fomos surpreendidos quando ele bateu às portas da embaixada”, sublinhou.


O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), afirmou “não haver dúvidas quanto ao fato de Manuel Zelaya, presidente deposto de Honduras, ter sofrido um golpe”. Mercadante pediu, que os parlamentares brasileiros se posicionem claramente contra o golpe. Inácio Arruda (PCdoB-CE) disse não haver sentido em ficar perguntando qual é o status de Zelaya. “O que importa é que o Brasil defende a democracia e os direitos de um presidente legitimamente eleito pelos hondurenhos”, declarou.





SERRA, O GOLPE E O SUB DO SUB AMERICANO NA OEA



Nunca o Brasil angariou tanto prestígio internacional quanto agora, com os acontecimentos de Honduras. Chega até a ser meio chato lembrar, mas quando foi que nós vimos uma manifestação de nossos irmãos argentinos carregando um cartaz com os dizeres “Gracias, Brasil”? A ONU, a OEA e todos os países do mundo estão com o Brasil. Até o Obama e a Hillary. E órgãos de imprensa insuspeitos de parcialidade a nosso respeito, Clarín ou Le Monde, trataram o assunto como um grande triunfo da diplomacia brasileira.


Pois, apesar disso tudo, bastou um funcionário norte-americano de quarto ou quinto escalão, um obscuro Lewis Anselem, já demitido pelo governo Obama, e com folha-corrida de agente da CIA na América Central (ver página 7), dizer que Zelaya foi “irresponsável” por voltar ao país do qual é presidente e culpar o Brasil pela violência dos golpistas, para que o Serra, o Ali Kamel, o Bob Civita e alguns outros ficassem assanhados.


Imediatamente, Serra, até então de bico calado, declarou que Zelaya e o Brasil estavam fazendo uma “tremenda trapalhada”.


O Ali Kamel botou lá no “Globo”: “Da OEA a Serra, todos criticam o Brasil” (o funcionário americano virou “a OEA” - e o “todos” eram o funcionário e o Serra).


Um velho de programa que faz ponto na “Folha de S. Paulo”, conhecido por sua indômita coragem, saiu berrando que Zelaya era um “covarde” e que o Brasil devia chamar o capitão Nascimento (sic) para expulsá-lo da embaixada – ou seja, entregá-lo aos golpistas, provavelmente depois de torturá-lo com o saco plástico (esse pessoal, como veremos, tem fixação por sacos).



Uma senhora da vida, quer dizer, da “Veja”, foi escalada pelo Bob Civita para dizer que o ridículo Micheleti ia retirar o “status” de embaixada da representação brasileira, como se isso fosse possível.


Paramos aqui, porque temos mais o que fazer do que ficar registrando um rol de basbaquices.



Essa malta vivia pregando que o governo Lula era muito leniente com a Bolívia, no caso do gás, e com o Paraguai, no caso de Itaipu. Que tínhamos de ser “duros” com os paraguaios e bolivianos. Por pouco não disseram que a gente devia invadir a Bolívia e o Paraguai para depor o Evo e o Lugo. Eram valentes paca, quando se tratava da Bolívia e do Paraguai...


Pois bastou um sub-do-sub-do-sub americano falar uma besteira, para que virassem um batalhão de papagaios, combatendo para ver quem puxava mais o saco do animal.


O Serra realmente deve achar que a volta de Zelaya foi uma “tremenda trapalhada”. Em 1964, presidente da UNE, logo depois do golpe de Estado, fugiu do Brasil numa correria sem dignidade (aquela correria em que o calcanhar bate nas nádegas), abandonando o mandato, deixando a UNE acéfala – os estudantes, o povo e o Brasil que se danassem. Refugiou-se na embaixada... da Bolívia. Enquanto outros dirigentes da UNE enfrentavam a ditadura, Serra nem esperou que houvesse algum processo contra ele.


Zelaya, ao invés de se refugiar numa embaixada para fugir do país, está na embaixada brasileira para voltar ao país e empreender a luta contra os golpistas. Serra deve achar que esse negócio de resistir e lutar é uma “tremenda trapalhada”. Ele, que só voltou ao Brasil quando os que ficaram aqui já haviam reduzido a ditadura a um defunto, não faz “trapalhadas”. Tudo o que não é covardia, é “trapalhada”.


O Serra, o Ali Kamel, o velho de programa da “Folha” e a madame da “Veja” não podem avistar o saco de um americano. Ficam logo afogueados para puxar o dito cujo. É da natureza deles. Mas, pelo menos, deviam puxar o saco de um americano com poder, por exemplo, o Obama, já que a Hillary não tem anatomia própria para essas coisas. No entanto, eles não conseguem deixar de puxar o saco nem de um insignificante meganha da CIA prestes a ser aposentado. Também, o cara é americano...


CARLOS LOPES



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

MULTINACIONAIS DO PETROLEO NÃO CONHECEM E NÃO TEM TECNOLOGIA PARA PRÉ-SAL

Petrobrás é a mais capacitada, diz presidente da Aepet



O Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro promoveu na segunda-feira (28), na Assembleia Legislativa, o debate “O Rio de Janeiro e o pré-sal: impactos do novo marco regulatório", sobre os projetos de lei encaminhados pelo governo federal ao Congresso Nacional.



“O fato de a Petrobrás ser a única operadora é excelente. Ela conhece o pré-sal e tem tecnologia. Para que trazer uma empresa internacional que não conhece o pré-sal e não tem a tecnologia desenvolvida pela Petrobrás? Além do mais, a Petrobrás por ser uma empresa estatal pode ser controlada pelo povo e uma empresa transnacional, não”, afirmou em sua exposição o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira, contestando os representantes das multinacionais que se opõem ao papel da Petrobrás no pré-sal, entre eles o secretário-executivo do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Alvaro Teixeira, que, defendendo a manutenção da lei do Fernando Henrique (Lei 9.478/97), disse que “colocá-la [a Petrobrás] com a exclusividade na operação dos futuros blocos do pré-sal, isto é, sem licitação, pode suscitar no futuro sérias questões jurídicas sobre sua constitucionalidade e vai limitar a transferência de tecnologias de outras empresas para o Brasil”.




Fernando Siqueira rebateu dizendo que “se a lei estabelecer que a Petrobrás vai ser contratada não tem problema nenhum, não tem inconstitucionalidade nenhuma, até porque a Petrobrás durante 55 anos exerceu o monopólio que é da União. E com isso ela descobriu 90% do petróleo da nossa autossuficiência e descobriu o pré-sal, porque a lei 2004 lhe proporcionou a realização de 30 anos de pesquisa”.



Em entrevista após o evento, o presidente da Aepet acrescentou: “Um dos argumentos do lobby [das multinacionais] é de que se a Petrobrás for a operadora única não tem desenvolvimento tecnológico. É uma falácia pelo seguinte: em primeiro lugar, a tecnologia de perfuração pertecence a empresas especializadas que alugam para a Shell, para Exxon, para a Petrobrás, para todo mundo. A Petrobrás foi pioneira no desenvolvimento conjunto com essas empresas porque foi a primeira a ir para águas profundas, portanto, a Petrobrás conhece bem o sistema, sabe como usá-lo, mas a tecnologia é dessas empresas.


Elas que alugam as plataformas, que hoje custam US$ 600 mil dólares por dia, porque há poucas e muita demanda. Não há problema tecnológico nenhum. Quem contratar essas empresas vai contratar o mesmo serviço com o mesmo avanço tecnológico”.



“A Petrobrás leva uma vantagem sobre as demais porque conhecendo a tecnologia que ela desenvolveu junto pode melhorar cada dia mais, dá a chamada retroalimentação, para cada vez essas empresas melhorarem. E a Petrobrás sabe como usar isso melhor do que ninguém”.



Siqueira também criticou a manutenção dos leilões no pré-sal. “O fundamental é ter a propriedade do petróleo. O contrato de concessão dá a propriedade a quem produz. Você tem o pré-sal, onde não tem risco. Leiloar essas áreas é entregar bilhete premiado. E entregar bilhete premiado para empresas que vêm aqui para intermediar a sonda, completação submarina e linha flexível e ainda levam uma parte enorme.


Com o contrato de concessão elas são donas do petróleo. Se são donas, são elas que comercializam, que usam o petróleo como contrapartida. Se elas vendem para a Europa, por exemplo, que está desesperada atrás de petróleo, exigem uma contrapartida altíssima para garantir fornecimento”.



“Outro ponto colocado pelo lobby estrangeiro é que a Petrobrás deslanchou e teria sido beneficiada pela Lei 9.478. A realidade é outra”, rebateu o presidente da Aepet. “Durante 25 anos o governo obrigou a Petrobrás a comprar petróleo pela média de US$ 25 o barril e vender no mercado nacional a US$ 14, sob o argumento de que precisava conter a inflação. Essa diferença de US$ 11 que a Petrobrás perdia era contabilizada em uma conta chamada conta-petróleo, que mais tarde o governo prometia pagar e nunca pagou. Essa conta chegou a atingir US$ 11 bilhões”, relatou. “Quando chegou em 1999, o governo Fernando Henrique pretendia vender a Petrobrás e ele tirou essas amarras para poder vender a uma empresa estrangeira a Petrobrás lucrativa. Com isso, passou a permitir que a Petrobrás vendesse pelo mesmo preço no mercado nacional. A Petrobrás deixou de perder com o petróleo que importava e passou a ganhar muito com o petróleo que produzia, porque o custo de produção depois de feitas as instalações era de US$ 3 por barril. E a Petrobrás passou a vender a US$ 20 dólares o petróleo produzido.



Foi isso que alavancou fortemente os lucros da Petrobrás. Ela perdeu aquela amarra absurda imposta pelo governo, que dava até dificuldade de caixa na empresa e passou a faturar alto com petróleo produzido no país. Essa é a realidade”.


Participaram dos debates o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno; o vice-prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Muniz; o senador Francisco Dornelles (PP-RJ); e representantes da Firjan, Faerj e Fecomercio-RJ.



O deputado estadual Paulo Ramos (PDT) lembrou que “aqueles que argumentam contra uma suposta falta de tempo para o debate no Congresso Nacional são os mesmos que de forma açodada desfiguraram a Constituição, principalmente os artigos da ordem econômica que atendiam os interesses nacionais. São os mesmos que tentam contrapor os interesses dos estados e municípios com os da União. Mas só é possível defender os estados e os municípios se paralelamente defendermos o nosso país.

Não existe município forte, com país fraco. Então, nós que defendemos os interesses do Estado e dos municípios do Rio de Janeiro temos o dever e a obrigação de também defender os interesses da Nação”. Por isso, completou Ramos, “defendo não só o regime de partilha, como a volta do monopólio estatal do petróleo”.


VALDO ALBUQUERQUE

JOGO SUJO DOS TUCANOS PREJUDICA O BRASIL

"Não nos interessa a paralisação de obras, mas não poderíamos deixar que prosperassem a fraude, o conluio e a corrupção". E mais: "a paralisação só se dá quando não é possível outro remédio para os graves indícios de irregularidades".

Essas são declarações à imprensa de Ubiratan Aguiar, presidente tucano do Tribunal de Contas da União (TCU) - leia notas anterior e as duas seguintes - sobre a decisão da entidade, de simplesmente paralisar 41 obras do governo federal.

Na verdade, essa deliberação é uma retaliação política e uma resposta às declarações do presidente Lula que criticou e cobrou do TCU a liberação das obras do PAC sob pena de paralisar o país nos próximos anos, já que são obras nas áreas de infra-estrutura já congestionada como energia, petróleo e transportes, dentre outras.


Como pode o presidente do TCU pré-julgar e afirmar que existe fraude, conluio e corrupção, sem apontar os responsáveis e sem acionar o Ministério Público e a Polícia Federal? Isso transforma sua declaração numa manifestação política pura e simples contra o governo.

Obra tocada por tucano pode prosseguir


Cabe a este responder a cada pedido de bloqueio ou suspensão de obra do TCU. E, ao Congresso, examinar cada uma e assumir o papel que o TCU abandonou, de sanear e viabilizar os projetos e não suspendê-los ou bloquear o repasse de recursos orçamentários. Isto, além do Parlamento, somente a justiça pode fazer. A não ser que rasguemos a Constituição.

Para concluir, uma nota que explica tudo, meus amigos: o Rodoanel de São Paulo, obra com dinheiro do governo federal, mas tocada por um governador tucano (Serra), foi excluído das decisões do TCU.


Um acordo de última hora feito pelo Ministério Publico permitiu gastos extras na construção do seu trecho Sul. Se é possível, no caso do Rodoanel, chegar a um acordo que permite gastar mais do que o contratado na licitação, por que não fazer o mesmo com as obras do governo federal?

Vejam a que ponto chega a irresponsabilidade e falta de compromisso dos tucanos com o povo brasileiro: as obras paralisadas pelo TCU tucano são de infraestrutura, vitais para o crescimento do país.

POLITIZAÇÃO DO TCU

Faz tempo que o Tribunal de Contas da União (TCU) foi capturado pela oposição e se transformou num órgão político. Agora, seu objetivo mais "nobre" ( há outros ) é paralisar o governo Lula e as obras do PAC, como vocês podem ler nas manchetes desta 4ª feira.



Está em todos os jornais: nada mais, nada menos do que 41 projetos do governo federal - incluindo 13 do PAC - ficarão parados por recomendação do TCU.


O governo e o Congresso Nacional de certa forma foram omissos ou condescendentes com essa anomalia no sistema institucional brasileiro atual. O TCU jamais se comportou e se investiu de poderes como estes, de suspender obras - na prática, a publicidade de suas decisões leva as empresas a paralisá-las - e solicitar ao Parlamento o bloqueio do repasse de recursos.


Vamos lembrar, mais uma vez: pela Constituição, o TCU é um órgão auxiliar do Congresso e de fiscalização das contas orçamentárias - portanto, das obras e licitações, convênios, contratações e o que ocorra a posterior na administração pública federal.


Tribunal usurpou nova função

O Tribunal, porém, gradativamente foi usurpando uma nova função: fiscalizar (antes e durante) a execução orçamentária para, em parceria e em diálogo com o Executivo, construir termos de ajuste de conduta que saneasse irregularidades administrativas no preço, nas obras ou nas licitações e convênios ou contratações - enfim, em qualquer ato da administração pública.

Aos poucos, o TCU - novamente sob a omissão do Congresso Nacional e o silêncio do Executivo - politizou suas fiscalizações, vazando para a imprensa relatórios técnicos, ainda sem o voto do plenário e, portanto, sem a decisão do tribunal.

Inclusive, vê-se seus ministros dando entrevistas e, na prática, condenando o governo, como faz agora o presidente tucano do TCU, Ubiratan Aguiar, ex-deputado pelo Ceará.

Banco Mundial prevê “eclipse do dólar”

“Os Estados Unidos estarão cometendo um erro se derem por garantido o lugar do dólar como moeda de reserva mundial predominante”, afirmou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, em conferência na Universidade Johns Hopkins, às vésperas da reunião anual conjunta com o FMI, que será realizada na Turquia. Ele admitiu que “o status das verdinhas” está sob ameaça da crescente força do yuan chinês e do euro.

As declarações de Zoellick foram apresentadas no jornal inglês “Guardian” sob o título: “Dólar a caminho de ser eclipsado, prediz o presidente do Banco Mundial”. Ele advertiu que o que chamou de “usurpação” do papel do dólar poderá acontecer, à medida que “definha a dominância norte-americana com a irrupção da crise financeira”. “Chegou a hora” – ele assinalou - de que a “tomada de decisões seja compartilhada entre as velhas potências e os países emergentes”.

Ele também saudou o “papel expandido” do G-20, porém sem exclusão do BM, do FMI e da OMC. O Banco Mundial é encabeçado pelos EUA desde sua criação.

De acordo com o jornal, desde o acordo de Bretton Woods, pós II Guerra Mundial, “que cimentou a ascendência do dólar sobre a libra esterlina”, os norte-americanos têm sido capazes de “contar com empréstimos baratos do resto do mundo conforme governos transacionam dólares como uma aposta segura”. O jornal destacou ainda que vários países, inclusive China e Rússia, têm repetidamente levantado o problema da “excessiva hegemonia do dólar”.

“Há crescentemente outras opções ao dólar”, notou Zoellick, “e de agora em diante a confiança na moeda dos EUA – e sua economia – terá de ser conquistada”. Para ele, o futuro dos EUA está na dependência de se o país saberá “lidar com grandes déficits, relançar a economia sem inflação que mine o crédito e a moeda, e supervisionar seu sistema financeiro”. Ele predisse, ainda, que os tumultuosos eventos do aperto de crédito poderiam levar a uma ordem econômica mundial radicalmente diferente.

Seminário nacional do PSDB usa Brasil com “Z”


Seminário nacional do PSDB usa Brasil com “Z”
“PSDB a favor do Brazil”, foi o que estava escrito nos adesivos distribuídos na entrada do Hotel Praia Mar, em Natal (RN), onde foi realizado no sábado o seminário nacional sobre educação do PSDB, que teve a participação de Fernando Henrique Cardoso e dos governa-dores tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).


Muita gente usou até o fim do seminário o adesivo distribuído com a palavra “Brasil” grafada com “Z”, como se pode ver na foto abaixo.
Ao ser questionada sobre o assunto, a assessoria de imprensa do PSDB potiguar jogou a culpa sobre um grupo de cerca de 50 filiados do interior. Alegou ainda que pediu para os adesivos ser retirados, mas alguns permaneceram com eles.
A intenção do seminário tucano era mostrar uma outra imagem do partido, voltado para discutir os problemas brasileiros. Só que enquanto não aprender a falar português e melhorar esse sotaque vai ficar difícil.

Imprensa brasileira: De facto ou interina?

Imprensa brasileira: De facto ou interina?


GILSON CARONI FILHO



Desde 28 de junho, quando o presidente Manuel Zelaya foi deposto por um golpe militar liderado por Roberto Micheletti, a grande imprensa brasileira, através de seus articulistas mais conhecidos e dedicados editorialistas, voltou a apresentar, como é comum a aparelhos privados de hegemonia, seu vasto arsenal de produção e redefinição de significados.

Desta vez, a novidade foi o deslocamento semântico do real sentido do que vem a ser golpe de Estado. Em Honduras, segundo a narrativa jornalística, não há golpistas, mas "governo interino" ou "de facto", pouco importando que a ação militar tenha sido condenada pela União Européia e governos latino-americanos representados pela Organização dos Estados Americanos (OEA).


Como já tive oportunidade de destacar em outra oportunidade "há algo profundo no jogo das palavras". Ainda mais quando, quem as maneja, tem, por dever de ofício, que relatar o que cobre com precisão e clareza. Fica evidente que razão cínica e ética ambíguas são irmãs siamesas. E no jornalismo brasileiro, mudam as gerações, mas as tragédias continuam e o imaginário dos aquários insiste em se engalfinhar contra as evidências factuais.

Agora, empenhada em afirmar que o governo brasileiro teria agido de maneira irresponsável ao conceder abrigo ao presidente deposto, a mídia corporativa repete um velho procedimento. Tenta armar, na produção noticiosa, uma subversão monstruosa: a autoria e a responsabilidade do golpe são transferidas aos que a ele se opõem, de modo que os golpistas, posando de impolutos democratas, ainda encontrem razões e argumentos para desmoralizar, reprimir e, se possível, eliminar seus oponentes. Para a empreitada foram convocados até diplomatas aposentados, saudosos de uma subalternidade quase colonial.


Uma característica saliente do discurso editorial, e de forma alguma sem importância, é o tom mordaz de quem que se propõe a dizer "verdades" a leitores e/ou telespectadores não apenas iludidos, mas idealizados como obtusos. O trecho abaixo, extraído da revista Veja ( edição 2132, de 30/09/2009) é exemplar.

Trata-se da reportagem “O pesadelo é nosso", assinada pelos jornalistas Otávio Cabral e Duda Teixeira.

"Com as eleições marcadas para o próximo dia 29 de novembro, o governo interino que derrubou Zelaya se preparava para reconduzir o país à normalidade democrática. O candidato ligado a Manuel Zelaya aparecia até bem colocado nas pesquisas de intenção de voto. Seria uma saída rápida e democrática para um golpe, coisa inédita na América Latina. Seria.

Agora o desfecho da crise é imprevisível. O mais lógico seria deixar o retornado sob os cuidados dos amigos brasileiros até depois das eleições, que, se legítimas, convenceriam a comunidade internacional das intenções democráticas dos golpistas".


Não procurem lógica no texto. Muito menos o uso político do mito da objetividade jornalística. O panfletarismo é prepotente e assumidamente faccioso para se preocupar com detalhes. Falar em “intenções democráticas dos golpistas" não expressa dificuldade de ordem racional, mas uma formidável comédia de erros e imposturas orquestradas por setores decisivos de uma direita inconformada com uma política externa exitosa.

Não se trata apenas da insistência da grande mídia brasileira em “manter um viés anti-Lula, fazendo uma cobertura parcial e tendenciosa sobre os acontecimentos que envolvem o fato", como afirmou o deputado José Genoíno. A operação em curso vai bem além desse propósito. O que ela busca ocultar são os resultados da reunião do G-20, em Pittsburgh, com a abertura para a reorganização das instituições financeiras internacionais e maiores direitos para os países emergentes. O êxito diplomático deve ser substituído por uma "trapalhada ideológica que não faz jus à tradição pragmática do Itamaraty”.

É exatamente isso o que confessa o articulista Clóvis Rossi, em sua coluna de sexta-feira, 25 de setembro, na Folha de S. Paulo.

"Escrevendo textos no lobby do Hotel Sheraton, em que Luiz Inácio Lula da Silva está hospedado em Pittsburgh, sou agradavelmente interrompido por Gilberto Scofield, o competente correspondente de "O Globo" em Washington: Cara, Honduras conseguiu eclipsar completamente o G20 nos jornais brasileiros.

Só recebo cobranças sobre Honduras".

Essa desenvoltura de militantes eufóricos só reforça o que se sabe da grande imprensa. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas os modelos-teimosos- permanecem como farsa de um jornalismo que não se sabe ao certo se é “de facto" ou interino. Os acontecimentos de Tegucigalpa são contagiantes.


Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior , Jornal do Brasil e Observatório da Imprensa.